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A mitomania estrutural do futebol brasileiro blog.ayom.media

Espero que gostem do meu texto sobre a mitomania estrutural do futebol brasileiro, acredito que seja interessante até para quem é antipático ao tema. Caso gostem, me ajudem a divulgar, por favor!

8 comentários

8 comentários

  1. OP, gostei do seu texto, mas irei me abster da discussão por você ter citado a Milly Lacombe.

    1. Fiquei curioso: quem é esss pessoa, o que ela faz e o que ela fez que te machucou?

  2. jonathan wilson no livro angels with dirty faces faz uma análise histórica e cultural do futebol na argentina e é impossível não traçar paralelos com o brasil – vai ver é por isso que nos odiamos tanto, por sermos tão iguais. o complexo de inferioridade em relação ao ocidente, o futebol como única possibilidade de sobressair-se em um palco global, o racismo e desigualdade das nossas sociedades, a figura mítica de um menino franzino, pequenino e pobre, surgido nos potreros/várzeas das villas/favelas e que com dribles e malícia é capaz de vencer os grandes e poderosos (no livro de wilson ele mostra textos dos anos 1930 que serviriam perfeitamente para descrever maradona antes mesmo dele nascer, serviria para robinhos, messis e neymares tbm).

    A Associação de Futebol Argentino, a CBF deles, é tão ou mais corrupta e bagunçada que a nossa, e a francesa e espanhola, talvez as outras duas seleções mais fortes da atualidade, também tiveram recentemente dirigentes envolvidos em escândalos sexuais, de corrupção e racismo. Aponta-se que o problema é o time em que os nossos jogadores jogam, mas a liga inglesa tem muito mais poder financeiro para atrair os jogadores e nos times de elite ainda só podem jogar 11, logicamente os talentos irão dispersar-se mais (mesmo assim ignora-se que o nosso ataque é formado por titulares de Real Madrid e Barcelona). Diz-se que o brasil não fabrica mais ‘camisas 10’, ora, Estevão, destaque do campeonato nacional com apenas 17 anos e já vendido para a liga inglesa, jogou a base como um, mas foi deslocado para a ponta pelo técnico do profissional – seu staff declarou que a ida ao chelsea foi condicionada ao técnico de lá querer utiliza-lo pelo meio.

    Acho que o problema é mais tático do que qualquer outra coisa. A ausência do neymar serve pra mascarar e desviar o foco, mas um técnico que saiba o que faz nem mesmo o convocaria. Os times brasileiros não jogam mais com o nosso tradicional 442, os meias viraram os pontinhas dribladores, vide estevão, (me pergunto onde um jogador como bebeto, um autêntico segundo atacante, jogaria nos times brasileiros de hoje? ronaldo fenomeno viraria um ponta em detrimento de um atacante grandalhão?). Formamos cada vez mais pontinhas ciscadores e zagueiros rebatedores e praticamente todo time europeu tem um brasileiro desses no seu elenco, a turma quer que joguemos controlando o jogo e dando espetáculo, mas os jogadores que formamos sugerem um bloco baixo bem estruturado e bola esticada pros pontinhas correrem em transição. Dá esse time prum José Mourinho que ele traz a copa ganhando todos os jogos de 1×0, mas aí haverá choro e ranger de dentes porque o brasil nao deu espetáculo.

  3. Mitomania no futebol sempre existiu. Aqui do lado mesmo: Maradona e Messi, por exemplo. Até encontraram uma fala do Maradona para apoiar os protestos dos aposentados que estão acontecendo na Argentina agora.
    O caso do Brasil é realmente pior porque se trata de um jogador (Neymar) que não entregou resultados expressivos na Seleção.
    E na real a Seleção me parece sucateada (apesar da CBF faturar alto). Dez anos atrás a gente olhava pros clubes da Europa e pensava ser impossível um clube brasileiro ter aquele nível de organização. Hoje alguns clubes brasileiros são organizados, faturam alto e tem a dívida controlada. É um começo. Já a Seleção continua lá em 2004, 2005. Quando comparamos esses clubes com a Seleção, é algo mais próximo, não é mais “lá na Europa” então é uma coisa possível e que pode ser feita, mas não é.

  4. Na real a seleção só tá passando pelo que qualquer outra seleção do mundo passa… O povo é que tá mal acostumado….
    Futebol é o esporte que mais sofre com esse problema de idolatria, mas outros tambem são afetados. Eu, particularmente, considero o brasileiro extremamente competitivo, não basta participar de um evento, ele quer ganhar! Você pode ver isso em vários lugares e ainda bem que Fernanda Torres ganhou o Oscar, senão ia ser o maior mimimi nas redes sociais.

  5. Boa reflexão, Felipe. O esporte, nesse caso o futebol, envolve uma série questões que vão além do evento em si.