Título original: The Internet is starting to Break – Here’s Why.
Canal: Mrwhosetheboss
Não conhecia o canal, é do Reino Unido e trouxe uma crítica bem ácida aos serviços oferecidos pelas big techs.
Mostra bem o ciclo da novidade boa e barata que, premeditadamente, muda para algo desvantajoso para os consumidores com o passar do tempo. Algo que nem sempre é percebido diante do malabarismo e do excesso de informações jogados na nossa cara.
Também vale a pena assistir ao vídeo NEVER Trust Amazon Reviews! que trata não só dos reviews positivos artificiais de determinados produtos como também a suposta existência de outros que rebaixam os produtos da concorrência.
5 comentários
Concordo com a premissa que internet ≠ serviços de internet.
A internet está infinitamente melhor que anos atrás. Nos tempos paleo-arcaicozóicos você tinha que agendar horário no laboratório de informática da universidade para ter acesso a 15 minutos de e-mail e usenet. Depois sofreu com modem discado durante as madrugadas e achou o máximo quando chegou o modem 56k full duplex. ADSL foi então uma revolução. Busca no WAP móvel, então, coisa do futuro. Passamos por 2G, 3G e tantos G depois aqui estamos com o mundo na palma da mão. A internet está ótima. O que não está à altura é como usamos essa maravilha da comunicação.
Penso que já batemos cabeça e é hora de ensinar a próxima geração. Aulas de letramento digital. Ensinar que busca não é só Google, que internet não é o tiktok e que há lugares para se visitar, ler, aprender e discutir que vão muito além dos stories de seja lá qual plataforma.
Precisamos matar o vício digital na raiz, ensinando desde cedo a utilizar a tecnologia para melhorar a si e à comunidade ao redor. Se a gente deixar como está, seremos reféns dos péssimos serviços que nos oferecem e a próxima geração, pior ainda.
Serviços de internet ≠ internet.
A internet tá uma merda (desculpe, uma merPIIII). Mas o vídeo não é sobre isso.
O que fez eu pensar… está, mesmo, a internet fão fudiPIIIII assim?
* Remove aqui redes sociais, isso sempre foi uma merPIII.
* Sites de notícias nunca realmente mudaram.
* Informação está por ae, apenas tem de achar. Claro, o google meio que quebrou, mas adicionando REDDIT no final estamos achando hoje em dia muita informação útil “usando o google”
* O uso de AI está nos fornecendo, bem no início ainda, um tipo de wikipedia mais personalizada (sim, alucinações e tal, deal with it e da para se virar legal)
* email é como sempre foi. Usa outlook ou gmail e o filtro de span, até onde vejo, é bem bom.
* youtube é um bonus que não tinhamos antigamente. Quer concertar ou fazer… tem um video que te diz como concertar exatamente o que tu pensou. Isso é fenomenal.
“Serviços de internet ≠ internet”.
Exatamente. E é justamente isso que venho tentando “ter de volta”. Por mais que saibamos que redes sociais e apps não são a internet como um todo, o acesso no Brasil acaba sendo bem cerceado para pessoas que possuem apenas smartphones com planos de dados que só oferecem acesso ilimitado a GAFAM.
Comecei a ler um livro chamado [Internet for the People: The Fight for Our Digital Future](https://www.versobooks.com/en-gb/products/2674-internet-for-the-people), de Ben Tarnoff e há nele um dado bem relevante: alguns (ou muitos) backbones da internet são de popriedade dessas big techs. Ou seja: a ingerência delas toca também na estrutura física da internet. Sem contar os contratos com operadoras de telefonia-internet para fazer com que seus serviços tenham maior banda (quebrando a chamada neutralidade da rede). Isto simplesmente leva a crer que outros sites e serviços são lentos, quando podem estar apenas sendo preteridos no uso de banda.
“Informação está por ae, apenas tem de achar”.
Com o SEO e grandes motores de busca, esse “achar” fica cada vez mais difícil. No caso do Reddit, não costumo utilizá-lo muito. Mas notei que há vários resultados dele que, quando entramos, não podem ser mais visualizados. Não lembro de cabeça, mas tem relação com uma mudança no modelo de como operam.
O Youtube é sensacional mesmo. Os canais que ensinam consertos em eletrônicos são de utilidade pública. Mas quem faz o conteúdo são as pessoas, como sempre fizeram (na era pré-Youtube já havia vídeos deste tipo, usei muitos de manutenção de impressoras). E no caso de canais de pessoas que vivem do Youtube, a lógica do algoritmo está moldando a forma como eles produzem estes vídeos, diminuindo drasticamente sua qualidade.
É “capitalismo” que chama.
Essa descrição sua me lembrou bastante a “enshittification” do Cory Doctorow.
Sim! Vi o vídeo dias atrás e pensei a mesma coisa.
Mas é claro que o canal de tecnologia gringo não vai apontar isso como a raiz do problema.