Gosto de postar esse tipo de conteúdo no Manual porque geralmente alguém faz um comentário que é “life-changing”. No último post que fiz sobre felicidade me indicaram o livro “The Happiness Trap” e tem me ajudado bastante, além de outros insights. Agora queria abordar outra questão que tem se tornado central nesse momento da minha vida: ter uma vida fitness e saudável. Estou há mais ou menos 6 anos entre tentativas, pequenos sucessos e fracassos.
Registro meu peso no FatSecret durante esse período e o gráfico é uma montanha russa. Tenho momentos em que ganho muito peso, outros em que perco muito peso. Já até fiz a associação com alguma neurodivergência, mas, por enquanto, nada formal (faço terapia há +- 1 ano).
Acho que todo mundo sabe o segredo, né? Se alimentar melhor, praticar alguma atividade física, criar uma rotina, ter disciplina e resiliência e paciência para esperar os resultados.
Tudo que não tenho rs. Por isso nenhuma dica costuma “ressoar” em mim de fato. Eu nunca fui uma pessoa de rotina ou disciplina. Quase tudo que fiz na minha vida foi obra da inspiração. Estou querendo fazer algo? Foco nisso e faço. Tô querendo curtir mais a madrugada esses tempos? Fico acordado mais tempo e acordo mais tarde. Quero dar umas voltas de bike de manhã? Passo a dormir cedo.
Rotina é algo que não tenho na minha vida, e estou refletindo bastante sobre isso nos últimos tempos. Pode ser alguma neurodivergência ainda não descoberta, mas essa é a vida que “eu sei” e é assim que venho me desenrolando. Sempre que tento desenvolver alguma rotina acabo em frustração, talvez justamente por saber que vou perder algumas coisas (como no exemplo acima de acordar cedo, que leva a sempre perder a madrugada).
Isso me impede de ter uma rotina de exercícios regulares. O que tem mais funcionado ultimamente é a bike, em que dá pra sair em qualquer horário, mas como moro em local quente, acaba que só tenho a tardezinha/noite pra isso, e nem sempre tô “inspirado” nesse período.
Outro problema é a alimentação. Eu amo comida saudável, amo cozinhar. No mesmo nível que amo pizza e chocolate. Nos meus momentos descontrolados, janto pizza uns 4 dias seguidos na semana. Acho que aqui entra também a falta de rotina e disciplina, mas pesa mais a incapacidade de lidar com os desejos. O que costuma funcionar para mim nos momentos em que meu gráfico do FatSecret abaixa? Obsessão kkkk. Eu fico obcecado com alimentação saudável e aí consigo, por meio da motivação, ter bons resultados. Mas como sabemos, motivação cansa e acaba. E aí voltam os velhos hábitos (ah, construir hábitos cai no mesmo problema da falta de rotina pra isso).
Enfim, pensei várias vezes em parar de tentar e aceitar. Tem muita gente aí feliz que vive sedentária e com sobrepeso (como diria o Zeca Pagodinho, o sol é para todos mas a sombra não é pra qualquer um kkk). No processo terapêutico tenho tentado achar um equilíbrio: não quero tanto assim ser fitness, a energia que eu gasto nesse objetivo é surreal, e me dá muita inveja de quem só vai e tem resultados, comigo parece que é um esforço mental homérico só pra conseguir ser estável no sobrepeso. Ao mesmo tempo quero achar estratégias que me façam achar um equilíbrio em um ponto mais saudável do gráfico.
O que quero saber é se alguém já passou por algo parecido, no sentido de tentar ser mais saudável, se frustrar com as dicas mainstream, mas achar uma maneira de fazer funcionar com estratégias diferentes. Estou nessa fase de testar coisas diferentes.
35 comentários
Eu me identifiquei com teu post quando tu falou que mora em um local quente e isso influencia diretamente rsrs Como sou de Manaus, eu também sinto que restringe DEMAIS as opções de atividades físicas.
Mas vamos lá, passo por alguns dos mesmos dilemas, mas ao comparar com pessoas próximas que também vivem essa luta, percebo que tenho uma diferença fundamental: eu fui muito ativo fisicamente até a adolescência. Fiz capoeira, jogava futebol, cheguei a começar um curso de educação física. Mas dos 20 anos em diante, fui ficando cada vez mais sedentário. Hoje, aos 38 sou bastante sendetário e o sobrepeso começa a cobrar na qualidade de vida.
Comecei com essa introdução pra situar um pouco de como podemos observar essa questão da ‘motivação’ ou como é ter uma vida fitness. Algo que sempre me afastou dessa vida é a cultura que se criou em torno disso. Desde dietas da moda, até roupas e acessórios específicos e sofisticados para determinadas práticas. Toda essa coisa que existe em volta de se exercitar e acaba estragando a experiência.
Enfim, eu percebi que o que funciona para me exercitar é focar no processo, e nos benefícios imediatos. No início da pandemia, eu fiquei umas 4 semanas fazendo exercícios de Tai Chi Chuan online, e aquilo me acalmava, ajudava contra a insônia, e principalmente me distraia diante daquelas incertezas. Depois de um tempo constatei que aquela atividade física me fez perder 7kg. Recentemente eu voltei a fazer atividade física [tem duas semanas] e passei a focar nas pequenas mudanças: durmo melhor, tenho mais disposição pra bobagens do dia a dia, como descer e subir escadas em casa.
Então, o que eu tiro de ‘lição’ é que nossas vivências influenciam em como a gente percebe a atividade física, mas principalmente em observar as pequenas vitórias no dia a dia
Olha, o que funcionou para mim foi parar de ver o exercício de força (que é o que eu mais detesto) como fruto de “foco, força e fé” e sim como algo igual escovar os dentes: não faço por prazer ou disciplina, faço porque preciso. No começo é difícil, pq é muito chato, mas uma hora se torna natural. Da mesma forma que é esquisito dormir sem escovar os dentes, passa a ser esquisito passar o dia sem se mexer.
Além disso, não acho que devemos ser monogâmicos de exercício, num ano só eu fiz corrida, parei, fui pra natação, parei, fui pro futebol. Não considerei isso uma sequência de fracassos, pelo contrário, foi um sucesso retumbante: me exercitei o ano inteiro! O objetivo não é me tornar uma ótima nadadora ou uma exímia lateral esquerda, o objetivo é me mexer e foi cumprido. Pra mim funciona porque, apesar de ser obrigação, conhecer novas modalidades e aprender novas habilidades deixa tudo mais interessante e menos maçante.
Por fim, parar de seguir todo e qualquer influencer fitness foi essencial: eu detesto musculação e ficar o dia todo vendo gente falar de massa magra, proteína, metas, repetições até a falha etc etc tornou o exercício um fardo ainda maior, exigindo uma enorme quantidade de energia mental pra medir se eu tô fazendo tudo certo, maximizando os resultados, ingerindo a quantidade X de proteína, ganhando músculo na velocidade ideal. Uma hora o negócio ficava cansativo demais e eu largava. Então dei unfollow em todo mundo, parei de focar no perfeito e foquei no feito. Se eu fui, tá ótimo. Saí da academia e fui comer um cachorro quente? ótimo, pq o cachorro quente eu já ia comer de qualquer jeito, se ainda me exercitei antes é nota 10 hahaha
Ah outra coisa, temos que saber distinguir discurso de saúde disfarçado de discurso de estética. Exercícios de força são essenciais para a saúde, hipertrofia não. Ninguém precisa ter tanquinho trincado e 3% de gordura corporal pra ser saudável. Então cuidado pra não tornar algo difícil em um fardo ainda maior porque você está vendo gente falar de hipertrofia e achando que é sobre ser saudável. Isso é mais um motivo para correr de influencer. Claro que ao se exercitar regularmente, depois de algum tempo, o seu corpo vai mudar. Mas “meter o shape” não é algo que se consegue fácil, exige um esforço descomunal e é puramente estético, então não entrar nessa neura pra mim foi um divisor de águas.
Vou contar minha história, pode ser que ajude:
Para mim funcionou encontrar uma meta a ser atingida.
O básico todo mundo sabe: comer bem, dormir bem e fazer algum exercício. Mas se não tivermos um objetivo para chegar a coisa desanda.
Eu precisei encontrar algo que eu gosto, no caso a corrida, que sempre tem uma meta para atingir. Não é fácil, eu passei quase a minha vida toda sem metas neste sentido. Tentava algo, começava e parava. Nunca gostei de esporte nem de exercícios, até que por um acaso aleatório comecei a correr.
E aí eu tinha metas: 3min correndo sem morrer, depois 15min, depois 5km, 10km, 21… etc. Até que cheguei a correr uma maratona. E a partir disso comecei a ter uma rotina mais saudável.
Quando temos uma meta, alinhamos tudo naturalmente para atingi-la. Passei a beber menos, a consultar um nutricionista e seguir o seu plano alimentar, até os exercícios de academia que eu odeio até hoje começaram a ter um propósito.
Isso não significa obsessão. Eu posso comer pizza e lanches alguns dias, tomar umas nos finais de semana, mas nada que vá ferrar meu corpo e me fazer voltar a estaca zero, porque sigo com a rotina de treinos.
E depois que atingir a meta? Dobramos a meta haha, é brincadeira mas tem um fundo de verdade. A meta nunca é 100% atingida e sempre vamos ter algum desafio a superar.
Companheiro, vc está comprando a ideia que boa alimentação e vida ativa vão te trazer felicidade, quando o que acontece é que este caminho está sendo difícil, sacrificado e a felicidade nunca chega.
Pergunte-se: quanto exercício físico é suficiente? E se vc alcançar esta meta, vai parar de se exercitar? Quando atingir o “peso ideal”, como será a neura para manter?
O exercício tem que ser prazeroso ou, pelo menos, suportável. Pense que esse povo que feliz de academia não é tão feliz assim. Vc está com inveja de fantasmas. Já frequentei bastante academias para saber que de todos que encontrei, só uma pessoa realmente gostava de fazer exercícios.
Acho que nem os professores gostavam tanto assim.
O que eu vejo de sua outra postagem, e desta agora, é que vc está focado em fatores externos, sempre no tempo futuro. Vida saudável, como pregam, é quase uma lenda urbana, não sei suas condições financeiras, mas é quase impossível trabalhar e comer saudável todos dia. Quem tem tempo de ficar cozinhando e comprando legumes frescos? Quem pode ficar duas horas fazendo exercício?
As pessoas ficam alucinadas tentando alcançar padrões inalcançáveis. E tentar alcançar estas metas é fatigante, frustrante e sempre derrubam nossa autoestima.
Tente construir a sua “vida saudável” a partir das suas forças e fraquezas. Gosto de fotografia e uma das coisas mais bacanas é quando o fotógrafo consegue uma foto bonita usando os “defeitos” do equipamento, então use os defeitos do seu equipamento a seu favor e boa sorte!!
Olá. Sabe, também tenho muita dificuldade de começar e manter rotinas por motivos parecidos com os teus. É difícil para manter o interesse pois a cada nova inspiração costuma exigir quase toda minha energia. Essas inspirações server tanto para trabalhos, hobbies, etc. E o que mais tem me ajudado é aproveitar as rotinas que já tenho e acrescentar. Trabalho na empresa, então ao invés de ir de carro, ou ônibus como fazia, uma parte do trajeto fui começando a ir de bicicleta ou caminhando. Nada muito aeróbico no começa. Hoje já estou fazendo isso diariamente. Fazendo assim é que estou conseguindo manter a mais de uma ano uma rotina de caminhar mais de 6 km por dia e mais 12 km de bicicleta.
Esse já é meu recorde. Agora quero tentar fazer academia ou algo parecido. Um outro pequeno desafio. Um de cada vez.
Cara, vou colocar minha opinião e percepção aqui, então releve minhas asneiras, OK ?!
IMHO, disciplina é treinável, penso ser importante para vida. Lendo, me parece que você busca constantemente dopamina fácil (veja que não sou especialista na área, mas foi o primeiro ponto que me chamou atenção).
Penso que valha a pena começar a observar comportamentos compulsivos e especialmente os vícios – começaria a averiguar se há consumo de pornografia. Em caso positivo, removeria por completo da vida (observaria os gatilhos, como levar o celular pro banheiro, ou se começo a me masturbar quando estou ansioso, estressado e/ou entediado por exemplo, pra conseguir sair disso antes de iniciar o consumo de pornografia), pra ajudar, bloqueio de sites (usando NextDNS por exemplo) e coisas do gênero, até mesmo procuraria algum especialista no assunto pra vencer isso.
Se você realmente tem comportamentos obsessivos, vale a pena aprender a lidar com isso de forma que lhe gere mais benefícios (salário, paz interior, e outros).
Penso que tomar consciência de problemas em certos comportamentos pode ajudar a inibí-los também, como por exemplo, a pornografia tende a levar a disfunção sexual, não existe dose segura de álcool, porque ele é tóxico (o que não significa dizer que todo mundo que ingere uma única pequena dose, raramente, é ou será alcoólatra, mas somente que não faz bem) – até mesmo a questão de uma tacinha de vinho faz bem é um mito, porque o álcool é tóxico e a quantidade de flavonóides é muito baixa -, o excesso de carboidratos é uma grande fonte de diversas doenças crônicas, sobrepeso e obesidade são problemas de saúde graves e te farão viver muito pior (e quase certamente te farão viver menos), no BR, habitualmente consome-se pouca proteína de origem animal facilitando a perda de massa muscular (traduzindo em sarcopenia) e a falta de músculos, na velhice, te fará depender de outras pessoas pra tudo, ficar mais doente, sofrer mais, dormir mal (pouco e em horário “errado”) ferra sua saúde como um todo por várias frentes de uma só vez (te torna mais impulsivo, prejudica produção hormonal, prejudica recuperação do corpo e construção muscular, entre outras coisas) enfim, essas coisas…
Livros que foram importantíssimos pra mim: O poder do hábito e Uma dieta além da moda.
Assinei por um ano o “reservatório de dopamina”, do Eslen Delanogare, quando ele ainda era menos famoso. Sinceramente recomendo, penso que valha a pena assinar o anual e ir assistindo umas 3 aulas por semana, tomando notas e refletindo sobre os pontos ali existentes. Dá pra aprender muito e usar muito do que tem ali.
O livro do Dr. Souto (“Uma dieta além da moda”) é recente, mas acompanho o conteúdo dele há anos. Ele mostra claramente e com estudos científicos de boa qualidade, como fazer boas escolhas alimentares, que se encaixam na vida de uma pessoa “normal” (leia-se não atleta) e como cuidar da sua saúde pelas causas. Mudou muito minha vida – além de emagrecer, melhorou meu nível de testosterona, disposição, há um ano não tomo remédio pra rinite e sinusite (nem outros), clareza mental (trabalho escrevendo), e por ai vai.
Uma coisa incrível que ele falou é “o cemitério de toda dieta é a fome” e quando você aprende isso, come bem, “bastante” e se mantém saudavelmente magro. O Muzy (concordo com poucas coisas que ele fala sobre alimentação, mas é um cara bem inteligente) falou algo que me marcou bastante: “sem planejamento, toda dieta falha”.
Sobre dieta, minha vida atualmente: no domingo preparo carne moída (geralmente músculo), em hambúrguer (modelo e congelo), carne moída “normal”(na panela, cozida) e almôndegas (no forno, assadas). Preparo sobrecoxa (no forno, preparo ao mesmo tempo que as almôndegas). Faço arroz pra família (pra uns 4 dias, depois, no meio da semana, cozinho mais 1 vez). Geralmente compro copa lombo, bisteca ou alguma carne de porco na promoção. Também compro vísceras (coração, moela e fígado – que cozinho e congelo). Tudo isso eu preparo, espero esfriar, porcino e congelo (levo umas 3h no máximo pra preparar tudo). Ao longo da semana vou descongelando e comendo.
Carnes em bife (que deixo congelado cru), quando quero comer, eu coloco na geladeira pra descongelar (24h) e quando chego em casa frito e como.
PS: Levo marmita pro trabalho todos os dias.
O poder do hábito me ajudou a identificar um hábito angular (que uma vez ajustado e consolidado, impacta em todos os outros). Eu preciso treinar musculação – quando faço isso, é mais fácil seguir a dieta (que já deixo tudo pronto, é só pegar durante a semana), se eu treinar 2 dias, é mais fácil cumprir os 4 que são meu planejamento (ao passo que se faltar 2 dias seguidos, provavelmente falte aquela semana toda, então evito ao máximo o segundo erro/a segunda falta seguida).
Depois você começa. afazer os ajustes finos: tomar sol sem protetor, usar pasta de dente sem flúor, escolher um filtro de água melhor, comer não tão perto da hora de dormir, ler mais, beber água com sal, acordar e já correr pra se expor à luz solar por 5 minutos pra regular o ciclo circadiano, raspar a língua, e vai fazendo pequenos melhores ajustes, aprimorando tudo.
Mas na real: (i) Dormir 8h por noite, (ii) comer bicho ou bicho e plana (sem industrializados), (iii) treinar força 3 ou 4x na semana e (iv) se hidratar já vai melhorar mais de 75% da sua vida.
Estudando essas coisas, você continuará livre para fazer suas escolhas (ficar acordado de madrugada, ignorar a dieta por longos períodos, não se exercitar), mas fará suas escolhas sabendo as regras do jogo.
Acho que é por ai o início do caminho.
Segue o @danilobalu no Instagram
Vai explodir sua cabeça ele batendo de frente com faculdade de nutrição
Perdi 27kg no desafio de dieta carnívora dele
(Ele é nutricionista e treinador)
Muito cuidado com esses influenciadores. Dieta cetogênica é arriscado — qualquer dieta que restrinja muito um tipo de alimento.
Isso, para mim, é um sinal de alerta. O cara se diz nutricionista e fica batendo de frente com faculdade de nutrição. Oi?
Justamente por aprender que a faculdade ensina tudo errado.
Foi no esporte e estudando com os melhores atletas que ele descobriu o que realmente funciona.
Eu li os livros dele com os estudos científicos refutando as diretrizes alimentares do curso de nutrição….
Vai por mim que ele sabe das coisas meu amigo
Dá para dizer muita abobrinha baseado em estudos científicos — lembremos o caso da cloroquina para tratar covid-19.
O melhor a se fazer é consultar um nutricionista, que passará um plano alimentar feito para você. É complicado seguir dietas mirabolantes que prometem resultados milagrosos. Geralmente, eles vêm à custa de outras deficiências nutritivas e/ou riscos à saúde.
Prezado amigo
Eu sou autista e nutrição foi meu hiperfoco nos últimos 2 anos.
Eu pesquiso e repesquiso nutrição todos os dias.
Além disso eu testei em mim tudo que eu achava que funciona e o que não funcionava.
Em verdade vos digo:
Estudar Nutrição no Brasil é como estudar a história do Brasil.
Você estuda duas vezes: Uma pra passar de ano e outra pra saber a verdade.
Mas eu entendo você e entendo você ser reticente.
Apenas aconselho:
Seja cético com relação a tudo que for de nutrição vindo da OMS (que diz que vc pode consumir óleo vegetal rs)
Enfim
Descubra por si mesmo estimado confrade.
Olha, entre uma faculdade toda e um famosinho de instagram acho que o primeiro passa mais credibilidade…
O cara escreveu um livro chamado “O Veterinário Clandestino”. Sobre alimentação de cães. “O objetivo deste livro é, sem falsa pretensão, proteger o leitor de equívocos graves que muitos profissionais do setor repetem em revistas e programas de TV quando o assunto é saúde e controle de peso nesses animais”
Tem tanta bandeira que parece a entrada da ONU.
Pedro, concordo contigo em número gênero e grau, mas como diz o meme “mas vocês não estão prontos pra essa conversa”.
Ghedin, entendo seu ponto e é verdade que “dá para dizer muita abobrinha baseado em estudos científicos”, mas não se pode fechar os olhos para o fato de que existem inúmeros “níveis” de estudos científicos – ou seja, estudos científicos que carregam graus de evidência científica diferentes – não dá pra comprar um estudo observacional, com um ensaio clínico randomizado duplo cego.
Muitas das “verdades” nutricionais que temos hoje decorrem de estudos de “opinião de especialista” (sim, é só a opinião e pronto), estudos observacionais (que não são aptos a atribuírem causa-efeito), lobby (como os Rockefeller influenciaram o ensino de medicina no mundo), mau-cartismo (como o caso dos estudos de Ancel Keys, que tirou alguns dados da pesquisa dele, pra chegar no resultado para o qual foi pago pra chegar, e posteriormente esse cara chegou a cargos importantes e mudou as diretrizes dietárias americanas, seguindo seu estudo – e sobre isso existe inclusive documentários de quando foram encontrados documentos comprovando o que coloquei aqui).
Então, seguir influencer cegamente pode ser sim perigoso, mas longe de dieta cetogênica ser perigosa, carboidrato não é essencial (o que NÃO SIGNIFICA dizer que é um problema por si só, um problema sempre, um problema pra todo mundo, ou até mesmo que não seja bom em alguns casos – como para esportes de explosão, por exemplo).
Só um ponto de reflexão: diabetes tipo 2 se caracteriza por intolerância à glicose. As diretrizes nutricionais indicam carboidratos (glicose) como a maior parte da dieta de alguém que é intolerante à açúcares, o que não faz sentido nenhum (e é até algo maldoso, pra não dizer criminoso) – vale observar que dietas low carb, cetogênica e carnívora são excelentes para reversão de diabetes tipo 2.
A recomendação de substituir manteiga e banha de porco por óleos vegetais se baseia em evidências que mostram que gordura animal é muito mais aterogênica que gordura vegetal. A recomendação da OMS cobre estudos feitos no mundo inteiro, numa revisão cuja janela de tempo é de, pelo menos, 5 anos.
O tempo que a gordura vegetal vai fazer estragos no organismo (se você comer fritura todo santo dia – aponte o erro) é infinitamente maior que aquele necessário para a banha de porco e a manteiga entupirem suas artérias. E eu concordo com o Rodrigo: quando começa a dizer que a OMS e as faculdades de nutrição estão “errados” e a pessoa é a única que sabe o que está falando, já fico toda arrepiada.
Sob o ponto de vista de ser mais ou menos aterogênica, um ponto mais relevante é o nível de inflamação do indivíduo.
Óleos vegetais refinados são mais inflamatórios, causando mais danos.
Veja, por exemplo, o que o Dr. Ciro Campos, cardiologista e muito estudioso, fala sobre o tema, com muito mais profundidade do que consigo expressar aqui. Vale a pena conferir (@drcirocampos).
Tenho pra mim (e veja, essa é uma premissa minha e, por conseguinte, repercute em toda a minha análise), a OMS está longe de ser isenta e ter boas intenções (isto considerando a instituição em si, de modo geral e principalmente seus dirigentes, mas sei que lá dentro existem pessoas bem intencionadas, embora não sejam as responsáveis pelas tomadas de decisão).
Mas gente, nem sei o que responder. A soma dos anos de experiência e dos trabalhos publicados dos especialistas do Nutrition Guidance Expert Advisory Group (NUGAG) da OMS é bem mais que o do Dr. Campos e do nutricionista/engenheiro/cientista atuarial/veterinário clandestino Danilo Balu. São diretrizes seguidas por centenas de órgãos e entidades mundo afora – Unicef, Cruz Vermelha/ Crescente Vermelho, Médicos sem Fronteiras, OEA, PAHO etc. Enfim.
O cara simplesmente desmitifica a nutrição, gosto muito das dicas dele é ao contrário do que foi dito abaixo ele não tem uma “dieta” especifica muito menos ceto, ele apenas te incentiva a comer natural, mas a gente tem que ir ler um pouco antes de refutar.
Deveriam tambem ler e ver de onde vem muitos fundamentos que são tidos como certos.
OMS já condenou o ovo e a banha, procura lá agora.
Uai, na década de 1950 médicos encorajaram o fumo, e ingerir pérolas e esmeraldas moídas combatia a peste na Idade Média.
Não se faz mais nada disso por causa de uma coisa chamada progresso.
Exato, vc respondeu o esperado, ou seja, a própria OMS já voltou atrás, os médicos também.
O ponto ai é que as diretrizes simplesmente destruíram a saúde de milhões.
Agora estas entidades a conversa é outra, estou discutindo saúde este pessoal que você citou trata doenças, casos extremos, onde comer pão, farinha é melhor que morrer de fome(Cruz Vermelha/ Crescente Vermelho, Médicos sem Fronteiras, OEA, PAHO )
As diretrizes não “destruíram a saúde de milhões”, pelamor. Até onde eu sei (e seu comentário continua confirmando o que eu vejp regularmente), quem come 8 ovos por dia e bota creatinina diretamente na boca em vez de diluir em água segue “dicas de saúde” que pega de influencers no Instagram e não ouve nada que a OMS publica. E se você realmente acha que Cruz Vermelha/ Crescente Vermelho, Médicos sem Fronteiras, OEA, PAHO só tratam de doenças – bom, encerro por aqui.
Eu vou escrever textão:
Vou dar o exemplo da minha filha. Aos 5 anos, ela teve gastrite (um presente do pai, que fornecia como café da manhã Ruffles e mate). Até os 10 anos, ela fazia judô/ginástica rítmica/futebol de salão/volêi e mantinha um peso padrão para a idade. Quando menstruou, engordou 20 quilos em dois anos. Subir uma escada era o maior dos sacrifícios, porque ela mal conseguia respirar. Quando menstruava, se fazia exercícios físicos ela imediatamente ficava enjoada, desmaiava, vomitava etc – a escola chamava ambulância, era um quadro de horror. Depois de quase dez anos peregrinando por inúmeros médicos (17) que invariavelmente achavam que ela comia escondido e receitavam exercícios + nutricionista, descobrimos que ela sofre de hiperinsulenimia – ou seja, ela engorda até domindo.
Então a vida dela sempre foi sinônimo de dieta – uma coisa cruel, já que a irmã mantém os mesmos 55 quilos desde a adolescência e entra em qualquer roupa que queira. Eu nunca fui fã de refrigerantes e também nunca tive dinheiro para MacDonald’s, porcarias tipo salgadinhos e outras coisas – também por causa da gastrite dela. As primeiras nutricionistas eram fãs de suco verde & afins, e as dietas sempre acabavam antes de começar. Até que achamos uma que entende que comer não deve ser ato de adoração nem de repulsa. Eu sempre disse pra minha filha que comer é tipo ir ao banheiro – você precisa, o ato se torna mais agradável se você levar um livro ou o celular, e um papel higiênico macio ajuda, mas no fim das contas, é uma necessidade fisiológica em que você bota algo pra fora. Comer é botar algo pra dentro.
Ela entendeu que, se quiser comer pizza todas as noites durante a semana, faça a sua pizza – existe o disco à venda em loja de produtos naturais, feito com farinha integral. Use sempre e somente azeite para cozinhar (ou, se puder, água). Faça em vez de comprar pronto, e tenha sempre algo pronto no congelador ou na geladeira.
Então ela (ou eu, quando ela não pode) tira uma tarde para cozinhar. Ela gasta um pouco mais e compra legumes fatiados/em cubos embalados a vácuo no supermercado. Tem sempre meia dúzia de quentinhas no congelador. Aprendeu a fazer coisas na airfryer para substituir, por exemplo, Doritos, pra comer com o guacamole de domingo. Ela tem um pote cheio de chocolatinhos de 25g pra quando tem vontade. E se ela tem vontade, ela come. Porque é preferível matar a vontade do que guardá-la e depois, satisfazê-la em triplo.
Eu já contei aqui a história narrada num livro chamado “Carência afetiva e alimentação”: uma mãe com uma filha obesa, que tinha experimentado de tudo sem conseguir com que a filha emagrecesse. A médica diz pra mãe pegar uma fronha, entupir a dita de doces & dar na mão da filha. Importante: a guria precisava levar a fronha para todos os lugares e comer o que quisesse, sem restrições. A mãe xingou e ameaçou a médica de processo, mas fez isso. Na primeira semana, a guria andava com a fronha cheia de doces pra cima e pra baixo, comendo horrores. Mas um dia, a fronha ficou no quarto, a garota parou de se empanturrar e começou a emagrecer.
Quando você para de se preocupar e começa a ver comer como uma coisa que você precisa fazer (como respirar ou fazer xixi), e que existem maneiras de fazer e encarar a comida, você começa a ser mais saudável. Minha filha jamais vai usar manequim 40 ou pesar 50 quilos (ela mantém os 63 quilos há um bom par de anos). E quando ela realizou isso, chegou a uma taxa de insulina normal e passou a encarar comida como parte da rotina pra se manter viva; a imensa seborreia nervosa foi embora e as crises de ansiedade diminuiram. Ela vai a bares & restaurantes com os amigos e adora uma batata Lays; é barista e se permite comer empanadas e bolinhas de queijo quando está cansada e frustrada, sabendo que aquilo é uma exceção – não sabotagem, desvio, falha, fracasso, queda, engordada, calorias a mais etc. É só porque, de pé mais de 8 horas nesse calor servindo turista mal educado, ela merece o prazer.
Só passei pra dizer que gostei bastante do seu relato.
Obrigado!
Acho que vale a pena questionar: será que você não está associando muito ter uma vida fitness e saudável com o seu peso?
Pelo que você relatou, você pratica exercícios e come de forma saudável com alguma frequência (só precisando desenvolver o hábito mesmo), então é possível que você já esteja saudável pra sua idade. E o que gera o gatilho é quando você registra e consulta o peso no aplicativo.
Pelo que vejo por aí, só o peso não é uma medida muito eficaz de saúde, a massa corporal inclui gordura e músculo (o segundo pesando mais do que o primeiro). Então, como já foi sugerido, não seria interessante visitar algum médico especialista pra fazer um check-up, ver as taxas no sangue, etc.?
Como você já foi atrás de alguns profissionais para te auxiliarem, acho que vale a pena agendar consultas com mais dois: uma endocrinologista e, depois, uma nutricionista.
Aí é questão de lutar por adquirir virtudes: ordem, constância, paciência etc. Conforme se progride nessa luta interior, os nossos desejos aos poucos se transformam e, em vez de atrapalhar, nos ajudam. Isso pra tudo na vida. No exemplo da alimentação: coloquei como objetivo comer mais em casa o que eu mesmo cozinhei, legumes, frutas etc. Agora percebo que ao ver uma fruta bonita, meu desejo é praticamente igual ao que eu sentia por fast food antes. Tudo leva tempo, mas vale muito a pena. Sobre a rotina, não necessariamente precisa fazer as atividades no mesmo horário sempre, mas fazer um planejamento da semana é importante, pois ajuda a aproveitar melhor o tempo e até fazer mais coisas de que gostamos.
não vou dizer que sempre lutei com a balança, porque a maior parte da minha vida eu simplesmente não cuidava da minha saúde física. contudo, sempre tinha em mente uma data limite: 40 anos.
então comecei a me cuidar há 2 anos atrás (estou com 39) e agora sim, vem sendo uma batalha. acho que a mudança de chave pra mim, foi esquecer a palavra motivação/vontade e colocar no lugar o nome disciplina. então não se trata mais de acordar ou não com vontade, porque na maioria dos dias, eu me exercito morrendo de ódio mesmo, mas eu vou lá, acordo às 4h da manhã e corro 4K no estacionamento do condomínio que moro.
mas mais do que isso, a disciplina alimentar é muito mais difícil, porque quando você começa a se preocupar de verdade, começa a entender a quantidade de açúcar nas coisas e como isso vai afunilando suas escolhas pra comer de maneira saudável, você percebe o quão grande é a estrutura do capitalismo no que compete fast/junk food. tudo no supermercado é feito pra te impulsionar a uma escolha ruim, assim como as propagandas sempre te pegam pelo emocional, falando que você “merece” esse rango, ou que você não pode ficar de fora e afins.
uma pessoa que me inspira muito é o drauzio varella. ele começou a correr com 50 anos. já fez todas as principais maratonas do mundo e corre diariamente, aos 80 anos, “só” 8K.
tenho assistido quilos mortais também. em muitos momentos me serve como um freio pra entender aonde eu posso chegar se eu simplesmente ceder pras minhas vontades. eis aí mais uma maldição da evolução da espécie humana: comer por prazer, e não necessidade fisiológica.
Pô, mas não precisa demonizar o prazer de comer também 😄 Comer é uma fonte de satisfação/prazer e, ao mesmo tempo, algo que não te prejudica. (Sem falar no aspecto social da alimentação, que também é super importante.)
É como o Gafanholho disse ali em cima, do lance de olhar uma fruta bonita e sentir vontade. Tem que virar uma chavinha, mas é possível. (Quem resiste a um pêssego ou uma manga no ponto??)
de fato, ghedin, a ideia não foi demonizar a alimentação num todo, mas sim a indústria alimentícia que incute em nós a ideia de que apenas fast/junk food é prazerosa, daí meu comentário.
fora que, depois de passado o tempo de adaptação, você percebe a diferença de comer saudável. não fica estufado, sente o paladar ficar mais limpo e sensível, principalmente com a quantidade de açúcar nos doces e ultraprocessados.
não sei se serve como dica, mas o que me ajudou a parar com refrigerante foi tomar água com gás. no começo eu tomava com limão e gelo, mas hoje consumo a água com gás gelada durante o dia com tranquilidade, além da água sem gás quando estou no escritório.
um doc bacana no youtube é “o lado oculto do açúcar” dividido em duas partes. é uma parada que te faz repensar toda sua alimentação, inclusive coisas que julgamos saudáveis, como suco integral. recomendo!
Saquei!
Só fiquei curioso com o lance do suco integral. Você diz aqueles sem adição de açúcar ou adoçantes, que é só fruta espremida mesmo? Ou os de caixinhas?
o doc explica, entre outras coisas, sobre o mito da frutose fazer bem porque é natural.
mesmo o suco espremido, ou o suco integral de caixa, não fazem bem pra saúde por causa da alta concentração frutose numa tacada só.
isso porque ao ingerir a fruta, toda aquela fibra do alimento que você mastiga, impede seu organismo não só de absorver tudo de uma vez rapidamente, como num copo de suco pronto, mas também impedindo que você absorva tudo, uma vez que aquela massa de fibra do alimento no estômago fica envolta de outras substâncias que impede seu organismo de “puxar” toda a frutose contida ali.
Mas suco integral (aquele feito na hora) É saudável. Você está resumindo o suco ao açúcar que ele tem. Já vi gente dizendo que suco de laranja tem mais calorias que coca diet. Tem. Mas coca diet é a chamada caloria vazia. Suco de laranja tem n nutrientes, como vitaminas, potássio, sódio, fósforo, cálcio etc, além de aumentar a absorção de ferro. E o bagaço dela ajuda o trato intestinal da nossa civilização baseada em farinha branca.
Não dá pra resumir suco integral apenas à frutose.
não estou resumindo, até porque a informação é dos médicos do documentário rs
tudo que você argumenta de bom, continua estando ali na forma da ingestão da fruta; o que o doc “condena” é você fazer o suco da fruta por conta dos malefícios da frutose total e sem fibra.
mas eu não tô aqui pra evangelizar ninguém, não, gente. só mencionei porque conta do tema do tópico e porque assisti esse doc recentemente.
O suco da fruta, tomado eventualmente, não causa essa tempestade de danos como relatado no vídeo – o fígado distribui a gordura pelo corpo e ela, ao longo do dia, acaba processada (até porque gordura é necessária ao organismo – é assim que absorvemos vitamina A, por exemplo). O que é diferente de você beber 5 litros de suco de laranja por dia. Acho horrível essa demonização das coisas. E não é porque são médicos os autores do vídeo que eles têm 100% razão – é só dar uma passada na página dos “Médicos pela Vida”.
Pare de ir ao supermercado. Já que você acorda cedo, vá à feira; compre carne e produtos de limpeza online e grãos & outras coisas no atacado. Eu não piso num supermercado há mais de cinco anos.