O Mobile Time convidou seus colunistas para fazerem previsões e comentar os debates em tecnologia que esperam ver em 2026. Eu sou um deles! Comecei o meu texto assim:
Se a previsão fosse para 2027, seria bem fácil. É o ano em que a bolha da inteligência artificial estourará.
Se, por outro lado, o pedido do _Mobile Time_ fosse por um desejo, e não uma previsão, fácil também: menos big techs e “enshittification”, mais tecnologias simples, comunitárias e livres.
Embora soe utópico, acredito que há espaço para acreditar que, ainda que não estejamos prestes a viver uma utopia moderna, pelo menos uma parte dela, sim.
Continua no Mobile Time.
4 comentários
2026 prevejo mais telas (com mais Ads), menor quantidade em serviços de streaming e preços mais altos, mais alguns ou consolidação de serviços de streaming gratuito com Ads, preço da memória Ram (e demais eletrônicos de dependem de ram) nas alturas, começo no estouro da bolha IA antes de ir pra outros lugares como telas dos carros e geladeiras, finalmente GTA 6 será lançado e vai vender muito mesmo custando acima de R$ 400.
Tecnologias simples comunitárias e livres existem aos montes. O problema é que quase ninguém quer abrir mão da comodidade dos ecossistemas da apple, google e microsoft
Tecnologias simples, comunitárias e livres podem ser melhores, então. E eu acho que podem, sim, e muito. É muito difícil convencer alguém a se sujeitar a algo pior por princípios ou ideologia. Alguns mergulham nessa, a maioria, não.
Não se trata apenas de comodidade; trata-se de tempo, conveniência e padronização profissional.
Sou um entusiasta de tecnologias open source e utilizo diversas ferramentas de código aberto em meu dia a dia há pouco mais de 20 anos. No entanto, admito que configurar e manter tudo em pleno funcionamento pode ser exaustivo. A Apple, com seu ecossistema integrado, torna o uso e o consumo de tecnologia muito menos ‘agressivo’. Isso é um diferencial enorme, especialmente para quem não tem tempo de estudar protocolos específicos ou mergulhar em linhas de comando (CLI) e arquivos de configuração complexos apenas para manter uma estrutura básica de self-hosting.
Esse tipo de autonomia tecnológica ainda será, por muito tempo, um território restrito aos entusiastas.
Em tempo: não custaria nada ao MobileTime convidar autores negros para enriquecer o artigo. Fala-se tanto em diversidade, mas pecam no básico. Por conta dessa falta de representatividade, é um site que não pretendo mais acessar.