Operadoras e bancos anunciam iniciativas sistêmicas para melhorar a segurança de celulares

Um assunto recorrente neste Manual é como proteger o celular de golpes e acessos não autorizados. É possível mitigar o problema, mas não resolvê-lo porque uma solução satisfatória transcende o que o indivíduo é capaz de fazer.

Duas iniciativas, em frentes diferentes, prometem abordagens sistêmicas ao problema.

Semana passada, as três maiores operadoras do Brasil — Claro, TIM e Vivo — anunciaram a adesão ao Open Gateway, um programa da GSMA, entidade que administra o ecossistema global de telecomunicações, que consiste em APIs compartilhadas entre as operadoras para viabilizar serviços diversos.

Os três primeiros serviços do Open Gateway a serem oferecidos no Brasil serão a verificação do número sem o uso do SMS, a identificação de trocas de chips recentes e o compartilhamento da geolocalização do celular independentemente da camada de software, evitando as manipulações do sinal de GPS.

Em outra frente, a Febraban confirmou o lançamento para breve de um programa chamado Celular Seguro, criado em parceria com o Ministério da Justiça e a Anatel.

Isaac Sidney, presidente da Febraban, não deu detalhes técnicos, mas explicou ao Mobile Time que o objetivo do programa é bloquear rapidamente celulares roubados a fim de impedir o uso de dados pessoais e o acesso a contas bancárias pelos assaltantes. Via Folha de S.Paulo, Mobile Time.

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5 comentários

  1. Este trecho me deixou com dúvidas:

    (…) compartilhamento da geolocalização do celular independentemente da camada de software, evitando as manipulações do sinal de GPS.

    Isso significa que eles vão deixar o GPS sempre ativo, ou vão usar a triangulação das antenas como um double-checking da localização do usuário?

    1. Isso tambem me saltou aos olhos. Não parece ser sobre segurança, e sim sobre dados. A segurança é só a embalagem.

      1. É um padrão criado pela GSMA, não pelas operadoras (ou bancos, ou qualquer empresa que opte por usar as APIs). Não botaria minha mão no fogo por isso, mas acho que a justificativa e o arranjo desses recursos foram bem feitos e não têm no escopo coletar dados na surdina. (Se fosse isso, aliás, não fariam todo esse estardalhaço para anunciá-lo.)

  2. Se não me engano, o podcast Segurança Legal fez alguns comentários sobre isso nos últimos episódios, mais precisamente sobre o governo ter acesso a uma camada de segurança do celular tão sensível…