O YouTube limitou recursos do canal do Tribunal de Contas da União (TCU) na plataforma. Com isso, o TCU ficou impedido de realizar “lives” (transmissões ao vivo), o que ocasionou um enorme transtorno: as sessões precisam ser públicas, segundo a Constituição, e durante a pandemia o TCU tem confiado apenas no YouTube para cumprir a exigência constitucional. Sessões em andamento foram suspensas e as agendadas, canceladas até que o problema seja resolvido.

Segundo o YouTube, o canal do TCU tem dois “strikes” (infrações) por exibir conteúdos de terceiros, o que levou à restrição das lives. A empresa informou ainda que está em contato com o TCU para resolver o problema. Enquanto isso, o TCU vai adotar emergencialmente a plataforma Teams, da Microsoft. Via Convergência Digital, Núcleo.

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12 comentários

  1. “as sessões precisam ser públicas, segundo a Constituição, e durante a pandemia o TCU tem confiado apenas no YouTube para cumprir a exigência constitucional”

    Perdoem o meu desconhecimento, mas o TCU não poderia adotar a mesma “infraestrutura” (ou ao menos utilizar a mesma transmissão) que a TV Senado e TV Câmara utilizam para transmitir as sessões para todo o Brasil?

    1. Poderiam simplesmente colocar conteúdo útil naquela TV Brasil…

  2. Como pode um órgão de estado ancorar o cumprimento de uma exigência constitucional em um serviço sem contrato?

    Quando surgiu o problema, em vez de implantarem um solução definitiva e robusta, optou-se pela mais fácil e rápida…

  3. o Youtube é uma mão na roda, mas fica dificil o serviço público depender de serviços privados sem contrato formal.

    1. Sinceramente preferiria uma infra feita pelo próprio Estado para streamings. Mas 1 – votaram errado em 2018 e 2 – infra para vídeos É cara.

      1. A infraestrutura de internet do Estado é uma merda desde sempre, essa culpa não dá pra colocar só no 17.

        1. Da sim.

          Quando um governo se diz “patriota”, significa que teoricamente todo serviço publico – incluso tecnologias – DEVEM vir da federação, não de terceiros. Quando se contrata um serviço de terceiro e estrangeiro, além de não dar valor as tecnologias e técnicos locais, submete informações vitais do governo a estrangeiros, permitindo espionagem.

          1. Os outros governos também tinham discursos e políticas nacionalistas, aliás muito menos privatistas do que o governo atual. Mesmo assim não fizeram nada em relação a isso. Não é uma crítica ou elogio a governo x ou y, longe de comparar a desgraça bolsonarista com qualquer outro governo pós-88. Só que tem algumas coisas que sempre foram uma bosta, essa é uma delas.

            Estou contando experiência pessoal, dependo de sistemas do governo pra conseguir trabalhar e eles nunca funcionaram razoavelmente.

          2. Ow @ghedin, então como eles “se pagam” ou até onde o governo pode ajuda-los?

          3. O Tribunal de Contas deve receber um orçamento do governo federal, assim como os outros poderes. O único ente governamental da administração direta que arrecada valores é o poder executivo.

            Os poderes Legislativo e Judiciário, apesar de independentes e autônomos, recebem verba do Executivo. Apesar disso a independência desses poderes não fica comprometida, pois o Executivo não tem a opção de não repassar a verba. O Executivo e o Judiciário (e, provavelmente os outros entes autônomos como o TCU e o Ministério Público), recebem uma porcentagem da arrecadação do Executivo. Porcentagem essa fixa em lei e de repasse obrigatório.

            Da mesma forma ocorre nas outras esferas do poder (Estados e Municípios).

          4. Assim, onde trabalho, nosso servidor era Linux (Zimbra), hospedado localmente, com backup criptografado em servidor externo (pago).
            Com o novo governo, trocaram por Gmail empresarial a peso de ouro.