O Twitter começou os testes públicos das Notas, ou em bom português, da publicação de textos longos direto na plataforma.
Alguns usuários selecionados já podem publicar textos longos no Twitter. Depois de publicada, a Nota aparece como se fosse um link externo na linha do tempo do Twitter, mas ao ser clicada, o texto abre no próprio aplicativo ou site do Twitter. Não é preciso ter conta no Twitter para ler as Notas.
O textão do Twitter tem limites. Segundo a documentação oficial do recurso, títulos podem ter até 100 caracteres e os posts em si, 2.500. (Parece sistema de publicação de jornal velho.)
E, surpresa, é possível editar os textões, o que prova que o Twitter sabe como faz e só não libera a edição de posts convencionais, aqueles de 280 caracteres, porque não quer.
No Brasil, os links para as Notas publicadas ainda não estão funcionando. Via @TwitterWrite/Twitter, Twitter, The Verge (todos em inglês).
Sei que o Ghedin já deve estar cansado da minha defesa dos programadores de big techs, mas deve ser muito complexo mudar o sistema para tornar tweets editáveis: assumir imutabilidade facilita muito o trabalho, especialmente de sistemas escaláveis como o Twitter.
Acho que seria o caso de refazer o sistema praticamente, a depender de como eles se aproveitam disso na arquitetura atual (eu aproveitaria muito haha). Fazer uma feature nova, de pequena escala e que já pressupõe edição na concepção, é trivial.
Como sempre, há um XKCD para isso haha
Sem falar que esse tipo de coisa vai fazer tweets virais um inferno. A pessoa escreve uma piada normal e depois transforma (ou tem a conta roubada) e aquela postagem viral vira um megazord de bosta.
E não teríamos mais o NORVANA =D
Nem imagino como deva ser difícil, mas… né, é uma empresa que, ainda que menor que uma Meta da vida, é enorme, tem dinheiro e, o que deixa mais explícito que é uma decisão, e não uma impossibilidade técnica, já sinalizou que pretende deixar a edição atrás da assinatura paga.
(Eu nem faço tanta questão de edição de posts no Twitter, para ser bem sincero. Só acho curioso que, de todas as redes sociais, apenas o Twitter não tenha esse recurso.)