Nos últimos dias, três unicórnios brasileiros demitiram em massa.
O QuintAndar, que em agosto de 2021 levantou US$ 120 milhões na mesma rodada que em maio havia injetado US$ 300 milhões na empresa, mandou embora 4% da sua força de trabalho, segundo a própria empresa em resposta a rumores de que 20% dos funcionários haviam sido demitidos.
Na segunda (18), foi a vez da Loft, que atua no mesmo setor e concorre com o QuintoAndar. A empresa, que levantou US$ 425 milhões em março de 2021 — um recorde brasileiro à época —, demitiu 159. Em nota, a empresa afirmou que as demissões foram consequência da integração com a CrediHome, adquirida pela Loft oito meses antes.
E a Facily, uma plataforma de e-commerce social que em dezembro levantou US$ 135 milhões, demitiu em massa também. O número exato ainda não é conhecido, mas já rola no LinkedIn uma planilha com informações de contato dos profissionais mandados embora que, até o momento, contém 85 nomes. Via Estadão, InfoMoney, Nicole Oliveira/LinkedIn.
Atualização (12h05): Segundo o Startups, 30% dos funcionários da Facily (260 pessoas) foram demitidos.
O que é demissão em massa? Porque ñ vi nenhuma demissão em massa na ações dessas empresas. Sem contar que todo ano acontece esse tipo de movimento e o setor de tecnologia ñ é diferente de outros setores nessa questão.
Orra, se mandar embora 30% da empresa não é “em massa”, o que seria? De qualquer forma, esses casos do post me parecem compatíveis com o entendimento legal do que seja demissão em massa.
Essas empresas têm crescido em faturamento e marketing, fagocitado outras empresas e não apresentam planos de carreira e desenvolvimento de suas equipes, simplesmente fechando células e demitindo pessoas logo após uma movimentação de negócio. Isso tem se repetido, e a mídia tradicional engrossa a narrativa da movimentação incansável da geração Z em busca de novos desafios, sem olhar para o grosso dos funcionários das empresas, à mercê da precarização e falta de política interna. O puro suco do capitalismo sem freios disfarçado de novidade.
Eu nunca entendi o conceito da Loft como empresa de tecnologia: o modelo de negócios acho interessante, mas porque VC investe e vale bilhões como uma “startup”, me parece bem estranho.
Não me parece um serviço com todo esse potencial de escala que normalmente é associado a serviços como esse.
a impressão que dá é que ainda não se sabe bem precificar empresas com ativos intangíveis. e que isso é potencializado pelo dinheiro barato que existe para esses grandes investidores. qualquer b*st* vale bilhões hoje em dia, sem produzir nenhum prego.
É são os novos pião, uma noticia comum de se ver em emrpesas de linha de produção, chão de fabricas, com demissões e justificativas das empresas, agora acontece o mesmo com as de tecnologia é triste mas é assim mesmo.