Quando a Apple anunciou os primeiros Macs com seu próprio chip (M1), no final de 2020, todos ficaram impressionados com o desempenho. Nesta terça (8), conhecemos o quarto e último chip da família, o M1 Ultra, que consiste em dois M1 Max grudados e, segundo a Apple, oferece desempenho a par com os melhores chips X86 (Intel, AMD) e placas de vídeo dedicadas consumindo até 200 W menos energia.

O M1 Ultra está no novíssimo Mac Studio, o novo computador da marca — visualmente, lembra um Mac Mini “gordinho”. No evento, a Apple também apresentou o Studio Display, monitor de 27 polegadas com uma webcam e sistema de som decentes.

Para quem é o Mac Studio e o M1 Ultra? Para poucos. Seu desempenho só tem aplicação para usuários comuns em jogos, e dado que o suporte a jogos de alto desempenho no macOS é pífio, não tem lógica investir tanto dinheiro em um computador poderosíssimo para atividades mundanas, como acessar sites de notícias e redes sociais, fazer pequenas edições de imagens e… sei lá, declarar o imposto de renda. Para esses, o M1 original ainda sobra.

Os preços dão uma ideia do segmento a que os novos produtos da Apple se destinam. No Brasil, o Mac Studio com o M1 Ultra custa a partir de R$ 47 mil. (Existe uma versão com o M1 Max, de R$ 23 mil.) O Studio Display parte de R$ 18 mil.

Ah, e ainda não acabou. Como que num “teaser”, a empresa deixou no ar que ainda falta um Mac para ser atualizado com os novos chips próprios: o Mac Pro, supostamente o mais poderoso do portfólio da Apple. Via Apple (2).

A newsletter do Manual. Gratuita. Cancele quando quiser:

Quais edições extras deseja receber?


Siga no Bluesky, Mastodon e Telegram. Inscreva-se nas notificações push e no Feed RSS.

1 comentário

  1. Ainda bem que os processadores “voltaram” a evoluir — entre Intel sem evoluir fabricação e AMD quase falida — ficamos uns 5 anos meio parado no tempo em processador desktop.

    Eu “precisei” compra um grande e caríssimo MacBook Pro de 15 polegadas em 2017, porque 4 núcleos era um luxo apenas para os processadores high-end (série H) da Intel. A outra opção era comprar um gamer, mas eram enormes e a bateria terrível, o que não resolvia meu problema também.

    Não era um uso básico, mas não era nada demais também…era mais uma questão de rodar várias VMs com uns serviços. Hoje o PC do trabalho tem um Ryzen 7 (8 núcleos/16 threads), mas é menor e mais leve que o MacBook.

    O Mac Studio acho que nesse caso de uso, nem mudaria nada para esse caso de uso. Seria legal para fazer alguns processamentos pesados de simulação e machine learning, mas a real é que faz mais sentido usar cloud para isso já que são usos pontuais.