A Alphabet, holding do Google, anunciou nesta quinta (21) que encerrará o Loon, uma das “grandes apostas” (“moonshots”) do conglomerado que tinha por objetivo prover conexão à internet via enormes balões. Segundo o comunicado da empresa, “o caminho para a viabilidade comercial se provou muito maior e mais arriscado do que esperávamos.” Via Alphabet (em inglês).

O Loon foi testado e usado em alguns países. No momento, fornece internet ao Quênia. O Brasil foi palco de testes em 2014.

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3 comentários

  1. Sinceramente sempre achei esquisito este sistema de “satélites por balão” (ou “retransmissora por balão”). Não entendo de aeronáutica, mas imagino os riscos que um balão tem ao ficar muito tempo no ar. Fora custos de manutenção e necessidade de gente especializada em aeronáutica para isso.

    Não sei se é impressão, mas imagino que os sistemas de fibra ótica estão superando isso tudo.

    1. Imagino que a questão do balão é você conseguir fornecer com certa mobilidade um sinal que pode ser recebido por qualquer dispositivo (você consegue transmitir tanto sinal de telefonia quanto Internet, imagino eu). Sei que a uns bons anos atrás eu li que o exército brasileiro tava fornecendo internet em alguns lugares da amazônia assim.

    2. Em grandes centros, com certeza. E até em cidades menores, já vi provedores pequenos operando redes de fibra. O projeto do google era para levar internet a áreas remotas, rincões em que nem os provedores pequenos conseguem chegar.

      Nesse sentido, acredito que iniciativas tipo a Star Link acabam sendo mais viáveis, a despeito dos problemas inerentes a milhares de satélites em órbita. Ela, aliás, já está realizando testes em áreas rurais dos EUA e acho que já se encaminha para fornecer acesso em outros países também.