A importância da rede de agências diminuiu muito.

— Roberto Setubal, copresidente do Itaú Unibanco

A frase acima foi falada em um evento do Itaú para investidores nesta quarta (2), quando Setubal comentava a competição com as fintechs.

Apesar do tom, o banco ainda enxerga as agências físicas como um diferencial — “A capacidade de combinar atendimento remoto com atendimento físico, o omnichannel, é uma vantagem comparativa enorme”, disse depois o outro copresidente, Pedro Moreira Salles. E que a maior dificuldade na guerra contra as fintechs são as regras distintas definidas pelo Banco Central. Via Exame, Neofeed.

Na data desta publicação, eu tinha ações do Itaú Unibanco (ITUB3).

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3 comentários

  1. O ponto sobre agências físicas é o seguinte: isso tem muito a haver com cultura e educação também. Em um país com analfabetos (e analfabetos funcionais, com problemas de interpretação de texto e de conceitos), as agências físicas acabam intermediando as ações entre usuários e o banco. Trabalhei um tempinho como “Jovem Cidadão” e me lembro vagamente que o ponto é realmente atender uma parcela de pessoas que sempre tem dúvidas sobre o banco, quando não incertezas e desconfianças, isso por causa de tarifas bancárias e tentativas de ofertas de serviços.

    Bons bancos usam os serviços físicos mais para orientação e resolução de problemas com os clientes mesmo, só que de fato está mais difícil achar agências, e os horários de atendimento vão se limitando. O ponto é que bancos se aproveitam disto para ofertar serviços e coisas como títulos de capitalização, aí já não temos mais um bom banco.

    Em tempos: tenho visto filas de banco aumentando ultimamente, isso porque se restringiu os acessos aos mesmos devido as regras das cidades em relação a pandemia.

    Apesar da necessária ação, isso acaba de certa forma gerando o efeito negativo da fila longa de 2h ou mais.

    Apesar do Pix ter engrenado, não podemos esquecer também dos aposentados, pensionistas e pessoas que recebem auxílios sociais. Muitos destes são obrigados a irem aos bancos para prova de vida, resolução de problemas e até sacar (dado que não tem o cartão, perdem, etc…).

    1. A visão de que todo o Brasil quer um banco digital, só não usa porque não pode/sabe é algo bem dos formadores de opinião como dizem. Claro, entre jovens classe média de grandes centros é bem verdade, mas longe de ser algo universal em um país com pessoas semi-analfabetas, de maior idade, sem renda/endereço, etc…

  2. Se o serviço via web/app/remoto consegue atender da mesma forma ou até melhor, não vejo razão para ir em uma agência física.