O tablet N1 é o retorno da marca Nokia ao mercado doméstico — pelas mãos da Foxconn

Faz apenas seis meses que a venda da divisão de dispositivos da Nokia à Microsoft foi finalizada e poucos dias desde que a empresa de Satya Nadella derrubou a marca “Nokia” em prol da “Lumia” com o smartphone de entrada Lumia 535. Pouco tempo, mas o suficiente para a Nokia, ou o que restou dela na Finlândia, anunciar o N1, um tablet Android que parece bem bacana.
O anúncio foi precedido de um teaser mostrando uma caixa que, na foto, parecia muito um set-top box nos moldes do Apple TV. Não era. Aquela é a caixa do N1, um tablet Android avançado que será fabricado e vendido pela Foxconn.
Ele tem tela IPS de 7,9 polegadas com tecnologia “zero air gap” que elimina o ar entre o vidro e a tela propriamente dita, vem com um SoC Atom Z3580, da Intel, com processador quad-core 64 bits de 2,4 GHz e GPU PowerVR G6430, 2 GB de RAM, 32 GB de espaço interno, câmeras frontal e atrás (5 e 8 mega pixels), bateria de 5300 mAh e saída de som estéreo.
Mas o detalhe mais legal do hardware do N1 é a conexão USB Tipo C, com encaixe reversível — de qualquer lado o conector entra, como o do cabo Lightning da Apple. A parte ruim é que, por limitação do chipset, a velocidade de transferência será no padrão USB 2.0… Na parte de software, o tablet vem com Android 5.0 e o Z Launcher pré-instalado, um launcher meio estranho desenvolvido pela Nokia. Tudo isso em 318 g e apenas 6,9 mm de espessura.
No papel o N1 é um tablet bem interessante. Embora seu desenho lembre o do iPad mini, ou talvez por isso, ele parece bonito e elegante. A cereja do bolo é o preço: US$ 249, muito abaixo dos US$ 399 que a Apple cobra no iPad mini 3 de entrada, com metade da memória interna. O primeiro mercado em que o N1 será vendido é a China, no primeiro trimestre de 2015, com previsão de expansão para outros na sequência.
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O N1 só se tornou realidade graças ao licenciamento da marca, já que em decorrência da venda da divisão de dispositivos à Microsoft a Nokia passará alguns anos sem poder lançar produtos concorrentes próprios. Em outras palavras, este não é um tablet da Nokia, mas um com a marca Nokia. Além de ceder o nome, a Nokia também desenvolveu o design industrial do N1, a camada de software Z Launcher e licenciou suas patentes, mas a fabricação, distribuição, vendas, pós-venda e acordos com terceiros ficam por conta da parceira nessa empreitada, a chinesa Foxconn. A Nokia ganhará, se entendi corretamente o comunicado à imprensa, com os royalties em cima de cada tablet vendido.
Um executivo da Nokia comparou a manobra com a de montadoras de automóveis de luxo, como a Porsche, que licenciam suas marcas para produtos que não têm lá muito a ver com carros — a BlackBerry, inclusive, lançou um smartphone bizarro, o P’9981, com a marca Porsche Design alguns anos atrás. Como hoje a Nokia se desdobra em três frentes (mapas, equipamentos de rede e propriedade intelectual), nenhuma delas relacionada a hardware para o mercado de consumo, a analogia faz sentido.
Aos fiéis clientes da Nokia que, por anos, ansiaram por um dispositivo rodando Android (digo, um high-end, não o Nokia X), nada disso importa muito. E como a Nokia sabe que sua marca ainda tem força, ela não arriscaria depreciá-la ainda mais com um produto ruim. É cedo para dizer, o N1 pode ser um desastre técnico, mas as perspectivas são boas. Resta saber se, mesmo com fábrica no Brasil, a vinda do Nokia N1 ao país está nos planos da Foxconn.
Mais fotos do Nokia N1:






O melhor tablet, na minha opinião, atual é o Nexus 9.
E a Nokia no Android, ótimo. O mundo dá voltas mesmo.
E realmente, deve ser muito bom, para o melhor ser o usb diferenciado :P
Próximo comercial da MS:
Surface Mini x Nokia N1.
Ps.: Não vi nenhuma foto da traseira dele, tem o nome Nokia estampado?
Além do anúncio da Nokia, amanhã nesse mesmo evento, a Jolla(composta de ex desenvolvedores da nokia) vai fazer um anúncio “grande”.
Aparentemente, o melhor tablet Android disponível. E o mais bonito, mais elegante, etc… Se licenciar um smartphone com a marca Nokia equivalente a esse tablet e tão bonito quanto, vai jogar a última pá de cal no WP e voltar ao topo dos grandes players da telefonia. O povo não sabe que a Nokia clássica acabou. A marca é muito forte. Um smartphone Nokia excepcional com Android vai vender absurdamente.
Aparentemente, em meados de 2017 a Nokia já deve fazer isso. Mal a Microsoft abandonou o nome da empresa e a Nokia já deu uma provocada o/
Continue assim, Nokia.
O números da mega-sena, por favor..