A mesa de trabalho do Filipe Mendes

Meu nome é Filipe Mendes, sou formado em design de interiores e trabalho na área desde 2014. Desde 2019, porém, adotei o modelo de home office no meu dia a dia, pra facilitar a rotina. Por falta de um ambiente dedicado, eu mesmo desenhei a minha mesa de trabalho de maneira que ela ficasse bem adaptada ao meu quarto, ou seja, que mantivesse a atmosfera clean e servisse como uma mesa multiuso, tanto pra mim quanto para minha esposa. Eu uso esse computador para tudo, desde projetos de interiores a gerenciamento da minha empresa e burocracias familiares.

A mesa é em MDF branco com o pé de metal. Eu mesmo desenhei ela com gavetas e portinhas pra acomodar amostras de materiais e documentos, bem como esconder alguns fios. Não gosto de trabalhar de frente para parede ou janela, então fiz o tampo nessa posição para conseguir olhar a TV quando quiser e também usar o roupeiro (que já estava no ambiente quando nos mudamos) como fundo para videochamadas.

Foto diagonal mostrando a mesa em “L” com computador e impressora, e uma cadeira preta.
Foto: Filipe Mendes/Arquivo pessoal.

Como a mesa fica no quarto, a princípio tentei trabalhar diretamente no MacBook, porém a tela de 13 polegadas deixava meu trabalho inviável. A “contra-gosto estético”, tive que instalar um monitor de 24 polegadas da LG (tampei os adesivos traseiros dele com fita isolante, para não ficar olhando pra eles da cama) e adquiri um teclado externo, o Logitech MX Keys Mini, muito bom e confortável, e um mouse Logitech MX Master 3. Ambos têm mais de quatro anos de uso diário sobre um mousepad grande que comprei baratinho na Amazon, sem marca.

Vista oposta da mesa, a partir da cama.
Foto: Filipe Mendes/Arquivo pessoal.

Embaixo do monitor tenho uma bandeja de plástico que comprei na Leroy Merlin, onde deixo meu fone (Apple AirPods Pro 2), uma trena pequena e algumas pedras que comprei em uma lojinha de artigos religiosos. Ainda em cima da mesa, um porta-canetas que na verdade é uma vaso adaptado, minha caneca de café que fica sempre por ali, meu celular (iPhone 11 de 64 GB) que fica o dia todo “descansando” numa dock de 20W da Xiaomi que comprei no AliExpress. Quando o fone descarrega coloco ele ali também, assim como o relógio, Apple Watch 4 que fica do ladinho, carregando.

A impressora é uma Epson L365 com tanques de tinta e tenho também uma extensão USB-A que fica estrategicamente posicionada ali pra facilitar a conexão de pen drive e leitores de cartão de memória que uso de vez em quando. Essa extensão USB vai até uma dock da Baseus que centraliza todos os cabos até a conexão com o MacBook e fica confinada no armário, junto com uma Time Capsule da Apple que faz backup de hora em hora do MacBook, num HD de 3 TB que eu mesmo instalei nele, pois o original era de “apenas” 2 TB.

De vez em quando preciso visitar alguns clientes, obras e lojas. Para isso, usava até 2020 um Dell G5 5590, topo de linha, mas era muito grande e pesado para carregar por aí. Além disso, as ventoinhas dele eram extremamente barulhentas, o que me incomodava bastante. Como todos os programas que eu uso têm versões para o macOS, optei em trocar essa máquina pelo recém-lançado (na época) MacBook Air com chip M1. Minha vida mudou, pois é uma máquina surpreendentemente rápida, leve e não produz nenhum tipo de barulho. Uso o mesmo MacBook até hoje e não sinto falta de desempenho ou performance. Apesar de existirem modelos mais novos e potentes no mercado, não sinto vontade de trocar.

Foto frontal da mesa do Felipe, com monitor, MacBook Air do lado esquerdo e acessórios sobre um deskpad grande.
Foto: Filipe Mendes/Arquivo pessoal.

O tampo que fica sobre as gavetas embaixo da janela é extensível, ou seja, ele desliza para o lado esquerdo, de maneira que minha esposa consiga usar essa mesa ao mesmo tempo que eu quando usa uma máquina de costura que ela tem em casa (um hobby), além de consertar nossas roupas quando necessário. Fica bem ao lado de uma seção do roupeiro que ela usa para acomodar materiais e tecidos de costura, bem como gavetas com as “ferramentas” necessárias. É bem prático.

Impressora e máquina de costura sobre mesa/bancada em frente a uma janela aberta.
Foto: Filipe Mendes/Arquivo pessoal.

Na continuidade da mesa, comprei dois aparadores genéricos no Magazine Luiza, onde acomodo a TV de 32 polegadas, um roteador da Huawei AX3 Pro dual core com wi-fi 6, que fornece internet cabeada pro meu MacBook e se conecta à mais dois roteadores iguais espalhados pela casa, via rede mesh e um Amazon Echo Show 5 de primeira geração.

A cadeira é da marca Flexform, modelo Uni, que já uso há uns cinco anos, juntamente com um pequeno banquinho pra apoio dos pés, que eu mesmo fiz.

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12 comentários

  1. Fica ótimo quando a gente consegue desenhar e executar bem de acordo para atender à necessidade! 👏👏👏

    Não sei se entendi errado, mas com aquela impressora onde está na última imagem, dá para “empurrar” a parte extensível da máquina de costura para dentro de volta?

    1. Obrigado! É necessário levantar a impressora pra poder empurrar a mesa novamente! 😊

  2. Oi Filipe! Parabéns pelo espaço que você mesmo desenhou, ficou bem bonito e legal que fez o apoio para os pés, um local para as costuras de sua esposa. Interessante que falou das adaptações (sobre colar fita isolante no monitor) e amei o porta canetas. Como sempre escrevo pro pessoal que envia as mesas de trabalho, não deixe de fazer pausas, de se levantar durante a jornada de trabalho (principalmente porque essa cadeira é boa e dá vontade de ficar nela o dia todo). Sucesso!

  3. O espaço ficou legal, gostei da estética clean. Eu usaria preto, pois não aparenta estar sujo com facilidade (e ajuda o TOC). Só fiquei boladaço com seu MacBook em clamshell mode sem espaço para arejar em atividades mais pesadas. Minha sugestão seria usar um suporte em formato de cogumelo (https://pt.aliexpress.com/item/1005005130261019.html) ou um suporte para deixá-lo na vertical (https://pt.aliexpress.com/item/1005007345043755.html)
    Eu não consigo usar fone in-ear (de borracinha) por muito tempo, seja pelo incômodo físico no canal do ouvido, coceira, etc., prefiro usar headphone ou caixas de som.

    Me surpreendi quando você citou o seu Logitech MX Master 3, pois ainda uso meu Logitech MX Master 2S, não é mais aquela F1, mas bate muito mouse básico dos dias de hoje.

    Os 3TB da sua Time Capsule são HDD, não? Não pensa em substituir por SSD?
    Você sabe dizer se existe alguma diferença na utilização do programa Time Machine entre a Time Capsule e um SSD externo (Sata ou NVMe). Digo isso, pois não entendo as pessoas que usam atualmente o produto que é considerado obsoleto pela Maçã.

    1. Oi! Muito obrigado! Sim, o timecapsule ainda é HDD que penso em trocar por SSD, mas falta dinheiro por enquanto. A principal vantagem entre um timecapsule e um SSD Externo está na praticidade: um SSD eu preciso ficar ejetando sempre que preciso colocar o Mac na mochila ou levar ele pra sala, coisa que não preciso fazer com o Time Capsule que também é acessível na rede como “central de mídia”, ou seja, tem uma pasta chamada “filmes” que uso pra colocar conteúdo que pode visualizado através da Apple TV que fica na sala.
      Apesar de considerado obsoleto pela Apple, pra mim funciona normalmente como sempre, armazenando conteúdo “da casa” e fazendo backups do meu Mac e dos meus filhos.