A mesa profissional e pessoal do Carlos, devidamente segmentada

Saudações terráqueos, meu nome é Carlos. Na minha identidade secreta sou analista no Serpro, onde trabalho principalmente com desenvolvimento e gerenciamento de infraestrutura. Meu esconderijo é em alguma coordenada da cidade que chamam de Florianópolis (SC). E esta é a minha estação de trabalho na qual passo, no mínimo, oito horas por dia.

Foto lateral da mesa do Carlos, com dois monitores, dois notebooks, TV e acessórios.
Foto: Carlos/Arquivo pessoal.

A mesa é um modelo antigo da Baher, com regulagem elétrica de altura. O tampo, porém, não comprei deles. Optei por mandar fazer um com dimensões um pouco diferentes do que ofereciam. Gosto de ter as coisas que uso no dia a dia em cima da mesa justamente porque estão ao alcance quando preciso.

Sei que tem muita gente que gosta de organização de cabos e ter o visual limpo, e a essas pessoas peço desculpas, mas no dia a dia eu gosto de ter os cabos prontos para carregar qualquer coisa que eu precise a qualquer momento, mesmo que haja o risco operacional de eu tropeçar e ser estrangulado por algum componente da fiação.

No canto tem uma TV (não-smart), na qual tem um Realme 4K Smart TV Stick. Na prática, quase sempre que ela está ligada eu apenas vejo as imagens do slideshow do Google.

Foto frontal da mesa de trabalho do Carlos, destacando os monitores e notebooks.
Foto: Carlos/Arquivo pessoal.

Eu trabalho com três telas ao mesmo tempo. O monitor maior é de propriedade da firma, um LG de 24″. O monitor menor é meu, um AOC de 21.5″. Ambos os monitores estão instalados em suportes pneumáticos presos à mesa. A terceira tela é a do notebook da firma, um HP Probook G8 com Core i5 1145G7, 16 GB de memória DDR4 e um SSD NVMe com 512 GB, rodando um Ubuntu 22.04 customizado.

O monitor maior é o principal, onde está sempre o que estou fazendo (qualquer editor ou browser). No outro monitor sempre fica algo de apoio, como um shell ou página para monitoração. Na tela do notebook costumo deixar um shell com alguma coisa que esteja rodando e eu preciso acompanhar. Como todas as telas são 1080p e a do notebook é a menor, o que deixa as coisas menores nela, é a que eu uso menos.

De periféricos, meu teclado é um Logitech K835, com switches azuis, que faz aquele sonoro e satisfatório clique em cada tecla. Eu mesmo aprendi a digitar na máquina de escrever (sim, já dei várias voltas ao redor do sol…) e esse teclado é o único que me dá uma sensação de produtividade e conforto ao digitar. O mouse é um M187, também da Logitech, porque gosto de mouse pequeno e esse é muito bom. Tem uma luminária no monitor menor. Confesso que nunca uso.

Tem, também, o computador pessoal, um Thinkpad T480 com Core i5 8350U, 48 GB de memória DDR4 e dois SSDs NVMe (de 1 TB e de 512 GB), rodando Arch Linux. Mantenho ele do lado e ao alcance porque não deixo coisas pessoais abertas no computador da firma, e nele também rodam coisas que não funcionam no notebook da firma ou quero testar o comportamento de algo sem passar pela VPN da firma. Às vezes preciso de outro monitor para ele, então puxo o cabo do meu monitor e conecto na porta HDMI. Pensei muito em comprar um switch KVM para chavear teclado e mouse e os dois monitores, mas na prática não vejo necessidade porque uso pouco o computador pessoal durante o expediente e normalmente quando não estou trabalhando, uso o computador pessoal em outros lugares que não o escritório. (E cá entre nós, eu gosto de touchpad e acho o teclado do Thinkpad muito bom.)

Celular, notebook fechado e diversos pequenos acessórios sobre a mesa.
Foto: Carlos/Arquivo pessoal.

Tenho um roteador dedicado para trabalhar, com uma rede só para as coisas da firma. Ele é um GL-AR750S-Ext (Slate) da Gl-Inet. Muito bom e compacto e vem com OpenWRT de fábrica. Ele é conectado via cabo no meu roteador principal, um Linksys WRT32X, também rodando OpenWRT, onde o tráfego é segmentado para garantir que nada da firma cruze com a minha rede residencial.

Gosto muito desse setup porque posso até ter a VPN da firma configurada no roteador dedicado. Tem, também, o Sonoff Micro que energiza o roteador da firma: um problema que identifiquei no trabalho remoto é que a gente acaba trabalhando demais, então esse Sonoff está programado para ligar 15 minutos antes do meu expediente iniciar e desligar 30 minutos depois de ele acabar.

Bem pequeno e mal dá pra ver, tem ali um Airdots da Xiaomi de primeira geração, cujo estojo quebrou e hoje eles ficam ali o tempo todo carregando. Os fones são pareados com o notebook da firma e os uso para reuniões. Para as ocasiões que eu acho que eles estão carregando mas não estão, procuro manter um cabo de áudio 3.5 mm perto também, e uso meu outro fone, um Soundcore Life Q10.

No chaveiro, dois objetos que mantenho sempre pelo escritório para minimizar a chance de perdê-los: um eToken 72k com certificados digitais pessoais e uma Yubikey 5 NFC com o MFA para autenticar em diversos serviços. Tem outro eToken, plugado no computador da firma, que possui apenas os certificados digitais que uso no trabalho.

Infelizmente vivemos em uma época na qual uma plataforma estabelecida e funcional como a web vem sendo largada às traças em favor de tudo ter algum aplicativo dedicado e toda a atenção ser voltada a fazer a gente instalar e usar ele, muitas vezes nos enfiando tal aplicativo goela abaixo. Onde trabalho não é diferente e boa parte das solicitações internas é ou pelo aplicativo da firma, ou por algum procedimento administrativo que raramente está bem documentado e é pouco incentivado e o atendimento é mais demorado, então pela praticidade tenho um celular antigo dedicado à coisas de trabalho, um Oukitel C21 Pro, que fica nesse suporte.

Não mostrados são meu celular pessoal, um Realme 9i (com o qual tirei estas fotos) e outro que fica o tempo todo guardado e nunca sai de casa, onde possuo todos os aplicativos bancários. Sim, em tempos que acho muito prático a gente ter acesso à conta bancária com todas as economias que eu fiz na minha vida, também acho muito distópico que na realidade que a gente vive a gente precise ter medidas de segurança para isso e os bancos insistem de forma irritantemente recorrente em me cobrar um “seguro Pix” ou que eu habilite um “modo rua”.

Detalhe do ThinkPad pessoal do Carlos.
Foto: Carlos/Arquivo pessoal.

Os trecos aleatórios ficam ou neste porta-canetas genial feito com disquetes que ganhei de uma colega de trabalho já faz muito tempo, ou no organizador da bagunça. Ali tem objetos de que a gente precisa o tempo todo, desde uma caneta ou cabos ou outras ferramentas. Em um ciclo de ordem e caos essas coisas tendem a ir se espalhando pela mesa e então quando começo a me incomodar com elas soltas, coloco de volta nas caixas. Na ocasião dessas fotos, a mesa havia sido recém-arrumada.

Cadeira sem marca, mas muito boa, do Carlos.
Foto: Carlos/Arquivo pessoal.

Nunca soube a marca ou modelo da minha cadeira. Eu comprei ela na loja de material de escritório aqui do bairro já tem alguns anos e recomendo muito. O apoio de costas em tela é bom para dias quentes e dá uma boa sustentação para a coluna e o assento dela é de um material macio e que tem um bom atrito. Ela é muito confortável. Escolhi com meu traseiro. Valeu cada centavo.

Prateleira com impressora, mochilas e acessórios.
Foto: Carlos/Arquivo pessoal.

Por fim, o móvel com as coisas de apoio. Tenho uma HP Deskjet 2774, que uso principalmente para digitalizar documentos, e um taco de baseball complementar usado para ameaçá-la quando começa a fazer barulhos estranhos sem motivo aparente. Com o tanto de coisas elétricas no escritório, gosto de manter um extintor de incêndio de 2 Kg ao alcance.

Na prateleira do meio mantenho algumas multi-tools e canivetes. No dia a dia tenho sempre um Swisschamp no bolso; deixo todos os outros canivetes, multi-tools e lanternas ali mais por falta de outro lugar melhor. E um dos meus Baofeng UV-5R (indicativo PU5BSH).

Na última das prateleiras, duas mochilas. Em uma delas cabem os dois notebooks e é a que eu uso se preciso transportá-los (raro hoje em dia). A outra é uma mochila que uso para passeio e é a coisa mais próxima que eu tenho de uma bug-out bag, uma mochila com itens para passar até alguns dias durante alguma emergência. Apesar de eu ter uma coisa dessas, não me confunda com esse pessoal vidrado em sobrevivência porque eu não tenho um estoque de comida enlatada ou um galinheiro na sacada do apartamento. Apenas acho importante ter alguns itens como um bom conjunto de ferramentas, um kit de primeiros socorros, uma boa lanterna sempre carregada, água sempre engarrafada e um powerbank, porque esse tipo de coisa já ajuda a gente bastante em uma simples falta de água ou queda de energia.

Acabei dedicando um espaço grande para o escritório. Trabalhei dez anos indo até a firma e, assim como a maioria das pessoas, foi um choque inicial trabalhar remotamente durante o apocalipse coronaviral. Por meses trabalhei com as coisas improvisadas, usando uma cadeira de madeira e uma mesa de jantar. Certa vez, conversando com alguns amigos, um deles me falou que com instituição do trabalho remoto, é a partir do escritório doméstico que entra dinheiro na casa, então procurei manter algo dedicado e funcional para trabalhar confortavelmente e com equipamento de qualidade.

Naturalmente, se tiverem qualquer indagação ou sugestão, comentai-vos, que eventualmente responderei aqui no próprio post.

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32 comentários

  1. Esse setup tá incrível demais! Achei interessante a disposição das telas e por uma ser menor não dar tanta diferença assim, quero mudar minha área de trabalho noturno (e multimídia), e mais um monitor é necessário. Essa cadeira parece ser um show de conforto mesmo.

  2. Amarrado à sua cadeira, está um shemagh palestino? 😊 Se sim, tenho um igual preso à minha cadeira, mas branco com preto.

  3. Carlos – sugiro também um Brooklyn Crusher para eventuais cenários distópicos relacionados às “novas tecnologias”. Eu tenho um.

    1. Curiosamente, eu tenho um Delta Dart da própria Cold Steel, faz uns 15 anos. A qualidade é boa, mas por ser afiado imagino que seja de uso único.
      Já um taco de baseball de plástico a idéia é até mais legal hein. Não tem afiação para perder.
      A densidade, segundo a Wikipedia, é maior que a de madeira: poliestireno (esse material aí) tem 0.95-1.05g/cm³, enquanto madeira de verdade mesmo vai ter ali até os 0.9g/cm³ . Então se o treco for maciço, ele é mais pesado e por consequência a pancada é mais forte. Interessante.

    1. Resposta curta, até que surpreendentemente não uso hub USB-C no dia-a-dia. Mas tenho dois deles, ambos do Aliexpress, um deles foi bem baratinho o link não existe mais e o outro é a variação 8-in-1 desse aqui: https://www.aliexpress.com/item/1005002191569003.html . Esse daqui tem uma saída VGA e outra HDMI, mas eu fiz o teste plugando um monitor em cada e ele só espelhou a tela.

      Resposta longa é a do comentário anterior, que por alguma razão, no HP Probook G8 da firma a saída de vídeo de ambos os hubs ficou horrível, e nunca soube o porquê (driver? hardware?) e uso um outro hub USB 3.0 genérico para os outros periféricos e o monitor é ligado em um adaptador USB-C -> VGA.

  4. Excelente post e excelente setup, muito inspirador!

    Como você liga os dois monitores ao mesmo laptop? Estou tentando fazer algo parecido (2 monitores HDMI x laptop de trabalho + laptop pessoal) e ainda não consegui, por enquanto cada notebook está com uma tela

    Vou arrumar um taco aqui também, mas para ameaçar os fios, quando estiverem sob controle mando fotos da mesa aqui no Manual

    1. Resposta curta, para os dois laptops: um cabo na porta HDMI dedicada dele, outro na saída de vídeo da porta USB-C.
      Resposta longa é que, dependendo do laptop, pode ter mais de uma saída de vídeo. No meu caso, foi muito mais sorte que juízo porque não li a especificação disso do T480 antes de comprar, mas por minha sorte ele tem duas portas USB-C, das quais uma delas é exclusiva para o carregador e a outra é uma Thunderbolt, que tem saída de vídeo.
      Por minha sorte também, a firma se atentou a isso, e o Probook G8 dela também tem saída de vídeo em uma porta USB-C. Mas a malandragem está no adaptador, ali na terceira foto fica evidente que é um cabo VGA que eu uso para ligar ele no monitor: eu tenho dois hubs USB-C, um deles baratinho que eu tinha faz tempo e que tem saída HDMI, e eu ligava o laptop da firma no monitor e ele ficava com brilho muito baixo e uma densidade de cores nojenta, tipo, 24-bit lá dos anos 90. Achava eu que era o hub, então comprei um outro muito bom, mas deu na mesma, independente de deixar o monitor apenas ou outros periféricos juntos no mesmo hub. Com o adaptador USB-C -> VGA que a firma disponibilizou junto do laptop isso não acontece e a imagem fica nítida. Perturbadoramente, no Thinkpad, qualquer um dos hubs USB-C deixa a saída de vídeo perfeita.
      Estava vendo que tem alguns laptops mais novos que suportam, na mesma porta USB-C, mais de uma saída Displayport, então se tiver um hub de acordo, dá para ligar mais de um monitor na mesma porta USB-C. Acredito que hoje em dia a maioria dos laptops venha com Thunderbolt (ou ao menos USB-C + Displayport) mas é sempre bom conferir.

  5. Mais detalhado que isso, só dois disso!! Rs

    Brincadeira a parte, achei interessante a questão de separar as redes de uso pessoal e do trabalho. Voltando para o Brasil, farei o mesmo.

    Parabéns pela o espaço e por compartilhar aqui com a gente.

  6. Gostei bastante do teu foco de ter rede separada para coisas do trabalho, não misturar teus arquivos/histórico/coisas no notebook da empresa… é inspirador esse foco todo.

    o taco junto da impressora foi a cereja do bolo kkkkkk

    belo setup.

  7. Bah, legal cara. Curti como tu te descrevestes, o teu trabalho e as tuas coisas.

    E outra pessoa do SERPRO? Legal!

    Enfim, gostei de algumas ideias que tu me deu, como o do Gl-Inet GL-AR750S-Ext.

    1. Ah, e quais foram as customizações no Ubuntu? Coisa da SERPRO ou tuas mesmo?

      1. Tchê, bastante serpriano aqui (teve até a mesa de um outro colega uns meses atrás).
        Mas, o Ubuntu 22.04 em questão é o próprio Ubuntu da Serpro mesmo, o qual é bem customizado perto de um Ubuntu “vanilla”. Eu só instalei algumas coisas a mais que eu precisava nele, mas de resto é o que veio no laptop. Tem a customização de hardware ali, porém: se reparar, tem um suporte para ele. Foi feito com uma tábua de corte antiga cujas dimensões ficaram perfeitas para apoiar ele, e quatro pés plásticos que eu imprimi, para dar a altura para a tela dele ficar mais próxima aos monitores.

    1. Aquele é um projeto fracassado que ainda não criei coragem de arrumar. É uma estação de sensores com bastante coisa até:
      – ESP32 (Heltec Wifi LoRa Kit 32, com display queimado)
      – Display LCD 16×2 para substituir o display original
      – Sensor de luminosidade BH1750
      – Sensor de atmosfera/temperatura BMP280
      – Sensor de temperatura/humidade DHT22
      – Sensor de qualidade do ar/partículas PMS5003
      Na protoboard funcionou que é uma beleza. Imprimi o case para ele, montei uma fiação e pá … nada de parar ligado. Acho que é algum fio solto.

      1. Muito legal. Eu sou operário numa desenvolvedora de hardware e estou nesse exato momento momento montando equipamentos que usam esp32 e outro que usa o dht22.

        Esses problemas de mal contato são normais. Montei um proco rat faz uns meses e passei semanas com defeito só por causa de 2 pontos de solda que faltavam. Kkkkk.

        Aliás, voltando pro esp32, incrível como esse micro tá tomando conta do mercado. Acho que ele é risco v né? AÍ não tem como segurar.

        1. Olha … confesso que nunca tinha pensado em ir atrás do conjunto de instruções do ESP32 . Indo além, vou me atrever a dizer que só faço coisas abstratas demais em C++ que não usam os recursos adequadamente 🤣
          Vendo aqui, existem várias versões dele, mas a minha, que vem no Wifi LoRa Kit 32 V2 da Heltec é o “ESP32” primeira geração mesmo, dual-core mas sem o coprocessador Risc-V. Aqui na Wikipedia ele até lista quais são https://en.wikipedia.org/wiki/ESP32#ESP32-xx_family
          Mas ele está tomando de assalto qualquer coisa IoT mesmo. Primeiro pelo preço né, por R$20 a gente acha os devkits no Aliexpress e se for comprar em volume os chineses já devem entregar o projeto inteiro pronto. Segundo porque querendo ou não é fácil de fazer coisa para ele, basta a IDE do Arduino e um conhecimento básico de programação e do que plugar onde. Terceiro, tem muita coisa pronta por aí, senão alguém explicando como usar qualquer componente plugado nele, já alguma lib pronta que você só inicializa e ela faz todo o trabalho.
          Mas, legal que você trabalha com isso e montando. É justamente na montagem que eu me dei mal aqui. Até fiz uma estação meterologica de um kit que comprei pronto, que está ali e está rodando, mas está na estante e na protoboard ainda …

  8. Esse lance do Sonoff Micro, de desligar a conexão com a firma em horários programados, me deu uma ideia: criar uma automação no Atalhos para “encerrar o expediente”. Ao ser executado, meu script:

    • Faz backup dos meus documentos no Backblaze B2;
    • Fecha todos os aplicativos abertos; e
    • Coloca monitor e sistema operacional em modo repouso.

    O mais importante, porém, acho que será o ~significado de apertar aquele botãozão do atalho para terminar o dia.

    1. Tem também os recursos de Foco, que podem inclusive remover apps da tela. No meu caso, quando estou na escala de trabalho, apps que mais uso aparecem na tela, e outros somem, conforme a localização em que eu esteja.

      1. Já tentei usar os modos de Foco algumas vezes, mas nunca me adaptei. Mantenho a configuração dos meus dispositivos o mais simples possível, o tempo todo, então acaba que não tem muito o que mudar (no sentido de remover apps da minha frente). E por trabalhar em casa, o lance da localização me é indiferente 🥲

    2. A coisa de desligar e chavear o contexto, mentalizando que “parei de trabalhar” ajuda bastante, especialmente tendo a rotina para isso. Quando desligo tudo tenho uma reação pavloviana de liberdade.
      Por muito tempo usei um desktop da firma, e ele era ligado em uma smart tomada programada para desligar meia hora após o expediente … mas era muito vida loca.

  9. Não sei o que me chocou mais: o taco de baseball ou o computador pessoal com 48 GB de RAM!!! Reli várias vezes pra ver se tinha lido certo, kkkkkk.

  10. Caramba, esse é um belo setup! Eu ainda estou na mesa no meio da sala…

    Das coisas que você falou, eu apenas mudaria duas coisas (que para mim fizeram muito sentido): usar um mouse vertical, muito mais ergonomico (eu tenho um Trust GXT 144 e estou me dando muito bem com ele) e outra, se possível, é usar uma dica do feng shui: ter a parede nas tuas costas, dá uma sensação maior de segurança (essa eu aprendi com o canal @DearModern no YouTube…)

    1. Cara, a questão não é nem a da “segurança”, mas sim por ser mais confortável. É bom de vez em quando tirar os olhos do monitor, olhar pela janela, olhar as coisas acontecendo na volta, etc. É muito mais agradável do que ficar de cara socada na parede, come se estivesse de castigo.

      1. Não mostrada nas fotos é a parede oposta à mesa: nela tem uma estante com livros, uma outra com ferramentas e a minha bike pendurada (que foi o único lugar da casa que daria para suspender ela e ocupar menos espaço). Mas é fato que se posicionar bem ajuda, e à noroeste fica a porta e bem à direita uma janela na qual dá para ver o gramado de uma empresa aqui do lado do prédio. Eu me sinto incomodado ficando de costas para a porta, que sei que tem algo de feng shui nisso também.

  11. Olha, entre as muitas formas de lidar com impressoras HP, acredito que seu método seja o mais enfático que já vi.

    1. Jesuuus, eu perdi tudo no taco de baseball completar hahahahahah