A mesa de trabalho do Antônio Assis Brasil
Sou Antônio Assis Brasil, tenho 33 anos, nascido, criado e morador de Porto Alegre (RS). Estudei ciência da computação e jornalismo. Hoje trabalho com marketing digital na Apoia.se.

Essa é a minha mesa desde 2017, quando me mudei para o apartamento onde vivo até hoje. Ela faz parte de um imenso móvel de 5×3 m, com armário, estante de livros, sapateiro, gaveteiro e mesa para computador.
Esse era o móvel do quarto de um amigo quando criança (como dá pra ver pelos puxadores das gavetas, que gritam “móvel de criança anos 2000”). Quando me mudei para cá, a mãe desse amigo estava reformulando o quarto antigo dele e me ofereceu o móvel sem custo. Ele coube perfeitamente na parede do meu quarto (sobram uns 10 cm de cada lado).
Nessa época, eu ainda trabalhava em escritório. Foi só dia 16 de março de 2020 (também conhecido como o dia em que um micróbio venceu o microgerenciamento) que essa mesa virou minha única mesa de trabalho. Desde então trabalho 100% remoto. Com o fim da pandemia, resolvi aproveitar o trabalho remoto pra viajar bastante. Não diria que sou nômade digital, já que mantenho a base aqui em Porto Alegre, no mesmo apartamento, mas em 2023 passei o verão na Bahia e agora, em 2024, passei boa parte do inverno no Maranhão.
Boa parte dos componentes dessa mesa são pensados num home office confortável e num nomadismo produtivo, sem gastar tanto.

Teclado e Mouse
O conjunto de teclado e mouse são da Microsoft, comprados em 2019, porque essa mesa com gavetinha de teclado exige um conjunto de periféricos. Uns dias depois de eu tirar a foto, o mouse começou a dar problemas e comprei um novo kit, da Dell, que ainda não chegou.
Meu único problema com esse kit é que o teclado era um pouco grande para colocar na mochila. O novo, pelas especificações do site, é uns 3 ou 4 cm menor.
O mousepad é daqueles ergonômicos, com apoio para o pulso, que comprei uma época que eu tava com uma tendinitezinha. Já ouvi falar que não adianta nada, mas pelo menos o efeito placebo me fez parar de sentir dores sem ir ao médico.
Monitores
Logo que começou a pandemia, a empresa em que trabalhava deixou que eu pegasse um monitor. Em novembro de 2020 pedi demissão e, ainda antes de assinar com outra, já comprei o meu monitor principal, que é um AOC de 23,6″. Como não tem ajuste de altura, levanto ele com uma biografia do Bob Marley. Nada a reclamar dele, mas hoje eu compraria outro modelo um pouco maior e com ajuste de altura.
O segundo monitor é um portátil de 14″ que comprei na última Black Friday pensando nas viagens. Aqui no meu apartamento, normalmente ele fica guardado a não ser em situações extremas, como a da foto, em que tirei ele da gaveta pra assistir às Olimpíadas e seguir trabalhando com dois monitores1.
1 Dependendo da demanda do trabalho e da qualidade do esporte, podia virar até dois ou três monitores vendo as Olimpíadas, mas é raro.
A grande diferença, porém, é quando estou fora de casa. Ele é leve, super portátil (vai junto, no case do notebook) e faz uma diferença enorme pra quem se acostumou a trabalhar com dois monitores.
Essa é das melhores compras que já fiz de eletrônicos em custo-benefício. Recomendo muito para quem trabalha remoto com algum tipo de nomadismo, como o meu.
Ele vem com um adesivo pra “acoplar” o monitor ao notebook, mas eu não gosto muito. Normalmente, uso ele de pezinho mesmo, em cima da mesa. É alimentado só com o cabo USB-C–USB-C. (Para quem não tem saída USB-C no computador, ficam dois cabos, um USB normal e outro HDMI).
Notebook
É um Dell Inspiron 13 5330, com 16 GB de memória e Core i5 de 13ª geração, comprado também na Black Friday de 2023. Meu PC anterior estava com quase 10 anos e já atrapalhava a minha produtividade. As especificações são um tanto acima do que eu preciso no dia a dia, mas acabei investindo alto (para os meus padrões) pensando principalmente na mobilidade (ele é muito leve) e que, se não acontecer nada grave, ele deve durar vários anos.
iPod
Sou um pirateador desavergonhado. Há alguns anos decidi parar de gastar dinheiro com streaming, comprei um iPod Classic de segunda mão e o dinheiro que ia para o Spotify agora vai para financiamentos coletivos de artistas locais e independentes.
Em 2021, o HD original do iPod parou de funcionar. Sem muita coisa para fazer na pandemia, resolvi tunar o meu iPod com um SSD de 256GB e uma bateria com o dobro da capacidade.
E-reader
É um Kindle Touch bem antigo (acho que 2014), nem achei a nota fiscal da compra para saber quando foi. Atualmente prefiro livro físico e quase não uso em casa, mas em viagens faz uma diferença monstruosa.
Caixa de som
Como moro sozinho e meus vizinhos são de boa, praticamente não uso fone. Quando não estou em reunião, passo o dia ouvindo música nessa caixinha, uma Sony SRS-XB12, que ganhei de presente há uns cinco anos. Meu próximo investimento é uma mais potente, que incomode os vizinhos.
SSD externo
Quando comprei o PC, só tinha a opção de 512 GB e eu queria com pelo menos 1 TB. (Só as minhas músicas e o sistema operacional já ocupam quase todos os 512 GB.) Comprei um SSD de 1 TB pra trocar e um case, para usar o SSD original como um SSD externo.
Acabou que o PC novo chegou semanas antes do SSD e fiquei com preguiça de trocar depois disso. Então, hoje tenho um PC com metade dos meus arquivos e um SSD externo com 1 TB e todos meus arquivos.
Organizador de cabos
Outra baita compra pra quem viaja com PC e vários periféricos. Antes, durante as viagens, os cabos ficavam todos jogados de qualquer jeito na mochila. Era horrível pra encontrar qualquer cabo e eles acabavam sempre se enozando. O organizador facilita bastante o trabalho de deixar organizado, até (especialmente) para quem tem dificuldade de se organizar como eu.

Conjunto de mate/chimarrão
Nunca fui muito do café, mas compenso na cafeína com uns 2 ou 3 litros de chimarrão por dia, seja no inverno portalegrense, seja em São Luís com 35 graus.
Conjunto clássico de cuia de porongo e bomba de prata (tenho um conjuntinho menor e mais baratinho pra levar nas viagens) e uma garrafa térmica Stanley de 1,3 l (sou contra o copo da marca, mas a térmica vale cada centavo)
Aquecedorzinho de pé
Não tenho ideia do modelo, mas é fundamental para sobreviver ao inverno gaúcho.
Antonio, como fez para passar esse período em outros locais por grandes períodos? já pensei nisso, mas a conta para pagar financiamento e contas + despesas do destino não fecham
Resposta rápida: passo o ano ganhando mais do que gasto e, nessas viagens, gasto um pouco a mais do que ganho e isso não é um problema.
Resposta um pouco mais longa: organizando direitinho, dá pra viajar gastando (quase) tanto quanto gasto no dia a dia daqui de Porto Alegre.
Tendo flexibilidade pra viajar em qualquer dia da semana e em baixa temporada, eu consigo passagens bem baratas. Por exemplo, comprei POA-SLZ por R$400 e a volta foi por milhas (se eu tivesse me planejado melhor, conseguia a volta por uns R$300).
Minha ideia era alugar o meu ap pra uma amiga, que só pagaria as contas e mais um pouquinho. Acabou que, com as enchentes, o negócio miou, e eu tive que seguir pagando as contas do ap.
Os dois lugares que eu fui têm custos de vida mais baixos do que em Porto Alegre. Pegando um airbnb legal, cozinhando em casa, e não saindo muito à noite, meu custo ficaria quase igual ao que eu tenho aqui.
Estou entrando nessa de usar o iPod como um player de música e abandonar o streaming. Eu tinha deixado o Spotify e gostado de música do YouTube por assinatura, mas sua interface é muito ruim e me faz sempre ouvir as mesmas coisas em loop.
Eu comprei um iflash no AliExpress e devo fazer a modificação neste fim de semana. Uma ótima ideia ajuda artistas independentes com o dinheiro do streaming.
Vou precisar porém me reacostumar com fones com fio, visto que o mod bluetooth é mais chato de fazer, e o mod sem solda custa quase 200 euros.
É, o mod com blue tooth eu achei que era demais pra mim.
Mas como nunca usei muito fone bt, não foi problema.
Comprei na shopee também um transmissor bt que conecta no p2, mas usei umas 2 vezes na vida hehe.
Oi Antônio! Muito legal não só o seu espaço, mas também por compartilhar sua história. Adorei a praticidade da sua mesa e Mousepad é bom, não é besteira não. Vale também ter um apoio para os punhos (quebra quina) e não deixe de usar uma cadeira com braço, vale a pena já que tem tendinite (como eu). Também sou do livro impresso e que demais sua vida semi nômade, meu sonho. E o Maranhão é um lugar legal de se morar? Quero viajar mais e esse estado está nos planos. Forte abraço e sucesso!
Salve, Keli!
Olha, eu gostei muito de São Luís e os Lençóis Maranhenses é um dos lugares mais bonitos do Mundo.
Sempre fui muito reggaeiro e desde que descobri que São Luís era a “Jamaica brasileira”, eu tinha a curiosidade de conhecer. Depois ainda veio a curiosidade de conhecer os Lençóis.
Saí daqui de POA no dia 3 de maio (por sorte, umas horas antes do aeroporto fechar), peguei muito reggae em maio, muitas festas juninas em junho, e no início de julho tirei umas férias e fui pros Lençóis. Recomendo demais.
gostei muito do monitor externo! por onde vc o carrega? direto no notebook?
Tenho um case de notebook de neopreme. Carrego o PC e o monitor juntos nesse case.