A mesa de trabalho (em Portugal) do programador André
Sou o André. Moro em Portugal há 3 anos, atualmente numa cidadezinha chamada Ovar.
Trabalho com TI há mais de 20 anos. Já fui programador, suporte, gestor e agora novamente programador. Trabalho com Python e alguma coisa em Vue.js (mas não sou fã de desenvolver front-end!), prestando serviço para uma empresa alemã como terceirizado a partir de uma empresa portuguesa. Apesar de disso, não sou o típico “nerd”. Não gosto de filmes de heróis, não gosto de ficção científica, não jogo jogos eletrônicos (meu último vídeo game foi um saudoso Nintendo 64) e não gosto de café. Estou trabalhando apenas remotamente, mas como eu “não sou todo mundo” (MÃE, Minha), preferia a época que eu podia ir para o escritório de vez em quando. Sei lá, sinto falta das conversas, das pessoas…
No meu cantinho, que fica num dos três quartos do apartamento que eu moro, é onde passo boa parte dos dias da semana. (No fim de semana em geral só passo por ele para ir para o terraço e o anexo, que é onde gostamos de fazer churrasco, jogar jogos de tabuleiro ou só tomar umas cervejas ou vinhos.) Investi pouco nele, o suficiente para me manter com um mínimo de conforto. Na mesa, que hoje está bem organizada, você vai ver:

- Uma garrafa de água térmica de um litro, que eu encho pelo menos três vezes por dia (por isso o bebedouro ao fundo), que ganhei de presente e foi comprada na Ale-hop. Não vivo mais sem ela. Ela consegue manter a água geladinha por umas 4h sem problemas, mesmo no calor. (Não sei se ela mantém quente também.)
- Um tapete pad grande — que eu não sei dimensões e que está imundo —, preto, simples. Não lembro se ganhei ou se comprei. Sei que veio do Brasil, ainda.
- Um mouse (ou rato, se estás em pt_PT) MX Master 3s da Logi, comprado na PC Diga. É um ótimo mouse, com todos os recursos que eu queria: rolamento livre ou normal na vertical, rolagem horizontal, botões de voltar e adiantar (que eu uso direto no VSCode para lembrar onde eu estava anteriormente) e o mais importante: recarrega a bateria por USB-C. Chega de pilhas!
- Um teclado da Dell, daqueles mais simples de todos, sem fio, que trouxe do Brasil e pretendo aposentar assim que tiver que trocar de pilha, para comprar um com leiaute US internacional (o leiaute ABNT2 é terrível para programar) e que carregue por USB-C, para poder parar de comprar pilha.
- Um brinquedinho (fidget toy) para manter a mão ocupada enquanto penso. Também comprado na Ale-hop pela minha esposa, que não aguentava mais eu brincando com parafusos, porcas, arames e coisas do tipo. (E machucando a mão diariamente.)
- Um cabo USB-C solto, para recarregar coisas aleatórias (por acaso é o cabo do mouse).
- Um porta-retratos com uma foto minha com minha filha, que aponta para uma música que gostamos muito, e que sempre brincamos de “declamar” quando vemos que a lua tá bonita.
- Um smartwatch da TicWatch, que comprei numa época que eu corria diariamente e não queria carregar o celular comigo sempre. Como não tenho confiança de deixar o telefone no bolso, por medo de cair/me sentir desconfortável, e que aquelas braçadeiras já caíram do meu braço duas vezes, inclusive quebrando a tela de um dos telefones, desisti delas, tentei o smartwatch. Não gostei. Não compraria outro hoje.
- Tanto que do lado tem um relógio da Tifossi, que eu comprei numa promoção do free shop quando voltei do Brasil da última vez. Analógico, de metal, preto, simples. Do jeito que eu gosto.
- Tem também um headset HS60 da Corsair, que eu pedi para a empresa comprar. É um headset propositalmente com fio, já que os headset Bluetooth não me deram muitas alegrias no Linux, especialmente os microfones (o fone funciona). Tem um microfone bem bom e o som tem o tal do “haptic feedback”, que treme os fone quando tem graves mais fortes. Adorei usar ele na última empresa que trabalhei e pedi na nova!

- O computador é um Lenovo ThinkPad L13 Gen 4, com 32 GB de RAM, processador Core i7 1355U e tela sensível a toques — só porque sim; devo ter usado umas duas vezes ela.
- Bem no fundo, se você se esforçar, vai ver minha mochila que a empresa deu. Até gravaram o nome nas costas, achei bem legal. É uma mochila de notebook também da Lenovo, bem básica, discreta e funcional.
- O monitor é um Dell que eu comprei na OLX, ainda na caixa num preço bem bom aqui mesmo em Ovar. Ele tem aqueles pés que deixam ajustar a altura, mas que ficava muito baixo.
- O suporte do monitor eu comprei na Amazon, não sei marca nem nada. Não achei a nota pelo e-mail. Ele é simples, mas mais alto que os normais. É articulado e daria teoricamente para colocar mais um monitor, ou um suporte para o notebook, mas acho que não aguenta.
- Por último, a cadeira eu comprei na Staples para substituir uma da Ikea que tava com o assento que era só a tábua, praticamente. Ela durou uns dois anos. Quis investir numa melhor, mas não queria comprar sem fazer o teste físico, então procurei nas lojas físicas aqui perto. Impressionante como é complicado achar uma loja que tenha um bom mostruário de cadeiras boas. Só tem cadeira gamer (que eu acho ruins). Acabei com essa DUKE, que é barata, boa, mas não é perfeita. Já sei que em dois anos vou ter que comprar outra!
Algumas coisas que não foram descritas são a confusão de remédios e quinquilharias que tem no parapeito da janela, que em geral acabam em cima da mesa, e o mapa-múndi de raspar os lugares que passamos, que abandonamos porque é horrível de raspar (mas a ideia é boa!).
Eu não uso nobreak porque trabalho com notebook e, se faltar luz, ainda tenho a bateria dele e a do celular, de onde eu compartilho a internet. Não é algo comum faltar luz por estas bandas, então não me preocupo muito com isso. Se acabar a bateria, paciência. Quando volta a luz eu volto ao trabalho.
Simples, bem organizada, limpa e um ambiente claro! Perfeito!
Muito legal o teu cantinho, André.
E sobre o fato de tu gostar de ir ao escritório trabalhar, concordo 100% contigo. Também sou desses, tenho a sorte de trabalhar num local onde quase todo mundo se dá bem, volta e meia fazemos algum evento para unir o pessoal, é prazeroso poder estar indo trabalhar fisicamente. Conviver com pessoas é bom! E o melhor é poder estar estar remoto quando necessário, também. Minha jornada pode ser até 50% remota, mas acabo fazendo menos.
Enfim, muito legal tu estar morando em Portugal (em breve irei também! =D ) e muito legal o teu cantinho.
Prazer em te conhecer.
Abraço!
Valeu Diego! Tomara que tua adaptação à PT seja tão boa quanto a minha! :) Bem vindo
Galera de TI em Pt, me deem um abraço.
Moro em leiria, mas ainda trabalho no BR, tentando achar um trampo por aqui.
Se quiserem, me add no LinkedIn
In/jfsbarreto
A empresa que eu trabalho fica em Leiria! Dá uma olhada no site deles para ver se tem algo para ti: https://starkandpartners.bamboohr.com/careers
Além disso te adicionei no LinkedIn!
Boa sorte na procura de emprego…
Abraço
Bacana seu setup, André! Também sou TI brazuca em PT trabalhando pra uma empresa alemã 😃 Qualquer dia também mando meu espaço de trabalho aqui. E realmente a parte mais tensa de trabalhar remoto num país estrangeiro é a falta do social, porque aqui já é difícil se enturmar presencialmente, quanto mais estando remoto. Se você tivesse mais pro sul até te chamava pra um café haha! Sucesso mano!
Pô, legal ver mais Brasileiros morando em PT por aqui (na rua tá fácil já!)…
É verdade, eu sempre gostei mais, mesmo no BR, mas aqui faz uma senhora diferença… Para minha sorte, aqui em Ovar eu fui super bem recebido, e fiz vários amigos na cidade! Então não sinto mais tanta falta, mas continuo sentindo a falta das risadas no escritório para aliviar os dias ruins!
Quanto ao café, se você tivesse mais pro norte eu aceitava. Só não ia tomar o café, mas se fosse mais pro fim do dia, um fino caia bem! hahahaha
Acho massa a simplicidade das mesas aqui.
Parabéns pelo o espaço.
Por sinal, como fez para migrar para Portugal trampando com tech? Curiosidade.
Foi bem fácil pra mim na realidade. Eu sempre pensei, mas estava esperando algumas coisas pessoais acontecerem antes. Daí quando aconteceu, coincidentemente uma recrutadora me achou no Linkedin, no meio da pandemia, fiz entrevistas, gostaram e vim! hahahahah
Mas em geral não é assim não… Eu que dei sorte!
Oi André, que legal o seu espaço, adorei! É interessante, porém, comprar uma cadeira que te proporcione mais conforto sem cansar os braços e costas, principalmente por usar bastante o notebook. Engraçado o jeito de lida com papéis, estão embaixo da mesa. Gosto do home office Full (mas é também por ser freelancer, então meu escritório é em casa mesmo), curto um café e desculpa, não curto Exalta (olha que trabalhei em rádio de samba!), mas a foto com sua filha é linda. Desejo ainda mais sucesso a você, parabéns!
Valeu Keli! É, a cadeira ainda não to 100% satisfeito. Mas realmente não quero comprar online sem testar. A atual é boa, mas não deve durar muito tempo! :/
Quanto aos seus gostos, o que posso dizer? Tás errada, pq eu tô sempre certo! hahahha
Brincadeira, a maravilha do mundo é sermos diferentes uns dos outros! :)
Ah, e quanto aos papéis, eles são mais coisas esquecidas… Eu não costumo usar papéis não… Provavelmente ali são as requisições de exame que eu achei que tinha perdido, vou até olhar! hahahahah
Eu me amarro nesse tecladinho da dell. Alguns motivos são a razão de você querer se livrar dele: ABNT2, pilhas, perfil baixinho, silenciosíssimo, facílimo de desmontar e limpar. Só não é uma maravilha pra videogame, porque não registra algumas combinações de teclas, tipo W+shift+2 (essa foi fácil de perceber).
O que tem nesse brinquedinho? Só quatro botões e uma alavanca?
Quatro botões, um direcional, um “scroll infinito”, um “scroll comum”, uma alavanca de mola, um botão traseiro, e um troço de ficar girando!
Altamente profissional essa descrição! hahahaha
Eu também gosto de ir no escritório de vez em quando, não é só você. Consegui com minha chefia recentemente um regime que para mim é o ideal atualmente: dois dias na semana eu trabalho presencialmente, o resto em casa (o mais importante, todas as segundas-feiras são remotas hehe). Gosto do contato com as pessoas e as conversas aleatórias ou não do escritório. deixa a rotina de trabalho menos engessada.
Quanto a não gostar de café, olha brito, sinceramente, sei nem como hehehe
Eu trabalhava numa empresa antes que incentivava a ida ao escritório, e algumas coisas precisavam ser feitas presencialmente (por conta de exigir HW que não tinhamos), mas não tinha dia que tinha que ir, nem quantidade de dias por semana!
Pra mim esse é o ideal. Você vai quando quer, sempre tem gente, mas nunca tem a necessidade de estar lá. Então você pode viajar e ficar dias, semanas e até meses sem ir, se quiser. Eu costumava ir de 2 a 3 vezes por semana. Era bem legal :)
Você é o segundo leitor do MdU de que tenho conhecimento que ouve Exaltasamba.
O primeiro sou eu :)
Não mexam com a gente! Já somos 2! hahahaha
Hahaha a verdade é que a maioria deve gostar mas não se manifesta.
“Sei lá, sinto falta das conversas, das pessoas…”
Será que sou o único que achava que a pior parte era essa. Aguentar umas conversas bundas, de assuntos que não me interessavam, com pessoas que ou não gostava ou que abertamente queriam me sacanear. E tinha que fazer aquela socialização forçada, fingida, o famoso QFM.
No remoto posso dedicar mais tempo as coisas, conversas e pessoas que eu gosto e quero estar/ter.
Longe de ser o único, na verdade. Por isso disse que não sou todo mundo (e nem você é)!
Eu tive ambientes de trabalho excelente, com colegas de trabalho que em muitos casos tornaram-se amigos de verdade, mesmo depois de sair da empresa. Eu prezo muito por isso, sou um cara bastante sociável, apesar de tímido no início!
Por isso sinto essa falta. Não é que me faltem amigos, família ou o que for. Mas acho que descontrai bastante bater um papo furado no ambiente de trabalho, dar umas risadas, e também acho que fica mais fácil pedir ajuda com a pessoa do teu lado que do outro lado do mundo!
Me parece que suas experiências foram bem traumáticas, e por isso imagino sua aversão… Mas realmente não foi a minha vivência! :)
Custei para tomar vergonha e mandar minha mesa! Muito legal ver ela aqui! :)
Bem legal essa mesa