O Windows precisa de uma mudança de prioridades

O Windows precisa de uma mudança de prioridades (em inglês), no blog do Den Delimarsky:

Precisamos de falar sobre as prioridades do Windows enquanto produto. E digo isto como alguém que quer que o Windows seja bem sucedido — é um ótimo sistema operacional que, apesar do que dizem seus detratores, continua a ser um dos melhores quando se trata de retrocompatibilidade e riqueza de funcionalidades. Eu posso — literalmente — rodar um jogo escrito para o Windows 95 no Windows 11 sem grandes problemas […] Não posso fazer isso em computadores com macOS ou Linux de forma confiável; no Windows, essa tarefa é ok. Dito isso, estou decepcionado por ver a direção que o sistema operacional tomou nos últimos tempos, e me parece uma falha estranha de prioridades, especialmente considerados os avanços por que passam outros produtos da Microsoft.

A inconsistência nos menus de contexto da bandeja do sistema (primeiro tópico) e o fato de o Edge não permitir a definição de uma página em branco como inicial exceto por uma gambiarra são alguns dos piores problemas apontados no texto — e em outros lugares.

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11 comentários

  1. Os problemas estéticos são só a ponta do iceberg. A usabilidade do sistema também tem ficado inconsistente: esse salseiro que a MS vem fazendo, por exemplo, no menu iniciar que, pra mim, teve seu ápice no Windows 7, é um bom exemplo. Essa coisa de querer enfiar propagandas no sistema (pago!) é outro péssimo sinal.

    O suporte a programas legados é fantástico e, sem dúvida, inegável, mas tenho lá minhas dúvidas até onde o Windows tem essa característica por projeto. A Microsoft já tentou matar a Win32 algumas vezes nos últimos anos e não conseguiu, muito provavelmente por pressão dos clientes corporativos. Ela matou o suporte a programas de 16 bits na versão de 64 bits do Windows 10 e, aparentemente, não foi impossibilidade técnica, tanto que é possível adicionar esse suporte com bibliotecas de terceiros.

  2. No geral, ele só citou probleminha bobo.
    É preciso fazer uso bem específico de determinadas funcionalidades que as coisas que ele citou sejam, de fato, problemas!
    Mas o pior para ele é que MacOS e Linux não resolvem essas coisas.

  3. Confesso que eu ainda prefiro o Windows do que o macOS, exatamente pelo que foi dito. Se você pegar o ciclo de vida do Windows 95 até o Windows 11, pouca coisa não irá rodar; agora pegue o ciclo de vida do macOS Panther até o Monterrey. Quase nada roda em todos os sistemas. Inclusive, um Mac de 2011 não rodará o sistema de 2019. Nesse meio tempo a Apple vai para a terceira arquitetura de hardware, inclusive.

    O que o Windows faz, em termos de compatibilidade de hardware e software, nenhum outro sistema faz. O preço a se pagar são esses problemas de interface e muitos bugs recorrentes (culpa exatamente da retrocompatibilidade enorme que o sistema mantém).

    1. Curiosidade, Paulo: existe algum aplicativo ou hardware que você use de 20, 30 anos atrás? Não que eu ache a estratégia da Apple perfeita (às vezes, ela é meio precoce), mas fora alguns casos de uso específicos, quase sempre no meio corporativo, para um usuário final essa retrocompatibilidade tão longeva acaba sendo meio indiferente, mesmo considerando a relativa lentidão com que a base atualiza o sistema — até dia desses, o Windows 7, de 2009, era a versão mais usada do Windows.

      1. 20 anos não é tanto tempo, é 2002. De 20 anos atrás eu estou pensando, talvez meu scanner tenha 20 anos mas teria que ver direito.

        De 11 anos atrás eu tenho um Mac Mini, i5, que eu dei upgrade com um SSD de 128GB e 16GB de RAM DDR3. Teoricamente ele é “obsoleto” pra Apple com o último suporte oficial sendo o High Sierra (10.13). O problema é quase nada roda mais no 10.13, quase todos os softwares (incluindo os programas da suíte office da Apple) precisam da versão Catalina (10.15) para rodar. Se eu precisar do Xcode, mesmo as ferramentas de linha de comando, eu preciso baixar por meios não-oficiais, porque ele não instalar pela App Store normal. Muitos outros aplicativos barram o 10.13 na loja por “questão de segurança” (o que é traduzido por: A Apple não dá mais suporte).

        A desculpa oficial é que as placas de vídeo anteriores à 2012 não tem suporte ao Metal (e não tem mesmo) e que com isso seria impossível garantir a estabilidade da aceleração de vídeo nesses Macs. Isso cai um pouco por terra quando vemos os patches do DosDude sendo gerados sem maiores problemas (e que rodam bem). O último patch é automático inclusive, basta baixar a imagem e instalar como se fosse oficial da Apple.

        O mais importante: qualquer SO (Windows 1o ou Linux) roda sem problemas nesse Mini, mas pra Apple esse é um aparelho obsoleto.

        Não acho que um Core i5 com 16GB de RAM de 128 de SSD seja obsoleto ou não deva mais receber updates, e isso fica mais evidente quanto você compara com o Windows que “quebrou” a compatibilidade com processadores mais velhos apenas na versão 11.

        1. Paulo,
          Concordo contigo que a política da Apple é fazer uma obsolescência forçada. Ainda mais que seus produtos estão cada vez mais distantes da realidade brasileira.
          Mas também no mundo desenvolvido há pessoas que não se conformam com essa política e também não gostam de gastar dinheiros.
          O macmini 2012 ainda pode rodar o Monterey graças ao trabalho de https://dortania.github.io/OpenCore-Legacy-Patcher/

          1. Sim, é possivel.
            O problema é que existem diversos artefatos gráficos por causa da compatibilidade com a API Metal (em relacao a OpenCore). Sem falar que ele acaba deixando de usar a GPU do sistema e jogando tudo pra CPU, deixando o computador quente e lento (nem tanto, tudo bem, é usável).

      2. Já atendi a uma gráfica que tinha um scanner Topaz II, da Heidelberg. Um puta scanner, que é melhor do que muita coisa fabricada hoje em dia. Usa sensor CCD ao invés dos CIS que temos no mercado doméstico, com resolução ótica de 5080 dpi.

        Conectado a um Power Mac G4 por SCSI. É necessário manter uma máquina de mais ou menos 20 anos de idade para manter esse monstrinho (que também tem uns 20 anos de idade) funcionando.

      3. Vou me intrometer nesta conversa.

        O que noto é que quando se fala em certos aplicativos, funciona melhor em versões anteriores do windows (geralmente quem depende de sistemas legados antigos, inclusive sistemas que usam java diga-se de passagem).

        Em São Paulo, todo serviço que lida com Detran precisa de um programa de comunicação que só funciona em Windows, e sempre é recomendado usar um Windows antigo (7), pois nos novos as vezes dá bug fácil.

        Quem tem impressora HP muito antiga consegue imprimir via Windows de boa, as vezes fazendo gambiarra de driver para rodar.

  4. As inconsistências nos menus de contexto e realmente FEIO para dizer o mínimo, parece uma gambiarra, quando não tem a opção você vai em mostrar mais opções e é exatamente o mesmo menu antigo, imagino que não teria problema em repaginar o menu antigo com as opções do novo…