Leilão do 4G na faixa dos 700 MHz fica aquém do que esperava a Anatel
Sem empresas estrangeiras e com três das que já atuam no Brasil fora da disputa (Nextel, Sercomtel e Oi, essa endividada), a arrecadação com o leilão da faixa de 700 MHz do 4G no Brasil ficou abaixo do esperado pela Anatel.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) conseguiu vender apenas quatro dos seis lotes oferecidos para expansão da internet 4G no país. Com isso, a arrecadação do governo é de R$ 4,9 bilhões, 36,3% a menos do que o esperado.
Inicialmente, o governo estimava que todos os seis grandes lotes oferecidos seriam arrematados pelo lance mínimo. Assim, a arrecadação alcançaria R$ 7,7 bilhões.
Claro, TIM e Vivo arremataram os três lotes nacionais (1, 2 e 3) com um ágio de apenas 1%. A Algar ficou com um lote regional (5), que abrange 87 municípios do interior de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, pagando apenas R$ 7 mil a mais que o piso estipulado pela Anatel.
As quatro empresas ainda terão que investir na “limpeza” da faixa dos 700 MHz, atualmente em uso por emissoras de TV analógicas. Elas ficaram também com a responsabilidade sobre os dois lotes regionais (4 e 6) que não foram arrematados, mas o valor dessa limpeza será abatido do total a ser pago pelos lotes que cada uma levou.
Ainda há um longo caminho até a exploração, de fato, do 4G em 700 MHz. De acordo com o UOL, “o desligamento [da TV analógica] começa em 2016 e termina em 2018. Portanto, apenas em 2019 deve começar a ter a exploração comercial do 4G na faixa de 700 MHz.”
Até lá já chegou a 6g. 2018!! São 4 anos. Isso é muito tempo em tecnologia…