As primeiras análises do iPhone 6 e iPhone 6 Plus

Reviews do iPhone 6 e iPhone 6 Plus.
Foto: Will Lipman/Engadget.

Assim que o embargo para os reviews dos novos iPhones caiu, vários sites norte-americanos publicaram os seus. Já li alguns, outros estão na fila, e dessas leituras já foi possível concluir algumas coisas.

Walt Mossberg, do Recode, diz que o iPhone 6 é a opção a ser considerada por quem prefere as versões anteriores, menores:

A Apple vê o iPhone 6 como sucessor direto do iPhone 5s e como o modelo mais popular dos dois — um smartphone com uma tela grande e outras melhorias. Eu também. O iPhone 6 Plus está em uma categoria diferente, um cruzamento entre um smartphone e um tablet pequeno, ou um “phablet”. Se você adora seu iPhone, mas quer uma tela significativamente maior, eu diria para ir com o 6 normal. Se você quer algo muito, muito maior (algo diferente) e adora seu iPhone, então o Plus provavelmente é para você.

Esse discurso foi reforçado por outros reviews. O iPhone 6 é o sucessor legítimo, de fato, para aqueles que sempre usaram e gostaram dos modelos antigos. Design legal, câmera incrível, autonomia ligeiramente melhor, desempenho consistente. Aqui e ali você lerá coisas como “o melhor smartphone disponível”.

Críticas negativas? Praticamente nenhuma. Alguns disseram que o novo formato das bordas, embora melhore a empunhadura, torna o aparelho mais propenso a quedas. Os desenhos de linhas na parte de trás, onde ficam as antenas, também foram alvo de críticas, ainda que essa seja puramente estética.

Sobre o iPhone 6 Plus, a impressão é de que se trata de um iPhonão. Não num sentido pejorativo, mas de que o potencial da tela grande ainda é pouco explorado. É o que dizem Molly Wood no The New York Times e, no The Verge, Nilay Patel. Para ele, com algumas mudanças essa versão pode ser muito mais:

O iPhone 6 menor parece apenas a próxima atualização do iPhone, mas o 6 Plus parece algo completamente diferente; com alguns ajustes no software e mais amor dos desenvolvedores, ele pode realmente ser o meu computador principal. Ele é tão iPad quanto é iPhone.

No momento, a tela grande só é explorada pelos layouts especiais em modo paisagem de alguns apps nativos e o toque duplo no botão físico para trazer a interface para baixo, uma saída para contornar a impossibilidade de se alcançar o topo da tela com uma mão só, solução que parece não ter agradado — no Engadget, Brad Molen diz que que é incômodo e que só recorreu quando não havia mesmo a possibilidade de usar o smartphone com as duas mãos.

A grande missão do iPhone 6 Plus é conquistar ou trazer de volta usuários que se renderam às telas grandes do universo Android. Tanto é assim que a Apple preparou um guia de migração para usuários da plataforma rival, com dicas e apps que visam facilitar a transição. E, pela força e reação de alguns jornalistas, o aparelho representa uma ameaça à Samsung, que já reagiu com uma publicidade agressiva. No TechCrunch, que publicou uns reviews bem esquisitões, o título do do iPhone 6 Plus diz que ele é “o primeiro smartphone grande realmente bem feito”. Isso deve ter doído na Coreia do Sul.

Alguns vídeos:

Os novos iPhones serão lançados, nos EUA e em alguns outros mercados na próxima sexta-feira (19). No dia 26, mais países receberão os modelos. No Brasil, a data de lançamento ainda é uma incógnita.

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45 comentários

  1. Ghedin,

    Levando bem a sério duas colocações suas que questionam se o iphone (e IOS) não pode ser melhor que Android (diversas são as marcas, mas recorto apenas os high end); e, “Para
    que pessoa um iPhone não seria apropriado? Ou, para não dizer que estou puxando a sardinha, que um Android ou Windows Phone seriam apropriados?”. Há pouco tempo o Tecnoblog debateu sobre “Blogs brasileiros de tecnologia só copiam e colam?” e acho que tal discussão cabe aqui, pois me veio à mente: “Será que quando sites brasileiros analisam Iphones eles explicam, exploram, destrincham ou debatem se o valor pedido pela Apple BR vale realmente a compra?” Vejo isso em reviews de Android, tanto low quanto high end, mais ainda se ele for concorrente do queridinho Moto G, contudo, vejo omissão na analise de produtos Apple. Acredito que celular apropriado é o que se pode gastar num aparelho, ou deveria ser isso. No entanto há também o aspecto do interesse. Meu pai, por exemplo, pode pagar por um Iphone, mas seu interesse não o pede e ele contenta-se, até porque é um presente, com um Galaxy Ace. Para americanos, pagar 99 doletas num 5s na apple store de lá é muito diferente de pagar 2199 reais aqui, tanto no aspecto do poder aquisitivo, passando pelos impostos sobre o produto e índices de lucro da empresa, quanto pela consciência que se tem ao adquirir ou fazer uma dívida em um produto que por si só é maior que o salário liquido de quem deseja comprar esse produto. Só esse ultimo aspecto pra mim já tornaria absurdo o investimento em um 5s novo. Só isso já torna o aparelho inapropriado para boa parte dos brasileiros, ou melhor, dos seres humanos do lado de baixo do equador.

    Hoje temos sim aparelhos descomplicados no mundo Android que executam 100% das tarefas necessárias dos 70% (CHUTE! Mas que é a minoria é…) de usuários que não estão nem ai (conscientemente) para as benesses da tecnologia. Assim também o é no mundo Windows Phone. Diversos são os motivos que não cabem a mim e nem a ninguém julgar pejorativamente, apenas entender, analisar, traçar perfis sociológicos e antropológicos.

    Me desculpe o comentário extenso.

    1. Preço é um fator de peso na hora da compra e também levo em conta quando termino um review. “Vale a pena?” é uma pergunta que se responde, em grande parte, pelo custo-benefício — são raros os smartphones em que preço ou qualidade, sozinhos, determinam a compra. O iPhone entra aí: é o melhor smartphone do mercado, mas custa tão caro que sua compra acaba desaconselhável para muita gente.

      Nessa discussão aqui não havia chegado em preço. Estávamos discutindo qualidade, no sentido mais amplo da palavra. Existem smartphones Android e Windows Phone ótimos, e alguns que, em uma função ou outra, superam com folga o iPhone. O meu ponto, que expliquei em uma resposta ao @jdebrito:disqus, é que o iPhone é o mais equilibrado. Tudo funciona de uma maneira boa, e isso é raro. Do universo Android, acho que só o Moto X chega nesse patamar, embora fique devendo na câmera.

      1. Rodrigo,
        Concordo plenamente com você e divido a opinião de
        que o Iphone é muito equilibrado em qualidade, pois sempre temos um porém em
        algum aspecto nos Androids e WP, tal como a câmera (Moto X e Nexus), falta de
        apps no WP, ou ainda, por que sempre uma opção de armazenamento? 16GB
        geralmente e agora 32GB em alguns modelos? Por que não temos opções
        diversificadas? É nesse aspecto e ampliando um pouco a discussão que fiz
        a colocação. As empresas ainda veem algo em nosso mercado para limitar as opções.
        A Apple “não”, mas cobra muito caro e ainda vende bem, contudo, acho que o 5s
        não vende tão bem no Brasil. Vejo muitos no 4s e 5 que deram uma boa
        desvalorizada, ou ainda, são modelos usados. Sensato. A Sony espera prejuízo de
        dois bilhões para esse ano. Também, Playstation 4 a 4mil e Xperia Z2 a 2499 no
        Brasil são fatores que podem entrar da discussão mais ampla do problema. Enfim,
        às vezes sinto falta de posts nessa linha. Talvez por terem um cunho filosófico
        eles sejam escassos, mas, a discussão é bastante curiosa e enriquecedora. Talvez
        formadora de opiniões.

  2. Eu gostei bastante do iPhone 6, o tamanho parece bom e o iOS 8 resolveu minhas maiores críticas ao sistema. Infelizmente, os preços são impraticáveis por aqui, então nem o considero como uma opção.

  3. Eu queria muito que a Apple fizesse um iPhone 6 mini com tela de 4,3 polegadas e resolução HD: pra mim será complicado passar do iPhone 4S pro iPhone 6.

  4. Tive a oportunidade de usar os dois modelos do iPhone 6 e achei o Plus um absurdo de grande! O iPhone 6 tem o tamanho de um Nexus 5, ligeiramente mais “alto”, e nisso o Nexus 5 ganha pq tem a tela 0.3 polegadas maior, faz diferença? Nenhuma! Mas é maior… Não tinha o Galaxy Note para comparar com o Plus, mas acho que é bem similar, é quase uma raquete de ping-pong de tão grande. Difícil uso com uma mão só, desconfortável no bolso… é questão de gosto mesmo. Só acho que é sempre a mesma coisa, mil idéias já existentes, mas quando a Apple lança vira novidade.

    Sou Android fanboy, mas achei os aparelhos bonitos, apesar de tb não ter gostado das linhas atrás, achei brega, mas no geral é iPhone. O que vc tinha no iPhone 3 ainda está ali, em questão de evolução não é nada assustador, só a tela maior, o resto é iPhone raiz (iPhone moleque).

    Está vendendo mais que qualquer outro pq muita gente não atualizou do 4s para o 5 e 5s (nada tão agressivo que tivesse chamado atenção), ou seja, o pessoal que estava preso ao plano de 2 anos (que a maioria das operadoras americanas impõe) está atualizando agora. Bom para o mercado! E que venha o Nexus 6!

  5. Ah, será que alguém descola esse papel de parede da imagem da abertura? :>

  6. Olha… Já tive 2 iPhones e gosto muito do iOS. Mas o design dessa nova versão do aparelho é bastante esquisito, tipo primeira versão do Ford KA, totalmente fora do padrão e bastante duvidoso. Prefiro o design do 5S.

  7. Basicamente, o lema desses reviews é “se você gosta de iPhone, vai gostar muito mais desse”. Com essas possibilidades de telas de tamanho diverso, já não vejo mais motivos de quem é cativo da Apple para mudar para outras plataformas.
    Enfim, parabéns para a Apple por conseguir cercar/suprir cada vez mais os seus usuários. Acho até que demorou muito para tomar essa atitude.

  8. “mas o 6 Plus parece algo completamente diferente; com alguns ajustes no software e mais amor dos desenvolvedores, ele pode realmente ser o meu computador principal.”

    Nossa, será que essa galera nunca viu um dos milhoes de smartphones grandes que já foram lançados? Sony, Samsung, Nokia já lançaram ótimos exemplares com telas gigantes – e claro que não dá pra ser o computador principal. Mas né, esse povo do The Verge, principalmente, parece menino deslumbrado quando o assunto é Apple: tudo é lindo, tudo é novo, tudo é iluminado com a luz de um milhão de fadas. Menos, galera.

    1. Sempre leio essas matérias do The Verge com um filtro mental ativado, especialmente quando se trata dos produtos Apple. A fama deles de iVerge é antiga, mas tem melhorado nos últimos tempos.
      Estou interessado mesmo é no review do Ars, para mim sempre são os melhores.

      1. @Luis, estava pronto para dizer algo parecido. Sempre filtro bem esses reviews do The Verge, que pensa em favor da Apple. Tem um rapaz do Cnet que se empolga de mais também e a Joana-alguma-coisa do Wall Street Journal, que é baba ovo total da marca.

        1. Vocês não acham que, de repente, apenas talvez, o iPhone pode ser melhor que smartphones Android? Apenas uma pergunta humilde para suscitar o debate.

          1. melhor, não. eu diria que é apropriado para certas pessoas, e para outras não – assim como os Android e Windows. é extremamente exagerado quando o Verge, por exemplo, diz que o iPhone 6 é “o grande iPhone para todos”.

            quando o assunto é Apple, muitos desses sites e blogs não tem critério, simplesmente mudam o discurso de acordo com a filosofia da empresa.

          2. Para que pessoa um iPhone não seria apropriado? Ou, para não dizer que estou puxando a sardinha, que um Android ou Windows Phone seriam apropriados?

          3. apropriado ao que cada um espera de um smartphone ou à experiência que vai ter ao longo dos 12 ou 18 meses com o gadget. acredito que um telefone é como uma calça jeans: se não escolher do tamanho adequado, vai ter pano demais ou vai ser sufucado por ter pano de menos.

          4. Então, Bruno, mas aí que tá: o que alguém espera de diferente e/ou único em um smartphone? Todo mundo quer: câmera legal, bateria que dura, os apps mais legais. Nunca vi alguém comprando Galaxy S5 pelo sensor de batimentos cardíacos, ou o iPhone 5s pelo Touch ID, por exemplo.

            O meu ponto é: embora percorram caminhos diferentes, todas as fabricantes tentam marcar os mesmos pontos nas check-lists dos seus aparelhos. O único divergente é a analogia que você usou, literalmente: tamanho físico/de tela. De resto, é uma relação entre preço e disponibilidade e, salvo uma parte do pessoal que gosta/se interessa mais por tecnologia, preferência por esse ou aquele software.

            Por isso não acho exagero quando o Verge diz que o iPhone é o melhor smartphone para todos. “Melhor”, nesse contexto, eu entendo como “o mais equilibrado”, o que tem mais chances de agradar um número maior de pessoas. E, claro, existem equivalentes no universo Android que oferecem aqueles três anseios que citei acima — para mim, depois do iPhone vem o Moto X, mesmo com a câmera mais ou menos e, na versão anterior, com specs ~inferiores em relação aos concorrentes.

          5. Vivi essa dúvida nos últimos meses. Eu concordo que o iPhone 5S, que tive, seja melhor em todos os aspectos que me importam num smartphone, isso quando comparado com MotoX e Galaxy S5, os quais utilizei. E é justamente ai que mora o perigo: O iPhone sozinho não faz verão, ele necessita de um Samsung de péssima qualidade para ser destaque. MAS… isso é dúvida passada para mim: encerrei esse pesadelo adquirindo o L930, aderi aos serviços MS, fechei de vez (agora é pra valer!) a conta no icloud e no gmail. Chega de dúvidas.

          6. Eu não entendi, Carlos. Você diz que o iPhone 5s é melhor porque depende de um referencial, no caso, a Samsung, mas tudo é relativo então não vejo qual ou mesmo se há um demérito nisso.

            Por que você saiu do iPhone 5s para o Lumia 930?

          7. Essa relação comparativa não é importante para mim, talvez seja importante para uma parcela ou pelo menos parece que é para os jornalistas que citamos nos comentários… Não decido pelo quê é melhor ou pior pelo método comparativo tipo tabela, mas sim pelo que responde a minha necessidade. // Decidi pelo WP, daí o L930 veio a calhar, pois já tinha passagem pelo L1520 e gostei pra caramba… Os serviços MS me atendem e fluem melhor no WP.

          8. A comparação sempre existe quando existem opções. Você pode não ter usado especificações (e eu concordo que esse é um critério ruim!), mas comparou outras características para se decidir pelo Lumia 930. No caso, pelo que diz, ecossistemas e serviços.

          9. Acho bem possível que sim. Nunca usei um iPhone por mais de algumas horas, mas a experiência que tive foi bem legal. Sistema fluído, leve, responsivo, ótimo ecossistema, ótimo acabamento. O único pecado, para os brasileiros, é o custo benefício, e é que me mantém afastado desse smartphone.
            Baseando também no que vejo, o iPhone é o melhor smartphone para aqueles que não vivem nesse mundo tecnológico. A curva de aprendizado é bem menor se comparado ao Android ou Windows Phone ( nem tanto, neste último, mas o paradigma da interface às vezes confunde as pessoas). Além disso, tudo o que as pessoas procuram está ali, geralmente numa qualidade melhor( e não venham me dizer que os apps não são melhores/mais bem programados no iOS).
            O que incomoda a galera e gera tanto butthurt é a posição dos detentores de dispositivos da Apple, às vezes um tanto pedante. Fora as experiências passadas, em que a palavra “mágico” foi usada excessivamente.
            Mais uma vez, digo que o iPhone é o melhor smartphone para aqueles que gostam de iPhone, e talvez agora também para aqueles em outras plataformas.

          10. Pedantismo… Aquele momento tosco em que o jornalista do The Verge caminha em frente a loja Apple da 5a avenida com o i6 elevado aos ouvidos e a galera ao fundo formando fila. Exibicionismo puro sobre uma galera ansiosa. Ridículo! Pior que isso só aquela Joana do WSJ deitada no sofá segurando um tablet de 12 polegadas para simular uma leitura. Essas pessoas são equivocadas ao extremo.

          11. O iPhone é um smartphone incrível para todos os públicos. Para mim, o grande triunfo do Android é o preço dos aparelhos.

          12. Eu gosto do Android pois sou fuçador. Adoro trocar roms, mudar kernel e afins, além do custo x benefício.

            E não, não gosto da Samsung, prefiro HTC, Sony, LG e, recentemente, Motorola.

            Mas, não me apego à um sistema, e sim ao meu bolso, tanto é que, após
            quebrar meu Nexus 4 (meu terceiro Android em 5 anos), acabei pegando um
            Lumia 620, pois ainda não havia tido contato com Windows Phone (só estou
            esperando chegar).

            Acho que, hoje, todos os sistemas são bem competentes, com a Apple tendo a vantagem de ter o software casado com o hardware, além de um público que tem o hábito de gastar em apps, diferente do Android, o que torna o ecossistema melhor.

          13. Ghedin, acho que a questão não seja “ser melhor ou não”.
            No Gizmodo BR eu já via muito disso também, sempre que rolava matéria da Apple tudo era mágico, perfeito, melhor do mundo (Hyundai? :P). Dava para notar claramente que o editor era fanático pela Apple. Tanto que deixei de ler o Gizmodo quando tu saiu da equipe.
            Não leio o The Verge, mas não duvido que ocorra algo do tipo por lá.

            PS.: Também acho o oposto ruim. Quando vejo matérias puxando pro lado do WP ou Android, quase nunca leio até o fim.

          14. Eu acho que o iPhone pode ser melhor sim, meu problema é o tratamento que esses veículos dão à Apple. Em todos lançamentos são apontados defeitos que, quando atingem um aparelho da Apple, são relativizados. Os textos sempre procuram amenizar. E o contrário também: uma feature lançada no Android só figura com mais uma na lista, quando é iOS faz um post especial, como se fosse a reinvenção da roda. Não esqueço da imprensa americana quase toda dizer o que tamanho do Galaxy Note era proibitivo, não dava para segurar e usar com uma mão. Problemas esses que foram “justificados” no iPhone 6 Plus, como se a Apple fosse mágica e tivesse feito algo incrível para possibilitar o uso com uma mão só. Mas lá os reviews estão com as palavras esdrúxulas “incrivelmente leve”, “tem uma pegada confortável”, “o tamanho grande não é problema”. AH VÁ. Parece que tá falando com um bando de alienados – e isso me incomoda, pior por que é generalizado… Tiro seu blog, o ZTOP e o Tecnoblog como menos deslumbrados no BR, e gosto do Ars Technica lá fora. O Gizmodo e o Verge, nossa, são insuportáveis.

          15. Eu dou bastante importância para design, então eu até entendo o deslumbramento apesar de ser bem chato em um review. A construção em alumínio me agrada muito mais que a maioria das alternativas dos concorrentes em smartphones. O HTC One é bem legal, o G3 também vai bem mas Samsung não rola para mim.

            Acho que melhorou um pouco a partir do S5, mas não me agrada de forma alguma o design em plástico brilhante da Samsung. São bons smartphones, mas aquela borda pintada de prata e texturas de gosto duvidoso me desanimam bastante a utilizar os produtos deles.

            Talvez seja mais claro para os que se importam menos com design, o impacto do Moto 360 que realmente precisa ser bonito. Continuo não querendo utilizar um relógio inteligente, mas o Moto 360 é muito mais interessante pelo design. Os outros nem cogito usar.

            Dos produtos Apple que tive, acho que é meio abstrato assim mesmo. Parece coisa de fanboy, mas vai: só usando para saber.

          16. Resposta rápida de um cara que, nesse exato momento, para de se arrumar para ir para o trabalhar e resolve postar um comentário. Acho que pode e em muitos aspectos é melhor. No brasil, a 2.200 um 5s (reduziu depois do lançamento do 6 e 6 plus), acho que não, avaliando aspectos citados por você mesmo Ghedin, um pouco abaixo. O que ele oferece, a excessão da câmera, a esse preço, moto X e Nexus já chegaram, na minha opinião.

      2. Sim, o Ars Tecnica faz reviews bem legais mesmo. O resto tem que dar um mega desconto…

  9. essa afirmação “o primeiro smartphone grande realmente bem feito” dos caras foi meio estranha.

    Pelo menos das pessoas que eu conheço que tem o Note, todas gostam muito do aparelho.

    E ainda o principal: O Note foi lançado para um fim específco. Tem todo o uso da caneta e recursos pensados para esse fim que adianta muito a vida de quem precisa e evita ter que recorrer ao computador.

    E o Iphone 6 plus é grande para que mesmo? Pra correr atrás da samsung?

    1. A verdade é que pouca gente que tem o Note usa a caneta. Ela é super útil e quem usa não larga, mas é um nicho. A maior parte compra pela telona mesmo.
      Nem acho que seja correr atrás da Samsung, mas do mercado no geral. Tá dificil achar telefone com menos de 4.5″ mesmo no low-end (ainda que com resoluções horríveis).

    1. Li o mesmo em algum lugar. Li também, sobre o L1520, no The Verge, que a Nokia havia considerado o desenvolvimento de aplicativos que explorasse melhor a magnitude da tela. Pelo menos dessa vez eles floparam o iPhone no mesmo aspecto.

      1. Acho que a questão aqui é que existem muito mais desenvolvedores dispostos a adaptar seus aplicativos para usar a tela do 6 plus. Quanto ao 1520, o WP já não tem muitos desenvolvedores dispostos, ainda mais pra adaptarem algo pra um dispositivo em especial.

        1. Mas acho que o maior problema do L1520 não está diretamente relacionada aos desenvolvedores, mas sim a própria MS, que podia ter desenvolvido alguns apps explorando o telão.