O batismo por analogia em dois níveis do GNU nano

O povo do software livre é cheio de gracinhas na hora de batizar suas criações. Estão aí o GNU (GNU’s Not Unix) e o Wine (Wine Is Not an Emulator) de provas.

No Mastodon, Simon Tatham contou a história do nano e seu batismo por analogia duplo:

O editor de texto GNU nano recebeu seu nome por analogia inspirado em um editor anterior (não livre) com uma interface muito semelhante, chamado pico. O nome faz um trocadilho com prefixos do Sistema Internacional de Unidades: “Tipo o pico, mas um pouco maior.”

O pico foi derivado do cliente de e-mail Pine [descontinuado]: é o editor embutido que o Pine usava para compor e-mails, que foi retirado e transformado em uma ferramenta independente. É uma abreviação de PIne COmposer, até onde eu sei.

E o Pine também foi batizado por analogia, a partir de um cliente de e-mail mais antigo chamado Elm. [São árvores em inglês, pinho e ulmeiro.]

Portanto, o nano tem dois níveis de “batismo de aplicativo por analogia a um anterior” em sua história. (Sem contar a etapa intermediária em que o Pine deu origem ao pico, porque esse não foi por analogia.)

Alguém consegue pensar em uma cadeia mais longa do que essa, envolvendo três ou mais níveis de batismo por analogia? Ou o nano é recordista?

Nas respostas, lembraram ainda do Micro, outro editor que se propõem ser um pouco mais completo que o GNU nano.

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3 comentários

  1. Os paginadores de linha de comando são todos variantes da mesma idéia. O mais comum é o less, que substituiu o more porque “less is more”. Uma alternativa que eu usei por bastante tempo era o most. Mais modernos, tem o minus em rust e o moar em go. Teve um least em rust antes, mas foi abandonado.

  2. O nano é meu editor padrão, mesmo quando uso o MC como gerenciador de arquivos, algo que faço muito.

    1. Eu também prefiro o nano a qualquer outro editor. É prático, intuitivo e já vem por padrão em quase todas as distros.