Gerenciador de arquivos é destaque do novo Gnome 46
Lançado nesta quarta (20), o Gnome 46 “Kathmandu”, nova versão do ambiente gráfico líder em sistemas Unix, veio cheio de refinamentos e algumas mudanças visuais.
O carro-chefe do Gnome 46 é o gerenciador de arquivos Arquivos (Nautilus, para os puristas). A busca foi separada entre global e na pasta em exibição, há um novo indicador de transferências de arquivos embutido na janela e otimizações de desempenho, entre outras.
O sistema de contas online também recebeu carinho neste ciclo. Finalmente dá para usar contas WebDAV para acessar calendários, contatos e arquivos nos aplicativos padrões do Gnome. E para quem usa o OneDrive, agora há uma integração nativa que leva os arquivos da nuvem da Microsoft ao Arquivos.
(Esse trabalho é resultado de um financiamento de € 1 milhão que a Fundação Gnome recebeu de um fundo alemão.)
A equipe do Gnome ainda destaca a experiência reformulada de acesso remoto (RDP), os tradicionais polimentos (classificados como “enormes”), melhorias em acessibilidade e em apps específicos.
Destacam, ainda, os cinco apps integrados ao Gnome Circle, o programa de promoção e auxílio ao desenvolvimento de apps para o Gnome, desde a versão 45. O Switcheroo, destacado neste Manual, foi um deles.
Por ora, o jeito mais fácil de acessar o Gnome 46 é via versão “nightly” do Gnome OS. Distribuições Linux “rolling release” devem trazer o Gnome 46 em breve. O Fedora 40, principal distro que usa o Gnome, está previsto para 16 de abril.
A principal distro que utiliza o GNOME seria o Ubuntu, não? Atualizei o Ubuntu para o 24.04, e a nova versão do GNOME estava disponível.
É o Fedora. Inclusive, alguns colaboradores do Gnome são funcionários da Red Hat.
O Ubuntu talvez tenha uma base de usuários maior, mas mexe bastante no Gnome que entrega. O Gnome do Fedora é “puro”, sem muitas (ou qualquer?) modificação.
Não vejo a hora de testar no Fedora 40. =D
Dentre todas as mudanças para esse lançamento, talvez a coisa que mais eu implicava era com o Nautilus e a necessidade de ter que apertar Ctrl+L para editar o caminho na barra de endereços. Agora, pelo que li, basta clicar com o mouse na barra que é possível editar diretamente por ali mesmo, sem ter que adivinhar o atalho específico.
Nossa, esse tempo todo eu achei que não tinha como. Valeu a dica do ctrl L
Pois é, muuuuuita gente também achava que não era possível. Tem algumas decisões deles que eu não consigo entender…
O GNOME 46 chegou ontem nas atualizações liberadas para a versão de desenvolvimento do Ubuntu 24.04. Testei muito pouco, mas uma coisa me deixou bastante animado, o uso de recursos. Tá usando bem econômico, diria. O GNOME do Ubuntu não é o ambiente mais puro, mas arrisco a dizer que as customizações feitas pela Canonical deixam ele mais bonito (meu gosto) e mais atraente ao meu uso. Sou um fã do GNOME, gosto da proposta dele, apesar de oficialmente não usá-lo no meu Debian. Desejo vida longa ao GNOME e que eles o aprimorem ainda mais.