O livro pantaneiro que conquistou o Brasil pelo Reddit

21/1/19 7 comentários

“E por causa de vocês, r/Brasil, o projeto deu certo!” Foi com esta mensagem que, no dia 11 de dezembro de 2018, o ilustrador Diogo Carneiro agradeceu a um monte de desconhecidos em um grupo na rede social Reddit pelo sucesso comercial do seu livro de estreia, Pantaikan e a Ordem do Ipê-Branco, uma história fantástica ambientada no Pantanal sul-mato-grossense e ricamente ilustrada.

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A porcentagem dos seguidores que veem suas postagens no Instagram? Cerca de 10%

8/3/18 1 comentário

Em junho de 2016, o Instagram mudou a maneira como exibe o conteúdo de quem os usuários seguem. Saiu a fórmula cronológica inversa (as fotos e vídeos mais recentes aparecem no topo) e, em seu lugar, foi implantado um algoritmo, similar ao do Facebook, que analisa uma série de sinais para servir conteúdo de acordo com o que o usuário supostamente gosta. Continuar lendo A porcentagem dos seguidores que veem suas postagens no Instagram? Cerca de 10%

Na Lava Jato, Google ensina como configurar app da rival Mozilla

27/2/18 19 comentários

Durante a Operação Integração, a mais recente fase da Lava Jato que mira em supostas irregularidades nos contratos de concessão de rodovias paranaenses, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a quebra do sigilo de e-mail de alguns investigados. Google, Microsoft, Onda, Sercomtel e Yahoo foram intimados a fornecer esses dados à Justiça. No envio do conteúdo de contas do Gmail, o Google teve um trabalho extra: ensinar como se usa o Thunderbird, aplicativo da rival Mozilla. Continuar lendo Na Lava Jato, Google ensina como configurar app da rival Mozilla

Curitiba, 15 de janeiro de 2018

17/1/18 2 comentários

★★ Nestes dias nublados, o início da manhã não oferece qualquer pista acerca do que virá a seguir. Nas ruas, vê-se essa incerteza refletida nas várias apostas que as pessoas fazem antes de sair de casa: gente de camiseta andando despreocupada ao lado de gente com blusa a tiracolo e guarda-chuva à mão. O céu está fechado de tal forma que o azul que lhe caracteriza não é visto em lugar algum — um teto acinzentado e espesso cobre a cidade. A temperatura é amena, nem tão fria nem tão quente; há previsão de chuva, mas ninguém descarta o Sol, que pode, de repente e sem qualquer aviso prévio, aparecer com força, como fez ontem e anteontem. Pelo menos não está ventando.


Uma singela homenagem do Manual do Usuário ao The Awl, que anunciou nesta terça-feira (16) o encerramento das suas atividades.

Por que computadores modernos parecem mais lentos que os antigos?

27/12/17 14 comentários

Você já teve a sensação de que computadores antigos pareciam mais rápidos que os modernos? Dan Luu, sim. Como ele “não confia nesse tipo de sensação porque já se provou por estudos empíricos que a percepção humana é falível”, ele conduziu uma série de testes ao longo dos últimos meses, com uma câmera lenta, a fim de mensurar a latência entre apertar uma tecla e o caractere ser exibido na tela. O resultado é este longo e detalhado texto.

O dispositivo com menor latência (30 ms) foi o Apple IIe, um computador de 1983. O segundo, com latência de 40 ms, foi um Texas Instruments 99/4a, de 1981. Só na terceira posição aparece um moderno, de 2014, com latência de 50 ms — mas a quarta é do mais antigo dos 21 sistemas testados, um Commodore Pet 4016, de 1977. A exceção entre os modernos são os dispositivos iOS: o iPad Pro de 10,5 polegadas com o Apple Pencil, lançado em 2017, iguala a latência do antigo Apple IIe.

Luu explica os vários aspectos que nos levaram a essa situação e atribui à “complexidade” a maior parcela da culpa:

Muito da complexidade nos concede algo, direta ou indiretamente. Quando olhamos o input de um teclado moderno estiloso e o do teclado do Apple II, vemos que usar um processador de uso geral caro e relativamente poderoso para lidar com os toques em um teclado pode ser mais lento que um lógico dedicado ao teclado, que poderia ser mais simples e mais barato. Porém, usar o processador dá às pessoas a possibilidade de personalizar o teclado e também transfere o problema de “programar” o teclado do hardware para o software, o que reduz os custos de fabricação do teclado. O chip mais caro aumenta o custo de fabricação, mas considerando quanto do custo desses teclados artesanais de pequeno volume é o custo do projeto, parece vantajoso trocar o custo de fabricação pela facilidade de programar.

Quanto à baixa latência dos iPhones e iPads, a explicação é uma antiga: graças à integração, a Apple consegue implementar otimizações que, em outros cenários, com partes genéricas desenvolvidas por fornecedores distintos, são extremamente difíceis. Ou, nas palavras dele, através de um foco na experiência do usuário de ponta a ponta por parte da Apple.

Por que isso é importante? Porque diferenças em latência são perceptíveis, mesmo que, questionados, muitos de nós não consigam apontá-la como a fonte de um desconforto ou problema. Segundo Luu:

Para tarefas muito simples, as pessoas conseguem perceber latências de até 2 ms ou menos. Mais que isso, o aumento da latência não só é perceptível para os usuários; ele faz com que a execução de tarefas simples seja menos precisa.

A leitura (em inglês) é um tanto fascinante e mostra como foi preciso fazer algumas concessões em latência para que alcançássemos outras conquistas, como telas sensíveis a toques e monitores LCD. Pelo menos agora você saberá a quem amaldiçoar quando abrir o Slack e tudo parecer meio… lento.

Uma das melhores fotos do ano da família real britânica foi feita com um celular

26/12/17, 11h43

26/12/17 14 comentários

A história de Karen Anvil exemplifica aquela velha história de que “a melhor câmera é aquela que está com você”. Ela foi prestigiar um evento da família real britânica e tirou uma foto tão boa dos príncipes William e sua esposa, Kate Middleton, e Harry e sua noiva, Meghan Markle, que espera pagar a formação da filha com os direitos da imagem, disse em entrevista à BBC.

Num local repleto de fotógrafos profissionais munidos de câmeras caríssimas, o registro de Karen, que estampou todos os jornais britânicos e viralizou no Twitter (onde ela postou a imagem), foi feito com um iPhone SE, cuja câmera é a mesma do iPhone 6s, um smartphone de 2014, e é vendido no Brasil por preços a partir de R$ 1.399.

Ex-executivo do Facebook faz críticas à rede social

12/12/17 1 comentário

“Acho que criamos ferramentas que estão rasgando o tecido social de como a sociedade funciona. (…) Nada de discurso cívico, nada de cooperação; desinformação, desconfiança. E não se trata de um problema norte-americano — não é sobre os anúncios russos [que interferiram nas eleições presidenciais de 2016]. Este é o um problema global.”

Chamath Palihapitiya, ex-vice-presidente de crescimento de usuários do Facebook, contratado pela empresa em 2007, em fala a estudantes da Escola de Negócios da Universidade de Stanford. Veja o vídeo aqui.

Mapa de calor do Strava aponta áreas mais “fitness” das cidades

21/11/17, 9h13

21/11/17 Comente

O Strava, um app que monitora exercícios físicos, tem um mapa global de calor com os trajetos dos seus usuários. A base para o gráfico consiste em um bilhão de atividades desenvolvidas em 27 bilhões de quilômetros, o equivalente a 200 mil anos de atividades. Outros números enormes e os detalhes técnicos da versão, que foi atualizada recentemente e está mais precisa e bonita, estão neste post. (O mapa existe desde 2015.)

O mais legal é descobrir, na sua cidade, quais as áreas mais usadas pelos  usuários do Strava para a prática de exercícios. Em Maringá, interior do Paraná, os contornos do bosque, parque do Ingá e do estádio de futebol da cidade ficam mais intensos. O velódromo, ao lado do estádio, se destaca — mas por ter mais praticantes ou porque os praticantes usam, em maior proporção e por mais tempo, o app do Strava?

Detalhe do mapa de calor do Strava fechado na região central de Maringá-PR.
Imagem: Strava/Reprodução.

Detalhe curioso: o Strava recorreu ao Mapbox e ao OpenStreetMap para gerar os mapas. Há vida além do Google Maps.

O Chrome venceu

31/5/17 19 comentários

Por Andreas Gal

Aviso: trabalhei por 7 anos na Mozilla e era o CTO da Mozilla antes de sair de lá, há dois anos, para fundar uma startup de IA embarcada.

A Mozilla publicou um post há dois dias [foi no dia 23 de maio] destacando seus esforços para tornar o navegador Firefox para Desktop competitivo de novo. Eu costumava seguir de perto o mercado de browsers, mas deixei de acompanhar por alguns anos, e pensei que era hora de ver os números.

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