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Agência Lupa vende checagens de boatos como NFT

A Agência Lupa está vendendo algumas das suas checagens como NFT. Já venderam duas, por 0,05 ETH cada, cerca de R$ 390 no momento em que publico esta notinha. Há outras seis checagens disponíveis para compra.

Este talvez seja o melhor uso até agora de NFT. A Lupa encontrou uma forma de financiar o trabalho sério que fazem em cima da “arte” criada por gente mal-intencionada, por vezes criminosa. Via Agência Lupa, @agencialupa/Twitter.

Achados e perdidos #10

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

A privacidade dos seus arquivos armazenados no Google Drive

No Twitter, a cientista da computação e pesquisadora Nina Da Hora publicou um fio questionando as práticas de privacidade do Google em relação ao conteúdo dos usuários guardado no Google Drive.

O assunto é antigo. Em 2012, quando o Google unificou suas políticas de uso e privacidade, levantamos a questão no Gizmodo Brasil. O texto dava margem à interpretação de que os direitos sobre arquivos enviados ao Drive fossem compartilhados com o Google. Não era bem assim.

Ao longo dos anos, o texto da documentação do Google foi refinado. Hoje, a parte que se refere ao conteúdo do usuário armazenado pelo Google está mais fácil de ler. De qualquer modo, o alerta da Nina é válido; sobram histórias de arquivos apagados e contas Google excluídas sem aviso prévio ou chance de revisão.

Achados e perdidos #9

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

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Algum país conseguiu ir bem no combate à pandemia sem “violar” a privacidade dos seus cidadãos?

No Twitter, Pedro Burgos chama a atenção a uma característica comum dos países bem sucedidos no combate à pandemia de COVID-19:

Pergunta honesta: algum país conseguiu ir bem no combate à pandemia sem “violar” a privacidade dos seus cidadãos? Todos os cases de sucesso fizeram coisas que provocariam arrepios em ativistas de privacidade que conheço.

Acho que nenhum ativista prega a inviolabilidade total da privacidade dos cidadãos. (Ok, talvez gente como o Stallman, mas esses são fora da curva e estão longe de falar pela maioria.) Todos nós rotineiramente abrimos mão da privacidade, quando declaramos o imposto de renda ou fazemos um cadastro governamental para ter acesso a serviços públicos, por exemplo. O caso da Austrália, que mantém listas com dados pessoais de frequentadores de bares e restaurantes, a gente já faz aqui, voluntariamente, quando abre uma comanda — passa nome e telefone, dados bem pessoais, sem ter a menor ideia do que o estabelecimento fará com eles.

O que pesa mais ao se “violar” a privacidade não é o ato em si, mas as motivações e circunstâncias. Se há opacidade ou transparência, se há salvaguardas legais de que a cessão parcial da privacidade será restrita àquela finalidade, se temos garantias robustas de que abusos (digo, ações imprevistas) não serão cometidos.

Uma pandemia é uma situação excepcional e, como tal, faria sentido negociar suspensões temporárias de direitos a fim de combatê-la. A gente já faz isso, ainda que aos trancos e barrancos, com o direito de ir e vir, um que é ainda mais básico que o da privacidade. Não acharia ruim, por exemplo, que pessoas contaminadas ou que tiveram contato com contaminados fossem rastreadas mais de perto. Seria justificável, pois há um bem maior em jogo.

Os “cases” que o Pedro listou no fio têm um ponto em comum que me parece mais relevante que as violações à privacidade: todos os países bem sucedidos são orientais. Ele cita isso, de passagem, ao dizer que “a discussão sobre esse ‘trade-off’ passa também por especificidades culturais das sociedades em questão”, mas talvez seja mais que um mero “trade-off”; talvez este seja o principal fator de diferenciação entre o sucesso oriental e o fracasso ocidental.

No Ocidente, sabemos bem, vige a primazia do individualismo. Atribuímos à responsabilidade individual o papel de pedra fundamental da sociedade, e vamos à luta assim, no “cada um por si”, mesmo quando enfrentamos um inimigo que só pode ser vencido em conjunto, caso de uma pandemia. Os inacreditáveis protestos contra o “lockdown”, medida comprovadamente eficaz para conter a disseminação da doença, entram nessa conta — a galera de camiseta amarela e sem máscara que vai a esses protestos argumenta que o “lockdown” fere sua liberdade individual.

No Oriente, por outro lado, há um senso maior de coletividade, ou uma disposição a pequenos sacrifícios em nome de um bem maior. Suspeito (pois careço de conhecimento) que seja o caso mesmo em países mais alinhados ao Ocidente, como Austrália e Israel. Isso se reflete, e muito, em esforços coletivos. Os desastres no Brasil e nos Estados Unidos são fortes evidências de que a ingerência individual tem limites e, em situações extremas como a que vivenciamos, põe milhares de vidas em risco.

Como aponta o próprio Pedro, esse senso de coletividade é um traço cultural, ou seja, não se cria da noite para o dia, e depende de outras variáveis para florescer das quais carecemos no momento, como um nível mínimo de confiança uns nos outros e em quem nos lidera. Não é um assunto muito popular, mas fica a torcida (e o “dever de casa”) de começar a virar essa chave para que, na próxima pandemia, que infelizmente virá, estejamos melhor preparados.

Achados e perdidos #8

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana. *** — Uma receita feita com Lego em […]

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Achados e perdidos #7

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