Entrevista com Virginia “V” Valbuza, da newsletter Pastel de Feira
Qual é a sua newsletter?
Fale um pouco de você, V.
Eu sou a V, tenho 31 anos e sou uma mineira perdida no interior de São Paulo. Sou escritora, artista, feminista e entusiasta de bichinhos, com um cachorro e duas gatas pra chamar de meus. A escrita é a minha maior atividade artística atualmente, mas também já me arrisquei na música, dança, circo e, nesse momento, também estou brincando na fotografia. Quem sabe agora vai, né?
Já trabalhei muito com atendimento ao público nessa vida e, agora, estou na parte do marketing de conteúdo em uma agência. Gosto do que faço? Não. Mas pelo menos é o que paga as contas e me garante o sonhado home office. Confesso que ainda sonho com um trabalho na arte, mas sem pressa nesse sentido. Prefiro ir construindo aos poucos e vendo no que vai dar.
Por fim, sou só uma pessoa querendo espalhar umas sementinhas de sensibilidade e humanização através da minha arte. Gosto muito da ideia de encontrar meus pares e fortalecer o senso de comunidade a partir do lúdico, e é isso que me motiva a continuar escrevendo.
Como surgiu a ideia de lançar uma newsletter?
Eu acompanhava o trabalho da Aline Valek e adorava receber seus escritos na minha caixa de entrada. Sonhava com fazer algo parecido algum dia, mas, confesso, tinha muito medo de não dar em nada. Depois de uns anos, fiz o curso da própria Aline Valek na Domestika e advinha? O trabalho final era lançar a sua própria newsletter. Daí não teve jeito, tive que enfrentar meu medo.
E ainda bem, viu. Esse projeto tem sido um xodó pra mim, e me sinto muito realizada com toda essa trajetória.
Qual é o seu processo criativo para escrever uma nova edição?
Queria muito dizer que tenho algum processo bem estruturado, usando todas as ferramentas do momento feito uma “escritora de verdade”. Mas a real é que o meu processo é um verdadeiro caos – e eu adoro isso.
Não sou o tipo de pessoa que espera a tal inspiração chegar. No entanto, o que realmente funciona pra mim é exercitar a escrita quando ela faz sentido e quanto tenho algo a dizer. Além disso, algumas lágrimas também podem rolar no processo.
Sua newsletter tem uma assinatura paga ou gera dinheiro de alguma outra forma?
Sim.
Fale um pouco da newsletter enquanto negócio.
Fiz uma opção paga para minha newsletter não faz muito tempo e, até então, tenho 3 assinantes pagos. Parece pouco, mas eu não achei nem que teria 1. Pequenas vitórias do dia a dia!
Apesar da opção de contribuir financeiramente com a newsletter e de criar textos exclusivos pra essa galera, confesso que não tenho muito essa ideia de estratégia de negócios ou qualquer coisa do tipo. Eu levo mais na ideia de que é uma forma de levar meu projeto mais a sério e, quem sabe, começar uma pequena renda com minha escrita.
No entanto, não sou muito uma pessoa de negócios. Talvez seja um erro meu, mas prefiro assim. Deixa as coisas mais leve pra mim, e preciso disso.
Que dispositivo(s) você usa para escrever e gerenciar sua newsletter? (O Manual do Usuário é um blog de tecnologia, afinal 😁)
Não tenho nenhum dispositivo específico nessa produção. Utilizo o próprio Substack para escrever e o Stripe para a parte financeira das assinaturas pagas. Sorry :(
Quem você mais admira e gostaria que respondesse essas perguntas?
Ana Margonato da Cartas para o Amanhã, Nathan Fernandes do Punk Yoga e Luiza Leite Ferreira da Cartas para Ninguém.
Deixe um recado aos leitores do Manual do Usuário:
Escrever no Brasil é um tanto desafiador. Se você é uma pessoa que gosta de newsletter e se interessa pelo assunto, apoie seus escritores favoritos como puder. Leia, compartilhe, dê seu feedback, tudo isso é muito importante pra quem tá do lado de cá da tela. A gente só escreve porque vocês existem. Obrigada por manter essa roda girando e nos incentivar a continuar fazendo o que nos traz vivacidade!
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