Entrevista com Fernando Alves, da newsletter Futebol no fim do mundo

Qual é a sua newsletter?

Futebol no fim do mundo.

Fale um pouco de você, Fernando.

Tenho 34 anos, nasci em São Bernardo do Campo (SP) e hoje moro no coração da capital. Eu sou um nerd do futebol. Além de jogar duas vezes por semana, perco umas boas horas da semana assistindo a jogos, não apenas do Brasil e das grandes ligas europeias, mas às vezes alguns campeonatos mais alternativos também. Fora das quatro linhas, o que eu faço não tem nada a ver com futebol: trabalho como analista de dados numa multinacional, apesar de ser formado em Publicidade.

Como surgiu a ideia de lançar uma newsletter?

Jjá tive blogs no Tumblr, no Blogger (Blogspot) e no Medium. Em todos, eu tinha uma frequência péssima, escrevendo apenas quando sentia vontade de botar para fora alguma coisa, às vezes sobre futebol e às vezes não. A Futebol no fim do mundo veio em mais uma dessas inquietações, para dar vazão a uma vontade que eu tinha de escrever sobre futebol. Trouxe para ela a parte que mais gosto do esporte: o entrelaçamento dele com história, cultura e sociedade.

A gota d’água que fez eu tomar a ação de criar a news foi o início da guerra da Ucrânia, e também veio daí a inspiração para o nome dela.

Qual é o seu processo criativo para escrever uma nova edição?

Bati muita cabeça antes de chegar no formato atual. Quem se interessar, pode ver os arquivos da FFM, pois não apaguei nenhuma edição. Cheguei a trazer temas mais internos, conectando a minha vida ao futebol, trazendo temas como minhas próprias memórias de infância ou textos mais aspiracionais sobre acontecimentos do momento no esporte.

Eu cheguei num modelo que ficou mais confortável e menos custoso para mim quando me tirei um pouco da jogada, fazendo a news servir mais como um curador de temas urgentes na relação do futebol com o mundo (ou com o fim dele).

Hoje, a news não tem periodicidade fixa e traz temas que “gritaram” ao longo do período após a última edição. Como não tenho formação em jornalismo e raramente sou eu o primeiro divulgador daquela informação, propositalmente não abordo o tema com tanta profundidade, preferindo trazer sempre links para o leitor se aprofundar. Prefiro ser mais horizontal, trazendo diversos temas na mesma edição.

Sua newsletter tem uma assinatura paga ou gera dinheiro de alguma outra forma?

Não. Hoje tenho meu emprego fixo CLT numa área onde tenho uma grande experiência. Me dedicar a chegar neste patamar com a newsletter seria algo lento, trabalhoso e difícil. Caso um dia a news chegue a um patamar onde nem imagino hoje, posso mudar de ideia, mas não vejo isso acontecendo a curto e médio prazo.

Que dispositivo(s) você usa para escrever e gerenciar sua newsletter? (O Manual do Usuário é um blog de tecnologia, afinal 😁)

Escrevo no meu notebook Dell Inspiron com Core i7, 8 GB de RAM e SSD de 256 GB, rodando o Windows 11. Minha mesa de trabalho não é nada chique com as dos leitores do Manual, sendo na verdade qualquer mesa que estiver disponível no lugar onde eu estiver. A mais comum tem sido a própria mesa de jantar da minha casa.

Já em softwares, escrevo a newsletter num documento do Google Docs, depois passo tudo para o Substack. Antes de começar a escrever, guardo os temas que vou trabalhar numa nota do Notion.

Quem você mais admira e gostaria que respondesse essas perguntas?

Algumas newsletter sujos autores eu gostaria de conhecer mais nos temas desta entrevista:

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2 comentários

  1. Valeu demais pela força e pela publicação, Rodrigo! Obrigado por ser esse oásis nessa montanha crescente de lixo da internet :)