Entrevista com Bárbara Bom Angelo, da newsletter Queria ser grande, mas desisti

Qual é a sua newsletter?

Queria ser grande, mas desisti.

Fale um pouco de você, Bárbara.

Sou jornalista, escritora e pesquisadora. Quando fiz 30 anos, criei a newsletter Queria ser grande, mas desisti, onde escrevo semanalmente sobre aquilo que está dominando a minha cabeça.

Como surgiu a ideia de lançar uma newsletter?

Surgiu da vontade de voltar a compartilhar como algumas leituras/músicas/filmes/situações tinham mexido comigo. Fiz isso por um tempo em um blog com uma amiga, mas depois que resolvemos parar meus escritos passaram a ocupar apenas os e-mails que trocava com pessoas queridas.

E-mail é um formato que me agrada bastante, dado o caráter respeitoso da coisa: eu te mando uma mensagem, ela chega com certeza até a caixa de entrada e você lê quando bem entender. Além disso, tudo ficar arquivado e é fácil de procurar por palavras-chave. Quando sugiram as primeira newsletters nacionais, como a da Aline Valek, resolvi dar o salto e fazer o que já vinha fazendo, mas em público.

Qual é o seu processo criativo para escrever uma nova edição?

Eu parto da ideia de que tudo pode virar tema de uma newsletter desde que eu esteja genuinamente investida naquilo. Então, eu anoto. Anoto as coisas que me deixam curiosa, anoto frases soltas, anoto dores, anoto conquistas. Em cadernos, no WhatsApp, na borda de livros. E daí, lá para quarta ou quinta, sento e olho para os assuntos que me obcecaram na semana. Junto as peças e passo a testá-las em um texto.

Sua newsletter tem uma assinatura paga ou gera dinheiro de alguma outra forma?

Sim.

Fale um pouco da newsletter enquanto negócio.

Hoje, dia 30 de agosto de 2025, a newsletter tem 16.059 assinantes no total e 237 deles são assinantes pagos, que contribuem com R$ 7 ao mês ou R$ 70 no ano. Geram uma renda relevante para mim, para o meu orçamento. E eu fico imensamente grata com o apoio. Eu escolhi enviar uma newsletter gratuita uma semana sim, uma semana não. Na semana de pausa da gratuita, quem recebe algo são os assinantes pagos: uma edição que chama de inventário, com cerca de dez pontos sobre algum tema que ando investigando; e um vídeo com cenas da minha rotina e uma pensata do momento.

O que você usa para escrever, editar e gerenciar sua newsletter?

Escrevo no WhatsApp, no bloco de notas ou mesmo direto no compositor de texto do Substack. Depois, jogo no Google Docs para revisar e também arquivar.

Quem você mais admira e gostaria que respondesse essas perguntas?

São muitos, mas vou citar alguns que eu leio assim que batem na minha caixa de entrada:

Deixe um recado aos leitores do Manual do Usuário:

O texto se constrói escrevendo <3

Queria ser grande, mas desisti está listada no nosso diretório, junto a outras dezenas de newsletters brasileiras.

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1 comentário

  1. conheci essa newsletter no diretorio e ja fui inscrito. ultimamente deixei de lado o genero newsletter, mas gosto muito dos textos da barbara