Entrevista com Alice Monnerat, da newsletter Folhinha de abacate
Qual é a sua newsletter?
Fale um pouco de você, Alice.
Sou professora, escritora e atriz (mesmo que seja difícil assumir essas duas últimas ocupações em voz alta). Escrevo crônicas que gosto ler, sem perfeccionismo ou grandes pretensões, mas com dedicação criativa, vontade de entreter e, quem sabe, emocionar.
Como surgiu a ideia de lançar uma newsletter?
Durante a pandemia, trabalhando de casa, comecei a assinar e acompanhar algumas newsletters. Me pareceu uma boa forma de voltar a escrever (coisa que sempre fiz, mas nem sempre fiz com frequência) e de me conectar com as pessoas que pareciam mais distantes sem o contato presencial.
Qual é o seu processo criativo para escrever uma nova edição?
Normalmente as ideias aparecem espontaneamente, eu anoto o que pensei e, depois, em um momento tranquilo, me dedico a desenvolver o texto. Costumo escrever muito em movimento, sejam longas viagens ou mesmo um ida de ônibus até o centro da cidade.
Sua newsletter tem uma assinatura paga ou gera dinheiro de alguma outra forma?
Não.
Pretende transformá-la em negócio/tentar fazer dinheiro com ela no futuro? Por quê?
Não. Se me comprometesse com uma versão paga, teria que garantir maior assiduidade e eu gosto de poder adequar minha escrita de crônicas e publicação na newsletter para que eu posso ter períodos de maior e menor produção de acordo com a minha rotina do momento, já que algumas das minhas ocupações criativas, principalmente as que envolvem outras pessoas (como o teatro), exigem um compromisso maior com o cumprimento de prazos e, em alguns períodos, podem gerar uma certa sobrecarga.
O que você usa para escrever, editar e gerenciar sua newsletter?
Uso o Google Keep para anotar ideias e rascunhar textos. Depois, o aplicativo ou site do Substack para escrever o texto final. Gosto de usar fotos que eu mesmo tirei nos meus textos, que edito na versão gratuita do Lightroom.
Quem você mais admira e gostaria que respondesse essas perguntas?
A Fabiane Guimarães, da newsletter Tristezas de Estimação.
Deixe um recado aos leitores do Manual do Usuário:
Não sou um bom exemplo de bom uso de ferramentas digitais (mas o Manual tem me ajudado a melhorar), mas espero (e até mesmo acredito) que minhas crônicas sejam bons exemplos de como é fácil (às vezes até divertido) se conectar com pessoas (mesmo que vocês nem mesmo se conheçam) através das palavras.
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