Cedo ou tarde, qualquer pessoa que se interesse por tecnologia para seres humanos se dá conta de que o software proprietário é um beco sem saída. É por esse motivo que, apesar de ser um plano totalmente contraproducente, tenho flertado cada vez mais com a ideia de abandonar o ecossistema da Apple. Será que rola ainda em 2024?
Um bom lembrete do Brent Simmons, que tirou a poeira do seu blog após a Apple anunciar que vai cobrar 27% (!) de compras feitas na web a partir de links em apps do iOS que a Justiça estadunidense a obrigou a liberar.
Ghedin, eu particularmente não faria isso mas te dou todo o apoio.
O “legal” de um ecossistema fechado como o da Apple é que tudo simplesmente funciona (ou “just work”, expressão mais famosa), você tem o iPhone, iPad, Watch, AirPods, Mac, todos conversando entre si, sem precisar configurar, instalar, fazer alguma gambiarra, tudo só funciona da melhor maneira possível.
Em todas as minhas experiências com Linux, nunca consegui usar por mais de 24hrs sem receber um panic ou sem apelar para drivers ou softwares proprietários. Não desmerecendo o trabalho da comunidade, mas suportar toda a gama de dispositivos que existem não é fácil e fazer isso de forma voluntária, pior ainda.
Ghedin, dou toda a força para você migrar para um ecosistema open source. Vou além e digo que essa abordagem combina muito mais com o seu perfil e com o seu site :)
E você terá muita gente disposta a te ajudar no Linux, eu incluso. Só faz um favor: não usa GNOME não, hahaha! Eu vou tentar publicar numa outra thread um artigo sobre como a GNOME foundation e todos seus braços são tóxicos e até danosos para a comunidade Linux, incluindo pessoas que nem sequer usam o GNOME desktop environment — porque sob os tentáculos da GNOME foundation há incontáveis projetos críticos para a comunidade open source, includindo GTK, libxml, Glib, GIMP, etc.
Incluo também nesse pacote tóxico a Red Hat — e não por acaso o GNOME é desenvolvido em sua maior parte por funcionários da Red Hat. Infelizmente isso também inclui o Fedora. E como a Canonical se tornou praticamente uma piada do ponto de vista do usuário desktop open source, eu também evitaria qualquer coisa relacionado ao Ubuntu. Não vou recomendar minha distro porque aí seria demais, então deixo aqui como sugestão o Debian e o Arch. Sendo o primeiro mais recomendado a você, enquanto o segundo é mais para hard users que curtem estar constantemente explorando o sistema.
Mal posso esperar por suas descobertas e sugestões! Todos vamos ganhar com isso! :)
Obrigado pela força, fulalas!
Já usei o Debian em outras ocasiões e me pareceu inadequado para desktops/notebooks. Você não acha que os pacotes “velhos” prejudicam a experiência, ou no mínimo deixam o usuário na vontade quando saem atualizações?
Entendo o que você diz. Mas, veja, o Debian é a base de grande parte das distros grandes, incluindo toda a família Ubuntu, Pop!_OS, Mint, Elementary OS, etc. E isso acontece porque o Debian é muito estável e confiável, justamente porque não fica na ‘afliceta’ de estar constantemente atualizando tudo o tempo todo.
Mas a verdade é que se faz muito auê em cima de distros, quando na prática o fator mais relevante pro usuário costuma ser o ambiente gráfico. Eu acho que tirando usos muito específicos e questões políticas (vide meu comentário anterior), qualquer distro pode te atender bem se você se sentir confortável com o ambiente gráfico escolhido.
Se você é minimalista e gosta de performance mas com possibilidade de customização, recomendo o Xfce ou o LXQt. Ambos são projetos relativamente pequenos, porém bastante estáveis e com ritmo de atualização ponderado.
O KDE é para aqueles que querem ter à mão absolutamente todas as configurações possíveis num projeto gigantesco que é tocado por muita gente e tem um ritmo de atualização frenético. Ele não é exatamente leve, mas no geral é mais performático que o GNOME. A estabilidade é OK, porém nada formidável.
Se você gosta do GNOME, mas não quer ceder a esse modus operandi tóxico e deficiente deles, tem o Cinnamon, que de brinde ainda provê uma interface elegante e que respeita o usuário, sem remover funcionalidades básicas esperadas de um desktop nem impor elementos mobile.
Não sou fã do MATE pois considero que ficou entre o Xfce e o Cinnamon, sem muita personalidade e sem entregar nada que seja realmente ótimo, com exceção do leitor de PDF e o programa de busca que são super leves e poderosos — os escolhi para integrar o Xfce da minha distro.
Mas é aquilo, né, vai metendo a mão e sentindo o que você gosta, o que você enxerga de potencial. Muitas vezes o que a distro te entrega de defaults não vai ser o que você vai querer usar no final das contas. Sei que esse oceano de opções assusta. É foda. Além do mais, você está acostumado com as limitações e maravilhas da Apple, e não importa qual sistema você decida usar, essas coisas vão necessariamente mudar: novos problemas vão surgir, mas também novas conveniências. O diabo é que somos criaturas difíceis e normalmente focamos nos problemas rsrs
Eu comecei usando LXQt, depois migrei para o Xfce, onde estou até hoje. Comecei usando a distro Porteus por ser entusiasta de performance, minimalismo, portabilidade e imutabilidade, e só então decidi fazer o PorteuX. Testo todo mês algumas distros para, assim como você, ver o que a ‘concorrência’ anda aprontando, hehehe. No geral, são mais do mesmo, sinceramente.
Instalei o Debian com LXQt agora no fim da tarde. É bem espartano, né? Lembra os tempos de Gnome 2… Não sei dizer se está mais pesado ou não que o Fedora/Gnome, e me bati um bocado para ajustar a resolução (monitor 4K aqui), mas estou achando agradável, apesar de tudo. (Também me bati para escrever “…”, Ctrl+Shift+u, daí 2026 e Enter; tão mais fácil no macOS… rs.)
Você está deixando a Apple de lado, Red Hat e Canonical não seriam um problema. Acho que, em se tratando de uma tentativa, especialmente com um notebook, “purismo” não é bom.
@ Bruno
Concordo, acho que, relativamente falando, Red Hat e Canonical são menos nocivas que a Apple. Instalei o LXQt mais por curiosidade mesmo — achei interessante a ideia de um ambiente baseado em Qt que seja menos caótico que o KDE (por caótico, leia-se com menos opções de personalização).
Por favor, Ghedin, não faça isso. Vá de GNOME, pelo amor de Deus! Hahaha. Você tem cara de gnome, olho para você e vejo um usuário GNOME. Mas falando sério, a melhor e única interface gráfica que roda lindamente tanto em notebook usando o touchpad quanto em desktop é o GNOME. Ele é muito fluido e a cada dia fica melhor. Eu uso o Fedora Silverblue e programas em flatpak, e para o meu uso, é o sistema quase perfeito. E quando quero fazer testes em programas, eu crio uma toolbox.
Cada um usa o que quer, mas penso que, no Linux, três interfaces são as que “valem a pena”, na falta de uma expressão melhor: GNOME, KDE e Cinnamon. Elas contam com uma comunidade maior e estabelecida.
@ Dani Lira
Hahaha! Sempre simpatizei muito com o Gnome, pela coesão e atenção aos detalhes, mas, olha.. no dia a dia, não funciona tão bem. Nem parece um projeto com décadas de estrada. Aplicativos padrões carecem de recursos básicos (vários por terem sido refeitos do zero recentemente) e, sei lá. A situação dos apps de e-mail, por exemplo, é injustificável a essa altura.
Ontem troquei o LXQt pelo KDE Plasma, e confesso que estou positivamente surpreso. O Plasma é meio intimidador pelas possibilidades quase infinitas de personalização. Por outro lado, isso permite fazer pequenos ajustes que estão me ajudando a ficar confortável.
Bônus: já vem com um aplicativo de e-mail decente, o KMail. Feinho, mas funciona e (isso é maravilhoso) abre as mensagens em
text/plainpor padrão.Se me permite Ghedin, o Debian não usa pacotes “velhos”, ele usa pacotes “estáveis”, amplamente testados e maturados justamente para oferecer uma base sólida para seus usuários. A proposta da distro é justamente a estabilidade. Talvez você não terá no Debian Stable a última versão do GNOME, XFCE e outras interfaces, mas pode usar alternativa para ter um kernel mais atual bem como aplicativos.
Na versão principal, stable, caso queira usar algo mais recente, você pode instalar pacotes “backports” e ter o melhor da estabilidade com o melhor dos pacotes mais recentes. Um bom exemplo está em instalar o kernel backports mais atual disponibilizado bem como outros apps disponíveis.
Caso não se interesse na versão stable, pode optar pela segunda opção, o testing ou então uma terceira opção, o unstable/Sid, que entrega a mesma estabilidade, lembrando porém que para as duas últimas é importante ter um pouco mais de cuidado na manipulação e instalação de pacotes, especialmente de terceiros.
Vale ressaltar que o ideal em qualquer distro Linux é evitar repositórios que não sejam os oficiais justamente para evitar a quebra do sistema. Tendo esse cuidado, dificilmente terá algum problema.
Outro detalhe importante é que em muitos casos, quando se usa o testing ou unstable, alguns pacotes podem ser retirados dos repositórios devido um bug, ficando assim impossível de ser instalado até que esteja dentro das normas de desenvolvimento e segurança adotadas pela distribuição.
Por aqui uso as três versões mencionadas, em equipamentos distintos. Nos que tenho o testing e unstable já são anos sem nenhum problema, quebra de sistema e/ou kernel panic. Já o stable dispensa comentários. Acho que vale a pena dar uma chance pro Debian.
Você tem razão, Wendell. Por isso coloquei “velhos” entre aspas; eles são, na verdade, estáveis.
Estou usando o Bookworm neste momento, com o KDE Plasma, e me parece bem ok. Tipo, “bem ok” = eu me vejo usando isto no dia a dia. Os apps em Flatpak suprem a necessidade por versões mais modernas daqueles em que faz diferença ter as últimas versões, e para todo o resto (incluindo o Firefox ESR e o KMail pré-instalados), apenas funciona (exatamente o que eu gosto).
Eu conhecei o GNU/Linux em 1998 e iniciei minha migração em 2000. Mantive minha máquina em dual boot até por volta de 2006, especificamente por conta de jogos (basicamente eu usava o GNU/Linux pra trabalhar e o Windows para jogar). Mas minha experiência doméstica com Windows parou aí. E nunca senti falta.
Eu entendo as pessoas que falam das dificuldades que sentem ao tentar o GNU/Linux porque eu sinto exatamente a mesma coisa quanto tento usar o Windows atualmente. Eu tentei usar o Mac algumas vezes e nunca me senti tão perdido na minha vida. É uma sensação de que tudo está fora do lugar. Ou seja, mudança de paradigma é complicado mesmo e a forma como você reage a isso tem a ver com a relação que você estabelece com o equipamento. A liberdade que eu tenho de deixar o meu ambiente de trabalho exatamente do jeito que eu quero tem um preço que é o de entender como o ambiente funciona (e não estou falando de programação aqui, mas de configurações e lógica de funcionamento). Mas, no GNU/Linux, eu sei que tem jeito de eu fazer isso. Nunca tive essa experiência em outros sistemas. Ao contrário, eu sempre tive a sensação de que eu é que tinha que me adaptar à forma como eles funcionam.
E o bom do GNU/Linux é que você pode fazer experimentações de uso sem instalar nada, usando os live-USBs da vida (dá até pra instalar o sistema em um HD externo e sair usando ele por aí, com todas as funcionalidades à mão). Então, a dica que eu dou é experimentar bastante. 🙂 E fazendo uma propaganda do meu ambiente desktop predileto, caso queira testar o KDE Plasma mais atualizado, você pode experimentar o Neon (https://neon.kde.org), que é uma personalização do Ubuntu com repositórios que contém as últimas versões das aplicações KDE. Eu, partilarmente, uso o Plasma na Debian, mas entendo que essa distro pode ser um pouco complicada para algumas pessoas.
Espero que consiga avançar com sua ideia e que sua migração funcione a contento.
Obrigado pelo relato, Frederico!
Minha dificuldade com Linux nem é não saber onde as coisas estão, mas sim a falta de algumas convenções e pequenas coisas que agregam à facilidade e prazer em usar o sistema.
Mas, repetindo o que escrevi em outro comentário, pode ser ignorância e/ou falta de costume da minha parte. Até por isso tenho tentado usar mais o Fedora, para ver se me adapto. (De cara, sinto falta da rolagem suave do macOS. Parece só frescura, mas ajuda muito a não perder o foco enquanto a página rola.)
A alguns anos, abandonei o Windows porque não me sentia satisfeito com o sistema. Constantemente eu precisava configurar a aparência do sistema, mudar a posição dos ícones, a barra de tarefas. Talvez fosse a fonte padrão que não me agradava, não tenho certeza. Eu simplesmente não sentia mais vontade de usar o computador, não conseguia me concentrar ou relaxar enquanto navegava em minhas leituras. No entanto, tudo mudou quando descobri o GNOME, mais especificamente no Fedora. Tudo nele me agrada, especialmente a fonte. Não sei explicar exatamente o motivo, mas ela é muito mais agradável aos olhos
Como usuário de Linux que deu uma mergulhada de cabeça no ecossistema Apple por uns meses, acho que o que você mais pode sentir falta são os aplicativos do macOS. Por exemplo, Comparando algo como o iA Writer com o Ghostwriter (KDE), ou o próprio NetNewsWire com o NewsFlash (GNOME), eu considero os apps do Mac um pouco mais polidos em geral. Mas isso é questão do que você tá acostumado a usar.
Agora, se você encontrar uma alternativa boa pro iPhone, me avisa porque que eu tô interessado. Não gosto da Apple mas gosto ainda menos do Google e tive umas experiências meio ruins com o LineageOS que me fizeram desistir de depender do projeto.
Se tiver acesso a um Pixel recente (celular do Google), tem o GrapheneOS. Falam bem também do CalyxOS — o rol de celulares suportados é um tiquinho maior.
Em 2009 entrei pro mundo Apple, sem é claro deixar de lado meu uso de sistemas baseados no kernel Linux, os quais uso desde sempre. Minha primeira aquisição foi um iMac, depois um MacBook (aquele branquinho unibody) e por fim um Air que vendi em 2021. Nesse meio tempo tive alguns iPads (mantenho um Mini da 2ª geração pra ler PDF’s e que não recebe mais atualização), uma Apple TV que nem sei dizer de qual geração é além de dois iPhones, os quais desfiz em tempo recorde.
Confesso que no início a gente fica entusiasmado. Primeiro pela qualidade do hardware, segundo pelo status que a marca proporciona. São bons no que fazem, mas são melhores ainda em matar os equipamentos quando ainda possuem potencial pra rodar versões mais novas dos sistemas operacionais. É aí que entra o campo da distorção da realidade de Jobs usado até hoje e que faz as pessoas acreditarem que realmente precisam do novo modelo e da nova versão. Não é por acaso que em determinados lançamentos a gente vê filas enormes de pessoas em frente as lojas pra trocar o que ainda em teoria funciona.
Não há dúvida que eles fazem um belo trabalho, mas com o tempo e outras experiências, da pra perceber claramente que muitas coisas são só firulas pra entupir os novos sistemas e deixá-los menos funcionais em máquinas antigas. Bons tempos do Snow Leopard por exemplo! Não sei como está o ecossistema deles hoje em dia, me desliguei totalmente e não me arrependo. Quanto ao seu desejo de abandonar o barco da Apple, não tenha medo. Talvez no início tenha alguma dificuldade, coisas da zona de conforto mesmo, mas com o tempo você vai perceber que existem outras opções e que tudo é mais do mesmo.
Desgosto das firulas e a parte que mais detesto de usar coisas da Apple é elas… serem da Apple, terem essa aura de sofisticação, de coisa elitista. Continuo até hoje (comecei em 2015) porque acostumei-me muito às dinâmicas e à lógica de funcionamento do iOS/macOS, e pelos aplicativos de terceiros, que não têm iguais em nenhum outro sistema.
Cada vez mais, porém, esses diferenciais me fisgam menos. Pode ser esse desencanto (mais com a filosofia, com a empresa, do que com os produtos em si), e pode ser também que os outros sistemas evoluíram (já disse no Órbita, acho o Gnome 4X mais agradável de usar que o macOS).
Tenho um caso mal resolvido com o GNOME. Sou cria dele, nos bons tempos em que o Ubuntu era realmente para seres humanos. As versões 4X também deram um up no ambiente, está usável e agradável, mas não consigo usar. Já fiz um baita esforço, sempre esbarro em algo. O mais recente está relacionado a fome dele em relação a memória RAM. Por enquanto fico na simplicidade e usabilidade do XFCE.
Ghedin, eu já fiz e desfiz esse caminho várias vezes.
O que vc vai descobrir:
1 – o software proprietário trabalho para vc. De alguma forma vc paga e ele faz o serviço.
2 – o software não proprietário faz vc trabalhar por ele. Logo vc vai se ver resolvendo problemas que antes vc não tinha.
Então vc vai pensar em voltar, pois no fim do dia vc tem resultados para entregar.
Corroboro a sua experiência. Pra mim, a solução foi mitigar a coleta de dados via adblock em DNS (pi-hole, NextDNS, etc.) e dar preferência pro Open Source quando o custo de produtividade não é significativo.
Esse comentário me deixou reflexivo! Algumas coisas foram esclarecidas para mim. Obrigado.
Talvez seja diferente no mac, mas no mundo windows também tem bastante software proprietário quebrando e te fazendo trabalhar por ele
E como tem!
Seria muito bom poder ver você escrever sobre soluções para Windows, pequenos softwares que você encontra nos seus estudos, etc.
O Windows pode não ser tão fluido ou “bonito” quanto o macOS mas funciona MUITO bem então pagar premium price por algo que não te entrega tanto mais assim, é burrice.
Comprei na black friday um notebook Lenovo 15″ Core i5 geração 12 por menos da metade de um Macbook M1 13″ e estou maravilhado com o desempenho e duração da bateria.
Sobre o caso da Apple, espero que a Epic consiga reverter todas as regras ridículas que a Apple criou para os links para fora dos apps e os 27% e torço para que o departamento de justiça dos EUA consiga afrouxar todas as restrições que a Apple impõe.
Eu tenho um desktop i3 de 10 geração + 16GB de RAM DDR4, NVM de 512 e uma GPU GTX1650. Nunca tive nenhum problema de performance com ele (nem jopgando e nem usando no dia-a-dia).
ELe tem um funcionamento mais rápidpo no Linux? Tem, com ctz. Mas ele funciona muito bem no Win11.
Acho que o Ghedin migrar pro Linux seria muito bom pra ele e pro MdU (wishful thinking) porque eu poderia aproveitar mais os achados dele em termos de apps e rotinas.
Num passado distante eu escrevi muito sobre Windows, tive até um site inteiramente dedicado ao tema (o meu primeiro 🥹). Hoje, porém, seria trocar seis por meia dúzia, e esse meia dúzia escrita em Comic Sans.
Se joga no universo Linux! Sabendo escolher a distribuição certa para seu uso não terá tanta dificuldade e os inconvenientes serão mínimos e/ou contornáveis. Muitos comentários negativos sobre distribuições Linux são de usuários que no primeiro problema jogaram a toalha e não buscaram a solução devida. A grande vantagem nisso é sem dúvida o aprendizado, o controle da máquina e o sistema rodando da forma que você quer e não como a dona do software pretende que seja.
Se o seu eco sistema é Apple, migrar para Linux seria um desafio e tanto.
“Sobre o caso da Apple, espero que a Epic consiga reverter todas as regras ridículas que a Apple criou para os links para fora dos apps e os 27%”
Acho muito difícil isso acontecer, o lobby da Apple no seu quintal é muito grande, eu ainda estou surpreso que uma pequena empresa conseguiu que fosse banido as vendas do apple watch.
A minha torcida fica para a UE.
Abandonar o ecossistema da apple (ou qualquer outro ecossistema) é sempre um trabalho, um esforço que se soma ao trabalho “real” do dia a dia que somos obrigados a fazer para sobreviver.
Há algum tempo deixei de me importar se a empresa A ou B está fazendo coisa errada (todas elas fazem, o sistema é assim) e simplesmente desencanei. Faço meu trabalho com as ferramentas que já tenho e sigo minha vida.
Em resumo, só de pensar no trabalho que é me adaptar a um novo app, eu desisto, quem dirá uma plataforma completamente diferente.
Recentemente, Cory Doctorow escreveu sobre a “Seita do Mac”:
https://pluralistic.net/2024/01/12/youre-holding-it-wrong/
Distância é o mais prudente.
Eu, hoje, uso um antigo iPhone X. É um ótimo aparelho, mas na hora que chegar o momento que ele não vai mais dar conta do recado, eu vou voltar ao Android sem medo.
Para que tem Mac (que ainda são ótimos computadores) quase todas as distribuições Linux já estão com suporte aos processadores da família M. Você perde algumas coisas do “mundo Apple”, mas em compensação, ganha muitas outras possibilidades.
Esse movimento da Apple foi feito nos anos 80/90, quando ela acabou quase falindo. Talvez eles não tenham estudados história. Ou talvez se achem numa posição confortável demais onde importa pra eles (UK e EUA).