Emergent acompanha e verifica rumores na Internet

Semana passada a história de uma mulher que implantou o terceiro seio, com fotos e uma justificativa de fundo minimamente convincente, viralizou. Outra, de um estudante paranaense que morreu após estudar 12 horas seguidas, também foi compartilhada à exaustão. No fim, descobriu-se que ambas eram mentira.
A tentação de compartilhar algo inusitado, engraçado, revoltante ou que de qualquer forma mexe conosco faz com que compartilhemos coisas sem verificar sua autenticidade. Essa responsabilidade é maior para quem se propõe a informar (jornais, portais, blogs), mas em menor grau todos, mesmo aquele perfil com dois seguidores no Twitter é importante. É o bolo de referências que cria um viral, afinal.
O problema é que uma história desmentida não é invalidada na mesma hora e na mesma proporção com que foi propagada antes, quando era um rumor. A moça de três seios eu cansei de ver nas linhas do tempo de redes sociais; o desmentido, uma ou duas vezes. A correção não é um remédio eficaz para a desinformação.
Isso sempre foi sentido, mas não quantificado. Por isso o novo trabalho de Craig Silverman, jornalista e pesquisador da Universidade de Columbia, nos EUA, é importante. O Emergent captura, analisa e quantifica a cobertura da mídia sobre temas polêmicos e incertos — rumores. Ele dá uma visão panorâmica de como uma história falsa publicada sem o devido cuidado continua “verdadeira” mesmo muito depois de desmentida. O caso da moça de três seios:

Já faz duas semanas que a história foi desmentida, mas o número de publicações apontando isso chega a um terço das que afirmam ser ela verdadeira, 15 contra 5. Em compartilhamentos, são 206 mil para as histórias erradas e apenas 63 mil apontando o erro. Há um desequilíbrio aqui que, de certa forma, valida a estratégia: na corrida pelos cliques, curtidas e tweets, o bizarro e o primeiro ganham do que é verdadeiro e apurado — logo, publicado depois.
Desconheço alguma ferramenta do tipo em português, mas seria útil. Queria saber, por exemplo, como anda a divulgação do estudante que morreu de tanto estudar.
Morrer por estudar 12 horas seguidas é “forçar a barra”! Aqui em Brasília, capital mundial dos concurseiros, maratonas dessas por meses seguidos são até comuns…
…tem o E-Farsas (http://www.e-farsas.com/) mas ele se dedica somente a desmentir esses boatos, não tem nenhuma ferramenta que acompanhe as publicações.
Sim, o e-farsas é bacana e tem também o http://www.quatrocantos.com/