Como ser encontrado(a) por recrutadores no LinkedIn
Nota do editor: Vagas de emprego são tema recorrente no grupo de assinantes do Manual. Em uma conversa recente, surgiram tantas dicas legais para o LinkedIn que acabamos com uma espécie de guia para se dar bem na plataforma. Agradecimento a todos que contribuíram, em especial à Marcia que guiou o debate, ao Caique que salvou a conversa e ao Paulo, que condensou muitas mensagens neste texto conciso.
Ninguém gosta do LinkedIn, mas muita gente precisa estar lá para se candidatar a vagas em diversas empresas que, com sorte, vão enviar uma mensagem automática dizendo que decidiram seguir com outro candidato. Mesmo assim, é necessário tentar entender como essa Disney corporativa funciona e como ela pode (sim, é possível) te ajudar a conseguir um emprego menos arrombado.
A mecânica de ser achado
Palavras-chave
Profissionais de recrutamento usam ferramentas como o LinkedIn Recruiter para localizar candidatos por meio de palavras-chave e filtros específicos. Uma busca por “desenvolvedor” combinada com “empresa: Uber”, por exemplo, retorna uma lista de perfis correspondentes. Cada perfil é então analisado individualmente para identificar candidatos adequados. Este processo evidencia a importância de manter seu perfil otimizado, independentemente de estar candidatando-se ativamente a vagas.
Otimização do perfil
O LinkedIn Learning oferece cursos gratuitos sobre otimização de perfis para mecanismos de busca. Investir tempo nesses recursos pode aumentar significativamente sua visibilidade.
Recomendação essencial: Crie uma versão em inglês do seu perfil. (Aprenda como fazer.) Mantenha o conteúdo em português e utilize a funcionalidade da plataforma para adicionar a versão internacional. Esta estratégia amplia consideravelmente seu alcance.
Você precisa ser um mini-influencer
A plataforma prioriza perfis ativos em seus resultados de busca, então, para maximizar sua visibilidade, publique posts ou realize ações diariamente. Entre elas:
- Curtir publicações relevantes. Busque um “Top Voice” e interaja na publicação dele.
- Comentar em discussões da sua área. Não adianta ser um pedagogo que fala de teologia.
- Compartilhar conteúdo pertinente. Ninguém sabe exatamente o que é relevante, mas tente se manter coerente durante as suas postagens e comentários.
Essas interações vão sinalizar ao algoritmo que seu perfil está ativo e isso vai aumentar sua posição nos rankings de busca do recrutadores.
Você precisa atualizar seu perfil sempre
Ou pelo menos fingir que faz isso.
Durante períodos de busca ativa por oportunidades, uma tática eficaz consiste em abrir seu perfil no LinkedIn todo dia (ou em plataformas como a Gupy) e clicar em Editar e Salvar, mesmo sem alterações reais. Esse simples procedimento atualiza seu perfil no sistema, sinalizando atividade recente.
Importante: Esta prática intensiva destina-se ao período de busca ativa. Uma vez conquistada uma nova posição, retorne a ela apenas quando necessário.
Vai ser chato. Vai ser difícil. Vai ser um saco.
Em um processo seletivo padrão, é comum aparecerem centenas de candidaturas. Fazendo uma conta de padaria, de 400 inscrições, umas 350 estarão fora do perfil desejado pela empresa. Então, se você atende aos requisitos, candidate-se conscientemente. Use IA/LLM para dar uma turbinada no currículo e saber onde e como colocar as palavras-chave, onde e como colocar o impacto que você teve no seu emprego anterior (ou atual, se você está apenas buscando mudar de empresa).
A maioria das candidaturas estará mal preenchida, facilitando a filtragem inicial pelos sistemas automatizados do RH. Assim, um perfil bem estruturado e otimizado vai ter mais chances de te colocar num cenário mais vantajoso na hora de buscar a vaga (leia-se: ter seu currículo lido por um humano).
Lembre-se: A competição real é menos concorrida do que os números brutos sugerem.
Automatize, mas de maneira certeira
Como dito acima, é preciso ser um mini-influencer. Assim, para manter uma presença consistente, algumas pessoas recorrem a ferramentas de automação para criar conteúdo. Use IAs/LLMs à vontade, mas tenha o tom correto para a sua vaga/profissão, conteúdo que seja relevante e use a automação de posts para criar diversos posts durante um dia e ir jogando eles no LinkedIn durante a semana. É a melhor estratégia para se manter relevante nas buscas, atualizado e aparecer para os recrutadores.
Exemplo prático
Capturar telas relevantes do trabalho diário e processá-las através de prompts personalizados em ferramentas como ChatGPT ou Gemini para gerar conteúdo original e automatizar a publicação ao longo da semana.
Dica: A chave não está na tecnologia em si, mas em usá-la para estabelecer autoridade genuína e demonstrar conhecimento relevante para seu público-alvo.
Boa sorte!
O LinkedIn funciona como mecanismo de descoberta bidirecional. Enquanto você busca oportunidades, recrutadores buscam pessoas que se encaixam nas vagas que eles têm abertas (eles também têm metas para fechar vagas).
O que você precisa fazer é se posicionar estrategicamente nesse ecossistema. Com sorte, as oportunidades e os recrutadores irão te achar.
Excelente post, Rodrigo!
Mas, fica aquela dúvida: esse selo chamado “Open to Work”. Funciona?
Eu tenho na foto do perfil, mas fico com aquela sensação que não ter efeito…
No mais, vou seguir as dicas e quem quiser me seguir lá no LinkedIn, só procurar pelo meu nome (ou digitar keliv1)!
Aliás, seria uma boa o pessoal (que desejar, claro), postar os perfis. Tenho, aliás, conexões de pessoas daqui lá!
Sucesso!
Um ex-colega de trabalho ficou quase 1 ano com esse selo e no final só foi conseguir agora emprego agora (mês passado). Não sei dizer o quanto eficiente é esse selo, mas se tem o recurso, se sentir tranquila para “se expor”, mantêm.
Oi Tiago! Já uso há um tempo e o interessante é que ajuda a outras pessoas divulgarem o perfil. Já aconteceu de um seguidor ver meu perfil e divulgá-lo juntamente com outros com a hashtag open to work. Vou mantê-lo sim, valeu!
O startup da real é contra usar esse selo. Para ele, o selo mostra que você está desesperado para uma vaga
Oi, gente! Sou Tech Recruiter há mais de 10 anos, atualmente trabalho numa fintech e, sendo bem sincera, não reparo nos selos. Após as ondas de layoff na pandemia, vejo que eles foram bem úteis, mas hoje em dia não sei se fazem tanta diferença assim na busca ativa.
Existe um outro recurso que eu acho que é mais legal: o “Tenho interesse em encontrar novo emprego”. Para ativar, basta clicar no ícone da sua foto (canto direito), abrir o seu perfil e a opção já deve aparecer.
Com essa informação ativa, dentro do LinkedIn Recruiter, a gente consegue filtrar, por exemplo, apenas pessoas que estão buscando emprego.
Fora isso, assim como o Ghedin trouxe, eu diria que um CV bem organizado e com boas palavras-chave são o mais importante. As publicações e interações ajudam o perfil a ficar melhor ranqueado, mas se a gente chega nele e vê um currículo pouco estruturado, todo o trabalho de blogueiragem se perde.
Já as palavras-chave passam a segurança de que a pessoa já trabalhou em muitas experiências com as mesmas tecnologias ou plataformas e, consequentemente, está mais preparada para a vaga.
Olá Bruna!
Obrigada pelas dicas e vou ativa-las.