Quem precisa da Adobe? Estes estúdios de design usam apenas software livre

Print do Kdenlive com um projeto complexo, da Gunga, aberto.

Em janeiro de 2021, o jovem Dylan Field, co-fundador do Figma, serviço de prototipagem de interfaces digitais, disse que “o nosso objetivo é ser o Figma, não a Adobe” em uma conversa em que alguns usuários, insatisfeitos com a Adobe, especulavam quanto tempo levaria para o Figma desbancar a dona do Photoshop.

Quase dois anos depois, em setembro de 2022, a Adobe comprou o Figma por US$ 20 bilhões e Dylan, no mesmo Twitter, pareceu animado com a notícia de que sua empresa acabara de se tornar a Adobe.

A Adobe é um titã da indústria, dona de aplicativos que são referência, quase padrões na produção criativa digital, como Photoshop, Premiere e Illustrator. “Photoshopar” não virou verbo à toa.

Em paralelo ao desenvolvimento das suas próprias ferramentas para servir a designers e projetistas do mundo inteiro, a Adobe está sempre de olho na concorrência e não mede esforços para neutralizar ameaças — vide o caso do Figma.

Comprar rivais menores com grande potencial é um expediente comum às grandes empresas. E, sob qualquer critério, a Adobe, avaliada em US$ 139 bilhões (~R$ 740 bilhões) em meados de outubro, é uma grande empresa e age como tal.

É de conhecimento geral o risco que monopólios representam. A absorção do Figma pela maior empresa da área acendeu o alerta em órgãos reguladores e foi um banho de água fria em profissionais criativos que dependem do Figma e de outras soluções independentes em que a Adobe ainda não pôs as mãos1.

Há escapatória? Ou, posto de outra forma, há como garantir a independência perpétua de softwares, ainda mais neste (longo) período em que não só a Adobe, mas todo o setor de tecnologia parece caminhar para consolidações?

A liberdade das licenças livres

É difícil prever o futuro, mas dá para afirmar sem medo de errar que, sim, existem softwares que não correm esse risco. São aqueles oferecidos sob licenças livres, como GPL e MIT.

Sem entrar em detalhes filosóficos ou jurídicos (que são muitos, variados e complexos), licenças livres garantem acesso universal e impedem aquisições hostis à comunidade de usuários. Elas também contêm dispositivos para evitar abusos, para promover o desenvolvimento saudável e, em situações extremas, permitem que usuários insatisfeitos se separem do projeto original (o chamado “fork”) e continuem trabalhando segundo seus próprios termos, beneficiando-se de tudo que foi feito até ali.

O software livre é de todos e de ninguém ao mesmo tempo.

Quem já se aventurou no Linux em computadores pessoais deparou-se com uma série de aplicativos que se parecem muito com os comerciais, mais famosos. Coisas como o LibreOffice, que lembra muito o Microsoft Office, ou o GIMP, muitas vezes chamado de “Photoshop do Linux” (embora também tenha versões para macOS e Windows e, fora o fato de ser um editor de imagens, em nada lembrar o Photoshop da Adobe).

Na área do design digital, existem alternativas para virtualmente todos os aplicativos comerciais da Adobe e de outras grandes empresas, como a Autodesk, dona do 3ds Max e do AutoCAD.

Ilustração vetorial? Inkscape. Editoração? Scribus. Edição gráfica? Além do GIMP, também tem o Krita. Edição de vídeo? Kdenlive, Shotcut, OpenShot. Áudio? Audacity, Ardour.

A baixa popularidade e os fluxos de trabalho e ferramentas diferentes dos das soluções comerciais fazem muita gente torcer o nariz para as livres, de código aberto2. São piores? Melhores? Talvez não haja base para esse tipo de comparação. Elas são, sim, diferentes, e isso assusta quem cresceu e aprendeu a criar com versões piratas do Photoshop e do Illustrator ou acostumou-se a elas pagando uma mixaria quando estudantes, nos planos especiais para esse público.

Apesar disso, notícias como a da compra do Figma pela Adobe podem servir de impulso para mudanças profundas. O Manual do Usuário conversou com dois estúdios de design que trabalham exclusivamente com software livre — a brasileira Gunga e o norte-americano Freehive — para descobrir como é oferecer serviços de design e comunicação digital, de maneira competitiva, sem depender da Adobe ou de qualquer outro software comercial.

A brasileira Gunga

Foto de Farid Abdelnour: homem branco, de barba comprida e cabelo escuro, de perfil, inclinado sobre e olhando para uma câmera em um tripé.
Farid Abdelnour. Foto: Arquivo pessoal.
Criada em 2008 por Farid Abdelnour e Nara Oliveira em Taguatinga, no Distrito Federal, a Gunga se orgulha de trabalhar apenas com software livre. “Uma coisa era muito forte quando montamos [o estúdio]: queríamos algo coerente com nossa visão de mundo”, explica Farid, que nasceu no Líbano e imigrou para Brasil em 2003 — hoje ele se define como “libaiano”.

Farid e Nara se conheceram um ano antes da fundação da Gunga, quando ambos participavam do movimento de pontos de cultura. Ele trazia uma bagagem forte em software livre, fruto do trabalho com o pesquisador Etienne Delacroix na Universidade de São Paulo. Ela já era designer e estava envolvida com cultura popular.

Antes da fundação, a dupla fez alguns trabalhos pontuais para clientes externos. “Foi uma junção de fatores”, explica Nara. “Os nossos trabalhos estarem se encontrando e essa necessidade de ter um CNPJ (na época não tinha MEI). Então a gente foi por esse caminho e estamos aí até hoje.”

A Gunga atua em três frentes: desenvolvimento web, audiovisual e design gráfico. Farid responde pelas duas primeiras e Nara, pelas artes gráficas. “No papel”, como dizem, são só eles dois na Gunga, mas a depender do projeto, uma rede de colaboradores alinhados aos valores do estúdio é acionada. Os maiores chegam a envolver 20 pessoas externas.

No dia a dia, Nara usa aplicativos como Inkscape, GIMP, Krita e Scribus em seu computador rodando Manjaro. “Não sou tão nerd assim”, diz às gargalhadas, “mas tenho conquistado minha independência [no uso do Linux]. Diz aí, Farid: quase não falo com você sobre isso.”

Retrato de Nara Oliveira: mulher preta, de cabelos cacheados, vestindo uma camisa clara com bolinhas escuras, olhando à sua esquerda.
Nara Oliveira. Foto: Arquivo pessoal.

Já Farid usa Arch Linux. No desenvolvimento web, recorre ao WordPress3 e códigos personalizados em JavaScript. No audiovisual, Kdenlive, Blender, Ardour e Audacity.

A relação com o Kdenlive vai além do uso. Farid participa ativamente do desenvolvimento, ajudando a encontrar falhas e a corrigi-las. “Percebi que [no início] era muito sofrimento editar um vídeo, e comecei a fazer parte: se via um problema, relatava ele, fazia o bug, ajudava a ‘debugar’”, conta.

A Gunga atende de oito a dez clientes por mês e faz cerca de 60 projetos por ano. ONGs, produtoras culturais, institutos e até órgãos governamentais estão na lista de clientes. “Ambos temos casas, eu tenho filhos… A gente se sustenta da Gunga, a gente vive bem por causa da Gunga e usando software livre”, diz Farid.

O fato de usarem exclusivamente software livre poucas vezes foi um problema. Junto aos clientes, costuma ser um diferencial, como explica Nara: “Alguns nem sabem o que significa [software livre] e ficam sabendo quando trabalham com a gente. Outros nos buscam porque trabalhamos com software livre.”

No passado, a dupla teve algumas dores de cabeça em projetos que envolviam terceiros: formatos de arquivos proprietários que não conversam com os aplicativos que eles usam e ausência de padronização nas gráficas, em resumo.

A situação tem melhorado porque, ainda que tais avanços nem sempre sejam associados ao software livre, a demanda pela independência das soluções fechadas é comum a mais gente e tem feito a diferença.

“A indústria percebe que não pode ficar refém do monopólio de uma empresa”, diz Farid. “Há formatos surgindo que são meio gerais, que todos os programas conseguem usar e se comunicam, têm interoperabilidade. Está cada vez mais fácil trabalhar com software livre.”

Freehive: Do Blender para o software livre total

Retrato em preto e branco de Ryan Gorley: homem branco, calvo, com barba curta e óculos de grau, vestindo uma camiseta ou camisa escura.
Ryan Gorley. Foto: Arquivo pessoal.
Ryan Gorley fez faculdade de arquitetura, mas em vez de seguir esse caminho, foi trabalhar como designer gráfico em uma empresa de varejo online. “Curti a oportunidade de expressar ideias criativas mais rapidamente e com menos limitações físicas”, conta em uma entrevista por e-mail.

Na varejista, ele liderou a equipe criativa e, a certa altura, tornou-se responsável por todo o setor de marketing da empresa. Nesse período, fez um MBA e aprendeu o que podia de marketing. Essa mistura de experiência prática e teórica seria ainda mais importante a partir de 2010, quando Ryan largou o emprego para abrir seu próprio negócio.

O G86, nome original do seu estúdio, começou pequeno e foi crescendo, mas não muito. “Já trabalhei com grandes equipes e prefiro pequenas empresas com pessoas que são auto-motivadas e habilidosas no que fazem”, diz.

Entre clientes pequenos e regionais, em 2012 Ryan teve a oportunidade de trabalhar com a Amazon na promoção de um “projeto secreto”, o Dash. Até então, a agência dele usava softwares comerciais. No projeto Dash, toda a parte de animação foi feita em um software livre, o Blender.

“Eu já havia mexido no Ubuntu quando comecei o negócio, mas tive dificuldade em fazer a transição para o Linux no desktop por causa da minha dependência dos softwares da Adobe”, relata. Nesse cenário, o Blender se encaixava mais facilmente no fluxo de trabalho, e com o sucesso na campanha do Amazon Dash, passou a ser usado em outros projetos da casa.

As coisas iam bem, mas crescia em Ryan uma frustração com a Adobe. “Quando eles começaram a promover seus planos de assinatura opcionais, estava claro para mim, a partir da minha formação em publicidade, aonde as coisas estavam indo e que a questão não era aperfeiçoar os softwares, mas solidificar seu domínio do mercado e aumentar seus lucros”, relembra.

O resto é história e o palpite de Ryan revelou-se certeiro: as assinaturas se tornaram obrigatórias e, ante o sucesso financeiro da guinada da Adobe, outras empresas, como a Autodesk, tomaram o mesmo caminho. Foi a gota d’água para que Ryan começasse a explorar uma migração total para o software livre.

A ideia, porém, foi mal recebida pela sua equipe, que reagiu com “reclamações de um ou dois recursos específicos ausentes ou um desconforto geral em reaprender como fazer certas tarefas”. Perdida a batalha, Ryan se resignou a usar, ele mesmo, os aplicativos de sua preferência em pequenas tarefas no estúdio.

No final de 2017, dois dos seus funcionários mais longevos e confiáveis saíram — de forma amigável e por outros motivos. O que a princípio lhe pareceu uma sentença de morte para seu estúdio, revelou-se uma oportunidade.

Ryan fechou o escritório físico e voltou a envolver-se diretamente com o processo criativo a partir de sua casa, em Salt Lake City, no estado de Utah, Estados Unidos. Na época, ele já era voluntário no projeto Inkscape e estava se preparando para fazer sua estreia em eventos de software livre, na Southern California Linux Expo (SCaLE). Ali, teve contato com outros profissionais da área que também usavam software livre e passou a contratá-los como freelancers. “O que nos unia não era um espaço criativo, mas uma paixão compartilhada.”

Por essa época, a System76, uma fabricante de computadores norte-americana especializada em Linux, contratou Ryan para a campanha interativa de lançamento do computador Thelios.

“Foi o maior projeto que eu já peguei, resultado de mais de 500 horas de trabalho em cerca de três meses”, relembra. “Foi um verdadeiro teste para a nova empresa e a nova forma de trabalhar usando apenas software livre. Funcionou, e a empresa foi rebatizada de Freehive.”

Trecho da landing page da campanha de lançamento do Thelios, com um texto em inglês, uma ilustração azulada de um foguete e um botão no meio dela para iniciar um vídeo.
Campanha de lançamento do Thelios, da System76, feita pela Freehive. Imagem: System76/Reprodução.

Ao contrário de Farid e Nara, Ryan começou a usar software livre por um motivo bastante pragmático, nada filosófico: o software de que ele precisava para fazer modelagens 3D, da Autodesk, era muito caro. No site ao lado havia uma alternativa gratuita, um tal de Blender.

“O Blender é fantástico e todo profissional criativo do mundo, independentemente dos outros softwares que use, deveria aprender Blender e incorporá-lo ao seu trabalho”, diz entusiasmado.

O que veio em seguida foi mais uma resposta às práticas comerciais das grandes empresas. Num comentário presciente (conversamos em agosto, cerca de um mês antes da Adobe anunciar a compra do Figma), Ryan explicou que, embora conheça aplicativos menores de outras empresas, com modelos de negócio mais justos, “qualquer um desses [apps] pode acabar comprado pela Adobe ou Autodesk no momento em que a concorrer com eles tornar-se algo caro”.

“O único software que não pode ser comprado é o software com uma licença livre. Provar que profissionais criativos podem usar esse tipo de software passou a ser a minha missão.”

A exemplo da Gunga, a Freehive nunca perdeu clientes pelo fato de usar GIMP em vez de Photoshop ou o Inkscape no lugar do Illustrator, mas dores passageiras emergem quando colaboradores externos são envolvidos nos projetos e formatos de arquivos incompatíveis entram em cena.

Ryan levanta outra questão que lhe é um pouco incômoda: a apresentação desses aplicativos aos clientes. Muitas vezes, os sites deles não refletem a qualidade profissional de que o software é capaz. “Estamos trabalhando em maneiras de contornar isso, porque queremos convencer alguns clientes a testar essas alternativas em vez do softwares proprietário que eles usam”, diz.

O ativismo em software livre, por outro lado, rendeu contratos. Além da System76, a Freehive já fez trabalhos para outros pesos-pesados da área, como Canonical (do Ubuntu), Gnome, Elementary e Recon InfoSec.

O caminho para o software livre no design

Quatro peças/trabalhos da Gunga.
Alguns trabalhos da Gunga. Imagens: Gunga/Reprodução.

A beleza do software livre é que a escolha por ele transcende critérios puramente objetivos. É possível usar aplicativos do tipo e permanecer alheio ao modelo de licenciamento e de desenvolvimento? Sim. Só que grande parte do apelo é, justamente, não ficar alheio; é envolver-se.

Para Nara, “é um pouco de buscar onde você quer estar”, porque a escolha por trabalhar com software livre implica outras escolhas e conexões. Ela acha que a parte técnica, ou as dificuldades e diferenças do ferramental, são menos importantes.

“A gente é muito mais mente, ideia, conhecimento e capacidade de traduzir conceitos para coisas visuais, e isso é muito mais um conhecimento mental, nosso, que a gente adquire com vivência, com estudo, do que software.”

Ryan comenta, quando lembra da resistência da sua antiga equipe ao aplicativos diferentes, ao software livre, que a Adobe e outras grandes empresas oferecem planos com desconto ou até mesmo gratuitos para estudantes. É um investimento que se paga porque condiciona a esses softwares caríssimos pessoas em fase de formação, quando estão com a mente aberta e aptas a absorvem conhecimento. Quando elas saem da faculdade, querem usar os softwares a que estão acostumadas.

Não que seja uma impossibilidade mudar depois. A Gunga já teve estagiários que se encantaram e levaram o software livre para a vida. “Pode ser um pouco mais íngrime o primeiro passo ao escolher o software livre, mas depois é bem fluído e a pessoa consegue ter mais autonomia”, afirma Farid.

Àqueles que já trabalham com soluções fechadas/proprietárias e desejam fazer a migração para as livres, Ryan recomenda começar devagar. “Tomamos a decisão de migrar tudo de uma vez, é possível fazê-lo e adoraria que todos fizessem, mas você talvez não tenha confiança ainda”, reconhece.

Ele sugere começar pequeno. “Aprenda Blender para começar a incorporar algum 3D ao seu trabalho, ou considere usar o Inkscape em vez do Illustrator para criar gráficos SVG.”

Com pesar, ele recorda que pagou a assinatura da Creative Cloud da Adobe por dois anos após migrar para o software livre por receio de precisar abrir projetos antigos de clientes. “Este é um motivo do porquê eu não ter interesse algum em voltar ao software e formatos de arquivos proprietários”, desabafa.

E, assim como Farid envolveu-se no desenvolvimento do Kdenlive, Ryan pede aos usuários para que se envolvam também — para além das doações em dinheiro:

“Se você topar com um bug, reporte-o. Se você encontrar uma maneira específica de tornar o software melhor, compartilhe-a. Agradeça sempre que possível. Esses aplicativos são mantidos por equipes reduzidas de pessoas e sua pequena contribuição pode ir longe. Quando esse dia chegar, como chegou para mim, de você ficar de saco cheio do software proprietário, você estará pronto para ser parte de um futuro livre para você e aqueles que vierem depois.”

  1. Imagine a frustração daqueles caras no Twitter que, no começo de 2021, achavam que o Figma desbancaria a Adobe em cinco anos.
  2. Software livre não é sinônimo de código aberto, embora os dois termos sejam fortemente
    associados.
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45 comentários

  1. Arte e designer é algo assim, você acha que com as melhores ferramentas pode criar a melhor arte e o melhor designer. Chega um momento em que um cara enfia o dedo na bunda e com o excremento faz uma arte maravilhosa aos olhos de todos (apesar do cheiro, é claro. RS). Então não há desculpa viável que faça o software pago melhor do que o software livre. E o nome dele não é livre por não custar nada, é livre por que não vem das amarras monopolista de uma grande empresa. Mesmo assim, tem gente que prefere ser escravo.

    1. Não acho que utilizar softwares da Adobe é uma questão simples de preferência. O estrago que ela já fez sobre mercado é tão grande que não trabalhar com as ferramentas delas em alguns casos é perder trabalho. No mercado editorial dificilmente você encontrar uma editora aceitando arquivos que não foram feitos no InDesign. E o outro ponto é o nível de estabilidade e recursos dessas ferramentas pois são anos no mercado com muito investimento e gente usando, então em muitas vezes elas realmente estão em um estado bem mais a frente do que as livres. Porém eu acho que isso não deve ser motivo para não testar e usar ferramentas livres, a gente tem uma visão as vezes que precisa ser tudo ou nada. Eu particularmente tenho me esforçado para incorporar cada vez mais ferramentas livres nos meus fluxos de trabalho no estúdio e no meu trabalho pessoal tenho a meta de não ter nenhuma ferramenta fechada e to achando que vale a muito a pena.

  2. Eu já fui bem mais entusiasta de software livre, conheço a gunga fazem anos, infelizmente tô me rendendo pra conseguir mais fluxo de trabalho. É até engraçado me acompanhar trabalhando com after effects, sempre fico reclamando como tudo depende de plugin, que programa desgraçado, você paga pra pagar mais. E ultimamente o único programa não aberto que tô incorporando com gosto é o houdini, maninho, não tem como, o houdini é muito da hora.

  3. Post incrível!! Trabalho como designer freelancer e tem um tempo que venho me incomodando com depender tanto da Adobe. Muito legal ver exemplos de estúdios que criam somente com software livre, dá uma vontade de começar a explorar mais.

  4. Preciso fazer o papel de chato aqui.

    Eu dependo do Illustrator, Lightroom, Photoshop, Premiere Pro e After Effects. Já vi opções gratuitas/alternativas/open source delas, e a única coisa que me satisfazia era como eram leves. Qualquer software da Adobe demora pra abrir e processar as coisas.

    Dito isso, editar ou criar coisas simples em todos eles é fácil por existir um bilhão de tutoriais. Muitos feitos naquelas, cheio de técnicas de SEO, mas ajudam se você for procurar. Mencionaram o darktable, te garanto que não chega perto do poder do Lightrom. Não existe alternativa ao After Effects no mercado, por mais que insistam. E se você sabe usar um desses softwares, é bem comum você ter facilidade em usar outro software.

    Eu queria muito opções gratuitas, alternativas, e/ou open source, mas mesmo que eu me envolvesse, estamos falando de habilidades que hoje a inteligência artificial ajuda, e salva horas de trabalho.

    1. Darktable tem até mais recursos que o Lightroom Classic, mas é um software extremamente antiquado, feio, com design dos anos 2000 e difícil de usar. O Lightroom é muito mais intuitivo.

    2. Creio que não a toa matérias como esta servem para dar luz aos softwares livres e a necessidade das pessoas contribuirem para deixar as ferramentas mais práticas e mais poderosas que as alternativas pagas. Ao ponto de se possível deixar a alternativa paga obsoleta e não depender de pagar mais por ela.

  5. Cara, fantástico post, não consegui ler tudo por conta da cor de contraste entre o plano de fundo e a letra branca brilhante, arde os olhos hehe, mas vou terminar de ler assim que der… se puder diminuir a intensidade do brilho, e eu muitos leitores agradecerão. Veja o contraste da caixa dos comentários, não arde os olhos.

    Eu uso Linux desde 2020 e anteriormente eu havia tido contato mas nunca peguei para uso única e somente do sistema Linux até então. Tive essa virada de chave após perder 2 HDs por conta do sistema RuWindow$

    Enfim, a jornada migratória não é fácil, exige esforço e muita dedicação e pesquisas. Mas vale a pena, vc aprende muito. Hj sou defensor do Software livre.

  6. Linda matéria! Eu sempre desconfio do profissional que depende da ferramenta. Eu uso planilha, não uso Excel. Eu uso um editor de imagens, não um Photoshop. Aprender o conceito é libertador.

  7. Ótima matéria, parabéns pelo tempo dedicado ao conteúdo. Os comentários também estão ótimos. Meu primeiro trabalho foi com o Blender 3D, mas tanto a empresa que prestei serviço quanto o curso de pós-graduação utilizavam softwares da Adobe e autodesk. O próprio mercado acaba forçando a utilização dessas ferramentas, mas ainda bem que existem comunidades que apoiam desenvolvimento destes projetos de código aberto, pois sem eles aí que o monopólio era certo.

  8. Ótima matéria e, para complementar, temos outra empresa na área de Artes Gráficas, a Impressões Bárbaras, do Paraná, que pertence à Bárbara Tostes, uma das grandes ativistas do SL no nosso país. Abraços livres a todos!

  9. Belíssima matéria!
    A Gunga já conheço (Nara e Farid são parceir@s de trabalhos e aprendizados desde antes da fundação da empresa), mas foi uma ótima oportunidade para conhecer este portal.
    Parabéns!

  10. Cara legal só faltou um anexo com todos os softwares, por exemplo:
    Gimp: fotos,
    Inkscape: vetorial,
    Blender: 3d e animação;
    Mas mesmo assim ficou ótimo, parabéns.

  11. Que delícia de matéria! Fico feliz por ver softwares tão bons ganhando o devido reconhecimento, e ajudando no ganha pão das pessoas. Espero que um dia os padrões de mercado sejam os padrões livres.

  12. Baita matéria, Rodrigo!
    Apesar de já conhecer os dois estúdios, gostei bastante de ter lido e conhecido a história e as mentes por trás. Orgulho da Nara e do Farid! =D

    Aqui no Brasil tem também a [Empresa Digital](https://empresadigital.net.br/), que opera em outras frentes além do marketing. Nos EUA também tem a Ura Design.

    Confesso que quando tinha a marcenaria uma das minhas grandes vontades era contratar alguém que só usasse software livre para fazer o marketing, e o estúdio Gunga era o primeiro da lista. Não só o marketing, mas todo o gerenciamento da empresa seria feito com uso de software livre. Até certo ponto eu cheguei, mas como a empresa não era somente minha acabei perdendo a queda de braço.

    1. Ah, e só continuando meu comentário. Na minha opinião, escolas e universidades públicas deveriam usar software livre. Sempre. Nas privadas não tem como barrar a lavagem cerebral que as empresas fazem nos estudantes, mas nas públicas o uso de sotwares proprietários não faz o menor sentido.

      1. O problema que aí você distância ainda mais os universitários do mercado d pé trabalho. No mercado publicitário, muitos empregadores querem distância de profissionais formados em universidades federais. Não concordo com a linha de pensamento desses empregadores, mas infelizmente há esse preconceito.

        1. O ensino é complicado pelas razões mencionadas por voce, mas eu gostaria de diferenciar o argumento do Diego.
          No meu ensino básico e médio eu honestamente não aproveitei nada do pacote office comprado pela minha escola privada, podia ter aprendido a fazer contas básicas de planilha no libreoffice mesmo, ou animar bonequinhos em outra coisa, já que nesses níveis o propósito é ensinar os conceitos e procedimentos básicos mesmo. Se fosse usado software livre, podiam incluir nas aulas de informática discussões sobre a indústria, sobre software livre e proprietário, etc. Seria benéfico, e não vejo por quê escolas públicas não poderiam fazer assim.
          No ensino universitário é que o bicho pega, mas penso que seria possível e benéfico simplesmente adicionar softwares livres no currículo. Eu sei que estudante não gosta de ter mais coisa para estudar, afinal sou um, mas incluir um Blender ou GIMP junto com os cursos de adobe e autodesk não vai prejudicar ninguém, pelo contrário, é benéfico para ter mais ferramentas. e seria um começo para divulgar as ideias.

          Mas em um outro argumento, acho que os entes públicos não deveriam usar software proprietário em suas tarefas internas, como usar windows nos computadores, ou word para redigir alguma publicação no diário oficial, ou organizar pagamentos no excel, etc. O governo deveria no mundo ideal criar uma distro própria, com uma lista de softwares aprovada, por razões de segurança nacional, respeitar o caráter público, mesmo pela preservação histórica (porque tipo, a microsoft sempre detona a compatibilidade de arquivos word para que arquivos antigos não funcionem direito em versões recentes, pra forçar novas compras, etc) etc. Muitos países não ocidentais já fizeram isso: https://itsfoss.com/linux-national-os/
          Eu iria mais longe ainda: na medida do possível, os governos (e ONGs progressistas, empresas progressistas, etc) deveriam contratar empresas que usem software livre mesmo. Justamente para criar essa Demanda, e assim canalizar o mercado para pelo menos adaptar-se a usar isso. São medidas que só seriam feitas em governos progressistas, vulgo «de esquerda», porque a direita é comprada pelo mercado e isso todo mundo sabe, não foi a toa que os esforços da Dilma em implantar software livre foram muito desfeitos pelo Temer depois, com visita pessoal do Bill Gates no brasil e tudo.
          O problema é sistêmico, porque software livre não é exatamente esquerdismo anti-capitalista, mas é uma filosofia de informática bastante anti-mercado por ser anti-monopólio privado, então o progresso depende do lado técnico dos instrumentos mas também do lado político das pessoas e instituições que o usam e promovem, includindo os governos. Talvez a indústria de designers e cia ainda fosse se beneficiar no nível coletivo se abandonassem coletivamente os softwares proprietários, e matassem a Microsoft, Adobe, Autodesk, etc. mas os atores privados com motivação do lucro individual no curto prazo são estruturalmente hostis a ideia, como voce mesmo disse.

          1. Concordo totalmente com seu comentário. Nenhum órgão público deveria utilizar softwares proprietários.

          2. Não sou um cara por dentro do universo do Software Livre, mas puxando de cabeça algumas coisas que já vi:

            – Lembro-me que por um tempo houve divulgação na mídia que os computadores de uso governamental seriam com Linux. Não me lembro bem se era distro própria ou “mod” de distro.

            – A Polícia Civíl de São Paulo tinha em uso um uma distro Linux em seus equipamentos. Salvo engano, agora mudaram o contrato e os computadores vem com Windows.

            – O “Acessa São Paulo” (programa de Lan Houses públicas do Governo paulista) tinha computadores com uma distro exclusiva para o serviço (Creio que é uma variante da distro da Polícia Civíl).

            – Um dos primeiros programas de computação popular no Brasil, o “Computador para Todos”, era exigido que os equipamentos viessem com Linux. O problema: na época não existia uma distro fácil de usar e nem pessoas tão capacitadas para a mesma, mesmo com uma interface que emule o Windows.

            Então de fato houve iniciativas para adoção de software livre no Brasil, mas elas falharam muitas vezes.

          3. O único programa governamental (ou não tanto) que usa software “livre”(?) hoje são os que lidam com sistema escolar e adotam o Chromebook em sala de aula. Fora isso, difícil achar outro lugar. Taí algo a ser investigado e que um dia pode virar matéria aqui.

          4. Então no “mundo ideal” você defende a monopolização do uso do SL no governo, obrigando todos a utilizarem apenas SL e uma lista de softwares “aprovados”? Isso não é exatamente o que Software Livre quer evitar? :)

          5. @ Aurélio “Baboo”

            “Monopólio de software livre” é uma contradição em termos, Baboo. Se você achar que um software livre está “monopolizando” qualquer coisa e isso estiver lhe afetando, você tem a plena liberdade de fazer um fork e desenvolvê-lo do jeito que preferir.

          6. @Aurélio “Baboo”

            Não achei botão de responder no seu comentário, deve ser o limite de níveis do site, então vou assim.

            O governo não é uma empresa como as outras, é uma instituição bem mais burocrática e rígida em escolhas e deveres. Os funcionários devem usar os procedimentos e programas aprovados pelas agencias para fazerem suas tarefas internas. Voce não quer que alguém da ABIN use google docs para escrever relatórios, não é mesmo?
            O governo pode e deve usar sofware livre para garantir seus objetivos específicos que são diferentes dos de uma empresa privada ou indivíduos, que não podem por questão estrutural ser cumpridos por software privado. Os softwares privados, exceto talvez os de propriedade de empresas nacionais (e olhe lá, porque não somos os EUA, a maioria dos shareholders vão ser estrangeiros), não são confiáveis, sigilosos e não estão sob o controle do utilisador.
            Segurança nacional por exemplo, a Microsoft não dá o código do windows (exceto para o governo dos EUA), então tendo todo o aparato de segurança usando windows, policia exército e etc, um país não sabe se está sendo espionado pela NSA, CIA, FBI ou pela própria Microsoft, etc. O código aberto é essencial para que isso seja garantido.
            De nada adianta querer ser um país soberano, independente, com proteção aos segredos de estado, se os aparatos públicos usam software proprietário com código fechado de empresas sediadas em países estrangeiros, com armazenamento em servidores em outros territórios estrangeiros. Aí desiste logo, abole a Abin e o exército, aposenta a bandeira e admite ser um protetorado dos EUA.
            O software livre é um instrumento que permite aos governos não ocidentais ganharem soberania e independencia, por isso é uma escolha superior ao software proprietário. O “monopólio” do SL não existe, porque seguindo a filosofia, todos podem fazer um fork, uma alternativa melhor para si próprios, ninguém está preso a um programa específico. então se amanha o brasil quiser, ele pode escolher libreoffice, onlyoffice ou etc para tarefas de burocracia, desde que seja software livre.

          7. Rodrigo, fork é irrelevante se apenas SL pode ser utilizado (que é o conceito de “monopólio”). No mundo real, muito longe das ideologias, empresas e governos utilizam Windows e Office por eles serem a combinação com o melhor custo/benefício do mercado (ainda mais quando a Microsoft tem uma área específica para Governos que permite que eles paguem um valor muito inferior ao mercado para usá-los). Obrigá-las a usar SL apenas incentivará a pirataria, como ocorreu no passado..

          8. @ Aurélio “Baboo”

            Caro, acho que você deveria dar uma revisada no conceito de “monopólio”. Pela sua última resposta, parece que estamos falando de coisas distintas — e que você não tem ideia do que está debatendo.

            O fato de um governo adotar software livre não significa que haja em “monopólio”. Se esse conceito torto fosse correto, daria para dizermos que os órgãos brasileiros que usam Windows/Office estão submetidos a um “monopólio” da Microsoft, pois não podem usar outras soluções, mas aí você vai discordar de mim.

            “Combinação de melhor custo/benefício” é conversa de representante de vendas da Microsoft.

          9. Henrique, desde 2000 a Microsoft permite que empresas e governos analisem o código do Windows, Office e outros produtos justamente para acabar com o FUD do código fechado :)

            O Azure também permite que empresas e governos decidam ONDE os dados serão salvos na nuvem – e no caso do Brasil isso pode ser configurado para utilizar somente datacenters no território brasileiro.

            Além disso, realisticamente a “soberania nacional” não existe quando toda comunicação do país depende do Google (Android) e Apple (iPhone). Windows e Office são as últimas preocupações nisso..

          10. Rodrigo, monopólio é quando uma organização ou grupo tem controle total de algo em alguma área – e é exatamente isso que o Henrique defende com uso obrigatório do SL no governo, ONGS & afins, por mais “torto” que vc considere esse conceito.

            Sobre custo/benefíco, não existe é você que precisa “revisar” seus conceitos, pois o fato de um produto ou serviço ser “gratuito” não significa que ele seja a melhor opção, pois defender SL cegamente como muitos fazem “é conversa de representante de vendas”..

            Infelizmente discussões sobre SL envolvem muita utopia, e por isso é preciso separar emoção da razão: se até mesmo o governo chinês utiliza Windows 10 (uma versão criada especialmente para eles, sem telemetria e diversos aplicativos, e com salvamento de dados somente em território chinês) ao invés da distro Kylin, isso é um sinal de SL não é exatamente a melhor solução para tudo – principalmente em um país como a China que vê os EUA como inimigos!

            Eu trabalho no MUNDO REAL (com informações e FATOS) ao defender minhas ideias, enquanto muitos defensores do SL utilizam ideologias, utopias, desejos e informações erradas (como a “compatibilidade de arquivos do Word” que foi citada acima, quando há 15 ANOS os programas do Office como Word, Excel, PowerPoint utilizam o modelo aberto OpenXML para salvar arquivos) – e por isso raramente existe um consenso nessa discussão..

          11. Independentemente de tudo isso, a matéria é ótima pois realmente existem excelentes produtos SL, mas nem todas empresas podem utilizar APENAS softwares SL por vários motivos (compatibilidade, limitações, suporte, etc)..

          12. sugiro a leitura do excelente a cidade inteligente, do Morozov e da Francesca Bria (tem online no site da Fundação Rosa Luxemburgo). as sugestões deles para adoção de SL por órgãos de Estado desanuviariam bastante a discussão absurda sobre “monopólio do software livre” que ocorreu aqui.

          13. @ Aurélio “Baboo”

            Como uma coisa que é de todos, que não pode ser propriedade de ninguém, poderia constituir um monopólio?

            Enfim, acho que expomos os nossos pontos de vista e agradeço o elogio à matéria, mas daqui em diante só nos repetiremos nos argumentos. Se possível, acho que podemos encerrar o debate.

          14. @Aurélio “Baboo”

            Eu acho que voce está por fora dos acontecimentos dos ultimos anos relativos a china e outros “rivais” dos EUA. A china já definiu uma diretriz para substituir o windows em TODOS os computadores do estado há um tempo, e é isso que eles vem fazendo, mesmo com as concessões que a microsoft fez. Acho que apareceu até em alguma nota do parceiro Shumian aqui mesmo. Pesquisando no google achei diversos sites afirmando isso:
            China retires last Windows desktops for homegrown Linux distro
            China to ditch all Windows PCs by 2022 – could this be Linux’s time to shine? All government services will stop using Windows in the next three years
            A Rússia igualmente já vem desenvolvendo distros linux para si mesma e retirando o windows de seu governo e mesmo empresas estatais.
            Astra Linux is a Russian Linux-based computer operating system (OS) that is being widely deployed in the Russian Federation in order to replace Microsoft Windows. Initially it was created and developed to meet the needs of the Russian army, other armed forces and intelligence agencies. It provides data protection up to the level of “top secret” in Russian classified information grade by featuring mandatory access control. It has been officially certified by Russian Defense Ministry, Federal Service for Technical and Export Control[5] and Federal Security Service.[6]

            In the course of 2010s, as Russian authorities and industry were trying to lower dependence on Western products (“import substitution industrialization”), Astra Linux became widely used by Russian civilians as a universal operating system for personal computers. Aside from army and police, it is now being supplied to educational, healthcare and other state institutions, as well as in industry giants such as RZD, Gazprom, Rosatom and others. Server versions of Astra Linux are certified to work with Huawei equipment.
            Não é um processo rápido pelas razões que é muito difícil e caro fazer, eu sei disso, mas ainda é o melhor jeito de manter soberania digital. Na verdade, Rússia e China estão até indo mais longe na cadeia, porque estão desenvolvendo até microprocessadores domésticos, enquanto o governo daqui fechou a única fábrica de chips da américa latina, a Ceitec.
            O próprio programa nuclear iraniano foi sabotado há uns anos por um virus stuxnet que funcionava em windows, e foi desenvolvido pelo governo americano com cooperação em algum nível da microsoft, depois pesquisa. Não é possível separar empresas de mercado de seu governo local, e este do interesse nacional, em última instancia.

            Em 2º lugar, não é porque Apple e Google dominam os celulares que eles detem monopólio das comunicações do país, ou do governo, isso é tecnologicamente errado. Os computadores Desktop e notebooks não dependem dessas 2 empresas, assim como correios, telefone, e etc. Celular não é usado para fazer tarefas profissionais sensíveis de governo ou mesmo empresas, é desktop que domina ainda. Não entendi este ponto.

        2. […] muitos empregadores querem distância de profissionais formados em universidades federais.

          Isso é anedótico ou tem algum dado ou indício mais forte sinalizando isso? Parece-me algo muito louco ignorar profissionais formados nas federais — com frequência e no geral, universidades melhores que as privadas.

          1. Não é um dado científico, é a experiência de um mercadólogo com 12 anos no mercado de publicidade/marketing. As agências costumam evitar profissionais formados nas federais por não aguentarem o ritmo frenético, insalubre e tóxico desse mercado. Os que aguentam, logo saem para outras áreas, ou vão trabalhar em órgãos como sesi/sesc/senai/senac, ou vão trabalhar em órgão público (concursado ou comissionado), ou vão viver de editais de cultura e etc. E reforço, não concordo com isso, tenho 2 pós-graduações na UFRN (uma das melhores do Brasil, inclusive), mas infelizmente acontece. O mercado de publicidade e marketing é um dos que mais se tem relatos de burnout (tbm n é dado científico, mas da minha experiência e convívio).

  13. Muito bom. Deixo minha sugestão pra quem trabalha com eletrônica: kicad.
    Um grande problema de alguns amigos é que a pirataria ainda é muito fácil e os clientes ainda demandam formatos compatíveis com Adobe ou Corel. Ainda há muita gráfica mundo afora cujos funcionários recebem uma merreca de salário, sabem usar apenas o básico da ferramenta e vão chiar no primeiro problema.

  14. Bela matéria! Me pergunto se existe uma alternativa ao Lightroom que não seja o CaptureOne.

    1. Tem também Rawtherapy, prefiro darktable, e Digikam, ainda prefiro darktable, que faz parte do kde mas é um projeto antigo, feio e com uma interface saída diretamente dos anos 90.
      Darktable é de longe o melhor. A suite da adobe tem um fluxo de trabalho melhor e a integração entre os programas é sem igual mas para quem fotografa amadoristicamente ou está em início de carreira o software livre é a melhor opção.

  15. Especificamente em relação ao Figma, existe uma alternativa livre de prototipagem chamada Penpot (https://penpot.app/). Não sou da área, mas perguntei a pessoas que são e, em uma análise inicial, ela falaram que os serviços são bastante similares, mas que teriam que fazer um uso mais aprofundado para poder avaliar melhor. Então, fica a dica. 🙂

    1. Muitíssimo obrigado pela dica! A ferramenta em si é muito similar ao Figma, vamos ver se haverá apoio da comunidade para ajuda-la a escalar.