Daylight Computer DC-1
Muita calma nesta hora: uma empresa chamada Daylight Computer anunciou o DC-1, um tablet Android com tela e-ink (tipo a do Kindle) que promete rodar a 60 quadros por segundo. Bom demais para ser verdade? A “edição dos fundadores” sai por US$ 729 (~R$ 3,8 mil em conversão direta).
Daylight Computer DC-1
daylightcomputer.com
Atualização (14h09): Como bem observou o leitor AVRDoido ali nos comentários, a tela não é e-ink, mas sim TLCD. Ainda é legal, mas um pouco menos.
Esse vídeo tem uma explicação a fundo sobre a diferença das tecnologias. Apesar da vibe da entrevista, tem informações importantes sobre a tela e como funciona.
https://youtu.be/9M6zT0mRvW0?si=mCTj4eMvmE5D_11V
Deve gastar mais bateria que eInk. Eu tenho um Boox Note Air é bem legal e suficiente para leituras chega a 15fps ou PagesPerSecond(pps). Ainda é uma sensação estranha comparado a uma tela de 30 ou 60, aquele engasgo chatinho. Mas me impressiona que no modo escrita com a caneta é bem fluido e parece que ele acelera a exibição do traço momentaneamente ou tenha um efeito bem natural. Mas tem que baixar muito o preço ainda para valer a pena aqui no Brasil. Ainda é produto exclusivo.
A tela não é e-Ink:
We invented a new type of display that’s LIKE E Ink, but faster. lt looks and feels like paper, but runs at 60fps, so you can work fluidly, and use all your apps without compromise.
É um TLCD, preto e branco, transflectivo e com ótimo contraste, por isso ele alcança os 60Hz.
É verdade, o e-ink, salvo engano, é “esquisitinho” justamente por ser uma imagem estática, com os “polímeros” mudando apenas com a virada de página ou alguma interação.
De qualquer forma é bem interessante o produto.
Uma coisa que me surpreendeu esses dias foi uma película fosca que vi num tablet comum de um amigo, quebra bem os reflexos e me lembrou a sensação de um e-ink colorido.
Sim, sim! E é por isso que e-Ink tem aquela demora na transição e o ghosting se a mesma imagem for exibida por muito tempo na tela.
Por outro lado, existem LCDs que se comportam de maneira parecida, como o Memory LCD da Sharp. Ele é estático (daí o nome), só consumindo energia durante as transições e também permite alterar só os pixels necessários à nova imagem. https://sharpdevices.com/memory-lcd/
Aliás quando vi o anúncio desse DC-1 ontem, tive a forte desconfiança que foi justamente um Memory LCD que eles usaram. No site linkado aí em cima tem fotos deles em diversos tamanhos e aplicações.
Bem observado! Atualizei o post.
Boa! Mas fiquei curioso: Por que considera que é menos legal não ser e-ink? É tão raro ver essas tecnologias “alternativas” em uso em produtos de consumo assim, que eu achei foi mais legal não ser e-Ink! :-D
Acho que foi uma reação instintiva à leitura de “LCD” — na mesma hora imaginei uma tela retroiluminada e/ou com consumo de bateria similar ao das tradicionais. Não parece ser o caso, né?
Sabe dizer se o e-ink tem alguma vantagem sobre a Memory LCD ou a TLCD que esse tablet adota?
Ah, sim, entendi! Mas de fato, não é o caso: A tela não é retroiluminada, o T vem justamente de transflectivo. Quando mais luz incidir sobre ela, mais visível ela fica. E eu imagino que a iluminação quente que eles usaram nesse tablet deve ser parecida com as dos e-readers. Gostei muito da proposta do aparelho, uma pena que o preço é proibitivo, a ponto de ser provável que eu nunca veja um desses de perto.
Acho que talvez a única vantagem do e-Ink é o consumo de energia, provavelmente um pouco menor do que esse aí que já é baixo.
Fazia um tempinho que eu queria algo assim. Mas poxa. O preço mata.
Será que é muito difícil fazer algo mais baixo custo?
A tendência é o custo diminuir com o tempo