Se pagar não é possuir, piratear não é roubar.
— Louis Rossmann.
A frase é de um vídeo em que Rossmann comenta a decisão da Sony de remover conteúdos da Discovery, comprados via PlayStation, em 31 de dezembro por “arranjos de licenciamento com provedores de conteúdo”.
Esses materiais, aparentemente, não eram vendidos no Brasil. A lista do catálogo norte-americano que sumirá é extensa.
(Em inglês — “If paying isn’t owning, piracy isn’t stealing.” — soa mais legal. Preferi estragar o impacto dela e preservar o sentido na tradução.)
Pirata foi o cara que copiou e tornou publico, eu sou apenas o expectador. Assim como assassino é quem mata, sou apenas testemunha ocular.
Acho que uma tradução/adaptação boa seria: Se pagar não é possuir, piratear não é roubar. (Ou dependendo até mesmo pagar não é ter)
Possuir/ter manteria o padrão verbal (-ar / -ir ou -er). Mas piratear não é a melhor tradução, porque ele não usar um verbo -ING (que seria o “pirating”). É bom perceber que na primeira oração ele usa dois verbos -ING (paying/owning), ambos como complemento do verbo TO BE; na segunda oração ele usa um substantivo (piracy) seguindo de um verbo -ING (stealing). E é por causa do substantivo que não é a melhor tradução usar um verbo no inifinitivo (piratear).
A melhor tradução, mantendo o padrão frasal, seria: “se pagar não é possuir, pirataria não é roubar”. Isso se você quiser se ater à classe das palavras (mais ou menos). Se você quiser manter uma métrica, a melhor seria a sua mesmo (“se pagar não é possuir, piratear não é roubar”). Mas note que você altera as estruturas gramaticais nesse caso.
Eu iria na sua tradução, basicamente porque soa melhor :)
Obrigado pela sugestão e pela aula, gente. Troquei a tradução original, minha, pela do Gabriel.
Eu que já estive no extremo de um pensamento em que sequer utilizava Netflix com senha compartilhadas, consigo visualizar bem o desprezo das empresas pelos clientes.
Mudei muito minha mentalidade nesse sentido. Atualmente ainda assino vários serviços, mas sem peso nenhum na consciência se tiver que acionar a biblioteca/locadora do Paulo Coelho para obter conteúdo.
Recomendo o canal dele. E pra quem não se importar em ler coisas em inglês, ele tem um grupo no Matrix que discute sobre isso (privacidade, direito ao reparo, etc).
A luta dele com a Apple nos EUA é bastante conhecida, inclusive. Ele já esteve em uma das casas (senado ou câmara) discutindo a lei de direito ao reparo.