Lichess custa US$ 420 mil por ano; salário do desenvolvedor é de menos de US$ 5 mil/mês

Quem joga xadrez online conhece e provavelmente usa o Lichess, uma das maiores plataformas de jogos de xadrez do mundo. O Lichess foi lançado em 2010 pelo francês Thibault Duplessis, não tem fins lucrativos, é e sempre será gratuito e sem anúncios e não vende dados dos usuários. Atualmente hospeda ~5,2 milhões de partidas por dia, entre duas pessoas e contra o computador.

Dia desses, Thibault comentou que a operação do Lichess custa US$ 420 mil por ano e postou a tabela de custos detalhada. O valor, ridiculamente baixo, já inclui sua remuneração. Em 2021, seu salário mensal foi de US$ 4.705,88, nada de outro mundo, considerando o alcance e a popularidade do Lichess.

Todas as despesas do Lichess são cobertas por doações dos jogadores/usuários, que só recebem em troca uma figurinha em seus perfis.

Em uma seção de perguntas e respostas no Reddit, em abril de 2021, Thibault foi questionado sobre seu salário. Sua resposta:

Eu poderia ganhar mais vendendo minhas habilidades a quem pagasse melhor? Provavelmente.

Eu seria mais feliz? De jeito algum.

Da maneira como encaro, aquilo [salário] é bastante dinheiro para um trabalho que eu posso fazer no meu ritmo, do conforto da minha casa. E em vez de chefes ou clientes, trabalho para uma comunidade incrível.

Por mais coisas do tipo.

O Manual do Usuário também abre sua contabilidade todo trimestre aos apoiadores do projeto.

É preciso banir todas as armas que localizam, selecionam e atacam alvos humanos sem supervisão de um ser vivo responsável, ou seja, as autônomas letais. E banir a pesquisa, a criação, o desenvolvimento e o uso.

— Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), especialista em inteligência artificial e autor do livro Inteligência artificial a nosso favor: como manter o controle sobre a tecnologia (Companhia das Letras), em entrevista ao jornal O Globo.

É hora de abandonar a popular crítica esquerdista de que as plataformas, como os parasitas, apenas se alimentam dos dados dos usuários e não fazem nada. Isso nos deixa de mãos atadas quando se trata de imaginar e articular políticas industriais e públicas progressistas. Não há problema em dizer que as plataformas fazem coisas grandes — mal feitas.

— Evgeny Morozov, no Twitter.

Em 2022, a Samsung apresentará a primeira TV do mundo com um explorador e marketplace de NFTs, uma plataforma revolucionária que lhe permitirá navegar, comprar e exibir suas artes favoritas — tudo em um só lugar.

— Comunicado à imprensa da Samsung. Em outras palavras, a linha 2022 de TVs da Samsung terá um visualizador de imagens que você pode comprar, porém com blockchain envolvida. Via The Verge (em inglês). As novas TVs da Samsung parecem legais, como sempre, e trarão outra novidade em software mais interessante: suporte às plataformas de […]

Achados e perdidos #47

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana. O Achados e perdidos (e o Manual do […]

Achados e perdidos #46

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana. ***

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Achados e perdidos #45

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Achados e perdidos #44

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