O macOS 26.4, lançado nesta terça (24), trouxe de volta o leiaute de abas compactas ao Safari (print). Eu e as outras cinco pessoas que usamos esse leiaute — que havia sido removido no macOS 26.0 — agradecemos.

Ser meio sovina me ajudou a usar menos o celular em situações sociais

Existem atitudes que todos dizem reprovar e, ainda assim, sempre se repetem. Usar o celular em situações sociais, por exemplo. O assunto à mesa pode ser exatamente esse, “oh, estamos todos viciados em celulares”, mas basta alguém sacar o celular para que todos os demais peguem os seus também.

Não apenas por esse motivo, há uns dois meses criei um arranjo para resistir à tentação do celular em contextos em que seu uso é desagradável ou indesejado/ (Leia-se: quase sempre.) Outra parte da minha motivação, a princípio a maior, era economizar os preciosos giga bytes que comprei do Vivo Easy antes do falecimento do plano. (Se você migrou para ele motivado(a) pelo meu relato, peço desculpas.)

Eu trabalho em casa, saio pouco e não uso redes sociais no celular. Mesmo assim, tinha dias em que o app da Vivo acusava… sei lá, quase 100 MB de dados consumidos. Culpa de quem? Da web, do e-mail e do leitor de feeds RSS. Pode parecer que não, mas imagens, vídeos que tocam sozinhos e outros recursos multimídia pesam na conexão (e no bolso).

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Apple esqueceu da existência do leiaute de abas “compacto” no Safari do macOS

Não estou com pressa para atualizar meus dispositivos Apple para a “safra” 26, mas o Safari do macOS… por que não?

Todo ano, a Apple libera a grande atualização do seu navegador para versões anteriores do macOS. É uma exceção à política de atualizar os aplicativos nativos do sistema com o próprio. A lista de novidades e alterações é sempre grande e a deste ano não é diferente.

Infelizmente, o Safari 26 está quebrado para as cinco pessoas que usam o leiaute de abas “compacto”. E, sim, eu sou (ou era) uma delas.

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Como remover abas do Safari “emperradas” no iCloud

As coisas na Apple funcionam até o dia em que deixam de funcionar. Um exemplo bobo, mas que me incomoda um bocado, são as abas do Safari “emperradas”, um defeito na sincronia de abas do iCloud — o recurso que me permite acessar as de um dispositivo em outros.

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Print parcial da barra de endereços do Safari, mostrando a URL do Manual do Usuário sem o cadeado de segurança.
Adeus, cadeado do HTTPS! Imagem: Manual do Usuário.

Notou algo diferente na imagem acima? Desde o Safari 18.4, lançado no final de março, o navegador web da Apple não exibe mais o ícone do cadeado.

Só os deuses sabem quantas vezes cliquei naquele ícone — todas elas, sem querer, o que abria um popup chato no meio da tela. Detalhes da UI que aumentam a qualidade de vida 🙏

A justificativa do WebKit se desdobra em duas: 87% de todas as conexões já são feitas pelo HTTPS, ou seja, conexões seguras são o normal; e “a presença do [ícone do] cadeado poderia estar criando uma falsa sensação de segurança, se os usuários acreditassem que ele está lá para sinalizar que o site é confiável”. Dei esse alerta no já distante ano de 2018.

O Firefox, até a versão 138, pelo menos, ainda exibe o cadeado. O Chromium, base do Chrome, escondeu o ícone do cadeado em maio de 2023.

Embelezando o texto na web

Mais um capítulo da série “fascinado com os detalhes do CSS”, desta vez com o atributo text-wrap: pretty e o cuidado dos navegadores para determinar as quebras de linhas, “rio tipográfico” (não conhecia o conceito) o comprimento da linha final.

O Safari é o penúltimo grande navegador a implementar o text-wrap: pretty, novidade anunciada em um post super detalhado (em inglês), interessantíssimo. “Pretty”, em inglês, significa “bonito”; achei belo a especificação do CSS delegar a cada navegador as decisões para apresentar texto embelezado por ele.

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Chrome, Manifesto v3 e o fim da linha para a extensão uBlock Origin

O Google começou a desativar extensões do Chrome que dependem do Manifesto v2, especificação usada pelos desenvolvedores para acessar recursos do navegador web e obter permissões. Uma das afetadas é a popular uBlock Origin (uBO), que serve para bloquear anúncios, rastreadores e todo tipo de conteúdo indesejado.

O Manifesto v3, apesar das suas vantagens, descarta recursos de que a uBO depende para funcionar direito. O Google já avisou que todas as instalações do Chrome estarão livres do Manifesto v2 até junho de 2025.

Diante desse cenário, o que fazer?

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SingleFile salva páginas web em um arquivo

Ícone da SingleFile: folhinha azul com uma seta para baixo em um círculo amarelo.

O meu rol de extensões no navegador é bem enxuto, e a maioria delas roda em segundo plano; são do tipo “configure e esqueça”. A SingleFile é uma exceção.

A função dessa extensão é salvar páginas web. “Ok, mas o próprio navegador já faz isso”, você pode pensar. Sim, mas a SingleFile faz de um jeito melhor.

Como o nome entrega, ela salva a página toda em apenas um arquivo. Diferente do navegador, que salva um arquivo *.html e um diretório cheio de outros arquivos.

Além disso, a SingleFile tem alguns truques avançados:

  • Gera resultados mais fiéis, graças a algumas técnicas pouco ortodoxas no processo de cópia da página web, como converter imagens para o formato *.svg.
  • Permite salvar múltiplas abas de uma vez só. (Clique com o botão direito do mouse no ícone para acessar essas opções.)
  • Oferece a opção de anotar e comentar as páginas antes de salvá-las. (Esta opção também está no menu do botão direito.)

O mais legal? É uma extensão gratuita e praticamente universal, com versões para os principais navegadores do mercado, incluindo o Safari (iOS e macOS) e o Firefox para Android.

E se você for do tipo que vive na linha de comando, há uma ferramenta do tipo disponível.

Links para instalar: Chrome, Edge, Firefox, Firefox (Android), Safari.

(Não-)Usando o Firefox

Não faz muito tempo, argumentei que o Firefox é o único navegador web possível. Considerando que sua base de usuários fechou julho na mínima histórica (2,74%, segundo o StatCounter), pedi ajuda no Órbita para contar a experiência de uso do navegador da Mozilla. Usá-lo parece algo raro o suficiente para valer a tour — e, numa dessas, vai que mais gente se anima a dar uma chance ao Firefox?

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