Apple esqueceu da existência do leiaute de abas “compacto” no Safari do macOS

Não estou com pressa para atualizar meus dispositivos Apple para a “safra” 26, mas o Safari do macOS… por que não?

Todo ano, a Apple libera a grande atualização do seu navegador para versões anteriores do macOS. É uma exceção à política de atualizar os aplicativos nativos do sistema com o próprio. A lista de novidades e alterações é sempre grande e a deste ano não é diferente.

Infelizmente, o Safari 26 está quebrado para as cinco pessoas que usam o leiaute de abas “compacto”. E, sim, eu sou (ou era) uma delas.

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Como remover abas do Safari “emperradas” no iCloud

As coisas na Apple funcionam até o dia em que deixam de funcionar. Um exemplo bobo, mas que me incomoda um bocado, são as abas do Safari “emperradas”, um defeito na sincronia de abas do iCloud — o recurso que me permite acessar as de um dispositivo em outros.

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Maestral: App alternativo para sincronizar arquivos com o Dropbox

Logo do Maestral: contorno branco de uma asa contra fundo verde escuro.

Lembra quando o Dropbox era um aplicativo pequeno, ágil e que só servia para sincronizar e guardar arquivos na nuvem? Saudades… Hoje, ele é um monstro pesado e cheio de funcionalidades corporativas. Talvez tenha sido necessário transformá-lo nisso, o que não consola quem só quer sincronizar arquivos e guardá-los na nuvem.

O Maestral é um cliente alternativo para Dropbox, de código aberto, escrito em Python e que promete ser leve. Segundo o site oficial, “ele fornece ferramentas poderosas de linha de comando, suporta padrões gitignore para excluir arquivos locais da sincronização e permite a sincronização de várias contas do Dropbox”. Bom demais!

Aos entendedores, além da linha de comando, o Maestral oferece apps com interfaces gráficas nativas (Cocoa no macOS, Qt no Linux). Com isso, os desenvolvedores conseguem chegar a um aplicativo ~90% menor que o oficial e que consome, em média, 80% menos memória do dispositivo. (Esse último dado, porém, varia muito de acordo com o espaço que seus arquivos ocupam no Dropbox.)

Dois alertas importantes para quem quiser dar uma chance ao Maestral:

  • Recursos avançados do Dropbox — a saber: Paper, gerenciamento de equipes e configurações de diretórios/pastas compartilhadas — não são suportados.
  • O Maestral usa a API pública do Dropbox, que não suporta transferências parciais de arquivos (“binary diff”). Isso acarreta em um uso mais intenso de dados.

E, claro, tenha em mente que é um app extraoficial.

Quem usa macOS pode baixar um instalador, contendo a interface gráfica (GUI) do Maestral. No Linux, existem dois caminhos menos amigáveis: via PyPI (GUI opcional) e imagem Docker (somente linha de comando). Todas as informações estão nesta página (em inglês).

Logo do Firefox. Silhueta de uma raposa de fogo envolta em um círculo azul.

O Firefox 138, lançado nesta terça (29), traz o aguardado gerenciador de perfis. A documentação oficial (em inglês) explica que “criar vários perfis permite que você mantenha dados de navegação, temas ou configurações separados para diferentes propósitos, como trabalho e uso pessoal”.

Há, também, novas opções de contraste com foco em acessibilidade e, no Windows 11, menus de contexto passam a ter aquele aspecto translúcido, padrão no sistema. Notas de lançamento e download.

MusicBrainz Picard identifica músicas de arquivos *.mp3 e corrige metadados automaticamente

Ícone/logo do Picard.

Na minha primeira tentativa de trocar o streaming por arquivos *.mp3, um dos problemas com que me deparei foi o de organização: como padronizar os metadados das músicas?

A solução que me era conhecida à época, editar manualmente cada canção, era impraticável. Quem tem tempo para isso?

Na segunda (e, desta vez, bem sucedida) tentativa, em 2024, topei com um aplicativo gratuito que é quase bom demais para ser real, o MusicBrainz Picard (Linux, macOS, Windows).

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Detalhe do ícone de uma seta à direita e o rótulo “Continuar“, repetido à direita mostrando a diferença em píxeis (17 contra 19) do distanciamento do ícone para as bordas do botão.
Imagem: Manual do Usuário.

Ah, a boa e velha atenção aos detalhes da Apple! Após atualizar o macOS para a versão 15.4.1, somos brindados com mais um pedido para ativar a Apple Intelligence e esse ícone de uma seta visivelmente desalinhado.

Pinta 3.0

Logo do Pinta: pincel inclinado ao lado de uma bisnaga de tinta.

Saiu o Pinta 3.0, nova versão do editor de imagens levinho, tendo como destaque a migração para o GTK 4 e a Libadwaita — em outras palavras, a bem-vinda modernização do aplicativo para o Gnome.

Embora isso, por si só, já traga uma série de melhorias “de graça” ao Pinta, não é a única. Há novidades visíveis (novos ícones, menu, seletor de cores e camadas inteligentes) e por baixo dos panos (ajustes dinâmicos para diferentes tamanhos de e orientações de tela, suporte a gestos, mais velocidade e, espera-se, menos falhas).

O suporte a add-ins, que havia sido removido temporariamente na série 2.x, está de volta. Por ora, apenas dois fizeram a “passagem”, mas os desenvolvedores dizem que “é provável que mais sejam portados para esta versão e lançamentos futuros”.

A origem do Pinta remonta ao Paint.NET do Windows, ou seja, a proposta é ser um editor de imagens simples, mas nem tanto; o elo perdido entre o Paint e o Photoshop. O código é aberto e o app é compilado para Linux, macOS (agora com suporte a chips Apple), OpenBSD e Windows.

Deixem as nossas interfaces em paz

Não é de agora que sinto desconforto quando sei que algum software que uso passou por uma “grande atualização”.

Veja o caso do app do Jellyfin para Roku OS.

No dia 26/3 saiu uma grande atualização, versão 3.0.0, que os próprios desenvolvedores definiram como “😵‍💫 o lançamento ‘alguém me explica o que está acontecendo’ 🤷”. Mau sinal. De acordo com a lista de alterações, ela foi baseada em um “fork” (derivado), bem diferente da versão estável/oficial anterior que a nova substituiu.

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Nesta segunda (31/3), a Apple liberou atualizações para seus sistemas que habilitam a Apple Intelligence (AI; recursos de IA generativa) no Brasil, em português local. No rodapé desta página é possível ver os dispositivos vítimas, digo, compatíveis com a AI.

Dado o estado aquém do ideal (para dizer o mínimo) da Apple Intelligence, e o fato de que ela exige 7 GB (!) de espaço para funcionar, não é absurda a ideia de desativá-la. Para isso, abra os Ajustes, depois entre em Apple Intelligence e Siri e desative o botão referente à AI.

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Calibre 8.0: Melhorias no suporte a dispositivos Kobo, um novo “motor neural” que lê os livros com uma voz mais realista e melhorias diversas no visualizador de livros digitais são alguns destaques desta atualização grande do Calibre. (Atente que já tem a versão 8.0.1 disponível.) / Linux, macOS, Windows

Day One: O popular app de diários da Automattic chegou ao Windows. Por tempo limitado, o uso não contará contra o limite de dispositivos, ou seja, pode ser usado de graça. / Windows

Debian 12.10: Atualização ponto-qualquer-coisa do Debian é aquilo: correções de segurança (43) e bugs (66) e pequenos ajustes, nada que vá mudar a sua vida ao mesmo tempo em que não custa nada (e é recomendável) instalá-las. / Linux

elementary OS 8.0.1: Ao contrário do Debian, esta atualização x.0.1 do elementary OS tem bastante coisa nova — poderia, fácil, ter sido uma 8.1. (Dilemas do versionamento de softwares.) Muitos detalhes e imagens no post. / Linux

digiKam 8.6: O gerenciador de imagens do KDE ganhou melhorias em reconhecimento facial, etiquetas (tags), filtros por qualidade de imagens e até corretor de olhos vermelhos (isso ainda é um problema?). / macOS, Linux, Windows

Daruma: Uma lista de tarefas baseada naquele bonequinho tradicional japonês, em que você pinta o olho direito com sua “tarefa”, depois o esquerdo quando ela se realiza e, no fim do ano, queima o coitado. (Eu não sabia dessa última parte; foi o desenvolvedor que disse que é assim.) / macOS

LookAway 1.11: Já falei do LookAway no Manual: um aplicativo da barra de menus para te lembrar de tirar os olhos do monitor. Esta atualização traz suporte a automações e compatibilidade com os filtros de foco, além de outras novidades menores. / macOS

MacWhisper 12.0/12.1: Esta grande atualização passa a identificar automaticamente as pessoas que estão falando em um áudio. (É um app que transcreve falas usando o LLM Whisper, da OpenAI.) A novidade é só para a versão Pro (paga), porém. / macOS

Openvibe 1.9: Agora o Openvibe se lembra da posição na timeline, facilitando continuar o “doomscrolling” de onde você havia parado. (É um app para acompanhar Bluesky, Mastodon, Nostr e Threads ao mesmo tempo 😵‍💫) / Android, iOS

PeerTube 7.1: O leiaute de algumas áreas foi melhorado e, agora, o PeerTube pode ser usado para hospedar podcasts. / Web

Vivaldi 7.2 (Android, iOS): Três atualizações com a mesma numeração, mas com novos recursos e alterações distintas em cada plataforma. Não vou detalhá-las aqui; clique nos links ali e descubra por conta própria. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Bluesky: Vídeos agora podem ter até 3 minutos de duração (antes, o teto era de 1 minuto). As DMs passam a ter um filtro de triagem para novos remetentes, provavelmente para conter o envio de spam. / Android, iOS, Web

Pocket Casts: O web player, antes restrito a assinantes pagantes, foi aberto a todos — funciona até sem uma conta gratuita no serviço. / Web

TikTok: Mudanças para famílias. Horários de pausa de menores de idade podem ser definidos pelos pais/responsáveis. Esses também passam a ter acesso a listas da conta do menor — quem ele segue, por quem é seguido e quem bloqueou. Após as 22h, menores de idade serão agraciados com um “recurso de relaxamento” (?). / Android, iOS

Tuta Calendar: Ganhou regras avançadas para repetições de eventos e uma nova visualização de três dias. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

1Password: O app agora apresenta senhas salvas com base na localização física. Tem até um mapa com as senhas em seus respectivos locais. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows

Firefox 136.0: As abas verticais nativas chegaram ao Firefox. / Linux, macOS, Windows

Ivory 2.3: Suporte a notificações agrupadas e a outras aplicações além do Mastodon, como GoToSocial. / iOS, macOS

KeePassXC 2.7.10: Os destaques são o novo importador de senhas do Proton Pass e a opção de alterar o tamanho da fonte da interface. / Linux, macOS, Windows

OpenCloud: Novo fork do OwnCloud, com foco em simplificar o gerenciamento de arquivos e oferecer uma interface agradável. / Web

Thunderbird 136.0: Melhorias no modo escuro e outras menores. Esta versão marca a mudança do ciclo de lançamentos mensal como padrão para o Thunderbird. / Linux, macOS, Windows

Thunderbird foca em lançamentos mensais e confirma versão para iOS

O Thunderbird 136.0, lançado na terça (4), traz melhorias no modo escuro, filtros no menu de contexto do painel de pastas, uma nova área Aparência nas configurações e outras pequenas melhorias e correções.

O mais importante, porém, é que esta versão inicia uma mudança importante no modelo de distribuição. O canal Release, com atualizações mensais, passa a ser o padrão, substituindo o ESR (anuais). Por ora, apenas instalações manuais podem ser convertidas; as distribuídas por lojas de apps e repositórios ficaram para depois. O procedimento é descrito nesta página (em inglês).

Em tempo: o social media do Thunderbird está tendo trabalho para avisar a incautos que o app não adotará os termos de uso do Firefox.

Em tempo 2: vem aí o Thunderbird para iOS. O trabalho ainda é bem incipiente e a expectativa é ter uma versão alpha acessível ao público no final do ano. E “para dosar expectativas de antemão, as funcionalidades [no iOS] serão bem básicas” porque será um app feito do zero.

A Tapbots informou que está desenvolvendo o Phoenix, um app de iOS e macOS para acessar o Bluesky — nos mesmos moldes do que o Ivory é para o Mastodon e o Tweetbot foi para o finado Twitter. Deve ser lançado em meados de 2025.