Paleta de Comandos é melhor que o menu Iniciar

Logo do Microsoft PowerToys.

Entendo que tradição e poder de marcar têm muito peso, o que explica a comoção em torno de qualquer mudança envolvendo o menu Iniciar do Windows.

O que não entendo é a Microsoft escantear uma ferramenta aparentemente tão legal como a Paleta de Comandos, o mais novo integrante dos PowerToys, conjunto de utilitários (de código aberto!) da própria Microsoft para o Windows. Ela foi lançada na versão 0.90, do final de março.

A Paleta de Comandos é um “lançador”, similar ao Spotlight do macOS. Aperte Win + Alt + Barra de espaço para invocá-lo e digite o que deseja. (É possível mudar esse atalho no teclado nas configurações.)

À primeira vista, não é nada muito diferente de apertar a tecla Win e começar a digitar o nome de um aplicativo ou arquivo. A Paleta de Comandos faz isso também. Só que ela faz muito mais:

  • Executar comandos (usando o comando >).
  • Alternar entre janelas abertas.
  • Realizar cálculos.
  • Acessar sites ou fazer pesquisas na web.
  • Executar comandos do sistema.

Outra característica legal é que ela é extensível. A própria Paleta de Comandos tem um “criador de extensões” baseado em perguntas de um formulário. Quem tem intimidade com código pode criar com mais precisão. Não manja nada? Dá para pesquisar e instalar extensões.

Aqui do outro lado, no macOS, nunca uso o mais próximo que a Apple oferece do menu Iniciar, o Launchpad. (Ou é a Dock?) Sempre uso o Spotlight mesmo e, salvo raras ocasiões em que me esqueço do nome de um app de uso esporádico, é o modo mais rápido de abrir qualquer app no computador.

Meu comportamento é fora da média? As pessoas realmente abrem o menu Iniciar (ou o Launchpad), encontram o ícone do app que querem e clicam com o mouse?

Enfim, fica a dica para quem usa Windows: Paleta de Comandos. O app é gratuito.

Maestral: App alternativo para sincronizar arquivos com o Dropbox

Logo do Maestral: contorno branco de uma asa contra fundo verde escuro.

Lembra quando o Dropbox era um aplicativo pequeno, ágil e que só servia para sincronizar e guardar arquivos na nuvem? Saudades… Hoje, ele é um monstro pesado e cheio de funcionalidades corporativas. Talvez tenha sido necessário transformá-lo nisso, o que não consola quem só quer sincronizar arquivos e guardá-los na nuvem.

O Maestral é um cliente alternativo para Dropbox, de código aberto, escrito em Python e que promete ser leve. Segundo o site oficial, “ele fornece ferramentas poderosas de linha de comando, suporta padrões gitignore para excluir arquivos locais da sincronização e permite a sincronização de várias contas do Dropbox”. Bom demais!

Aos entendedores, além da linha de comando, o Maestral oferece apps com interfaces gráficas nativas (Cocoa no macOS, Qt no Linux). Com isso, os desenvolvedores conseguem chegar a um aplicativo ~90% menor que o oficial e que consome, em média, 80% menos memória do dispositivo. (Esse último dado, porém, varia muito de acordo com o espaço que seus arquivos ocupam no Dropbox.)

Dois alertas importantes para quem quiser dar uma chance ao Maestral:

  • Recursos avançados do Dropbox — a saber: Paper, gerenciamento de equipes e configurações de diretórios/pastas compartilhadas — não são suportados.
  • O Maestral usa a API pública do Dropbox, que não suporta transferências parciais de arquivos (“binary diff”). Isso acarreta em um uso mais intenso de dados.

E, claro, tenha em mente que é um app extraoficial.

Quem usa macOS pode baixar um instalador, contendo a interface gráfica (GUI) do Maestral. No Linux, existem dois caminhos menos amigáveis: via PyPI (GUI opcional) e imagem Docker (somente linha de comando). Todas as informações estão nesta página (em inglês).

Logo do Firefox. Silhueta de uma raposa de fogo envolta em um círculo azul.

O Firefox 138, lançado nesta terça (29), traz o aguardado gerenciador de perfis. A documentação oficial (em inglês) explica que “criar vários perfis permite que você mantenha dados de navegação, temas ou configurações separados para diferentes propósitos, como trabalho e uso pessoal”.

Há, também, novas opções de contraste com foco em acessibilidade e, no Windows 11, menus de contexto passam a ter aquele aspecto translúcido, padrão no sistema. Notas de lançamento e download.

MusicBrainz Picard identifica músicas de arquivos *.mp3 e corrige metadados automaticamente

Ícone/logo do Picard.

Na minha primeira tentativa de trocar o streaming por arquivos *.mp3, um dos problemas com que me deparei foi o de organização: como padronizar os metadados das músicas?

A solução que me era conhecida à época, editar manualmente cada canção, era impraticável. Quem tem tempo para isso?

Na segunda (e, desta vez, bem sucedida) tentativa, em 2024, topei com um aplicativo gratuito que é quase bom demais para ser real, o MusicBrainz Picard (Linux, macOS, Windows).

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Pinta 3.0

Logo do Pinta: pincel inclinado ao lado de uma bisnaga de tinta.

Saiu o Pinta 3.0, nova versão do editor de imagens levinho, tendo como destaque a migração para o GTK 4 e a Libadwaita — em outras palavras, a bem-vinda modernização do aplicativo para o Gnome.

Embora isso, por si só, já traga uma série de melhorias “de graça” ao Pinta, não é a única. Há novidades visíveis (novos ícones, menu, seletor de cores e camadas inteligentes) e por baixo dos panos (ajustes dinâmicos para diferentes tamanhos de e orientações de tela, suporte a gestos, mais velocidade e, espera-se, menos falhas).

O suporte a add-ins, que havia sido removido temporariamente na série 2.x, está de volta. Por ora, apenas dois fizeram a “passagem”, mas os desenvolvedores dizem que “é provável que mais sejam portados para esta versão e lançamentos futuros”.

A origem do Pinta remonta ao Paint.NET do Windows, ou seja, a proposta é ser um editor de imagens simples, mas nem tanto; o elo perdido entre o Paint e o Photoshop. O código é aberto e o app é compilado para Linux, macOS (agora com suporte a chips Apple), OpenBSD e Windows.

As principais novidades do Gnome 48 “Bengaluru”, lançado nesta quarta (19), são invisíveis, com destaque para o buffering triplo dinâmico, otimização que levou cinco anos (!) para ficar pronta e promete uma interface mais suave em computadores fracos/antigos.

A mais visível, arrisco dizer, deve ser as novas fontes da interface, Adwaita Sans (modificação da famosa Inter) e Adwaita Mono (baseada na Iosevka).

Esta página lista estas e outras novidades, com várias imagens. Por ora, o Gnome 48 está disponível no Gnome OS. Até o fim do ano deverá chegar a distros populares, como Fedora e Ubuntu.

GIMP 3.0

Logo do GIMP: desenho do rosto de uma raposa (?) segurando um pincel com a boca.

Você sabia que o conjunto de ferramentas para interfaces GTK nasceu como um acrônimo de “GIMP ToolKit”? O que soa irônico que apenas agora, quatro anos após o lançamento do GTK 4, o GIMP foi adaptado ao GTK 3.

Detalhes à parte, o GIMP 3.0.0 é “o primeiro lançamento da nova geração na manipulação de imagens”. As notas da versão são bem extensas. Pinço algumas novidades mais relevantes:

  • Suporte ao Wayland.
  • Suporte melhorado a telas de alta definição (HDPI).
  • Suporte melhorado a telas sensíveis a toques.
  • Melhorias na edição não-destrutiva.
  • Muitas melhorias em diversas ferramentas de edição.

Quem trabalha com (e entende melhor que eu de) edição de imagens vai se deliciar com as notas completas.

Apesar da fama de complexo, o GIMP é uma alternativa livre e de código aberto viável a aplicativos de edição de imagens comerciais, como Photoshop e Affinity. É muito bom saber que seu desenvolvimento continua ativo.

Por ora, apenas os instaladores para Linux da versão final foram liberados, em dois formatos: AppImage e Flatpak. As versões do macOS e Windows devem ser liberadas em breve, junto com um anúncio no site oficial.

Desta vez o Manual, que sempre se gaba de ser o último a dar notícias, foi afoito e não esperou pelo anúncio oficial. Agora, sim: anúncio no blog do GIMP, notas de lançamento (com imagens) e links para baixar os instaladores para Linux, macOS e Windows.

Tasks é o melhor app de listas de tarefas para Android

Logo do Tasks, um “check” branco dentro de um círculo azul.

Minha busca terminou: acho que encontrei um bom aplicativo de listas de tarefas e lembretes para Android. É o Tasks (.org; não confundir com o Google Tasks).

Interface simples, mas com recursos avançados, o Tasks é exclusivo para Android e oferece várias maneiras de sincronizar as listas e tarefas com outros apps.

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LocalSend é um AirDrop multiplataforma, gratuito e de código aberto

Ícone do LocalSend: círculo verde com contorno pontilhado na mesma cor.

O AirDrop é um dos recursos mais legais da alardeada integração entre dispositivos da Apple. O Android ganhou algo parecido recentemente, o QuickShare, mas que não resolve o problema de quem precisa transferir arquivos entre dispositivos com sistemas diferentes — de um iPhone para um Android, por exemplo.

É aí que entram soluções de terceiros como o LocalSend, com aplicativos para Android, iOS, Linux, macOS e Windows.

Após instalar os clientes (apps), basta deixar os dispositivos na mesma rede para transferir arquivos, diretórios inteiros, textos e até o conteúdo da área de transferência.

As transferências com o LocalSend são criptografadas de ponta a ponta. Os apps são gratuitos, de código aberto e sem anúncios. É daquelas pérolas do FOSS.

Como nada é perfeito, você talvez estranhe a interface em dispositivos diferentes do Android. Isso acontece por ele ser desenvolvido com o Flutter, um SDK do Google que, não sei se por padrão ou por desleixo dos desenvolvedores, resulta em apps que não se adaptam direito aos paradigmas e identidade visual de cada plataforma.

O importante é que o LocalSend cumpre o que promete e pode ser uma salvação em casas, escritórios e empresas em que se usam dispositivos diversificados.

Se preferir algo mais direto, que precisa de internet, mas dispensa a instalação de um aplicativo, vale dar uma olhada no SnapDrop.