O Firefox 138, lançado nesta terça (29), traz o aguardado gerenciador de perfis. A documentação oficial (em inglês) explica que “criar vários perfis permite que você mantenha dados de navegação, temas ou configurações separados para diferentes propósitos, como trabalho e uso pessoal”.
Na minha primeira tentativa de trocar o streaming por arquivos *.mp3, um dos problemas com que me deparei foi o de organização: como padronizar os metadados das músicas?
A solução que me era conhecida à época, editar manualmente cada canção, era impraticável. Quem tem tempo para isso?
Na segunda (e, desta vez, bem sucedida) tentativa, em 2024, topei com um aplicativo gratuito que é quase bom demais para ser real, o MusicBrainz Picard (Linux, macOS, Windows).
Saiu o Pinta 3.0, nova versão do editor de imagens levinho, tendo como destaque a migração para o GTK 4 e a Libadwaita — em outras palavras, a bem-vinda modernização do aplicativo para o Gnome.
Embora isso, por si só, já traga uma série de melhorias “de graça” ao Pinta, não é a única. Há novidades visíveis (novos ícones, menu, seletor de cores e camadas inteligentes) e por baixo dos panos (ajustes dinâmicos para diferentes tamanhos de e orientações de tela, suporte a gestos, mais velocidade e, espera-se, menos falhas).
O suporte a add-ins, que havia sido removido temporariamente na série 2.x, está de volta. Por ora, apenas dois fizeram a “passagem”, mas os desenvolvedores dizem que “é provável que mais sejam portados para esta versão e lançamentos futuros”.
A origem do Pinta remonta ao Paint.NET do Windows, ou seja, a proposta é ser um editor de imagens simples, mas nem tanto; o elo perdido entre o Paint e o Photoshop. O código é aberto e o app é compilado para Linux, macOS (agora com suporte a chips Apple), OpenBSD e Windows.
As principais novidades do Gnome 48 “Bengaluru”, lançado nesta quarta (19), são invisíveis, com destaque para o buffering triplo dinâmico, otimização que levou cinco anos (!) para ficar pronta e promete uma interface mais suave em computadores fracos/antigos.
A mais visível, arrisco dizer, deve ser as novas fontes da interface, Adwaita Sans (modificação da famosa Inter) e Adwaita Mono (baseada na Iosevka).
Esta página lista estas e outras novidades, com várias imagens. Por ora, o Gnome 48 está disponível no Gnome OS. Até o fim do ano deverá chegar a distros populares, como Fedora e Ubuntu.
Você sabia que o conjunto de ferramentas para interfaces GTK nasceu como um acrônimo de “GIMP ToolKit”? O que soa irônico que apenas agora, quatro anos após o lançamento do GTK 4, o GIMP foi adaptado ao GTK 3.
Detalhes à parte, o GIMP 3.0.0 é “o primeiro lançamento da nova geração na manipulação de imagens”. As notas da versão são bem extensas. Pinço algumas novidades mais relevantes:
Suporte ao Wayland.
Suporte melhorado a telas de alta definição (HDPI).
Suporte melhorado a telas sensíveis a toques.
Melhorias na edição não-destrutiva.
Muitas melhorias em diversas ferramentas de edição.
Quem trabalha com (e entende melhor que eu de) edição de imagens vai se deliciar com as notas completas.
Apesar da fama de complexo, o GIMP é uma alternativa livre e de código aberto viável a aplicativos de edição de imagens comerciais, como Photoshop e Affinity. É muito bom saber que seu desenvolvimento continua ativo.
Por ora, apenas os instaladores para Linux da versão final foram liberados, em dois formatos: AppImage e Flatpak. As versões do macOS e Windows devem ser liberadas em breve, junto com um anúncio no site oficial.
O Firefox 136 para computadores, já disponível, traz uma novidade há muito aguardada por uma galera que usa o navegador da Mozilla: suporte nativo a abas verticais.
Para ativar esse modo alternativo, clique com o botão direito do mouse na barra das abas e, no menu, clique na opção Ativar abas na vertical.
Minha busca terminou: acho que encontrei um bom aplicativo de listas de tarefas e lembretes para Android. É o Tasks (.org; não confundir com o Google Tasks).
Interface simples, mas com recursos avançados, o Tasks é exclusivo para Android e oferece várias maneiras de sincronizar as listas e tarefas com outros apps.
O AirDrop é um dos recursos mais legais da alardeada integração entre dispositivos da Apple. O Android ganhou algo parecido recentemente, o QuickShare, mas que não resolve o problema de quem precisa transferir arquivos entre dispositivos com sistemas diferentes — de um iPhone para um Android, por exemplo.
É aí que entram soluções de terceiros como o LocalSend, com aplicativos para Android, iOS, Linux, macOS e Windows.
Após instalar os clientes (apps), basta deixar os dispositivos na mesma rede para transferir arquivos, diretórios inteiros, textos e até o conteúdo da área de transferência.
As transferências com o LocalSend são criptografadas de ponta a ponta. Os apps são gratuitos, de código aberto e sem anúncios. É daquelas pérolas do FOSS.
Como nada é perfeito, você talvez estranhe a interface em dispositivos diferentes do Android. Isso acontece por ele ser desenvolvido com o Flutter, um SDK do Google que, não sei se por padrão ou por desleixo dos desenvolvedores, resulta em apps que não se adaptam direito aos paradigmas e identidade visual de cada plataforma.
O importante é que o LocalSend cumpre o que promete e pode ser uma salvação em casas, escritórios e empresas em que se usam dispositivos diversificados.
Se preferir algo mais direto, que precisa de internet, mas dispensa a instalação de um aplicativo, vale dar uma olhada no SnapDrop.
O maior (único?) problema em usar outro mouse que não o da Apple no macOS é a perda da rolagem suave, também chamada de “rolagem cinética”.
Talvez seja um detalhe bobo, mas um tão agradável que sinto falta quanto não está disponível.
Anos atrás, quando troquei o trackpad do notebook por um mouse barateza, encontrei a solução em um aplicativo esquisito, gratuito e de código aberto, chamado MOS.
O meu rol de extensões no navegador é bem enxuto, e a maioria delas roda em segundo plano; são do tipo “configure e esqueça”. A SingleFile é uma exceção.
A função dessa extensão é salvar páginas web. “Ok, mas o próprio navegador já faz isso”, você pode pensar. Sim, mas a SingleFile faz de um jeito melhor.
Como o nome entrega, ela salva a página toda em apenas um arquivo. Diferente do navegador, que salva um arquivo *.html e um diretório cheio de outros arquivos.
Além disso, a SingleFile tem alguns truques avançados:
Gera resultados mais fiéis, graças a algumas técnicas pouco ortodoxas no processo de cópia da página web, como converter imagens para o formato *.svg.
Permite salvar múltiplas abas de uma vez só. (Clique com o botão direito do mouse no ícone para acessar essas opções.)
Oferece a opção de anotar e comentar as páginas antes de salvá-las. (Esta opção também está no menu do botão direito.)
O mais legal? É uma extensão gratuita e praticamente universal, com versões para os principais navegadores do mercado, incluindo o Safari (iOS e macOS) e o Firefox para Android.