Do Babel Fish ao Cambly, é mais fácil aprender inglês com a ajuda da tecnologia

Ilustração do Peixe Babel d'O Guia do Mochileiro das Galáxias.

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Cambly

O Peixe Babel é uma espécie fictícia que aparece na série literária O guia do mochileiro das galáxias, do escritor inglês Douglas Adams. Quando alguém coloca o peixinho dourado no ouvido, passa a compreender imediatamente todos os idiomas falados no universo.

A ficção inspirou um serviço de tradução rudimentar nos primórdios da internet, o Babel Fish. Lançado em 1997 pelo AltaVista, o “Google” da época, a pretensão era similar à do pequeno animal do universo criado por Adams, só que em escala planetária: traduzir instantaneamente os idiomas mais populares falados na Terra.

A ideia era boa e a sacada para o nome do serviço, genial. Só faltou combinar com a tecnologia. Na época, os sistemas computacionais, incluindo o usado por tradutores como o Babel Fish, recorriam ao que se chama abordagem estatística. “Ela é baseada em modelos de exemplos. Se eu tenho um texto em português e um em alemão, começo a estimar probabilidades de quais seriam as frases mais prováveis de um lado para o outro”, explica Gabriel Arruda, cientista de dados especializado em linguagem natural e mestre pela EACH-USP.

A abordagem estatística funciona, mas tem uma série de limitações que geram erros nas traduções impossíveis de ignorar. A definição pejorativa “tradução do Google”, alusão aos resultados de baixa qualidade gerados pelo Google Tradutor, ainda é sinônimo de tradução mal feita. Falta a essa abordagem o contexto para entender a melhor tradução há várias possíveis para uma palavra ou sentença.

O jogo virou com o surgimento das redes neurais, uma das técnicas embaixo do guarda-chuva da inteligência artificial. “Assim como foi para boa parte da área de ‘machine learning’ em texto, as redes neurais têm um poder de representatividade maior, então semântica, ortografia, todas essas coisas são mais fáceis de imputar num modelo de rede neural do que num modelo clássico estatístico”, prossegue Arruda. “Na verdade, é uma evolução: a ideia é a mesma — ter exemplos de um lado e do outro —, mas a rede neural é um modelo mais genérico e poderoso em que se consegue representar complexidades que no modelo estatístico não tem muito jeito”.

Para dar um exemplo já clássico da área: uma rede neural é capaz de auferir que a esposa de um rei é uma rainha, mesmo inexistindo instrução codificada indicando isso previamente. Estenda o raciocínio aos idiomas e o que se tem são sistemas automatizados de tradução que melhoram significativamente da noite para o dia.

O Google Tradutor, que há muito substituiu o Babel Fish como o principal serviço de tradução automática na internet, deu um salto qualitativo quando adotou redes neurais, em 2016. De acordo com o Google, a troca reduziu a incidência de erros em 80% e fez com que as traduções se tornassem quase indistinguíveis das de humanos em testes padronizados.

A maior precisão deu ao Google confiança para usar seu sistema de traduções como base para produtos mais específicos. A empresa lançou uma espécie de Peixe Babel real em 2017 na forma dos Pixel Buds, fones de ouvido sem fios que traduzem quase instantaneamente alguns idiomas a partir da fala. Ainda era meio desajeitado, mas um passo firme na direção do peixe fictício de Adams.

Mesmo que os Pixel Buds fossem perfeitos, ainda não seriam idênticos ao Peixe Babel. Não apenas por dispensar a inserção de um animal vivo no canal auricular (ufa!), mas porque o peixe não traduz instantaneamente, ele altera padrões cerebrais de modo que seu hospedeiro passe a entender idiomas que lhe são estranhos.

No mundo real, entender um idioma diferente sem auxílios externos ainda exige muito estudo e dedicação. A tecnologia ajuda aqui também, afinal ela é indissociável de praticamente todas as nossas atividades, mas o fator humano deve continuar presente na aprendizagem de línguas por tempo indefinido. “Inúmeros estudos mostram como o relacionamento pessoal (e vínculo emocional) aceleram e aprofundam o aprendizado. A troca que existe entre professor e aluno dificilmente algum computador vai ser capaz de reproduzir”, explica Carol Zarur, CEO do Cambly no Brasil.

Mulher conversando com professora de inglês do Cambly usando em um notebook.
Foto: Cambly/Divulgação.

O Cambly é uma plataforma que conecta pessoas interessadas em aprender inglês a professores falantes nativos do idioma. Basta agendar um horário (ou escolher um professor que esteja disponível no momento) e começar a conversar. Para Carol, o método do Cambly ajuda a “tornar natural e corriqueira a conversação em inglês com a pronúncia nativa, construindo a autoestima do aluno de estar preparado para qualquer situação internacional que precise enfrentar”.

Além disso, prossegue ela, as conversas geram uma troca cultural muito grande e o aluno aprende e permite adquirir uma fluência mais natural: “A prática com falantes nativos possibilita uma fala mais fluida e natural, com o uso de abreviações, pausas e ritmo caraterísticos da língua”.

A tecnologia ainda está longe de proporcionar um Peixe Babel na vida real, mas não é menos fascinante pegar o computador ou o celular e, com alguns toques, poder aprender inglês com um professor nativo de outro país na mesma hora.

Oferecimento: Cambly

Notebook e celular com o Cambly aberto em uma mesa com uma plantinha do lado direito.
Foto: Cambly/Divulgação.

Leitores do Manual do Usuário podem fazer uma aula grátis no Cambly, pelo site ou no app (Android e iOS), usando o cupom MANUALDOUSUARIO. Cadastre-se aqui. O Cambly é a única plataforma online sob demanda de aulas particulares de inglês baseadas na conversação com falantes nativos do idioma.

Para leitores com filhos de idades entre 3 e 14 anos, o Cambly disponibiliza uma aula experimental de 30 minutos por apenas R$ 1 do Cambly Kids. Siga por este link.

Transparência: Esta matéria foi financiada pelo Cambly. A definição da pauta foi feita em conjunto e o Cambly revisou o texto antes da publicação.

Foto do topo: Anna-Maria Oléhn/Flickr.

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