Com muita rapidez para os padrões da Microsoft, levou menos de um mês para que a implementação de apps patrocinados no menu Iniciar do Windows 11 fosse da divulgação à liberação para usuários finais (KB5036980).

Para desativá-los, entre em Configurações, depois Personalização e Iniciar, e desative a opção Mostrar recomendações para dicas, promoções de aplicativo e muito mais.

O Windows é um caso a ser estudado. O tanto de abusos que usuários que confiam ou dependem do sistema são capazes de tolerar vindos da fornecedora não é pouca coisa.

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24 comentários

  1. aiai, como sempre um bom monopólio fazend o que monopólio faz. li um monte de opiniões aqui e sinceramente, usuário se irrita sim com essas coisas, não é vocal, mas se irrita. Outro ponto é que não tem concorrência, não por qualidade, mas porque não dá pra competir com algo que foi martelado na cabeça de todo mundo como sinônimo de computador ué. Até porque muita gente hoje usa ou gdocs ou office 365, nem precisa de windows pra usar essas coisas.
    Igual intel, faz um bom tempo amd tá a frente em preço e performance em processadores, mas aqui todo mundo que me pergunta o que uso de computador e qual note recomendar a pessoa sempre pergunta qual o processador, qual o inúmero comparável e porque eu não uso intel, já que é o melhor. E tô falando de usuário final, professores, gente que usa planilha ou qualquer coisa dessas, o intel inside fez isso e sinônimo de note/pc pras pessoas no geral são windows/intel.

  2. Mesmo que a gente considere o windows para usuário domésticos, o número de uso em empresas ainda é dominante. Pra mim foi uma jogada suja. Porque mesmo que um usuário doméstico compre um computador novo já com a licença, ele também pagou por ela.

    Outro fato interessante é que, o número de usuários que atualizaram o windows de graça lá no passado foi grande. Se isso impactou na distribuição do windows, talvez explique essa maluquice de colocar propaganda.

  3. Como diria o professor Paulo Kretcheu: o usuário de Windows não é culpado; ele é uma vítima

  4. Até me admiro como eles não fizeram isso antes, pois praticamente não tem concorrência.
    Sejamos francos, é um sistema que funciona muito bem pelo que se propoe, e tambem os softwares desenvolvidos para ele. Ninguém vai migrar pra linux ou macos ($$$) por causa de umas propagandas.

  5. A Microsoft é uma empresa pequena, gente. Tem que fazer fluxo de caixa de alguma forma.

    1. Boa!! 😂🤣
      Nessa linha, até hoje não entendo porque o jogo paciência, android, tem propaganda? A MS vai quebrar se liberar o jogo gratuitamente?

  6. Pior que o windows 11 é que, mesmo com tudo que a ms faz para tentar ativamente destruir esse sistema, ele nunca vai parar de ser relevante.
    Quando terminar ano que vem o 10, onde o bloqueio desnecessário do 11 vai impedir um monte de gente a atualizar…. nada muda. Nunca nada muda. Vão todos usar um sistema inseguro e fuck it.

    Mas a real é que quem reclama disso invariavelmente são os que sabem configurar para não aparecer, possuem algum ad block na rede que impede por completo, simplesmente instalou outro iniciar, ou usa o alt+space junto com powertoys.

    Não é que “O tanto de abusos que usuários que confiam ou dependem do sistema são capazes de tolerar vindos da fornecedora não é pouca coisa” – usuários NÃO LIGAM. De verdade.

    1. A maioria nem vai perceber que houve essa mudança ou, se perceber, nem vai entender como algo nocivo, mas sim irrelevante. A gente, por se interessar pela área, as vezes dá uma importância extraordinária para coisas que passam totalmente despercebidas pelo usuário comum.

    2. Essa opinião subestima um bocado as pessoas. É possível que elas liguem, mas não saibam o que fazer/como corrigir ou que alternativas existem (e, mesmo que sim, a barreira para migrar é alta).

      Se as pessoas não ligassem para nada, o Edge teria a mesma fatia de mercado do Windows, por ser o padrão e por toda a forçada de barra da Microsoft para enfiar o Edge goela abaixo dos usuários. E, ainda assim, ele não, apenas porque é fácil trocar o navegador padrão por outro.

      1. O kadu tem razão, a maioria nem vai perceber.
        Eu Trabalho com suporte e a percepção da maioria das pessoas é bem diferente das que frequentam fóruns de tecnologia.
        E a sua comparação com o Edge não faz sentido.

          1. É que o Edge chegou tarde, quando o Chrome já estava mais do que consolidado no imaginário popular. Para o usuário comum, o Chrome está para a web assim como o Windows está para o PC.

            Eu diria, até, que o fato de o Chrome persistir com um market share tão alto é justamente mais uma evidência de que o usuário comum não se importa, pois, tecnicamente, sobram motivos para adotar outros navegadores.

            Certo, o usuário comum instala o Windows e precisa dar um passo a mais para instalar o Chrome — mas ele não faz isso porque o Chrome é melhor do que o Edge, ele faz isso justamente porque ele não se importa com tecnicalidades, ele só vai para onde está mais acostumado, pro seu lugar comum. Isso quando é o próprio usuário que faz, pois muitas vezes isso é feito por terceiros (nas empresas, por exemplo).

          2. @ Kadu

            Quando o Chrome foi lançado, em 2008, o Internet Explorer ainda tinha ~70% do mercado. O Google jogou pesado para emplacá-lo, mas se as pessoas realmente não se importassem, elas continuariam usando o IE e vida que segue.

          3. Entrando na discussão, penso assim:

            O usuário leigo sempre pede a um usuário mais avançado ou suporte para recomendar e/ou preparar o computador para seu uso. No caso da visão do “Chrome como internet”, existe o ponto que a Google por muito tempo propagandeou o Chrome e fazia de tudo para “forçar” a ser instalado na máquina do usuário. Só entrar no Google por outro navegador sem adblock para ver.

            Quando o Internet Explorer começou a ter problemas de segurança, apesar do Firefox estar na frente em segurança, a Google tinha já o fator de ser o padrão em buscador. E com isso obviamente por bem no seu principal outdoor “Use um navegador seguro como Chrome”. Anos e anos assim, hoje o Chrome é o principal pelos esforços, lícitos e ilícitos da Google. Porque pelo usuário leigo, sem problemas usar o Internet Explorer ou o quer quer que seja, ele só quer um PC que ligue e faça o básico. Não deveria ter uma curva de aprendizado em equipamentos que ele só vai ligar, fazer o que precisa e desligar.

            Lembrando que o Android tem o Chrome como navegador padrão também.

            (Uma coisa que me veio a mente é que o Opera acaba também muitas vezes instalado por um usuário leigo que acaba atento na propaganda da mesma…)

          4. @Ghedin,

            Acho que nem tanto ao sul, nem tanto ao norte.

            De fato, você está certo quando sustenta que o usuário comum não é um ser acrítico e que faz, sim, escolhas.

            O ponto é que é preciso fazer muito para incomodar o usuário comum, tirá-lo do conforto e levá-lo a uma alternativa.

            Questões como promoção paga no Menu Iniciar, interface inconsistente, telemetria etc, são coisas que passam despercebidas para o usuário comum. Eu apostaria que nunca um usuário comum olhou para os ícones do Windows e fez uma reflexão de como eles se misturam entre estilos diferentes. Ou que vai olhar para essas recomendações do Menu Iniciar e pensar “agora a Microsoft foi longe demais”.

            Acho que o ponto é que há muitas coisas que nós, entusiastas, damos grande importância, mas o usuário comum, se experimentar uma alternativa, apenas vai falar “ah, bem legal, mas não me incomodava”.

            Isso não aconteceu quando o usuário comum trocou o IE pelo Firefox (e, depois, pelo Chrome). Naquela ocasião, a reação era mais para “nossa! A Internet realmente ficou mais rápida!!!”.

            É preciso realmente algo significativo para fazer o usuário comum sair do seu lugar de conforto. E, ironicamente, hoje o Chrome se beneficia disso.

      2. É essa a explicação que vejo para as pessoas terem feito de conta que o Windows 10 tava bom e infelizmente é a mesma coisa com o 11.

  7. Poderia esse ser um ensaio para um Windows gratuito com propaganda?

    Desde o Windows 7, todas as atualizações e upgrades foram gratuitos para quem já tinha uma cópia original (e até mesmo para quem não tinha…). A Microsoft pode estar perto de desistir completamente de vender o windows como um produto e oferecê-lo como uma assinatura ou coisa parecida.

    Combater a pirataria no usuário final não vale a pena, então por que não liberar o windows gratuitamente logo de uma vez? Acredito ser inevitável mesmo.

    Quem sabe não vão vincular uma assinatura do Office365 para um Windows “premium”? Vamos ver até onde isso vai dar…

    1. Em tese, já é gratuito para o usuário final, embora o preço seja embutido no do computador. Imagino que a parcela de usuários domésticos que montam computadores e precisem de uma licença avulsa seja ínfima.

      1. E mesmo quem precisa utiliza o emulador de licenças de windows 10/8 que te entrega uma licença original para o 11 direto da MS. E eles não parecem se importar já que tudo funciona com um comando de PowerShell.

    2. o windows ja é gratuito, no entanto possui algumas limitações.

    3. Eu acho que nunca vai haver um Windows gratuito com propaganda, porque a Microsoft pode ter o Windows pago e com propaganda kkkk