Confesso que me perdi nas atualizações do Telegram, do que está acontecendo na plataforma desde que ela se voltou à financeirização de NFTs e outras bobagens digitais.

Dito isso, ainda acompanho o canal do Pavel Durov e, sem malícia, tem dias em que por alguns segundos me pergunto por que estou seguindo o canal de um golpista até me dar conta de que é o dele. (Como os posts de hoje.) A linguagem, as promessas, a urgência e os artifícios de venda são indistinguíveis dos de um golpe. Talvez seja um grande golpe mesmo.

O site alto computer reúne um punhado de pequenos aplicativos que…

O site alto computer reúne um punhado de pequenos aplicativos que expandem as funcionalidades de apps nativos da Apple, como Lembretes e Notas. Alguns para iOS, outros para macOS.

O site DistroHub expõe links para baixar (direto ou por torrent) várias…

O site DistroHub expõe links para baixar (direto ou por torrent) várias distros Linux. Quem se enrolou para achar onde baixar o Debian no site oficial vai apreciar esse projetando.

Um plugin para WordPress que exporta posts e páginas do site/blog para um arquivo em Markdown compatível com o Bear Blog — e, provavelmente, geradores de sites estáticos. Se preferir, também dá para baixar o arquivo como becape.

Uma timeline para unir todas as outras

O lançamento do Tapestry, no início de fevereiro, consolidou uma nova categoria de apps: os que tentam criar uma linha do tempo unificada a partir de diferentes fontes que, por padrão, são como água e óleo, não se misturam.

O Tapestry se juntou a alguns outros apps também recentes — Feeeed, novo Reeder e Surf, do Flipboard1 — a fim de atacar o principal problema de plataformas sociais descentralizadas, que é… bem, a própria descentralização.

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O nome diz tudo: o WikiTok exibe verbetes aleatórios da Wikipédia em…

O nome diz tudo: o WikiTok exibe verbetes aleatórios da Wikipédia em uma interface que lembra a do TikTok. Aqui, as curtidas servem para salvar textos para ler depois.

LocalSend é um AirDrop multiplataforma, gratuito e de código aberto

Ícone do LocalSend: círculo verde com contorno pontilhado na mesma cor.

O AirDrop é um dos recursos mais legais da alardeada integração entre dispositivos da Apple. O Android ganhou algo parecido recentemente, o QuickShare, mas que não resolve o problema de quem precisa transferir arquivos entre dispositivos com sistemas diferentes — de um iPhone para um Android, por exemplo.

É aí que entram soluções de terceiros como o LocalSend, com aplicativos para Android, iOS, Linux, macOS e Windows.

Após instalar os clientes (apps), basta deixar os dispositivos na mesma rede para transferir arquivos, diretórios inteiros, textos e até o conteúdo da área de transferência.

As transferências com o LocalSend são criptografadas de ponta a ponta. Os apps são gratuitos, de código aberto e sem anúncios. É daquelas pérolas do FOSS.

Como nada é perfeito, você talvez estranhe a interface em dispositivos diferentes do Android. Isso acontece por ele ser desenvolvido com o Flutter, um SDK do Google que, não sei se por padrão ou por desleixo dos desenvolvedores, resulta em apps que não se adaptam direito aos paradigmas e identidade visual de cada plataforma.

O importante é que o LocalSend cumpre o que promete e pode ser uma salvação em casas, escritórios e empresas em que se usam dispositivos diversificados.

Se preferir algo mais direto, que precisa de internet, mas dispensa a instalação de um aplicativo, vale dar uma olhada no SnapDrop.

Um dos destaques do iOS 18, a personalização da tela inicial do sistema deu vazão ao mau gosto de quem usa iPhone. Os ícones alternativos para o modo escuro ou “tonalizados”, por exemplo, são quase todos feios, mas há exceções. O melhor que vi até agora foi o do Duolingo (veja o vídeo; sem som).

Via @yugi.motta@threads.net.

Google veiculou dado inventado pelo Gemini em anúncio que vende o Gemini para criar anúncios

O Google preparou um anúncio do Gemini para o Super Bowl, aquele evento de publicidade que, salvo engano, tem algum tipo de esporte nos intervalos. A peça é voltada a pequenos comerciantes interessados em usar a IA para escrever anúncios.

No vídeo, o Gemini alucina e diz que o queijo gouda é o mais consumido do mundo, respondendo por 50–60% do mercado. O dado é questionável (já viu o preço do queijo gouda!?), provavelmente errado, tanto que o Google refez o anúncio e o removeu.

Alguém que quisesse sabotar as IAs generativas não pensaria numa situação tão ridícula e improvável. E provavelmente teremos mais: a OpenAI também vai veicular um comercial no evento.

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Apple Convites: A Apple lançou um app para agendar eventos. Todo mundo (até, veja só, quem usa Android) pode responder convites, mas para criar um evento tem que ter um iPhone e ser assinante do iCloud+. Acho que vai flopar. / iOS

Cryptomator 1.15.0: A janela principal ganhou um novo visual e a versão para Linux em AppImage não tem mais dependências. / Linux, macOS, Windows

Firefox 135: Traz novos idiomas no tradutor embutido e offline, e expande o novo leiaute da página de novas abas para o mundo todo (estava em testes nos EUA). A opção “Do Not Track” foi removida. / Linux, macOS, Windows

Instapaper 9.1: Agora funciona com sites que exigem login, consegue detectar paywalls e teve a tela de configurações redesenhada. / iOS

KTool: Serviço que envia artigos salvos da web para o Kindle. É pago, com 7 dias de testes. / Android, iOS, Web

le Chat: A Mistral, startup francesa de IA generativa, lançou seu app móvel. / Android, iOS

LibreOffice 25.2: Suporte ao ODF 1.4, melhorias na compatibilidade com arquivos da Microsoft e pequenas mudanças estéticas. Ah, e o aviso de que a próxima versão (25.8) não será compatível com os Windows 7, 8 e 8.1. / Linux, macOS, Windows

Mastodon Moderation: Um app para administradores de instâncias do Mastodon lidarem com tarefas de manutenção. É para pouca gente; coloco aqui mais a título de curiosidade. / iOS

Microsoft Teams: A Microsoft está testando uma espécie de LinkedIn interno para o Teams, com direito a posts, curtidas e o conceito de seguir/ser seguido. Nada é tão ruim que não possa piorar. / Todos os sistemas (infelizmente)

Opera Air: O primeiro (e provavelmente último, pois ???) navegador web do mundo “centrado em mindfulness”. / Linux, macOS, Windows

OnlyOffice Docs 8.3: Ganhou compatibilidade com arquivos dos apps de escritório da Apple (Keynote, Numbers e Pages), carimbos para *.pdf e outras novidades menores. / Linux, macOS, Windows

Tapestry: Virou moda esse tipo de app que agrega várias timelines em uma tela só, não? Este é da Iconfactory, responsáveis pelo finado Twiterrific. / iOS

Entrevista com Virginia “V” Valbuza, da newsletter Pastel de Feira

Nota do editor: Uma série de entrevistas com pessoas que mantêm newsletters presentes no diretório de newsletters brasileiras. Leia as outras entrevistas.

Qual é a sua newsletter?

Pastel de Feira.

Fale um pouco de você, V.

Eu sou a V, tenho 31 anos e sou uma mineira perdida no interior de São Paulo. Sou escritora, artista, feminista e entusiasta de bichinhos, com um cachorro e duas gatas pra chamar de meus. A escrita é a minha maior atividade artística atualmente, mas também já me arrisquei na música, dança, circo e, nesse momento, também estou brincando na fotografia. Quem sabe agora vai, né?

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A Meta baixou pelo menos 81,7 TB (terabytes), por torrent, de materiais piratas em sites como LibGen, Anna’s Archive e Z-Library, para treinar inteligência artificial. O número apareceu em novos documentos revelados no processo que autores estadunidenses moveram contra a empresa.

O pior é que a Meta teria agido para “‘semear’ [compartilhar] o mínimo possível” a fim de cobrir os rastros do uso ilegal do material, protegido por direitos autorais.

Gente que só baixa e não faz seeding: piores usuários de torrent.

Via Ars Technica.

Você já pensou em assinar o Manual do Usuário?

Sei que não está fácil para ninguém, mas é meu papel tentar manter o Manual do Usuário no azul. Por isso, te peço que considere tornar-se assinante.

Além do blog, mantemos uma série de outras iniciativas que têm como ponto comum oferecer experiências, conteúdo e serviços saudáveis de tecnologia.

Pense no Manual como o oposto da big tech, das grandes empresas do setor. Somos “small web”, “little tech”. Um espécime em extinção, um lugar (o último?) legal na internet.

Segue uma breve lista de algumas iniciativas do Manual:

  • PC do Manual, um punhado de produtos web, todos de código livre, super úteis e livres de algoritmos de engajamento e incentivos questionáveis. Temos buscador, quebrador de paywalls (o Marreta está de cara nova, aliás), leitor de feeds (Miniflux; é tipo o Google Reader), diretório de blogs e muito mais.
  • Tecnocracia, podcast do Guilherme Felitti que analisa o impacto das big techs em nossas vidas.
  • Órbita, uma ~rede social legal, como os antigos fóruns de discussões, porém com recursos modernos.
  • Diretório de newsletters, uma curadoria artesanal de newsletters pessoais brasileiras.
  • Produtos físicos criados em parceria com pequenas empresas.

Ufa! É bastante coisa, e só consigo mantê-las todas graças a pessoas generosas que podem e contribuem com a assinatura, a principal fonte de receita do Manual.

Quanto custa? A partir de R$ 9/mês ou R$ 99/ano. (Esses são os valores mínimos; dá para contribuir com mais, se quiser.)

Se tiver uns trocados sobrando, considere assinar o Manual.

Obrigado!

E se a gente sincronizasse o Caps Lock de todo mundo? É a proposta…

E se a gente sincronizasse o Caps Lock de todo mundo? É a proposta do Global Caps Lock: você instala um utilitário no seu computador (não faça isso) e, a partir daí, ingressa em uma rede em que se alguém ativa o Caps Lock, ativa para todo mundo ao mesmo tempo — e vice-versa. Genial, mas repito: não instale isso no seu PC.

O problema dos encurtadores de links

Um legado ruim e pouco comentado do Twitter foi os encurtadores de links. Eles surgiram da necessidade: nos primórdios, o Twitter limitava posts a 140 caracteres e não fazia distinção entre texto e links.

Enquanto se limitavam ao Twitter, tudo bem. A natureza efêmera daquela plataforma reduz a importância do encurtador. Um post “morre” (e, com ele, o link encurtado) em algumas horas, dias no máximo. Quando é algo feito para durar, é aí que surgem os problemas.

Existem duas abordagens para links curtos, aquela em que você traz o domínio curto e a em que adota o de uma empresa.

A primeira é a da autonomia. O problema é que ela dobra os cuidados e gastos com domínios. Acho que só empresas se preocuparam com isso. Embora já tenha cogitado adotar um link curto para o Manual, não fiz isso porque, a princípio, é um compromisso perpétuo. Deixar de pagar a renovação do domínio curto é, além de uma quebra de confiança com os leitores, uma brecha para que alguém mal intencionado o registre e tente aplicar golpes se passando por mim.

A segunda era a da segurança. Ou assim se pensava. O do Google (goo.gl), por exemplo, lançado em 2009, está em processo de encerramento. A partir de 25/8 deste ano, todos os links já encurtados no Google deixarão de funcionar.

O Bitly, talvez a empresa mais bem sucedida da área, anunciou dia desses que passou a exibir uma página própria antes da encurtada, a “prévia do destino”, a fim de veicular anúncios. Vale apenas para contas gratuitas.