Você vai usar o Gemini no Android porque sim

O Google enviou um e-mail a donos de celulares Android avisando que o Gemini “poderá ajudá-lo a usar o Telefone, Mensagens, WhatsApp e Utilitários no seu celular, independentemente da Atividade nos apps do Gemini estar ativada ou desativada em sua conta”. A alteração está agendada para 7 de julho.

O aviso gerou confusão até em publicações especializadas em Android. — 9to5Google, Android Police, Android Authority. Mesmo depois dos esclarecimentos, incluindo um comunicado do próprio Google, a coisa toda segue… confusa.

Pelo que entendi, se a Atividade nos apps do Gemini estiver desativada, o Gemini continuará disponível e tendo acesso aos apps mencionados, incluindo o WhatsApp e telefone. A diferença é que as interações com a IA não ficarão registradas no histórico e serão armazenadas pelo Google por até 72 horas, com a garantia de que não serão usadas para treinar IAs nem revisadas por humanos.

(Em outras palavras, deixar o histórico ativado submete as interações ao treinamento da IA e a revisões por outros humanos.)

Quem não quiser mesmo o Gemini se intrometendo em ligações, mensagens, WhatsApp e configurações do sistema, precisa desativar as integrações com cada app dentro do aplicativo do Gemini. Que parece ser outra coisa, diferente da Atividade nos apps do Gemini. Presumo seja este app.

As referidas publicações especializadas, após atualizarem suas histórias para “desfazer a confusão”, concluíram que o saldo da mudança é positivo para a privacidade das pessoas. Não estou muito certo disso. Confusões desse tipo, que soam propositais e tentam escondem os botões “nucleares” (que desativam a função oferecida), costumam ser derrotas à privacidade. E nem entro no mérito se o Gemini fuçando nas minhas mensagens é algo bom ou ruim.

Ou talvez eu ainda não entendi direito.

Link relacionado (acho?): a extensa central de privacidade dos apps do Gemini.

Nomadismo digital com um carro elétrico: Um guia de sobrevivência para as estradas brasileiras

por Mácio Meneses

Mácio Meneses tem 29 anos e mora em Recife. É pernambucano orgulhoso, daqueles que afirmam que “o rio Capibaribe se une ao rio Beberibe para formar o Oceano Atlântico!” Trabalha de forma remota com engenharia de software para uma empresa de São Paulo. “É um prazer estar aqui no Manual do Usuário, um site que acompanho e admiro há bastante tempo. Sigo o trabalho do Ghedin desde o início da minha graduação em Engenharia da Computação. Agradeço pelo espaço e parabenizo pelo seu esforço em promover um jornalismo sério e crítico nessa nossa área da tecnologia.” A gente — eu e os leitores — que agradece, Mácio!

O livro The digital nomad (1997), de Tsugio Makimoto e David Manners, costuma ser citado como uma das primeiras obras que trouxe o termo “nômade digital”. O conceito surgiu em um contexto em que o avanço da internet e a miniaturização da tecnologia viabilizavam um novo estilo de vida.

Inicialmente, o nomadismo digital foi adotado por um nicho de profissionais de TI e freelancers que buscavam a liberdade de trabalhar de qualquer lugar, desde que houvesse acesso à internet.

A década de 2010 marcou a explosão do fenômeno. O surgimento de plataformas de trabalho freelancer, a proliferação de ferramentas de comunicação online (como Slack, Zoom e Trello) e a crescente conscientização sobre os benefícios do trabalho remoto contribuíram para sua massificação. A pandemia de COVID-19, em 2020, acelerou a adoção do trabalho remoto no mundo todo, forçando muitas empresas a repensarem seus modelos operacionais.

Eu fui um dos profissionais que migrou para o trabalho remoto durante a pandemia. Desde então, estive no escritório três ou quatro vezes. Para mim, os ganhos em qualidade de vida e produtividade foram significativos.

Há muito tempo eu ouvia falar de nômades digitais. A ideia de trabalhar enquanto viajava sempre me seduziu, mas mesmo após estar em condições de experimentar essa vida diferente, demorei a tomar a iniciativa de sair da zona de conforto para desbravar o mundo sem estar de férias.

Isso mudou em abril deste ano.

(mais…)

Links do dia

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Microsoft estende atualizações de segurança gratuitas do Windows 10 por um ano, com uma condição (em inglês), Windows Central. A condição é ativar o becape na nuvem das configurações do sistema.

Fique por dentro das conversas com o Resumo de Mensagens Privado [do WhatsApp] (em inglês). A Meta diz que as mensagens continuam privadas e criptografadas de ponta a ponta, mesmo resumidos pela IA na nuvem, mas… né, sei lá. Boa sorte com isso. A princípio, apenas para conversas em inglês de quem está nos Estados Unidos.

Os maiores rivais de IA da Meta estão brigando por usuários dentro do seu app de chatbot mais popular: o WhatsApp (em inglês), Business Insider. Você sabia que dá para invocar o ChatGPT e o Perplexity dentro do WhatsApp?

Perplexity no WhatsApp (em inglês), @AskPerplexity/X. O chatbot do Perplexity no WhatsApp é novo, lançado nesta terça (24). Envie uma mensagem para +1 (833) 436-3285.

Anthropic levou a melhor em processo sobre direitos autorais e IA nos EUANúcleo / IA da Anthropic ganha processo de “fair use” para treinamento, mas não com livros piratas (em inglês), Pivot to AI. A Justiça estadunidense decidiu que tudo bem usar livros para treinar IAs, desde que os livros tenham sido comprados. A punição à Anthropic pelo uso de 7 milhões (!) de livros pirateados será definida em uma próxima etapa do processo.

Uber Por Tempo Black: conheça nova modalidade da Uber no Brasil. Motorista particular disponível por até 4 horas. Por ora, em testes em Campinas (SP).

Fairphone 6 (em inglês). A nova versão do celular ~sustentável ganhou um sistema de acessórios modulares e um botão que ativa um launcher alternativo, parecido com aqueles “minimalistas” que viraram uma pequena febre uns meses atrás. € 599 lá fora, sem previsão de ser lançado no Brasil.

Todas essas histórias [de IAs se comportando como humanos] têm a mesma validade intelectual de escrever “estou viva!” em um pedaço de papel, fotocopiá-lo e então dizer “Veja só! Na nossa análise, a fotocopiadora diz que está viva!”

Homem branco, cabelos curtos, óculos de grau com armação preta.Benedict Evans
Newsletter, edição 597

A história a que ele se refere é a de um “estudo” da Anthropic que notou que IAs generativas “mentem, trapaceiam e roubam” para atingir suas metas. Sim, porque foram instruídas para isto.

Links do dia

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Google admite restringir atuação no Brasil caso STF faça mudança drástica nas regrasFolha de S.Paulo. Entrevista com Fábio Coelho, presidente do Google Brasil.

A indústria da música está criando a tecnologia para caçar músicas feitas por IA (em inglês), The Verge. Diz algo (que não consigo formular) o fato de músicas serem mais fáceis de detectar em toda a cadeia produtiva das IAs generativas.

Você pode escolher um modelo de IA que prejudica menos o planeta? (em inglês), The New York Times. LLMs maiores consomem mais energia, mas não necessariamente são melhores que os menores em certas tarefas. Detalhe: o comparativo reportado na matéria foi feito apenas com IAs “abertas”, o que exclui algumas das mais populares como as da OpenAI e Google.

Firefox 140 traz “descarga” de abas, pesquisas personalizadas e novo ESR (em inglês), Omg! Ubuntu. Esta versão também remove a integração do Pocket, que será encerrado no final de julho. E é um ESR, ou seja, versão de suporte estendido.

Slow Quit Apps. Utilitário simples que adiciona um atraso ao atalho Cmd+Q do macOS, evitando fechamentos acidentais de apps. (Não é atualizado desde 2020 e não sei se ainda funciona no Sequoia.)

A história dos ícones do macOS (em inglês), Basic Apple Guy. Ainda acho os ícones do Tahoe uma grande regressão. (Bloco de notas de vidro!?) O único que achei melhor foi o das pastas.

As imagens incríveis do Universo tiradas por novo telescópio revolucionárioBBC Brasil. Mais detalhes (em inglês) e imagens no site do observatório.

Mude sua carreira com a TripleTen, a melhor escola de tech dos EUA

* Texto de responsabilidade do anunciante.

Nesta semana, o Manual do Usuário tem o patrocínio da TripleTen, a melhor escola de tecnologia dos Estados Unidos.

Medo de perder seu emprego no futuro próximo? Cansado de trabalhar dia e noite só para pagar as contas? A área de tecnologia concentra as profissões do futuro, com estabilidade financeira, confiança no crescimento como profissional e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

A instituição norte-americana forma brasileiros em menos de 1 ano com bootcamps em português. Ou seja, dá pra se tornar fullstack com o melhor ensino dos EUA em meses e ainda contar com consultoria de carreira sem custo adicional para conseguir o emprego dos sonhos ainda em 2025.

Os bootcamps são cursos intensivos e incluem mentoria para preparação de currículo e portfólio, além de preparação para entrevistas. Esse combo garante que 87% dos alunos saiam com emprego garantido. Quem não consegue uma colocação em até 6 meses tem o reembolso de todo o valor investido.

Faça uma consultoria de carreira gratuita, descubra a melhor profissão tech pra você e como dominá-la em meses com a metodologia que já transformou milhares de carreiras pelo mundo.

Os próximos bootcamps começam no início de julho, e ainda dá tempo de garantir sua vaga pra uma nova carreira em 2025. Leitores do Manual têm 10% de desconto na matrícula.

Links do dia

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Editoras enfrentam ameaça existencial da IA, diz o CEO da Cloudflare (em inglês), Axios. Há dez anos, o Google indexava duas páginas para cada visitante que enviava a um site. Hoje, essa relação é de 18:1. (Na Anthropic, é de 60.000:1.)

Google libera apps de bets e “tigrinho” na Play StoreFolha de S.Paulo.

Mastodon suspende entrada em vigor de novos termos de uso (em inglês). O comunicado não diz o motivo. Pelas respostas, a cláusula de arbitragem parece sê-lo. Os novos termos de uso entrariam em vigor no próximo dia 1º/7.

Bill Gates e Linus Torvalds se encontraram pela primeira vez. O tempo é implacável.

Carrinho de US$ 7 mil já superou a Toyota em vendas de elétricos no Japão (em inglês), Yanko Design.

Resistente, minúsculo e totalmente reparável: por dentro do Framework 12 (em inglês), iFixit. Sempre legal dar uma olhada dentro de dispositivos feitos para serem consertados. Este é o novo notebook mais barato (ou menos caro) da Framework. Infelizmente, não vende no Brasil.

Phice. Um front-end alternativo e privado para acessar páginas do Facebook.

Entrevista com Rafael Baldo, da newsletter O Compilado

Nota do editor: Uma série de entrevistas com pessoas que mantêm newsletters presentes no diretório de newsletters brasileiras. Leia as outras entrevistas.

Qual é a sua newsletter?

O Compilado.

Fale um pouco de você, Rafael.

Oi! Sou jornalista, assessor de comunicação e UX Writer, com mais de 20 anos de carreira na área. Quando não estou no trabalho, provavelmente estou jogando tabuleiro ou assistindo algo bacana na TV e no celular.

(mais…)

Links do dia

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Huawei retorna ao Brasil com celular que dobra a tela em três partes por R$ 33 milFolha de S.Paulo. Vender o celular mais caro é fácil, difícil é convencer alguém a comprá-lo. Bem-vinda de volta, divisão de celulares da Huawei!

Mastodon atualiza termos de uso para proibir treinamento de modelos de IA (em inglês), TechCrunch. Outra mudança importante é a nova idade mínima, de 16 anos, válida no mundo inteiro.

Facilitando a criação de vídeos no Facebook (em inglês). Bad ending: todos os vídeos agora são “reels”.

Shorts do YouTube têm média 200 bilhões de visualizações por dia (em inglês), The Wrap. Quem diz é Neal Mohan, CEO do YouTube.

Airpass. App para macOS que faz uma mágica nas configurações de rede para usar quantas vezes quiser aqueles acessos de Wi-Fi com limite de tempo.

OnlyOffice Docs 9.0 disponível. Com 20 novidades, incluindo novo tema visual, suporte a arquivos Markdown (*.md) e algumas firulas com “IA” que parecem úteis, como OCR em arquivos *.pdf.

no hello. Uma campanha contra a prática de dizer “oi” e mais nada em aplicativos de mensagens até que a pessoa do outro lado responda.

WebGL Fluid Simulation. Segure o dedo ou o cursor do mouse na tela e arraste para ver algo bonito. (Sempre que topo com este link passo alguns minutos curtindo as animações.)

Semiótica do fim, de Alessandro Sbordoni. Livro novo (e promissor!) trazido ao Brasil pela turma do BaixaCultura.

A coluna “Links do dia” não sairá nos próximos dias. Voltaremos à programação normal na terça-feira (24).

Links do dia

Toda semana, faço uma curadoria de links legais que encontro nas minhas andanças pela web. Quer mais? Acesse o arquivo.

Bancos passam a oferecer Pix Automático a partir desta segunda, Agência Brasil.

KDE Plasma 6.4 (em inglês). Não é das atualizações maiores, mas chega recheada de pequenas melhorias.

Justiça de MG condena Facebook a pagar R$ 40 mi por danos morais causados por vazamentoFolha de S.Paulo. A decisão, em segunda instância, prevê indenização de R$ 10 mil a cada usuário brasileiro. Meta avalia formas de recorrer.

Threads começa a exibir posts do fediverso (em inglês), @mosseri@threads.com. Em um feed separado e só para quem ativou o compartilhamento com o fediverso. Demorou “só” dois anos.

Adobe lança app de IA generativa de imagens baseado no Firefly (em inglês), The Verge. Além dos modelos da própria Adobe, também dá para usar o app com os do Google e da OpenAI. Para Android e iOS.

Google testa “podcasts” narrados por IA nos resultados da busca (em inglês). Opcional, por enquanto.

Meta AI passar a alertar usuários sobre compartilhamento de conversas (em inglês), Business Insider.

Min. Um navegador web baseado no Chromium, com uma interface mínima e alguns truques legais na manga.

Apresentando o BYOK, uma nova maneira de escrever (em inglês), @byok_official/YouTube. Uma tela monocromática de baixa resolução, do tamanho de um celular, que se conecta a teclados. (“BYOK” é a sigla em inglês para “use o seu próprio teclado”.) Algumas cenas do vídeo parecem paródia. Mais fácil usar o próprio celular para escrever, que seja com um teclado externo… não?