O Android 15, com previsão de lançamento no segundo semestre, foi apresentado na última sexta (16). O Google ainda deve revelar alguns recursos novos, mas mesmo os previstos são… tangenciais. O mesmo, aliás, que aconteceu com o iOS 17, de setembro de 2023. A falta de grandes novidades entre grandes versões não é ruim. Entre outras coisas, sinaliza maturidade do sistema — o bom “em time que está ganhando, não se mexe”. Via Blog de Desenvolvedores Android (em inglês).
2024
Telegram-FOSS é um Telegram para Android sem código proprietário
Os aplicativos/clientes do Telegram têm o código-fonte aberto. Aproveitando-se disso, uma galera trabalha para criar uma versão FOSS do aplicativo, o Telegram-FOSS. (FOSS é a sigla em inglês para “software livre e de código aberto”.)
Há poucas diferenças no uso do Telegram-FOSS para o app oficial. No repositório do projeto, as alterações estão listadas. São, basicamente, remoções ou trocas de componentes não FOSS, ou seja, de código proprietário (coisas do Google, em resumo).
O único impacto perceptível é que, para receber notificações, é necessário deixar uma notificação persistente do Telegram-FOSS. Isso porque, desde o Android 8, o Google não permite que aplicativos rodem em segundo plano, o que obriga apps que queiram enviar notificações push que o façam pelo serviço do próprio Google.
Telegram-FOSS / Android / Gratuito
BrazilJS Conf vai além do JavaScript no retorno do evento presencial
Nesta semana, o Manual do Usuário tem o patrocínio da BrazilJS Conf, o maior evento de tecnologia da América Latina, de volta ao modelo presencial.
Na edição 2024, a BrazilJS Conf expande seu escopo com discussões e temáticas menos técnicas além das tradicionais do evento.
Os convidados já confirmados dão o tom da mudança: o biólogo, pesquisador e divulgador científico Atila Iamarino; a cientista física da Nasa Africa Flores-Anderson; e o engenheiro de software e criador de conteúdo Mano Deyvin.
A BrazilJS Conf acontece nos dias 25 e 26 de abril, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre (RS). Leitores do Manual têm desconto de 20% na compra do ingresso.
Vinte empresas envolvidas com inteligência artificial — incluindo Google, OpenAI, Meta, Microsoft e TikTok — firmaram um acordo na Alemanha a fim de combater o uso enganoso de IA nas eleições em +40 países previstas para acontecer em 2024.
É tipo um “Conar da IA”, pautado por sete princípios e algumas promessas vagas de combate a maus usos, mais transparência e conscientização dos eleitores. Melhor que nada, mas parece pouco diante do potencial da IA gerativa para fins pouco ou nada democráticos.
Enquanto se prepara para abrir a federação, o Bluesky vai tapando alguns buracos óbvios. Na versão 1.68, lançada na sexta (16), passou a ser possível trocar a senha nas configurações. (Fiquei meio chocado quando descobri que isso não era possível.) Via @bsky.app/bsky.app (em inglês).
A OpenAI revelou — com vários clipes — a Sora, sua nova IA que produz vídeos de até 1min a partir de enunciados. São surpreendentes. Fiquei pensando em quais os casos de uso possíveis. Por que alguém iria querer forjar vídeos, fora para fins de entretenimento (cinema/ficção)? Uma hipótese é porque tudo é entretenimento, como já alertava Neil Postman nos anos 1980. Alguém tem outra hipótese?
O que eu uso (2024)
Desde 2022, publico um raio-x das coisas (dispositivos e softwares) que uso para fazer o Manual do Usuário e… bem, viver. (Veja os posts de anos anteriores.) Além da curiosidade, é um exercício que ajuda a explicar/justificar algumas decisões editoriais aqui no site.
Navegador do DuckDuckGo ganha sincronia e backup de favoritos e senhas
O navegador do DuckDuckGo ganhou um recurso imprescindível nesta quarta (14): sincronia e backup de favoritos, senhas e configurações da proteção de e-mail.
No anúncio, a empresa diz que a sua solução dispensa a criação de contas e que todos os dados são criptografados de ponta a ponta.
A conexão entre dispositivos feita por QR codes e códigos alfanuméricos. Nas configurações do navegador, é possível gerenciar os dispositivos sincronizados.
Um detalhe importante: ao sincronizar/fazer backup dos seus dados, o navegador do DuckDuckGo gera um código de recuperação em um arquivo PDF. Caso perca o acesso aos dispositivos sincronizados, esse código é a única maneira de recuperar seus dados.
O navegador do DuckDuckGo tem bloqueador de anúncios nativo, uma ferramenta de consentimento automático para cookies e outros recursos de privacidade. Ele usa o motor de renderização padrão de cada sistema operacional onde está disponível.
DuckDuckGo Browser / Android, iOS, macOS e Windows / Gratuito
Saiu o LineageOS 21, baseado no Android 14. Desta vez, graças a um trabalho mais simples para portar alterações das versões anteriores à nova, os desenvolvedores focaram nos aplicativos nativos do projeto, que passaram por profundas reformulações. Tem um novo também, a galeria de imagens Glimpse.
Atenção: ainda levará algum tempo para todas as builds (imagens) serem liberadas. Confira se a do seu dispositivo já está disponível neste site.
Mais detalhes e imagens no link ao lado. Via LineageOS (em inglês).
Em 2024, os mapas do OpenStreetMap serão convertidos para vetores, o padrão nesse tipo de aplicação. Os mapas de lá não são assim ainda devido ao fluxo de atualização, que publica alterações feitas por voluntários quase em tempo real. Por isso, dizem os mantenedores, o OpenStreetMap teve que criar sua própria tecnologia de mapas vetoriais. Ainda não há data para a implementação. Via Blog do OpenStreetMap (em inglês).
Superlist, o sucessor espiritual do Wunderlist para listas de tarefas
Muita gente se lembra (e lamenta o fim) do Wunderlist, um aplicativo de listas de tarefas que acabou comprado e encerrado pela Microsoft.
Em 2020, quando o Wunderlist bateu as botas, Christian Reber, um dos criadores do app, anunciou o Superlist, “uma renovada abordagem de produtividade turbinada para equipes”.
Quatro anos depois, o Superlist finalmente está disponível para todos.
A exemplo do Wunderlist, o Superlist tem um visual bem bacana, moderno, com linhas e animações bonitas.
As listas podem receber anotações, imagens e há integração com serviços externos, como GitHub, Figma, Notion e muitos outros.
O Superlist é apresentado como “a casa de todas as suas listas”, de projetos em uma empresa à lista de compras do mercado. Existem dois planos gratuitos e dois pagos, para indivíduos e empresas, e é possível alternar entre eles com um clique.
Superlist / Android, iOS, macOS e web / Freemium
Com nova CEO, Mozilla demite 5% e passa a focar no Firefox e em “IA confiável”
O TechCrunch obteve o memorando das mudanças anunciadas pela Mozilla, que há poucos dias trocou a CEO — saiu Mitchell Baker, entrou Laura Chambers, ex-CEO da Willow Innovations e com passagens por Airbnb, PayPal e eBay.
Praticamente todas as iniciativas recentes — instância do Mastodon, produtos de segurança (VPN, Relay etc.) e Hubs (espaço virtual/3D) — perderão espaço. O foco volta a ser o Firefox e, também, “IA confiável”.
Não demorou muito para a Meta sacanear jornalistas no Threads, repetindo um roteiro já gasto de… sacanear jornalistas. Na sexta (9), Adam Mosseri disse que “contas políticas” não serão recomendadas pelo algoritmo do Threads e do Instagram. (O que define uma conta como “política”? Boa pergunta.)
Muita gente que apostou na rede da Meta diante da decadência do Twitter se sentiu traída. O que é estranho, porque não é a primeira nem a segunda vez que a Meta sacaneia jornalistas. Via @mosseri@threads.net, Washington Post (em inglês).
A Microsoft começou a extirpar o suporte a realidade mista do Windows. A versão de testes liberada nesta quinta quebra o suporte a headsets de realidade mista; a mudança alcançará todos os usuários no fim do ano, com o Windows 11 24H2.
Embora não impacte o HoloLens, é uma regressão à tentativa de popularizar headsets de realidade mista/aumentada/virtual. E num momento curioso, logo após o lançamento do Vision Pro, da Apple.
Parece que estamos em um ponto de inflexão, só não sei quem está certa, se a Apple ou a Microsoft. Via Pixel Envy (em inglês).
Fechamos a torneira para o zero rating. Todos os novos planos não têm zero rating para as redes sociais.
Alberto Grizelli
Presidente da TIM Brasil
A virada de 180º das operadoras (a Claro também está “fechando a torneira”) não tem a ver com neutralidade da rede ou respeito (tardio) ao Marco Civil da Internet, é só uma nova queda de braço com a big tech.
As operadoras reclamam pelo “fair share”, uma contribuição dada pelas empresas que mais usam a rede (plataformas sociais, serviços de vídeo etc.) para bancar a infraestrutura. O fim do zero rating faz parte dessa ofensiva. Via Convergência digital.