Monte um teclado “tunado” no Keyboard Simulator

O Keyboard Simulator é o que você está pensando: uma espécie de simular de “tuning” de teclados de computador. Dá para escolher tamanho, cores, teclas e até os switches usados e, depois, tirar uma foto do seu teclado personalizado e fazer um “teste” (aí usando o seu teclado de verdade mesmo).

Cursor e precursor do mouse

Existe o cursor do mouse, e agora existe também o precursor do mouse. A página oferece um bookmarklet que ativa o precursor em qualquer outro site.

As capas de livros de +100 artistas brasileiros

A Seiva reuniu “mais de 100 artistas gráficos brasileiros que são referência na área editorial” em seu catálogo de capistas. Para quem curte capas de livros e projetos artísticos, é um prato cheio. (Precisa deixar o e-mail para baixar o e-book.)

Relatório da moderação de comentários (junho de 2024)

Com o novo formato dos relatórios de transparência inaugurado em junho — sem comitê de supervisão —‚ acho que faz mais sentido publicá-los todo mês em vez de a cada dois meses.

Em junho, tivemos apenas três casos. Dois deles (2024-29 e 2024-30) evidenciam o tipo de problema mais recorrente que encontro ali embaixo: um tipo de desrespeito que acho esquisito haver aqui, em um blog despretensioso, sem uma grande audiência.

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A mesa de trabalho do Raphael Villa

Este cantinho é usado para três coisas:

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Uma internet mais saudável depende da adoção de tecnologias abertas e livres

Escrevi este artigo de opinião para a revista ComCiência, publicada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Labjor da Unicamp. Fiquei lisonjeado (e muito contente!) com o convite, feito pelo professor Ricardo Whiteman Muniz.

Com a promessa de conectar pessoas no ambiente digital, empresas como a Meta e o X (antigo Twitter) nos tornaram prisioneiros em plataformas que trocam pequenas doses de dopamina por pares de olhos dispostos a consumirem anúncios pelo maior tempo possível.

Os efeitos nocivos — em indivíduos e no coletivo — causados por essas empresas, as chamadas big techs, já são bastante conhecidos, bem como a inércia — muitas vezes proposital — delas em corrigirem problemas urgentes, resultado do desalinhamento entre o que seria melhor para as pessoas e para os bolsos dos seus acionistas.

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Stoop, app de newsletters, para de funcionar e prejudica escritores e leitores

Uma das vantagens da newsletter é o contato direto que se estabelece entre quem escreve e quem lê. Por isso, sempre torci o nariz para aplicativos e serviços que se colocam como intermediários com a promessa de organizar ou melhorar a experiência de leitura.

Uns anos atrás, o Stoop despontou como promessa no setor. O aplicativo fornecia um endereço de e-mail para cadastros em newsletters, sugestões de publicações para se inscrever e um leiaute moderno. “Como um app de podcasts, mas para newsletters”, promete ainda seu site oficial.

Em 2019, troquei umas ideias com Tim Raybould, fundador do Stoop. Expressei minha preocupação com o aplicativo agindo como intermediário. E se ele saísse do ar, o que aconteceria com os inscritos?

Na época, Tim pediu um voto de confiança. Argumentou que o Stoop era uma caixa de entrada, e não um feed, e que acreditava que as pessoas gostariam de separar o e-mail pessoal do recebimento de conteúdo.

Corta para 2024. Dias atrás, o leitor Alexandre se recadastrou na newsletter do Manual e disse, na mensagem anti-robôs, que estava fazendo isso porque “o Stoop está morto”. Curioso com a informação, pedi detalhes.

“A ferramenta parou de funcionar, simplesmente não loga, nem no mobile nem na web. E simplesmente sumiu da Play Store.”

O link para baixar o aplicativo do Android, que ainda consta no site, dá erro. A versão para iOS segue no ar, com a última atualização publicada há três anos.

Tentei retomar a conversa com Tim, sem sucesso. Das breves mensagens que trocamos, não acredito que ele tenha agido de má-fé. Apenas fico imaginando quantas relações foram rompidas pela quebra do Stoop.

O Diário Popular, jornal que cobria a região Sul do Rio Grande do Sul, encerrou suas atividades no último dia 12, após 133 anos de história. No mesmo dia em que a última edição impressa circulou, o site do jornal saiu do ar, sumindo com ~20 anos de história e gerando indignação entre colaboradores e leitores. (Soube do caso pelo Luís Felipe dos Santos.)

A indisponibilidade do site não foi planejada pela direção do jornal, segundo uma fonte que pediu para não ser identificada. Ao saber do encerramento da edição impressa, a empresa responsável pela hospedagem tirou o site do Diário Popular do ar.

O site voltou ao ar cerca de quatro dias depois. Até quando ficará disponível, não se sabe — ainda que os custos de hospedagem de um site estático sejam irrisórios.

O episódio é um lembrete de que é preciso pensar formas de preservar as versões digitais de jornais brasileiros.

O YouTube está testando uma funcionalidade que pula pedaços dos vídeos com alto índice de rejeição. Ele será exclusivo para assinantes pagantes e, embora não seja o objetivo declarado, parece algo feito sob medida para pular anúncios dentro dos vídeos, aqueles que youtubers fecham com empresas diretamente, sem envolvimento do YouTube — que, nesses casos, não fica com um centavo da grana movimentada.

É tipo a extensão SponsorBlock, só que oficial. Bom para os usuários (pagantes) e para o Google. Para quem vive de vídeos no YouTube, não. Via youtube.com/@creatorinsider (em inglês).

A União Europeia deu duas prensas em gigantes estadunidenses nessa semana — Apple e Microsoft.

O bloco acusa a Apple de descumprir o Regulamento dos Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês) no que diz respeito à liberdade dos criadores de apps de poderem informar usuários de preços e condições mais vantajosas fora da App Store. A Comissão Europeia dará um veredito em 12 meses e, entre as penalidades, a Apple pode ser multada em 10% da sua receita global.

Contra a Microsoft, a UE diz ter concluído preliminarmente que a empresa violou leis antitruste quando vinculou o Teams ao Office/Microsoft 365. As reclamações partiram do Slack (Salesforce) e Alfaview. Não há prazo para o fim desse caso.

Se no Brasil as bets e o “jogo do tigrinho” tem causado estragos na cabeça e nos bolsos da população, no Irã o problema é o Hamster Kombat, um jogo vinculado a uma criptomoeda que roda dentro do Telegram.

Coincidência ou não, nessa semana Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram, exaltou outro jogo do tipo, o TapSwap, segundo ele com 56 milhões de usuários “alcançados em apenas alguns meses sem qualquer publicidade”. Parece que o Telegram encontrou seu modelo de negócio.

Quem poderia imaginar que jogos de azar viciantes que prometem grandes fortunas sem esforço seriam contagiantes, não? Via Associated Press (em inglês).

É uma bola

Este aplicativo é uma bolinha vermelha que vive no Dock do macOS e pode ser “tirada” dali e jogada de um lado a outro da tela. “É uma bola. É divertida. É uma bola”, explica Nate Parrott, criador da obra.

Hacker News ~minimalista e sem comentários

Um cliente do Hacker News ~minimalista — sem os comentários, apenas com os links postados no fórum em ordem cronológica inversa. Código no GitHub.

Maus-tratos ao Kindle e a iPhones

Toda fabricante de gadgets tem uma “câmara de tortura” para testar a durabilidade deles. A Amazon abriu as portas da sua para mostrar os maus-tratos que o Kindle sofre para garantir que ele fique inteiro tanto quanto possível.

Algumas semanas atrás, a Apple abriu as portas da sua ao youtuber Marques Brownlee para mostrar os testes com iPhones.