Foliate 3.0

Ícone do Foliate: livro aberto, com uma folhinha que lembra uma pena.

Quem lê livros digitais no Linux/Gnome tem no Foliate um excelente aplicativo para tal finalidade.

A nova versão (3.0), lançada no domingo (12), foi refeita do zero com base nas bibliotecas mais recentes do Gnome (GTK 4 e Adwaita) e um mecanismo próprio para exibir os livros.

Outra novidade legal, ainda que pouco aplicável no momento, é a compatibilidade com telas pequenas e sensíveis a toques.

O Foliate abre diversos formatos de arquivos (*.epub, *.mobi, *.pdf, *.cbz etc.), tem suporte a marcadores e anotações, diversas opções de tipografia e dicionário embutido. O código é aberto.

Foliate / Linux (Gnome) / Gratuito.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai investigar um juiz que usou o ChatGPT para escrever uma sentença. A decisão se baseou em uma jurisprudência inventada (“alucinada”) do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Via Conjur.

O WhatsApp ganhou um recurso de conversas por voz para grandes grupos (+33 pessoas), parecido com Slack, Discord e Telegram. A Meta, não é de hoje, está numa sequência forte de “inspiração” em aplicativos rivais para turbinar seu app. Imagino que o movimento seja bem-vindo por quem só usa o WhatsApp, mas me pergunto se ele atrai gente que prefere outras soluções. Via @whatsapp/Threads (em inglês).

A caixinha Bluetooth numa casca de noz e outros links legais

Este cara fez uma caixinha de som Bluetooth numa casca de noz.

A vida, mais uma vez, imita a arte: óculos polarizados bloqueiam anúncios de rua que usam telas viradas em 90º — exatamente como no ótimo Eles vivem, de John Carpenter.

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Deezer

Novo ícone da Deezer: coração roxo estilizado, com o nome da plataforma em letras maiúsculas, contra um fundo preto.

A Deezer está de cara nova. A plataforma de streaming francesa ganhou um novo logo, repaginada nos aplicativos e até um slogan, “Viva a música”, que destaca o foco renovado em experiências.

Há uma nova fonte também, usada em títulos e outros elementos destacados na interface. O aplicativo traz novos ícones e um visual mais despojado — ou, segundo a empresa, “uma personalidade ousada, antenada e excêntrica”.

Por baixo dos panos, a Deezer continua fazendo o que sempre fez: oferecer milhões de músicas e de podcasts a ouvintes do mundo inteiro.

Deezer / Android, iOS / Freemium (gratuito com anúncios ou a partir de R$ 22,90/mês).

Um memorando vazado de Matt Mullenweg, CEO da Automattic, anunciando uma redução no escopo do Tumblr, foi confirmado pelo próprio.

Os 139 funcionários dedicados à plataforma serão remanejados para outros produtos da empresa em 2024, e o trabalho no Tumblr será mais de manutenção do básico, sem grandes planos de expansão, para que ele funcione de modo “suave e eficiente”.

Mullenweg comentou que, em quatro anos, ~200 pessoas se dedicaram integralmente ao Tumblr, e que os esforços na plataforma deram prejuízo de US$ 100 milhões.

É como diz o título do memorando: ou você vence, ou você aprende. Via @photomatt/Tumblr (em inglês).

Na terça (7), o site de conversas anônimas Omegle fechou as portas. No lugar das salas, o fundador Leif K-Brooks deixou uma longa mensagem lamentando o encerramento, que atribuiu a “ataques” contra serviços de comunicação.

A Wired descobriu que o fechamento se deve a um acordo firmado na Justiça entre o Omegle e uma vítima de abuso sexual perpetrado pela plataforma. (Eu nem sabia que o Omegle tinha virado uma espécie de Chat Roulette, com videochamadas entre anônimos.)

Essa parte ficou de fora da mensagem derradeira de K-Brooks. Talvez não fosse uma boa ideia colocar anônimos aleatórios em contato imediato e irrestrito, afinal. Via Wired (em inglês).

O efêmero como padrão no digital

Quem tinha mais de 30 anos em 2013 provavelmente nunca usou ou sequer entende o Snapchat.

Hoje, porém, todos sentimos a influência do aplicativo de mensagens efêmeras. Os stories, grande legado do Snapchat à humanidade, rejeitam uma máxima da internet comercial: a de que todos os dados devem ser guardados “ad aeternum”, para sempre.

O efêmero no digital é um conceito não intuitivo. Com os preços de armazenamento em queda e as promessas de novas tecnologias capazes de extrair insights de grandes volumes de dados — big data, machine learning, LLMs! —, dispensá-los se torna uma atitude quase subversiva.

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ogpk (opengraph peek)

Ícone do Terminal do pacote de ícones Papirus.

O protocolo Open Graph é quase onipresente na web: tags que são lidas por redes sociais, aplicativos de mensagens e outros, que se convertem em cartões mais bonitos que o link cru (subjetivo; eu prefiro links crus).

Existem diversas maneiras de verificar as tags OpenGraph. O aplicativo ogpk (de “opengraph peek”), criado por Alasdair Monk, é uma delas: com ele, é possível visualizar tais tags pelo terminal, incluindo a imagem (og:image).

A sintaxe é bem simples:

ogpk [link]

Caso queira exibir a imagem na saída, adicione o parâmetro --p, assim:

ogpk [link] --p

Também é possível criar um arquivo *.json com os resultados:

ogpk [link] --json

ogpk / Linux, macOS / Gratuito.

Já está em testes o sistema de nomes de usuário no Signal. (Ainda é um “pré-beta”, não recomendado para uso normal.) A expectativa é que a novidade seja lançada no início de 2024.

O Signal tem um dos melhores modelos de privacidade entre os apps de mensagens, mas a dependência exclusiva do número de telefone para as interações é seu calcanhar de Aquiles. Os nomes de usuários fecham essa brecha. Eles serão opcionais e, se usados, ocultarão por completo o número de telefone dos contatos. Via Comunidade do Signal (em inglês).

Brasil é o país do WhatsApp

Uma das muitas promessas da Meta que não resistiram ao tempo foi a de não mexer no WhatsApp. Ela foi feita por Mark Zuckerberg após a aquisição do aplicativo, por US$ 19 bilhões, em 2014.

Nessa semana, Zuckerberg (que era e ainda é CEO da Meta) e Will Cathcart (diretor à frente do WhatsApp) concederam entrevistas a grandes jornais daqui e dos EUA para falarem do app de mensagens.

Nos EUA, Zuck disse ao New York Times que posicionou o WhatsApp como o “próximo capítulo” da história da sua companhia.

A onipresença do WhatsApp só escapa a dois países: a China, por motivos óbvios, e os EUA, o que é difícil de explicar.

A Meta diz que mais da metade dos jovens adultos norte-americanos já tem o WhatsApp instalado. É um primeiro passo para superarem o SMS e o debate batido de “balões verdes/azuis”.

No Brasil, Cathcart concedeu uma entrevista ensaboada à Folha de S.Paulo, onde exaltou o nosso vício no app: somos o país que mais manda áudios (quatro vezes mais que qualquer outro!), mensagens que somem e mensagens no geral.

Em outro momento, Cathcart garantiu que o WhatsApp jamais terá anúncios, com um asterisco: nas conversas. Outras áreas, como Status (stories) e canais, estão em aberto.

Anúncios no Facebook e Instagram que direcionam usuários aos aplicativos de mensagens da Meta (WhatsApp, Messenger e DMs do Instagram) já são um negócio de US$ 10 bilhões, e continuam crescendo.

A Meta precisa continuar entregando crescimento a cada três meses a seus acionistas. O WhatsApp é um “gigante adormecido”, um aplicativo com +2 bilhões de usuários e um potencial inexplorado de receita enorme. Com Zuck torrando bilhões em metaverso e outros negócios estagnando, parece que chegou a hora de acordá-lo. As entrevistas em jornalões são o alarme tocando.

O Manual tem um canal no WhatsApp. Siga para receber comentários, imagens e links por lá.

O pagamento por NFC foi o mais popular em compras presenciais no Brasil no terceiro trimestre, segundo a Abecs, com 52,3% de participação. Na subdivisão da modalidade, o plástico lidera com folga (81% dos brasileiros dizem usá-lo), seguido do celular (26%) e relógios inteligentes (1%). Via Mobile Time, Abecs (PDF).

Unprocrastinator

Ícone do Unprocrastinator: bonequinho branco, com os braços atrás da cabeça, relaxando, com um símbolo de proibido sobre ele. Fundo escuro.

A extensão Unprocrastinator cria um pedágio de 30 segundos quando você tenta acessar algum site. É tempo suficiente para refletir: eu quero mesmo me expor à radioatividade do Twitter de novo?

O tempo é fixo, e isso é de propósito. Segundo o criador da extensão, Zhenyi Tan, 30 segundos “é demorado o bastante a ponto de ser pouco irritante, mas não tão demorado para te fazer querer desativar a extensão imediatamente”.

Dica dele: não cadastre muitos sites de uma vez. “Pode ser mais frustrante do que útil”, diz.

Unprocrastinator / Safari (iOS, macOS) / R$ 2,90 (App Store).

Se você estava ansioso para conversar com a inteligência artificial do Google enquanto tenta achar alguma coisa lá, a empresa liberou sua IA gerativa para 120 países (Brasil entre eles) em quatro novos idiomas (incluindo o português). Precisa se cadastrar aqui, esperar a aprovação, daí ativar a opção “Search Generative Experience (SGE)” e usar o Chrome e vender sua alma. Via Google (em inglês).