Controle financeiro: Como fazer e a importância de ter um

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Neste vídeo, falo de controle financeiro — em apps, planilhas e até numa folha de papel. Embora não seja algo imprescindível, o hábito de manter um pode se revelar útil em vários momentos, dos de perrengue aos de calmaria. Falo disso, de como começar e de algumas situações em que o meu controle me ajudou. Você usa algum? Qual? Se não, por quê? Comente ali embaixo 👇

Agora os vídeos do Manual do Usuário são publicados também no site. Para leitores(as) preocupados(as) com privacidade e que têm reservas com o Google, é uma alternativa viável à plataforma de vídeo deles. Este é o primeiro; todos os já publicados serão trazidos para cá e, daqui em diante, novos vídeos serão sempre publicados simultaneamente nos dois locais.

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33 comentários

  1. Eu uso o app Minhas finanças, ele tem me atendido bem nós últimos tempos. Ele puxa automaticamente os lançamentos pelas notificações do celular. Tem como cadastrar despesas e receitas fixas, lançar compras parceladas, gera gráficos, é bem completo.
    Único defeito dele pra mim é não ter uma versão web.

    1. Hahaha, não dá para entender nada! Em 1,5x eu fico parecendo aqueles youtubers americanos de produtividade que parecem que tomaram uns cinco litros de energético antes de gravar.

      1. curiosidade: eu ouço o guia prático na velocidade 3x, então quando vejo o vídeo acho que vc está muito lento, rs

        1. Curiosidade:² eu ouço o guia prático na velocidade 2x, então quando vejo o vídeo, também acho que você está muito lento! Rsrsrs 😁 😂 😂

  2. Uma coisa que esqueci de comentar no post livre da semana passada: quase todos os bancos tem função de exportar para csv no extrato e no cartão de crédito. Alguns cartões de crédito também tem essa função (ex. aquele roxinho).

    Então a minha rotina é, nos primeiros dias do mês exportar para .csv o extrato do banco e do cartão de crédito do mês e jogar na planilha. Aí depois eu só tenho o trabalho de colocar as etiquetas das categorias. É mais prático do que ter que digitar na mão um por um cada lançamento.

    1. Você criou a planilha em torno da ordem desses arquivos CSV? Uma dificuldade com que me deparei aqui na hora de migrar os dados do aplicativo para a planilha é que a ordem das colunas não bate. Provavelmente vou alterar a planilha para adequá-la ao padrão do app — mas só porque não sei se existe outra maneira de resolver isso.

      1. Poderia ser um script (p.ex. em Python) pra levar de um para outro. Ou copiar e colar manualmente coluna por coluna, desde que mantenha a ordem das linhas.

      2. Sim. Para ser sincero, eu comecei pela parte de exportar o extrato do banco principal desde o dia 1 da planilha, então a ordem das colunas ficou a ordem que o banco exporta.
        O que acontece é que se você tem mais de uma fonte de dados, você precisa compatibilizar. Eu uso o método português que o colega falou aí embaixo, de copiar e colar as colunas na ordem da minha planilha.

        Essa tarefa de limpar e compatibilizar bases de dados é o dia a dia da galera que trabalha com big data, então certamente devem existir ferramentas mais inteligentes de programar isso. Mas como é uma rotina relativamente simples e eu não sei programar (teria que aprender), faço na mão mesmo.

        Espero ter ajudado!

    2. Hoje resolvi refazer minha planilha, inspirado no video do Ghedin e vi que alguns valores não batiam. Pra não ter que fazer contas na mão, fui tentar pegar o extrato da conta do Nubank, nem que seja copiar+colar. No celular não achei como e pelo desktop só abre a fatura do cartão de crédito. Acabei tendo que fazer na mão e descobri que o Sheets resolveu trocar algumas células de número para texto e era por isso que não batiam os valores >_<

      1. Sim, isso acontece. As vezes o número vem armazenado com espaços junto, aí ele entende que é um texto.
        Outro problema comum é quando o banco exporta os números no sistema americano, com decimais separados por ponto e milhares separados por vírgula. Ai o bom e velho control L, substituir resolve.

    3. Dica pra quem usa conta corrente do roxinho: dá pra pedir um extrato pelo chat de atendimento (pedi em ofx, tb vem um pdf), é só falar o período que você quer.

      O chato é não ter uma funcionalidade no app pra isso, como é o caso da fatura do cartão pelo app web. Mas ir lá pedir acaba entrando na rotina mensal no final das contas ¯\_(ツ)_/¯

  3. Tema muito relevante, Rodrigo!
    E que bom que ele veio junto com o vídeo direto no site, uma ótima ideia!

    O único app que já usei foi o Jimbo, que faz parte de um programa de educação financeira da Federação dos Bancos do Brasil. Ele é bem completo e adaptado a nossa realidade, e permite a exportação dos dados em planilha:

    Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.meubolsoemdia.Jimbo&hl=pt_BR&gl=US

    iOS: https://apps.apple.com/br/app/jimbo-controle-de-despesas/id1111295356

    Esse programa de educação financeira deles se chama Meu Bolso Em Dia, e além de dicas oferece também planilhas para perfis e momentos de vida diferentes:

    Planilhas: https://meubolsoemdia.com.br/planilhas

    Deveria ser obrigação mínima das instituições financeiras e suas organizações investir em educação financeira, né? Explicar do básico ao complexo e disponibilizar ferramentas para o público, considerando que nem todos tem acesso a esse tipo de educação na escola.

    1. Não conhecia esse app da Febraban, e olha que eu perdi um tempão vasculhando a App Store atrás de apps de controle financeiro. Pena que ele não parece ser muito bom, não? (Ao menos se a nota da loja for alguma indicativo.)

      Seria legal mesmo se a Febraban fizesse algo nesse sentido. Até onde sei, até fazem algumas campanhas publicitárias, mas só para “apagar incêndios”, ou de coisas mais dramáticas/perigosas. A última foi sobre o uso consciente do cartão de crédito consignado

  4. Uso o Minhas Finanças há 3 ou 4 anos e me atende super bem. Possui licença vitalícia de valor acessível e está sendo desenvolvido app para IOS e Desktop.

    Acho que você subestima o poder do orçamento.
    Pegue todos os gastos anuais, trimestrais ou que não sejam fixos e transforme-os em um gasto mensal.
    Você perceberá o quão melhor será seu controle financeiro.

    Anotar os gastos é importante, sendo digamos uma porta de entrada, mas planejar os gastos é imprescindível.

    1. Já fiz orçamentos durante um tempo e, sim, ajuda, mas não mudou muita coisa no meu dia a dia. Acabo tomando por base a média mensal de gasto para pautar os supérfluos e imprevistos ao longo do mês. Tem funcionado.

  5. Já tentei fazer controle por aplicativo, ou por tabelas super elaboradas, mas hoje em dia uso uma tabela simples mesma, do GSheets, que replico a cada final de mês. Não chego a registrar meus gastos pequenos (padaria, etc), porque começa a entrar num ponto de ser cansativo registrar gastos todo dia. Mas para os gastos grandes de cada mês, a tabela simples funciona muito bem.

    1. Tem um aplicativo que pega seus dados bancários e faz automatizado conforme você gasta no cartão, não sei se é confiável, mas a ideia é legal.
      Eu como só utilizo um único cartão, então só uso o app do banco e quando raramente gasto com dinheiro fica perdido.

  6. Faço controle financeiro há anos via aplicativos. Já testei pelo menos uma dezena deles.
    Minha recomendação #1 é o app Wallet by BudgetBakers (tem versão gratuita e paga). Ele oferece excelentes opções de análises e relatórios financeiros.
    Minha recomendação #2 é o YNAB (somente versão paga). Esse é diferente de todos do mercado. A vantagem desse é que tem toda uma metodologia própria de como trabalhar com seu budget. A empresa investe muito no aplicativo: atualizações constantes, materiais didáticos, canal no youtube com conteúdo relevante, etc. Tudo feito com muita qualidade. O problema é o preço, é muito mais caro que os concorrentes. Infelizmente não consegui encontrar aplicativos semelhantes a esse.

    1. Dei uma olhada no Wallet e achei interessante, bem feito. Se eu estivesse disposto a usar um app, poderia adotá-lo.O YNAB usa uma lógica toda centrada em orçamentos, não? Sei lá, a mim parece um sistema muito americanizado, que não sei se funciona bem aqui, no Brasil. No mínimo, soa algo culturalmente distante de nós.

      1. Uso há anos o YNAB. Hoje faço, além do pessoal, o controle financeiro do escritório nele (um escritório de projetos arquitetônicos). Usava antes o GNU Cash, mas a complexidade dele me fez migrar.
        Apesar de não ter tradução, não sinto nada americanizado, ele é muito flexível e se adaptou muito bem ao meu dia a dia. Antes eu tinha uma visão parecida com a sua a respeito de orçamentos, não achava que era para mim ou que poderia ser limitador, mas hoje não consigo pensar minha vida sem. O YNAB ensina uma forma de pensar o dinheiro que por si só vale o investimento. Depois, mesmo que vc queira fazer uma planilha na mão ou adaptar outro aplicativo dá para levar.
        Ele tira aquela ilusão de ver um saldinho no banco e achar que vc pode comprar alguma coisa por capricho ou impulso. Mas ao mesmo tempo te organiza para comprar os mimos sem o menor peso na consciência, com a certeza de que esse dinheiro não fará falta. Sem falar em todos os relatórios possíveis.

    2. Eu usei por anos o Money Lover, cheguei até comprar na época, mas como atualmente só controlo pelo app do banco, não o mais utilizo e não sei como está.

    3. Gosto bastante do racional do YNAB. Uso um aplicativo gratuito (com features pagas) chamado GoodBudget. Opção simples e ágil.

  7. Algumas observações (já que vc pediu pra conversar aqui embaixo):
    1) Muito bom isso de postar o vídeo direto aqui. Privacidade agradece, e eu também. Obrigado.
    2) Faltou falar do app que vc usa, e desses muitos outros que vc disse existir. Eu uso um bem simples, de ios, mas que o desenvolvedor não atualiza há anos.
    3) Principalmente: faltou mostrar sua planilha. Sem isso ficou só o “ter controle financeiro é recomendável”.
    4) Por que tanto ódio ao dinheiro? Dinheiro é bom Ghedin, tira essa mentalidade esquerdista da cabeça. Dinheiro proporciona coisas maravilhosas, e não é pecado querê-lo, embora a esquerda o demonize, sabe-se lá o motivo.

    1. Ah, não falei de apps específicos porque não é bem o foco do vídeo. Talvez numa “parte dois”?

      Para não deixar você e outros espectadores curiosos, o que eu uso no iOS é o Pocket Expense. Acho que tem versão para Android também. Sinto falta nele de histórico/gráficos de evolução de gastos/receitas por categoria (para saber de um jeito fácil se estou gastando mais ou menos que a média em mercado, por exemplo), e suporte a mais critérios de classificação (por tipo de gasto, se obrigatório, imprevisto ou supérfluo, por exemplo).

      Minha planilha ainda não está pronta, por isso mostrei só um pedacinho. Hoje, aliás, vou pedir mais dicas no post livre. Meu conhecimento em planilhas é básico, então mesmo depois de pronta imagino que ela não será referência para muita gente.

      Quanto ao dinheiro. “Dinheiro proporciona coisas maravilhosas”, só que não. Dinheiro é, na realidade, uma barreira não só às coisas maravilhosas, mas, para a maioria das pessoas, a todas as outras coisas básicas. Calhou de o dinheiro ser o melhor sistema, até agora, para promover trocas entre seres humanos, mas é um sistema com tantas falhas (legais, sem falar das ilegais) que não é absurdo questioná-lo. Pelo contrário! “Querer dinheiro” é uma deturpação do seu objetivo, mas algo, infelizmente, normalizado.

  8. Primeiramente, parabéns pela iniciativa de postar o vídeo diretamente no site. Já que o YT virou uma arena de boliche, todo dia sempre tem algum strike, qualquer coisa já temos um backup.

    Sobre o controle financeiro, também tem o fator histórico e cultural. Nossos pais/avós (dependendo da idade de quem está lendo aqui) viveram em um cenário de hiperinflação, onde qualquer coisa valia 1.250.ooo, mas todo mundo era milionário apenas no número mesmo. E alguns devem lembrar do confisco da poupança, onde tem muitos que até hoje lutam pra receber o valor confiscado (ou pelo menos os parentes de quem já faleceu).

    Aí por isso que não falávamos muito sobre o assunto. Precisou de uma pandemia pra gente começar a olhar pra esse assunto com mais atenção. Já que não aprendemos por bem, vai ser pelo trauma, então.

    Até me organizo de alguma forma por aqui. A minha ideia lá na frente é trocar tudo (ou quase tudo) por Dólar, ou investir em lugares que realmente funcionam, já que não dar pra ficar esperando que o dólar volte para casa dos R$ 2 de novo. Acho que é isso.

  9. Também gosto muito desse livro do Amuri, que trata de uma maneira muito direta, prática e eficiente sobre gerenciamento da vida financeira.

    Faço meu controle financeiro no próprio app do BB. Lá ele já categoriza todas as contas, então dá pra saber mensalmente o que foi gasto com transporte, mercado, casa, e outros. Não tem relatórios mais complexos e nem gastos anuais ou coisas do tipo, mas para mim são suficientes.

  10. Gostei bastante que agora os vídeos serão publicados também diretamente aqui no MdU, é sempre bom evitar o Google e outras big techs. Muito obrigado :)

    Cara, eu faço o controle financeiro por meio de planilha no LibreOffice também, já cheguei a ver alguns apps, mas a planilha é a melhor alternativa para mim.

    1. Concordo com os outros comentários, muito boa a iniciativa de publicar os vídeos aqui no site!
      Sobre controle financeiro, muito engraçado o vídeo ter saído hoje. Estava conversando com minha esposa justamente sobre controle financeiro quando recebi notificação do vídeo! Aqui em casa descobri uma solução self hosted, chamada FireflyIII. Vou instalar aqui no meu raspberry que uso como “servidor” e começar a usar. No próximo post livre talvez eu comente sobre o progresso dessa empreitada :)

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