O que é (e o que pode ser) o Tinder

It's a match!

Em 2015, o Tinder comemorou o seu terceiro aniversário e, aparentemente, todo mundo resolveu pensar no modo como esse aplicativo baseado em “swipes” mudou o cenário de namoros e rolos entre os jovens. Por causa da sua rápida explosão e grande quantidade de adeptos, um clique ocorreu na cabeça de muita gente. Começamos a nos perguntar por que o Tinder é tão popular e, mais importante, como ele afeta os relacionamentos.

Você, muito provavelmente, conhece alguém que usa o app para casos rápidos, que encontrou sua alma gêmea lá ou que o “hackeou”, usando-o, por exemplo, como guia de viagens no exterior. Seja para fazer algum tipo de piada sobre quem o utiliza ou simplesmente contar algum caso engraçado sobre um date, o Tinder se tornou pauta recorrente nas discussões que envolvem solteiros.

Vários artigos pipocaram pela Internet, ou em defesa do aplicativo, ou atacando tudo que ele representa. Alguns enxergaram no Tinder o fim do romance, outros viram homens regredirem ao entrar em contato com ele. Como todo bom app polêmico, o Tinder abre diversas possibilidades — não existe um “jeito certo” de usá-lo. Isso torna a atmosfera um tanto caótica e, no fim das contas, a principal interrogação se apresenta outra vez: qual o motivo da fissura generalizada em torno do Tinder?

O amor ao longo da história

Quando você nasceu, o tipo de relação amorosa que supostamente deveria tomar lugar nesse mundo já estava consolidado. Enquanto crescemos, somos bombardeados com mensagens, por todos os lados, declarando como o tal amor deve ser. Lembro-me de um dos trechos iniciais do livro Alta Fidelidade, do Nick Hornby, em que o personagem principal reclama:

As pessoas se preocupam com as crianças brincando com armas, adolescentes assistindo vídeos violentos; nós temos medo que algum tipo de cultura da violência irá tomar conta deles. Ninguém se preocupa com crianças ouvindo milhares – literalmente milhares – de músicas sobre corações partidos.

Você nasceu na época em que nossos constructos sociais giram em torno do amor romântico. Só na Idade Média tardia, e sob a influência do Romance da Rosa, o modo de amar que conhecemos surgiu. Foram difundidas as ideias de que no matrimônio deve haver paixão e que todos temos uma alma gêmea com a qual estamos destinados a compartilhar a eternidade. Historicamente, isso é bastante recente, mas tempo o bastante para penetrar nossa experiência concreta e se tornar o “comum”. Afinal, nos filmes que vemos, nas músicas que escutamos e nos livros que lemos, o mote principal costumar ser o amor — desde Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, às novelas de Glória Perez.

Cartão de aceite dos protestos de amor de Othelo Rodrigues Rosa.
Tinder analógico, início do século XX. Via Zero Hora.

Fiz essa digressão para falar, na verdade, sobre algo contemporâneo. Aliás, uma daquelas discussões inevitáveis. Na era da tecnologia, como fica esse tal amor? De que maneira ela reconfigurou o modo como nos relacionamos? Em todas as épocas, permeando todas as esferas das nossas vidas, questões do tipo emergem e permanecem sem respostas absolutas — nem os pesquisadores que dedicam suas carreiras à busca desse entendimento têm todas as respostas. Mas refletir sobre o tema e trazer para a roda de debate é sempre válido.

Os trunfos do Tinder

A Internet foi extremamente importante nesse novo desenho de conexão entre potenciais parceiros amorosos. Antes, conhecíamos pessoas através da proximidade — amigos em comum, conhecidos da família — mas, imersos na Internet, passamos a ser capazes de surpassar essas limitações geográficas.

Assim que os sites começaram a ser utilizados comercialmente e a fazer sucesso, os que eram destinados a promover conversas entre pessoas ganharam destaque em pouco tempo. Nos anos 1990 e começo dos anos 2000, o bom e velho Bate-Papo UOL era a principal ferramenta online desse nicho. Com o tempo, foram surgindo sites mais sofisticados e que facilitavam a procura pela “pessoa certa”, como Match.com, OKCupid, Plenty Of Fish e tantos outros.

Os smartphones reconfiguraram diversos setores do digital, tendo reflexos claros na sociedade. Quando o mercado dos aplicativos começou a bombar, os “apps de namoro” eram tão óbvios que não demoraram a surgir. Agora, a possibilidade de marcar um encontro, conseguir sexo casual ou encontrar o amor da sua vida estava ali, no seu bolso, potencializada pelas características que tornam esse aparelho algo tão incrível. Isso marcou outra mudança muito importante quando falamos de relacionamento entre seres humanos.

Telas de divulgação do Tinder.

O Tinder, em especial, soube muito bem utilizar as características dos smartphones como ponto atraente de seu aplicativo. É legal pensar em como a Internet abre o escopo para conhecermos pessoas que estão distantes, mas o Tinder deu certo explorando a hiperlocalização. Adicionando o GPS à equação, ele pôde oferecer a facilidade do “online dating” e a promessa da praticidade que é apontar quem está fisicamente perto. Trata-se de uma combinação poderosa, mas não o único fator que explica o sucesso do app.

Além disso, desenvolveram uma plataforma em que criar um perfil é extremamente simples, um contraponto bem sacado aos perfis enormes pautados por formulários extensos de redes do tipo anteriores. Quando o Tinder é logado por meio do Facebook, as informações necessárias são transpostas e organizadas em uma nova conta no aplicativo. Tudo fica por conta de uns poucos toques na tela. Pautar-se pela simplicidade foi, talvez, um dos maiores acertos da startup. Removida a fricção de se criar um perfil ali, bem como a de utilizá-lo, deparamo-nos com uma situação em que há pouco a perder. Logo… por que não?

O slogan do Tinder é “any swipe can change your life”. Nele vemos aquela ideia do amor romântico como uma potente ferramenta de marketing. O aplicativo, essencialmente, vende a chance de felicidade ao lado que uma pessoa que você talvez não teria a chance de conhecer de outra forma. Claro que ele é utilizado com mil outras intenções, mas o ponto aqui é que o Tinder vende o paradigma do amor com um invólucro tecnológico. A prova de que o aplicativo soube muito bem se vender? Em menos de um ano, ele alcançou mais de um milhão de usuários ativos por mês e em 30 meses esse número pulou para 24 milhões. São números invejáveis para qualquer startup.

O sucesso atrai o interesse e, disso, teorias e acusações diversas. Um tempo atrás a escritora Nancy Jo Sales escreveu para a Vanity Fair sobre como o Tinder está arruinando a cultura do namoro. Ela usou como base alguns jovens, com idades entre 19 e 29 anos vivendo em Nova York, para entender o modo como as pessoas estão interagindo no mundo do mobile dating.

No texto, ela cria uma certa atmosfera de terror — afinal, a maioria dos rapazes que ela entrevistou deram depoimentos pesados, como “Caras estão sempre competindo. Do tipo, quem pegou as mulheres mais gostosas. Você arruma dois ou três encontros por semana e, se você consegue dormir com todas, dá para juntar um total de 100 por ano.” É uma realidade. Tem muito cara (e mulher também) que usa o Tinder pensando em uma (e somente uma) coisa: arrumar pessoas com quem transar.

O ponto que Nancy faz é bastante preocupante. Ela apresenta um panorama irreversível e apocalíptico, no qual os millennials estão estragando tudo com esses aplicativos, verdadeiros agentes da disrupção. Ler outros artigos que contestaram esse argumento e conversar com alguns dos meus amigos me levou à conclusão de que houve algum exagero. Por enquanto, podemos ficar tranquilos.

Os vários usos do Tinder

Assim como existem pessoas que usam da cultura do mobile dating para encontrar sexo casual, outras estão nesses apps com objetivos diferentes. É possível e até recorrente, por exemplo, um encontro dessa forma tão moderna de se relacionar com aquele amor romântico, citado no início. Uma das minhas melhores amigas encontrou o atual namorado no Tinder. Foi assim, depois de meia dúzia de encontros, que ela encontrou alguém com quem se sentiu confortável, e quando percebeu, eles estavam ficando sério. Casos do tipo são cada vez mais frequentes e aquela vergonha em “confessar” onde o casal se conheceu vem diminuindo.

Chama a atenção, também, usos que não têm nada a ver com relações mais íntimas. Nessa época em que tem tanta gente do nosso círculo social estudando ou trabalhando no exterior, fiquei curiosa com a forma com que a galera usa o Tinder em viagens. Conversando com alguns amigos, descobri que muitos usam o app para conseguir dicas de lugares bacanas, aqueles que só a população local conhece. João Pedro Rodriges (24), uma das pessoas com quem eu conversei, é formado em Direito e está passando uma temporada em Nova York. Ele contou: “Eu uso o Tinder o tempo todo para conseguir dicas e é muito mais interessante do que o real objetivo do aplicativo! Estou aqui em NYC e já conheci bastante gente bacana, pedindo dicas de locais bacanas para se ir, lugares bons e baratos para comer, essas coisas.”

Larissa Campos (22), estudante de Comunicação Social, está fazendo intercâmbio na Espanha e teve experiências boas com o Tinder como ferramenta para fazer amizade: “Entrei no Tinder só porque eu estava entediada, sozinha e em uma cidade que não conheço ninguém. Conversei com uma galera daqui; dois caras, especificamente, foram bem legais. Como são sevilhanos, me deram dicas bacanas e ficamos conversando de boa, sem grandes insinuações.”

É comum olhar com pânico para mudanças bruscas em padrões da sociedade em que vivemos. Mas refletir sobre esse assunto faz perceber, mais uma vez, que generalizar noções pode não ser interessante ao debate. Com a ajuda desses sites e aplicativos de namoro, muitas características de relacionamento preexistentes foram reforçadas. Pensar o Tinder também fortaleceu a noção, às vezes esquecida, de que sempre haverá nuances no comportamento humano em torno das tecnologias. Compartimentá-las e julgá-las é restringir muito o nosso potencial criativo, tanto de uso quanto de subversão do que nos é apresentado.

O Tinder ajuda aqueles caras do artigo da Vanity Fair a arrumarem 100 garotas por ano e a se gabarem por isso, mas também ajuda pessoas tímidas a conhecerem alguém novo. É o aplicativo perfeito para equilibrar nossa vulnerabilidade emocional com a vontade de se mostrar para o mundo lá fora. E essa foi uma sacada genial: podemos usufruir dessa balança em que o “jogo do amor” — normalmente bem assustador — recebe como contrapeso a nossa capacidade de controlar as narrativas dentro do aplicativo.

Nesse cenário que oferece inúmeras possibilidades de roteiros para um simples “match”, as pessoas procuram o que lhes convém, da companhia para apenas uma noite a um relacionamento sério. Dentro do Tinder há toda uma dinâmica que o torna uma etapa única e inédita, porém uma que se encaixa na nossa humanidade e naquela eterna busca por superar a experiência da separação — de encontrar sua cara-metade. E, vá lá: é bem bacana pensar que, no nosso tempo, pessoas que se amam tiveram a chance de se encontrar por causa de alguns toques na tela de um celular.

Revisão por Guilherme Teixeira.

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15 comentários

  1. Nunca utilizei o Tinder e não conheço ninguém que tenha utilizado ou mesmo encontrado alguém e iniciado um namoro.

    Acredito que no Brasil o WhatsApp tenha um papel mais crucial nos relacionamentos (pelas experiência que já vi com outras pessoas).

  2. Tinder é a balada cheia de fumaça e gente com o som nas alturas.
    AdoteUmCara e OkCupid (interface em inglês nesse) são barzinhos onde é possível ver e ouvir as pessoas um tanto melhor.

    1. Hahaha será?? Acho que as diferenças entre eles ficam só na superfície, no primeiro contato. Depois, as possibilidades de continuar a conversa são parecidas — pelo menos tem sido essa a minha experiência.

    2. Hahaha será?? Acho que as diferenças entre eles ficam só na superfície, no primeiro contato. Depois, as possibilidades de continuar a conversa são parecidas — pelo menos tem sido essa a minha experiência.

      1. Falo justamente do primeiro contato. Eu exagero na comparação, claro. E depende das pessoas colaborarem. Mas nos dois últimos eu noto um esquema mais propenso a um, digamos, “slow paquera”. Principalmente (mas não apenas) pela maior possibilidade de saber mais das pessoas antes mesmo de fazer contato via mensagem. Como se conseguisse ver melhor pela falta de fumaça/multidão e até ouvir, de canto de ouvido, algo das pessoas nas mesas ao lado…

        1. Não sei se isso faz alguma diferença no papo que vem em seguida. Na real, acho o Tinder legal (como a Beatriz coloca no texto) pela simplicidade e escassez de informações disponíveis de antemão. Parece que sites com formulários enormes e muitos dados criam uma “aura” de seriedade que não combina com o que se está fazendo ali. Soa mais compromissado num ponto onde não deveria haver compromisso algum (eu nem conheço a outra pessoa!)

          Ver um perfil detalhado de alguém por quem me interesso mata muitos assuntos possíveis de se conversar, e alguns que renderiam mais papo se abordados naturalmente em vez de aparecerem numa lista sem graça.

          1. Entendo o que vc diz, mas saber dosar a si mesmo é parte do charme também, né? De qualquer forma, ter informações sobre o gosto da pessoa em relação a filmes/livros, por exemplo, pode ajudar a variar a conversa/abordagem inicial também (sabendo como usar), ao invés da experiência “Máquina de responder/perguntar as mesmas coisas”. E não sei se saber de antemão que a pessoa tem X de altura e/ou fuma, por exemplo, seria desperdício de assuntos de uma boa conversa. Enfim, consigo ver os motivos de sucesso do Tinder e devido ao volume de pessoas o uso tbm. Mas é bom ter variedade de “lugares”.

          2. Às vezes o perfil das pessoas nesses sites/apps é tão detalhado que você se vê perdido em como começar a conversa, afinal todas as informações mais gerais sobre a pessoa que você poderia querer perguntar já estão ali. =/

  3. O aplicativo é fantástico, em diversos aspectos, ao meu pensar. A exemplo, se não fosse ele dando um empurrão, eu acredito que teria dificultado muito eu ter namorado a minha ex-namorada (por coincidência, quando eu estava próximo à casa dela, que eu nem sabia aonde era, acabei encontrando-a no
    aplicativo e isso fez com que a
    gente se encontrasse meia hora depois), sem contar algumas amizades que fiz no aplicativo, entre elas, uma, que hoje considero uma das melhores pessoas que já conheci até hoje.

    Existem várias formas de uso do aplicativo, não só para estar em busca de sexo ou um “amor para a vida toda”. Pode-se fazer amizade, conhecer mais sobre a cidade (por morar no Rio, já ajudei muito turista durante a Copa e Carnaval), e o que mais der na mente.

    Porém, de fato, existem pessoas (e conheço algumas) que utilizam o aplicativo para fazer uma competição de quem faz mais sexo ou não. Não concordo com tal ação, mas, quem sou eu para julgar a utilização da ferramenta pelo próximo? E vai que isso não é a vinda de uma nova tendência que veio em conjunto das novas culturas que a internet andou criando por aí?

    Vejo o Tinder mais como uma mudança cultural e de hábitos do que um aplicativo novo com tecnologia revolucionária. Sites de paquera já existiam há muito tempo, mas nenhum criou uma tendência, e até mesmo, uma polêmica, como o Tinder anda criando. Será o sinal dos novos tempos e o fim de tradições de décadas?

  4. Eu vejo com bons olhos o app, justamente porque ele pode ser usado para fins tão diversos.

    É errado usá-lo para encontros sexuais? Se é de comum acordo, por que seria?
    Dá para encontrar a alma gêmea por lá? Por que não?

    Tenho amigos que usam/usaram para ter “casinhos” sem importância, e outros que conheceram namorada por lá e já estão há um tempão com ela. Eu mesmo já tive um namorado que conheci por lá. Posso dizer que entre as pessoas LGBTUVWXYZ o uso de aplicativos estilo o Tinder é ainda mais intenso, por razões como a dificuldade de se abordar uma pessoa na “vida real”. Diria que a maioria dos relacionamentos e encontros, hoje, surge entre pessoas que se conheceram por plataformas virtuais, inclusive entre o público geral.

    1. É bem por esse lado, Ed (: Como disse no texto, os aplicativos podem ser usados com tantas finalidades que acho complicado fazer esse maniqueísmo de “é bom” ou “é ruim”. Entre os casos Tinder que conheço, as histórias tem uma infinidade de rumos diferentes. Acho interessante entender que o Tinder, e tantos outros aplicativos, estão intrinsicamente relacionados ao uso que fazemos deles.

  5. Lendo o título, pensei de início que ia ser um post reclamando do Tinder e das relações efêmeras nas redes sociais, mas no final é uma analise disto tudo. O que ficou muito legal, valeu Beatriz =) .

    Nunca usei o Tinder. Do jeito que me descreviam, achei muito fútil. Tipo “rolo a imagem e tento o que eu ver que é mais bonite (entenda o e como “sem genero definido”).

    Já usei OkCupid, recentemente Adote um Cara (Estou tentando apagar a conta lá, mas vi que eles são mais um daqueles sites que retém contas), e sinceramente nem tenho paciência de ficar neles. Poucas mulheres me achavam atraente… =

    Sei lá. Nem mais sei o que pensar sobre amor, relacionamento, sexo, amizades, etc… etc… Cada um tem seu jeito de agir, mas há pessoas (como eu) que ficam perdidas na hora de agir. “Gato escaldado tem medo de água fria” – lidar com novos relacionamentos é difícil (depois de problemas com relacionamentos antigos), e acho surpreendente este tipo de atitude – em um site de namoro, fazer amizades para até guia turístico.

    Não posso responder por todos, mas suponho que as pessoas buscam padrões de comportamento para não ficar perdido em um caos – como citado. Lidar com padrões é mais fácil e seguro, e menos preocupante.

    Ainda por cima em tempos onde se discute como homens atuam e incomodam as mulheres, onde as mulheres gritam para os quatro cantos “Odeio cantadas!”, onde se fala sobre o primeiro assédio feminino, tratando homens mais como vilões do que como pessoas que também estão nesta cultura e de alguma forma acabaram agindo como “vilões” porque a cultura forjou isso (macho bom é aquele que come todas sem pensar)… é difícil pensar em como agir nesta situação toda. Eu por exemplo nem sei mais como paquerar ou se vou conseguir paquerar ou conseguir uma parceira. “Ah, você é inseguro, blá blá”. E quem é seguro o que faz? (Cite um trecho de refrão de sertanejo universitário aqui).

    Se ver as piadinhas que até as feministas mandam entre si, verá piadas como “a dúvida entre escolher um Gianechinni de Brasilia velha zoada, ou o Tiririca de Carro de Luxo”. Ou seja, mesmo para as feministas, o que vale é a beleza e masculinidade do homem (não falo todas, mas ao que noto que muitas que se dizem feministas acabam fazendo de forma hipócrita longe dos holofotes sociais públicos)… (e com isso transformo um comentário sobre relacionamentos em Tinder em um comentário de reclamação contra feministas… droga… não, não vou apagar isso, deixa… vamos ver no que dá…)

    Enfim, o mundo é uma porcaria de seletivo no final. É mais valorizado quem é “mais”. Mais bonito, mais engraçado, mais tudo… de que adianta o Tinder ou outro site de relacionamento?

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