O Flickr pode ser a alternativa ao Instagram que tantos esperam

O Flickr, rede social voltada à fotografia, foi comprado pelo SmugMug, outro serviço similar, por um valor não divulgado. Lançado em 2004, o Flickr foi para a era pré-smartphone o que o Instagram é hoje: o local onde as pessoas publicavam suas fotos e viam as de amigos e profissionais que admiram. Continue lendo “O Flickr pode ser a alternativa ao Instagram que tantos esperam”

De fortuna a trocados: uma triste história do Yahoo

Em julho, completará um ano desde que a operadora norte-americana Verizon anunciou o acordo de compra do Yahoo por US$ 4,8 bilhões — uma transação grande do mercado de tecnologia, mas ao mesmo tempo um indicativo da decadência de uma das maiores potências que a internet teve em seus anos dourados. Para o Yahoo, uma marca que já valeu cerca de US$ 125 bilhões, é bem triste e deprimente, para ser sincero. Continue lendo “De fortuna a trocados: uma triste história do Yahoo”

Yahoo anuncia encerramento do Yahoo

Primeiro layout do Yahoo.
Yahoo em 1994. Imagem via NBC.

Quando a web comercial surgiu as pessoas tinham dificuldade em encontrar sites. Até existia buscador, mas seus algoritmos eram simples e altamente sujeitos a fraudes, logo não entregavam resultados nem mesmo próximos dos de buscadores modernos. As melhores formas de descobrir sites eram ou por indicação de alguém, via e-mail ou boca a boca, ou através de links em outras páginas.

O Yahoo surgiu com outro nome, “Jerry and David’s guide to the World Wide Web”, em janeiro de 1994. Criador por Jerry Yang e David Filo, no princípio ele era um diretório, um site recheado de links que encontrados, revisados e categorizados por humanos. O buscador Yahoo só surgiu no início da década de 2000, e nem era próprio — ele usava os resultados do Google. Apenas em 2004 o Yahoo colocou no ar uma versão com índice e tecnologia próprios.

É por isso que o anúncio do fim do Diretório do Yahoo, marcado para 31 de dezembro de 2014, abre margem para a piadinha do título. É como se o Google acabasse com seu buscador, a Microsoft, com o Windows ou a Nokia com as fábricas de celulose. Hey, a Nokia não produz mais celulose! Ou seja, é um passo natural, mas não deixa de ser histórico.

A única parte chata disso (alguém ainda usa diretórios?) é que parte da memória da web se vai junto com esses serviços pioneiros. O comunicado do Yahoo não diz se o Diretório permanecerá online, como o Orkut, ou se terá o mesmo fim do Geocities, o primeiro lar online de muita gente e que o mesmo Yahoo descontinuou e apagou da web em 2009.

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