O que causou a queda de WhatsApp, Instagram e Facebook

Os serviços do Facebook — a rede homônima, o Instagram e o WhatsApp — estão há quase 10 horas fora do ar nesta segunda-feira (4). Já se sabe o que causou a queda: uma atualização malfadada que varreu os registros do Border Gateway Protocol (BGP), o que impossibilita o acesso de qualquer sistema/computador aos serviços.

“Em algum momento nesta manhã, o Facebook removeu o mapa que diz aos computadores do mundo como encontrar suas várias propriedades online. Como resultado, quando alguém digita facebook.com em um navegador, este não tem ideia de onde encontrar o facebook.com e, por isso, retorna um erro”, resumiu Brian Krebs, especialista em segurança digital. Via Krebs on Security (em inglês) e Núcleo.

O estrago é tão profundo que, segundo a imprensa norte-americana, os funcionários do Facebook não conseguem acessar ferramentas internas e sequer entrar nos prédios da empresa, porque toda a operação está vinculada a domínios afetados. Segundo Mike Isaac, repórter de tecnologia do New York Times, no fim da tarde o Facebook enviou uma pequena equipe a data centers espalhados pela Califórnia para resetar manualmente os servidores da empresa. Via @RMac18/Twitter (em inglês), @MikeIsaac/Twitter (em inglês).

Embora a causa seja conhecida, ninguém sabe o que a causou. Pelo Twitter (!), o Facebook informou estar ciente do problema, desculpou-se pela inconveniência e afirmou que trabalhava para que as coisas “voltassem ao normal o mais rápido possível”. O tuíte foi publicado às 13h22, horário de Brasília. Via @Facebook/Twitter.

WhatsApp ganha diretório de estabelecimentos comerciais em São Paulo

Quatro telas do WhatsApp, lado a lado, mostrando a jornada do usuário no novo recurso de diretório de estabelecimentos comerciais no WhatsApp.
Imagem: @wcathcart/Twitter.

O WhatsApp lançou um diretório de estabelecimentos comerciais embutido no próprio app — quase como um “páginas amarelas” digital. Ainda em testes, a empresa escolheu São Paulo para lançar a iniciativa. Os estabelecimentos são divididos por categorias e o WhatsApp informa a distância do usuário em relação a cada um deles. Segundo Will Cathcart, líder do WhatsApp dentro do Facebook, o WhatsApp não registrar a localização do usuário nem por quais estabelecimentos ele “navega”. Via @wcathcart/Twitter (em inglês), LABS News.

Reportagem da ProPublica errou ao questionar a criptografia do WhatsApp; ainda assim, é um importante alerta

A ProPublica publicou uma longa reportagem mostrando os bastidores da moderação no WhatsApp. O assunto nunca está presente no marketing e nas manifestações públicas do Facebook, afinal, o WhatsApp é criptografado de ponta a ponta, certo? Sim, mas isso não significa que seja à prova de bisbilhoteiros. O Facebook contrata pelo menos 1 mil revisores/moderadores para analisar conteúdo do WhatsApp denunciado por usuários, além de sistemas de inteligência artificial que analisam os meta dados (que não são criptografados de ponta a ponta) em busca de comportamentos suspeitos.

A reportagem da ProPublica apanhou por, a princípio, sugerir erroneamente que o sistema de moderação do WhatsApp implicava em uma quebra da criptografia de ponta a ponta. Não é o caso. Quando se denuncia uma mensagem, ela e as quatro imediatamente anteriores (incluindo fotos e vídeos) são encaminhadas ao sistema de moderação, que atua como uma ponta, como se fosse um contato qualquer do aplicativo.

Tecnicalidades à parte, o alerta é importante. Ativistas, insurgentes, jornalistas e outros perfis sensíveis correm riscos ao confiarem irrestritamente na alardeada privacidade do aplicativo do Facebook. A reportagem da ProPublica cita o caso de uma ex-funcionária do Departamento do Tesouro norte-americano que vazou dados de transações suspeitas com a Rússia ao BuzzFeed News, pelo WhatsApp, e acabou identificada pelo FBI graças aos meta dados. Via ProPublica (em inglês).

No Brasil, adoção do WhatsApp Pagamentos é baixa e uso do Telegram cresce

Dois dados importantes da pesquisa de mensageria móvel do Mobile Time/Opinion Box publicada nesta quinta (1):

  • Apenas 7% dos usuários de WhatsApp cadastraram um cartão de débito no WhatsApp Pagamentos. Dos que não embarcaram nessa, a maioria (50%) não tem interesse no serviço e 33% não confia em ceder dados de cartão ao WhatsApp. Aquele bloqueio do recurso pelo Banco Central, pouco antes da liberação do Pix, parece ter sido providencial. E a má fama do Facebook, justificadamente, segue crescendo.
  • O Telegram já está em 53% dos celulares brasileiros. Em um ano, cresceu 18 pontos percentuais. O clima de terra de ninguém do Telegram, somado a essa ascensão meteórica, pode se transformar em um campo de batalha sem regras nas desde já conturbadas eleições do ano que vem.

Via Mobile Time (2).

Facebook é multado em € 225 milhões na Europa por infrações à lei de proteção de dados com WhatsApp

Baseada na GDPR, a lei de proteção de dados da União Europeia, a Irlanda multou o Facebook em € 225 milhões (cerca de R$ 1,41 bilhão) nesta quinta (2) devido a violações praticadas com o WhatsApp. Segundo a Comissão de Proteção de Dados do país, onde fica a sede europeia do Facebook, o WhatsApp faltou com transparência na explicação, a usuários e não usuários, de como seus dados são tratados, incluindo o compartilhamento deles com outras propriedades do grupo, como a rede social Facebook.

De acordo com o Wall Street Journal, esta é a segunda maior multa aplicada pela União Europeia com base na GDPR; o valor equivale a 0,8% do lucro do Facebook em 2020. (Em julho, Luxemburgo multou a Amazon em € 746 milhões.) A princípio, a Irlanda queria multar o Facebook em € 50 milhões, mas oito países da União Europeia fizeram objeções ao valor, considerado baixo, o que desencadeou um mecanismo de resolução de disputas previsto na GDPR. Após uma votação, a Comissão de Proteção de Dados irlandesa quase quintuplicou o valor original. O Facebook pode e vai recorrer. Via Comissão de Proteção de Dados (em inglês), Wall Street Journal (em inglês, com paywall).

Vazar conversas de WhatsApp gera dever de indenizar, decide STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que vazar conversas por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, gera o dever de indenizar sempre que for constatado dano. Segundo a ministra Nancy Andrighi, relatora do caso julgado, de 2015, o registro da conversa em si não é ilegal, mas divulgá-lo, sim, pois esses diálogos estão protegidos pelo sigilo das comunicações. “Em consequência, terceiros somente podem ter acesso às conversas de WhatsApp mediante consentimento dos participantes ou autorização judicial”, afirmou.

A única exceção é quando a exposição das mensagens visa resguardar um direito próprio de um dos participantes da conversa, num exercício de autodefesa. Nesses casos, porém, a análise da situação deve ser feita em juízo, caso a caso. Via Agência Brasil.

WhatsApp se compromete a atender às recomendações sobre sua política de privacidade

O Facebook/WhatsApp anunciou que atendeu às recomendações da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o Ministério Público Federal (MPF) em relação à sua (já não tão) nova política de privacidade:

[…] o WhatsApp sinalizou que pretende atender aos demais pontos, principalmente o ajuste da política de privacidade para refletir práticas de transparência, nos moldes em que já realiza para usuários da União Europeia; atualização dos termos sobre o WhatsApp Business; elaboração do relatório de impacto, abarcando o tratamento de dados de crianças e adolescentes; sistematização dos mecanismos de controle interno; entre outros.

Até a próxima terça-feira (31), o Facebook/WhatsApp disponibilizará um documento com “comprovações das evoluções” e em seguida se reunirá com os órgãos mencionados acima. Via Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Entenda o que mudou com a nova política de privacidade do WhatsApp (em vídeo).

WhatsApp permitirá transferência de histórico entre Android e iOS

Três prints do WhatsApp mostrando como funcionará a transferência do histórico entre plataformas.
Imagem: Facebook/Divulgação.

Não foram apenas celulares e acessórios que a Samsung anunciou no evento desta quarta (11). O Facebook aproveitou o ensejo para revelar um recurso há muito esperado por usuários do WhatsApp: a transferência do histórico entre plataformas (Android e iOS). A princípio, o recurso estará disponível para celulares Samsung com Android 10 ou superior, mas no futuro será estendido a outras marcas e ao iPhone. Para quem o histórico do WhatsApp tornava refém de uma ou outra plataforma, boa notícia. Via Engadget (em inglês).

Conversas silenciadas e arquivadas não ficam visíveis no WhatsApp

Um alerta para quem tem o hábito de arquivar conversas no WhatsApp: a partir da última atualização (no iOS, versão 2.21.140 de 21 de julho), conversas arquivadas permanecem silenciadas e arquivadas mesmo quando novas mensagens chegam. Tem gente perdendo mensagens importantes por essa mudança, que está sendo liberado gradualmente — aqui, por exemplo, ele ainda não chegou.

Felizmente, é possível reverter a mudança de comportamento do WhatsApp indo em Configurações, Conversas e Manter conversas arquivadas.

Ex-funcionários do WhatsApp lançam novo aplicativo de mensagens e rede social

Neeraj Arora e Michael Donohue, ex-funcionários do WhatsApp pré e pós-aquisição pelo Facebook, lançaram um novo aplicativo, o HalloApp. (Em novembro de 2020, para ser exato, mas só agora estão aparecendo na imprensa.) Apresentado como “a primeira rede de relacionamentos reais”, é uma espécie de mistura entre WhatsApp e Instagram, mas sem os piores incentivos de ambos. Do blog deles:

Sem anúncios. Sem robôs. Sem curtidas. Sem trolls. Sem seguidores. Sem algoritmos. Sem influenciadores. Sem filtros de fotos. Sem “fadiga do feed”. Sem desinformação se espalhando como fogo em palha.

Os contatos são os da agenda do telefone (igual ao WhatsApp) e é possível criar conversas individuais, em grupos ou publicar fotos e textos para toda a lista de contatos. O visual é agradável, quase minimalista, com opções óbvias e limitadas. Só falta o português como opção de idioma, uma ausência notável dada a popularidade do WhatsApp e de redes sociais no Brasil.

Em junho, escrevi: “Lendo a parte em que o Instagram copia os stories do Snapchat, no livro da Sarah Frier, e o papel que as celebridades tiveram nesse episódio, pensei que seria legal um app de stories só para quem você tem na lista de contatos. Aí lembrei do WhatsApp. Os caras não dão uma brecha.” O HalloApp parece exatamente isso, e mais.

Já baixei e instalei. Pode não dar em nada? Sim, mas a proposta, pelo menos, é muito interessante. Tem para Android e iOS.

O jovem quer acabar com o e-mail / Super apps são “super” mesmo?

Oferecimento: Razor Computadores Extraordinário. Essa palavra cuja origem vem do latim “extraordinarius” significa algo que vai “além de”, que é “fora do comum”. Se utilizada como adjetivo, a palavra representa algo excepcional, e é focando nessa palavra que a Razor fabrica computadores profissionais de altíssima performance: para você alcançar o extraordinário com uma máquina fora […]

WhatsApp explica e começa testes com dispositivos independentes do celular

O Facebook compartilhou detalhes de como funcionará o uso do WhatsApp com múltiplos dispositivos (até quatro) independentes do celular. Segundo a empresa, a funcionalidade, muito requisitada pelos usuários, já está em teste público com um grupo restrito deles.

O post é técnico, mas legível para não-programadores. E, evidentemente, simplifica explicações de processos que, na prática, devem ser super complexos. Em linhas gerais, se antes o celular atuava como único ponto de contato capaz da criptografia de ponta a ponta (o que explicava a dependência dele no uso do WhatsApp Desktop/Web e as constantes falhas de comunicação), no novo modelo cada dispositivo confiável tem sua própria chave e está vinculado aos demais. Para o usuário, porém, a única diferença no uso é que, ao cadastrar um dispositivo confiável/independente do celular apontando a câmera para um código QR, o aplicativo do celular exigirá uma autenticação biométrica. Via Facebook (em inglês).

O Facebook também liberou um “whitepaper” (PDF, em inglês) com explicações mais detalhadas do novo modelo de criptografia para múltiplos dispositivos.

Uma pequena vitória contra a Big Tech

Regra geral, quando a Big Tech decide mexer em seus serviços e produtos, só nos resta aceitar e nos adaptarmos à nova realidade ou desertar. Foi assim com as linhas do tempo algorítmicas das redes sociais, com as incontáveis reformulações de interfaces, com novos termos de uso que poucos se importaram em ler. Até que […]

Mark Zuckerberg e CEO do WhatsApp confirmam suporte a vários dispositivos no WhatsApp

O WABetaInfo, site especializado em WhatsApp, descolou uma entrevista com Will Cathcart, CEO do WhatsApp, e Mark Zuckerberg. Na conversa, a dupla antecipou algumas novidades do aplicativo.

Nota-se uma grande ênfase em tornar o WhatsApp mais efêmero. Foram mencionados dois recursos do tipo que estão na boca do forno: um “modo desaparecimento”, que torna automático o desaparecimento de mensagens em sete dias em todas as conversas, e o “ver uma vez”, que exclui fotos e vídeos após serem visualizados uma vez. (O Signal já conta com esse recurso.)

Outra novidade confirmada é o suporte a múltiplos dispositivos sem depender do celular ligado e conectado à internet. O usuário poderá ter até quatro dispositivos conectados a sua conta e os testes devem começar dentro de dois meses. Zuckerberg disse que foi “um grande desafio técnico” conseguir sincronizar mensagens mesmo com o celular sem bateria, mas que eles conseguiram. Só fica a dúvida se esse novo arranjo aproximará o WhatsApp da infraestrutura do Facebook, dentro daquela promessa feita em março de 2019 de unificar todos os apps de mensagens da empresa e que já juntou as mensagens do Messenger e do Instagram. Via WABetaInfo (em inglês).

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