Prédio baseado no logo do Manual do Usuário, em perspectiva isométrica, com um recorte na lateral e várias pessoinhas nos andares e terraço. À esquerda: “Manual de dentro para fora”.

Conversas silenciadas e arquivadas não ficam visíveis no WhatsApp

Um alerta para quem tem o hábito de arquivar conversas no WhatsApp: a partir da última atualização (no iOS, versão 2.21.140 de 21 de julho), conversas arquivadas permanecem silenciadas e arquivadas mesmo quando novas mensagens chegam. Tem gente perdendo mensagens importantes por essa mudança, que está sendo liberado gradualmente — aqui, por exemplo, ele ainda não chegou.

Felizmente, é possível reverter a mudança de comportamento do WhatsApp indo em Configurações, Conversas e Manter conversas arquivadas.

Ex-funcionários do WhatsApp lançam novo aplicativo de mensagens e rede social

Neeraj Arora e Michael Donohue, ex-funcionários do WhatsApp pré e pós-aquisição pelo Facebook, lançaram um novo aplicativo, o HalloApp. (Em novembro de 2020, para ser exato, mas só agora estão aparecendo na imprensa.) Apresentado como “a primeira rede de relacionamentos reais”, é uma espécie de mistura entre WhatsApp e Instagram, mas sem os piores incentivos de ambos. Do blog deles:

Sem anúncios. Sem robôs. Sem curtidas. Sem trolls. Sem seguidores. Sem algoritmos. Sem influenciadores. Sem filtros de fotos. Sem “fadiga do feed”. Sem desinformação se espalhando como fogo em palha.

Os contatos são os da agenda do telefone (igual ao WhatsApp) e é possível criar conversas individuais, em grupos ou publicar fotos e textos para toda a lista de contatos. O visual é agradável, quase minimalista, com opções óbvias e limitadas. Só falta o português como opção de idioma, uma ausência notável dada a popularidade do WhatsApp e de redes sociais no Brasil.

Em junho, escrevi: “Lendo a parte em que o Instagram copia os stories do Snapchat, no livro da Sarah Frier, e o papel que as celebridades tiveram nesse episódio, pensei que seria legal um app de stories só para quem você tem na lista de contatos. Aí lembrei do WhatsApp. Os caras não dão uma brecha.” O HalloApp parece exatamente isso, e mais.

Já baixei e instalei. Pode não dar em nada? Sim, mas a proposta, pelo menos, é muito interessante. Tem para Android e iOS.

O jovem quer acabar com o e-mail / Super apps são “super” mesmo?

Oferecimento: Razor Computadores Extraordinário. Essa palavra cuja origem vem do latim “extraordinarius” significa algo que vai “além de”, que é “fora do comum”. Se utilizada como adjetivo, a palavra representa algo excepcional, e é focando nessa palavra que a Razor fabrica computadores profissionais de altíssima performance: para você alcançar o extraordinário com uma máquina fora […]

WhatsApp explica e começa testes com dispositivos independentes do celular

O Facebook compartilhou detalhes de como funcionará o uso do WhatsApp com múltiplos dispositivos (até quatro) independentes do celular. Segundo a empresa, a funcionalidade, muito requisitada pelos usuários, já está em teste público com um grupo restrito deles.

O post é técnico, mas legível para não-programadores. E, evidentemente, simplifica explicações de processos que, na prática, devem ser super complexos. Em linhas gerais, se antes o celular atuava como único ponto de contato capaz da criptografia de ponta a ponta (o que explicava a dependência dele no uso do WhatsApp Desktop/Web e as constantes falhas de comunicação), no novo modelo cada dispositivo confiável tem sua própria chave e está vinculado aos demais. Para o usuário, porém, a única diferença no uso é que, ao cadastrar um dispositivo confiável/independente do celular apontando a câmera para um código QR, o aplicativo do celular exigirá uma autenticação biométrica. Via Facebook (em inglês).

O Facebook também liberou um “whitepaper” (PDF, em inglês) com explicações mais detalhadas do novo modelo de criptografia para múltiplos dispositivos.

Uma pequena vitória contra a Big Tech

Regra geral, quando a Big Tech decide mexer em seus serviços e produtos, só nos resta aceitar e nos adaptarmos à nova realidade ou desertar. Foi assim com as linhas do tempo algorítmicas das redes sociais, com as incontáveis reformulações de interfaces, com novos termos de uso que poucos se importaram em ler. Até que […]

Mark Zuckerberg e CEO do WhatsApp confirmam suporte a vários dispositivos no WhatsApp

O WABetaInfo, site especializado em WhatsApp, descolou uma entrevista com Will Cathcart, CEO do WhatsApp, e Mark Zuckerberg. Na conversa, a dupla antecipou algumas novidades do aplicativo.

Nota-se uma grande ênfase em tornar o WhatsApp mais efêmero. Foram mencionados dois recursos do tipo que estão na boca do forno: um “modo desaparecimento”, que torna automático o desaparecimento de mensagens em sete dias em todas as conversas, e o “ver uma vez”, que exclui fotos e vídeos após serem visualizados uma vez. (O Signal já conta com esse recurso.)

Outra novidade confirmada é o suporte a múltiplos dispositivos sem depender do celular ligado e conectado à internet. O usuário poderá ter até quatro dispositivos conectados a sua conta e os testes devem começar dentro de dois meses. Zuckerberg disse que foi “um grande desafio técnico” conseguir sincronizar mensagens mesmo com o celular sem bateria, mas que eles conseguiram. Só fica a dúvida se esse novo arranjo aproximará o WhatsApp da infraestrutura do Facebook, dentro daquela promessa feita em março de 2019 de unificar todos os apps de mensagens da empresa e que já juntou as mensagens do Messenger e do Instagram. Via WABetaInfo (em inglês).

Lei com penas mais duras contra crimes cibernéticos é sancionada

Foi sancionada a Lei 14.155/2021, que altera dispositivos do Código Penal a fim de endurecer as penas para crimes cibernéticos no Brasil que envolvam a invasão não autorizada a sistemas digitais, numa resposta à incidência crescente de golpes envolvendo aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Via Agência Brasil.

Ronaldo Lemos, em sua análise da nova lei: “Com os agravantes, a pena final por roubo digital pode se tornar similar à punição de crimes contra a vida.” Via Folha de S.Paulo (com paywall).

WhatsApp não restringirá mais recursos de quem recusa a nova política de privacidade

Em uma nova mudança de planos, o WhatsApp não restringirá recursos nem excluirá as contas de usuários que se negarem a aceitar sua nova política de privacidade, que passou a valer no último dia 15 de maio. A medida vale por tempo indeterminado (no Brasil, a princípio, a extensão seria de 90 dias). Leia o comunicado na íntegra:

Dadas as recentes discussões com várias autoridades e especialistas em privacidade, queremos deixar claro que não temos planos no momento de limitar as funcionalidades do WhatsApp àqueles que ainda não aceitaram a atualização [da política de privacidade]. Em vez disso, continuaremos a lembrar os usuários periodicamente sobre a atualização, bem como quando as pessoas optarem por usar funcionalidades opcionais relevantes, como comunicar-se com uma empresa que recebe apoio do Facebook.

O dia em que “clonaram” meu WhatsApp

Terça-feira, 11 de maio, início da tarde. Estava no computador, trabalhando, quando notei uma notificação no celular. Era uma mensagem de um primo com quem pouco falo. Estranhei, mas deixei para lê-la depois. Passaram-se alguns minutos e o celular tocou. Era minha mãe. Atendi e ela me disse algo do tipo: “Já te avisaram que […]

WhatsApp vai à Justiça na Índia contra lei que obriga a quebra da criptografia

Países processando a big tech é algo corriqueiro, mas o contrário não é todo dia que acontece. Na Índia, o WhatsApp foi à suprema corte para pedir que uma nova lei seja declarada inconstitucional. A lei exige que aplicativos identifiquem os remetentes de mensagens relacionadas a crimes a pedido das autoridades. Para cumpri-la, seria preciso quebrar a criptografia de ponta a ponta do aplicativo. Via Reuters (em inglês).

O WhatsApp está certo nessa. Não se abre exceção em criptografia — se sim, deixa de ser criptografia. Imagine algo assim no Brasil de 2021, cujo governo persegue colunistas de jornais e, no caso de um deles, parentes recebem ligações anônimas (!) “sugerindo” um pedido de desculpas público.

Na Índia, o governo de Narendra Modi está em choque com a big tech. Dias atrás, a polícia fez uma batida no escritório local do Twitter depois que a rede social rotulou posts do porta-voz do partido governista como “mídia manipulada”. Via Gizmodo Brasil.

Argentina e Índia suspendem efeitos da nova política de privacidade do WhatsApp

Mais países se manifestaram contra a nova política de privacidade do WhatsApp. Na segunda (17), a Argentina ordenou que o Facebook suspendesse as mudanças em seu app a fim de evitar “uma situação de abuso de posição dominante”. A suspensão durará por pelo menos seis meses. Via Folha de S.Paulo, Argentina.gob.ar (em espanhol).

Na terça (18), a Índia deu ao Facebook/WhatsApp sete dias para apresentar uma resposta “satisfatória” a respeito das mudanças na política de privacidade, e ameaçou tomar medidas legais caso a demanda não seja atendida. Lá, pesa muito o fato de que os novos termos não serão aplicados na União Europeia.

A Índia é o maior mercado do WhatsApp, com 450 milhões de usuários, e tem um histórico de medidas drásticas — em junho de 2020, o país baniu dezenas de aplicativos chineses, incluindo alguns muito populares como TikTok e WeChat. Via TechCrunch (em inglês).

No Brasil, vale lembrar, os efeitos do não aceite da nova política de privacidade do WhatsApp foram suspensos por 90 dias a pedido do Cade, Ministério Público Federal e Senacon.

Novo golpe desativa confirmação em dois passos no WhatsApp

A engenhosidade dos golpes de WhatsApp desenvolvidos no Brasil sempre impressiona. Agora, desenvolveram um método para “clonar” contas protegidas com a confirmação em duas etapas (2FA). A sacada dos estelionatários, explica Fabio Assolini da Kaspersky, é induzir a vítima a clicar em um link enviado pelo WhatsApp ao e-mail de “esqueci a senha” que, quando clicado, desativa a 2FA. Veja o “roteiro” completo no perfil do Fabio. Via @assolini/Twitter.

O crescimento de Telegram e Signal em 2021, em gráfico

Gráfico em barras, de setembro de 2020 a abril de 2021, mostrando os volumes totais de downloads do Telegram e do Signal, com um grande pico em janeiro.
Imagem: Sensor Tower/Divulgação.

O impacto da nova política de privacidade do WhatsApp nos downloads dos apps rivais Telegram e Signal foi mensurado. Segundo a Sensor Tower, em janeiro deste ano o Telegram foi baixado 63,5 milhões de vezes, aumento de 283% em relação a janeiro de 2020, e o Signal, 50,6 milhões de vezes, aumento de 5.001%.

O crescimento desacelero nos meses seguintes, a ponto do Telegram voltar ao platô anterior. O Signal, porém, até abril ainda experimentava volumes de downloads acima do patamar pré-2021. No mesmo intervalo, os downloads do WhatsApp caíram levemente — embora no acumulado dos quatro primeiros meses eles ainda superem os dos rivais. Via Sensor Tower (em inglês)

WhatsApp vai continuar permitindo acesso de usuários que não concordaram com nova política de privacidade por 90 dias

O WhatsApp acatou pedido do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Ministério Público Federal (MPF), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e adiou em 90 dias o início da degradação da experiência dos usuários de WhatsApp que não aceitarem sua nova política de privacidade.

Inicialmente, os usuários teriam até 8 de fevereiro para aceitar o novo texto. Depois, o WhatsApp/Facebook alterou o prazo para 15 de maio. Agora, com a nova prorrogação, a data limite muda para meados de agosto. Nesse intervalo, a empresa e os três órgãos discutirão pontos de preocupação em relação à nova política de privacidade. Via O Globo.

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