WhatsApp Web ganha editor de figurinhas nativo

Se você tem um computador e gosta de fazer figurinhas para o WhatsApp, boa notícia: o Facebook implementou um editor de figurinhas direto no WhatsApp Web. (Ele chega também aos apps para macOS e Windows na semana que vem.) Para ativá-lo, clique no ícone do clipe, selecione Figurinha e escolha uma imagem salva no seu computador. Via G1.

Anúncios no Telegram são menos invasivos que WhatsApp sem anúncios, diz CEO do Telegram

Pavel Durov, CEO do Telegram, aproveitou o anúncio do serviço de publicidade da plataforma em inglês (ele já havia dado o recado em russo) para disparar contra o WhatsApp.

“Com o Telegram, você está mais livre de anúncios [‘ad-free’] do que com o WhatsApp”, escreveu Durov. “O WhatsApp já compartilha dados dos usuários com anunciantes — mesmo que o app em si não exiba anúncios. No Telegram, por outro lado, os anunciantes jamais obtêm seus dados privados.”

O CEO do Telegram cita dois links, do The Guardian e da Reuters, para embasar a alegação de que o WhatsApp compartilha dados com terceiros. É verdade, mas, convenientemente, ele não diz que o conteúdo das conversas está mais protegido no WhatsApp, onde a criptografia de ponta a ponta é o default. (No Telegram o recurso existe, mas é opcional e pouco usado.)

Apesar das promessas e do modelo de publicidade projetado para preservar a privacidade dos usuários, ele não é à prova de falhas. Segundo o Russia Beyond, os primeiros anúncios veiculados foram de baixa qualidade, com cursos de investimento e esquemas de criptomoedas.

(Considere, porém, que o Russia Beyond é ligado ao governo russo e o Kremlin não morre de amores pelo Telegram.) Via @durov/Telegram (em inglês) e Russia Beyond (em inglês).

Agora você pode acessar o WhatsApp no computador sem depender do celular ligado e conectado

Sem aviso, o WhatsApp começou a liberar nesta sexta (5) o acesso às suas versões para computadores (aplicativo e web) sem depender do celular ligado e conectado. O recurso foi anunciado em julho e estava em testes/versão beta.

Testei a novidade com o WhatsApp do iOS (versão 2.21.211) e o aplicativo web no Firefox 94 rodando no macOS. Mesmo com o celular desligado, foi possível acessar o site do WhatsApp Web e conversar com outras pessoas. Que mágico!

É possível conectar até quatro dispositivos nesse novo sistema, que preserva a criptografia de ponta a ponta para conversas entre pessoas físicas (com contas Business, não há mais essa garantia). Mais detalhes técnicos nesta página (em inglês).

Atente-se, porém, que é preciso relogar, ou seja, fazer aquele procedimento de apontar a câmera do celular a um QR code na tela, devido a mudanças no sistema. O WhatsApp/Facebook avisou que isso é normal. Via @WhatsApp/Twitter (em inglês).

WhatsApp começa a liberar backup criptografado de ponta a ponta na nuvem

O WhatsApp começou a liberar backups na nuvem (Google Drive/iCloud) criptografados de ponta a ponta. Se a sua conta já estiver liberada, basta seguir estas instruções.

Atenção redobrada, porém: “Se você perder suas conversas do WhatsApp e não se lembrar de sua senha ou chave, não será possível restaurar seu backup. O WhatsApp não pode redefinir sua senha nem restaurar seu backup para você.” Via @zuck/Facebook (em inglês), WhatsApp.

Considerações antes de instalar o Windows 11 / Queda do Facebook expôs nossa dependência do WhatsApp

Vamos conversar? Mande o seu recado por e-mail para lermos no final do próximo programa. O endereço é podcast@manualdousuario.net. Estamos aguardando! Neste Guia Prático, Jacqueline Lafloufa e Rodrigo Ghedin começam falando do Windows 11. A versão final do novo sistema operacional da Microsoft foi lançada na segunda (4), e a recepção foi… morna? Apesar das […]

Um país dependente do WhatsApp

Alguém inclinado a teorias da conspiração poderia dizer que a queda catastrófica dos serviços do Facebook nesta segunda-feira (3), que deixou o próprio Facebook, Instagram e WhatsApp fora do ar e os funcionários da empresa do lado de fora dos escritórios, foi puro diversionismo. Na véspera, Frances Haugen, ex-gerente de produtos do Facebook que se […]

O que causou a queda de WhatsApp, Instagram e Facebook

Os serviços do Facebook — a rede homônima, o Instagram e o WhatsApp — estão há quase 10 horas fora do ar nesta segunda-feira (4). Já se sabe o que causou a queda: uma atualização malfadada que varreu os registros do Border Gateway Protocol (BGP), o que impossibilita o acesso de qualquer sistema/computador aos serviços.

“Em algum momento nesta manhã, o Facebook removeu o mapa que diz aos computadores do mundo como encontrar suas várias propriedades online. Como resultado, quando alguém digita facebook.com em um navegador, este não tem ideia de onde encontrar o facebook.com e, por isso, retorna um erro”, resumiu Brian Krebs, especialista em segurança digital. Via Krebs on Security (em inglês) e Núcleo.

O estrago é tão profundo que, segundo a imprensa norte-americana, os funcionários do Facebook não conseguem acessar ferramentas internas e sequer entrar nos prédios da empresa, porque toda a operação está vinculada a domínios afetados. Segundo Mike Isaac, repórter de tecnologia do New York Times, no fim da tarde o Facebook enviou uma pequena equipe a data centers espalhados pela Califórnia para resetar manualmente os servidores da empresa. Via @RMac18/Twitter (em inglês), @MikeIsaac/Twitter (em inglês).

Embora a causa seja conhecida, ninguém sabe o que a causou. Pelo Twitter (!), o Facebook informou estar ciente do problema, desculpou-se pela inconveniência e afirmou que trabalhava para que as coisas “voltassem ao normal o mais rápido possível”. O tuíte foi publicado às 13h22, horário de Brasília. Via @Facebook/Twitter.

WhatsApp ganha diretório de estabelecimentos comerciais em São Paulo

Quatro telas do WhatsApp, lado a lado, mostrando a jornada do usuário no novo recurso de diretório de estabelecimentos comerciais no WhatsApp.
Imagem: @wcathcart/Twitter.

O WhatsApp lançou um diretório de estabelecimentos comerciais embutido no próprio app — quase como um “páginas amarelas” digital. Ainda em testes, a empresa escolheu São Paulo para lançar a iniciativa. Os estabelecimentos são divididos por categorias e o WhatsApp informa a distância do usuário em relação a cada um deles. Segundo Will Cathcart, líder do WhatsApp dentro do Facebook, o WhatsApp não registrar a localização do usuário nem por quais estabelecimentos ele “navega”. Via @wcathcart/Twitter (em inglês), LABS News.

Reportagem da ProPublica errou ao questionar a criptografia do WhatsApp; ainda assim, é um importante alerta

A ProPublica publicou uma longa reportagem mostrando os bastidores da moderação no WhatsApp. O assunto nunca está presente no marketing e nas manifestações públicas do Facebook, afinal, o WhatsApp é criptografado de ponta a ponta, certo? Sim, mas isso não significa que seja à prova de bisbilhoteiros. O Facebook contrata pelo menos 1 mil revisores/moderadores para analisar conteúdo do WhatsApp denunciado por usuários, além de sistemas de inteligência artificial que analisam os meta dados (que não são criptografados de ponta a ponta) em busca de comportamentos suspeitos.

A reportagem da ProPublica apanhou por, a princípio, sugerir erroneamente que o sistema de moderação do WhatsApp implicava em uma quebra da criptografia de ponta a ponta. Não é o caso. Quando se denuncia uma mensagem, ela e as quatro imediatamente anteriores (incluindo fotos e vídeos) são encaminhadas ao sistema de moderação, que atua como uma ponta, como se fosse um contato qualquer do aplicativo.

Tecnicalidades à parte, o alerta é importante. Ativistas, insurgentes, jornalistas e outros perfis sensíveis correm riscos ao confiarem irrestritamente na alardeada privacidade do aplicativo do Facebook. A reportagem da ProPublica cita o caso de uma ex-funcionária do Departamento do Tesouro norte-americano que vazou dados de transações suspeitas com a Rússia ao BuzzFeed News, pelo WhatsApp, e acabou identificada pelo FBI graças aos meta dados. Via ProPublica (em inglês).

No Brasil, adoção do WhatsApp Pagamentos é baixa e uso do Telegram cresce

Dois dados importantes da pesquisa de mensageria móvel do Mobile Time/Opinion Box publicada nesta quinta (1):

  • Apenas 7% dos usuários de WhatsApp cadastraram um cartão de débito no WhatsApp Pagamentos. Dos que não embarcaram nessa, a maioria (50%) não tem interesse no serviço e 33% não confia em ceder dados de cartão ao WhatsApp. Aquele bloqueio do recurso pelo Banco Central, pouco antes da liberação do Pix, parece ter sido providencial. E a má fama do Facebook, justificadamente, segue crescendo.
  • O Telegram já está em 53% dos celulares brasileiros. Em um ano, cresceu 18 pontos percentuais. O clima de terra de ninguém do Telegram, somado a essa ascensão meteórica, pode se transformar em um campo de batalha sem regras nas desde já conturbadas eleições do ano que vem.

Via Mobile Time (2).

Facebook é multado em € 225 milhões na Europa por infrações à lei de proteção de dados com WhatsApp

Baseada na GDPR, a lei de proteção de dados da União Europeia, a Irlanda multou o Facebook em € 225 milhões (cerca de R$ 1,41 bilhão) nesta quinta (2) devido a violações praticadas com o WhatsApp. Segundo a Comissão de Proteção de Dados do país, onde fica a sede europeia do Facebook, o WhatsApp faltou com transparência na explicação, a usuários e não usuários, de como seus dados são tratados, incluindo o compartilhamento deles com outras propriedades do grupo, como a rede social Facebook.

De acordo com o Wall Street Journal, esta é a segunda maior multa aplicada pela União Europeia com base na GDPR; o valor equivale a 0,8% do lucro do Facebook em 2020. (Em julho, Luxemburgo multou a Amazon em € 746 milhões.) A princípio, a Irlanda queria multar o Facebook em € 50 milhões, mas oito países da União Europeia fizeram objeções ao valor, considerado baixo, o que desencadeou um mecanismo de resolução de disputas previsto na GDPR. Após uma votação, a Comissão de Proteção de Dados irlandesa quase quintuplicou o valor original. O Facebook pode e vai recorrer. Via Comissão de Proteção de Dados (em inglês), Wall Street Journal (em inglês, com paywall).

Vazar conversas de WhatsApp gera dever de indenizar, decide STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que vazar conversas por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, gera o dever de indenizar sempre que for constatado dano. Segundo a ministra Nancy Andrighi, relatora do caso julgado, de 2015, o registro da conversa em si não é ilegal, mas divulgá-lo, sim, pois esses diálogos estão protegidos pelo sigilo das comunicações. “Em consequência, terceiros somente podem ter acesso às conversas de WhatsApp mediante consentimento dos participantes ou autorização judicial”, afirmou.

A única exceção é quando a exposição das mensagens visa resguardar um direito próprio de um dos participantes da conversa, num exercício de autodefesa. Nesses casos, porém, a análise da situação deve ser feita em juízo, caso a caso. Via Agência Brasil.

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