Novidades no Buttondown e FeedLetter, serviços usados no Manual do Usuário

Novidades legais de dois serviços usados por este Manual do Usuário.

O Buttondown, ferramenta de disparo de newsletters, tornou o monitoramento via pixel espião desativado por padrão para novas newsletters. (Entenda a questão.) No anúncio, Justin Duke, criador e mantenedor do serviço, diz que pretende fazer algumas mudanças para oferecer informações da newsletter sem que o dono dela precise recorrer ao pixel espião. No aguardo!

(O Manual já optava por não usar pixel espião nem monitorar de qualquer modo os assinantes da newsletter.)

O FeedLetter, serviço de feedback para newsletters (aquelas “notas” que aparecerem no final da mensagem), encerrou o período de apoio inicial, em que Jens Boje, criador e mantenedor do serviço, concedia um desconto especial. A mudança veio acompanhada de algumas novidades e de um mapa dos próximos recursos que serão implementados, e fortalece o compromisso de manter o serviço de pé, funcionando e recebendo manutenção.

Uma coisa muito legal que o Jens faz é o “desconto de paridade”. Em lugares onde o dólar é muito caro, ele concede um desconto para adequar o custo do FeedLetter à realidade local. No momento, três usuários se beneficiam da paridade — eu sou um deles.

Sempre procuro trabalhar com parceiros e fornecedores alinhados aos princípios que norteiam o Manual do Usuário, como o Buttondown e o FeedLetter.

Hey World, sistema de blogs baseado em e-mail, está em testes

O pessoal do Basecamp está testando uma novidade: o Hey World, um sistema de blogs baseado no Hey, o serviço de e-mail pago que eles lançaram em 2020. Basta escrever o post dentro do Hey e enviá-lo para um endereço de e-mail especial e pronto, o texto será publicado em um site simples e leve. No momento, funcionários do Basecamp estão testando o recurso; se tudo correr bem, ele será liberado a todos os usuários do Hey. Via @jason/Hey World.

O Hey World lembra muito o Posterous, vendido ao Twitter em 2012 e fechado logo em seguida, e o Posthaven, seu sucessor espiritual. Escreva um e-mail, publique na web. Tomara que isso cole.

Os comentaristas do Gizmodo

No dia 15 de dezembro de 2020, Caio Maia, diretor editorial da F451, um estúdio de conteúdo digital sediado em São Paulo (SP), publicou um breve post no Gizmodo Brasil informando os leitores de que o espaço para comentários da publicação havia sido fechado. Foi a última página de uma longa história, de mais de […]

Sente-se em uma cadeira desconfortável, em um local desconfortável e olhe para uma tela desconfortavelmente pequena com um navegador web desconfortavelmente ultrapassado. É fácil usar os sites que você criou?

— Terence Eden Terence, que se refere à característica de um site ser usável mesmo em condições adversas como “eficácia excessiva”, usa o Gov.uk, site oficial do governo britânico, como exemplo positivo. É um de suma importância e que, como tal, funciona até no limitadíssimo navegador web do PSP. O Manual do Usuário adere a essa linha. […]

Eliminando popups de cookies e outros aborrecimentos no Firefox, Chrome, Edge…

Sábado dei a dica do Hush aqui, um bloqueador de conteúdo que tenta eliminar aqueles popups de cookies que empesteiam a web em 2021. É bem legal, mas só funciona no Safari. Ou assim pensava. O Hush é baseado em uma lista de filtros — e essa lista pode ser instalado, por outros meios, no Firefox, Chrome, Edge… qualquer navegador moderno, basicamente.

A lista do Hush é a Fanboy’s Annoyance. Existem outras. A maneira mais fácil de ativá-las é via uBlock Origin, a melhor extensão para bloquear anúncios (e outras chateações) que há.

Após instalar a uBlock Origin, clique no ícone dela na barra de ferramentas e, em seguida, entre nas configurações. Na próxima tela, clique na aba Listas de filtros e role a página até o tópico Aborrecimentos. A extensão já traz sete listas do tipo, incluindo a Fanboy’s Annoyance, só que elas vêm desmarcadas por padrão. Selecione as que quiser (todas) e clique no botão Aplicar alterações. Elas serão ativadas e atualizadas automaticamente. Fácil, né?

Uma alternativa gratuita e sem burocracia ao Canva

O Canva é um queridinho de quem precisa fazer artes gráficas rapidamente e não quer ou não consegue lidar com ferramentas mais complexas, como o Photoshop. Recentemente, descobri o Polotno Studio, que pode ser descrito como um Canva mais descomplicado, já que dispensa logins, contas e outras burocracias.

O Polotno é gratuito e não exibe anúncios. Parece uma oferta boa demais, certo? Sim, mas há uma explicação, dada pelo seu criador, Anton Lavrenov, no Product Hunt. Ele desenvolve e comercializa um SDK do Polotno, um código que permite a outros desenvolvedores e empresas criarem soluções parecidas com o Canva. Assim, o Polotno Studio “é uma demonstração sofisticada do que se pode fazer com o Polotno SDK,” diz Anton.

Hush, novo bloqueador de chateações para o Safari

Descobri há pouco o Hush, um novo bloqueador de conteúdo para Safari (iOS e macOS, na App Store) criado pelo programador sueco Joel Arvidsson. Foi uma instalação instantânea aqui. O Hush promete eliminar chateações comuns na web dos anos 2020, como aqueles pedidos para aceitar cookies e popups de notificações. “Navegue pela web como deveria ser”, diz a chamada do app.

O Hush usa o sistema de bloqueio de conteúdo da Apple, logo, é exclusivo para Safari. E por usar esse sistema, é bastante correto em termos de privacidade — ele não precisa analisar os sites acessados para entrar em ação e não emprega nenhum código que coleta dados. Aos desconfiados, o código é aberto. E, por incrível que pareça, o Hush é gratuito. (Se gostar, doe uns trocados ao Joel pelo ótimo trabalho.) Via Daring Fireball (em inglês).

Ouça a Wikipédia

Abra este site e aumente o volume. Ele toca um barulhinho toda vez que alguém edita a Wikipédia. O ritmo da versão portuguesa é lento; em uma mais ativa, como a inglesa, as edições formam uma melodia. Visualmente, bolhas coloridas indicam o tamanho da edição e outras características. O código-fonte está no GitHub.

A última atualização do Flash

A Adobe publicou, nesta terça (8), a última atualização do Flash Player, o formato que, em algum momento dos anos 2000, foi a promessa de futuro da web. (Aí o iPhone apareceu, ignorou o Flash e o resto é história.) O suporte ao Flash termina no próximo dia 31 e, a partir de 12 de janeiro, a Adobe bloqueará a execução de conteúdo em Flash. A empresa “recomenda fortemente que todos os usuários desinstalem o Flash Player imediatamente para ajudar na proteção de seus sistemas.” Via Adobe (em inglês).

Remova partes fixas no layout de sites com o Kill Sticky

Alguns sites usam cabeçalhos e/ou rodapés fixos, ou seja, que permanecem visíveis quando o usuário rola a página. Ainda não encontrei uma aplicação boa desse recurso — sempre me incomoda, em parte porque raramente funciona bem.

Para páginas longas, que demandam muitos minutos a serem lidas, tenho à mão o bookmarklet Kill Sticky. Com um clique, ele remove todas as partes fixas de uma página naquela sessão. A instalação é simples — basta arrastar o botão/atalho para a barra de favoritos do navegador — e ele funciona em qualquer navegador. Quando precisar, basta um clique e problema resolvido. Veja o vídeo acima para entender melhor.

Google não exigirá mais AMP para destacar resultados na busca

Pressão funciona? Sem alarde, o Google anunciou recentemente que a partir de maio de 2021 deixará de privilegiar a páginas AMP nos resultados da busca. “Toda página que estiver de acordo com as Políticas de conteúdo do Google Notícias será qualificada, e priorizaremos páginas com ótima experiência, implementadas usando AMP ou qualquer outra tecnologia da Web, conforme classificamos os resultados”, diz o anúncio.

AMP, ou Accelerated Mobile Pages, é um padrão criado pelo Google que limita os tipos de código que um site pode usar na construção de páginas e passa todas elas pelo cache do Google, o que gera acessos quase instantâneos. (Se estiver com tempo, leia este ensaio maravilhoso para entender o problema.) Até agora, apenas páginas AMP apareciam naqueles carrosséis de notícias nos resultados do Google, uma medida controversa e que tem cheiro, aparência e gosto de anticompetitiva. Via Google.

Consentindo com a coleta de dados do Yahoo

Sempre que acesso um site estranho e aquele popup pedindo meu consentimento para coletar dados é apresentado, dou uma vasculhada à procura de links e botões para negar a coleta. Nem todos têm isso, mas alguns sim, e é sempre um choque perceber que um site qualquer, às vezes aparentemente inofensivo, é capaz de sugar uma tonelada de dados de um simples acesso.

Ontem caí em um link do Yahoo e fui surpreendido pela página de consentimento mais longa que já vi até agora. São centenas de empresas “urubuzando” a minha singela tentativa de ler uma notícia no site do Yahoo. Veja o vídeo acima; a essa altura, virou uma piada sem graça. Não é possível que isso seja sustentável ou economicamente saudável. O Yahoo é uma propriedade da operadora norte-americana Verizon.

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