Chrome 94 permite que sites observem ociosidade do usuário

O Chrome 94, lançado nesta terça (21), trouxe suporte a uma API de detecção de ociosidade. Segundo um site do Google, essa API “notifica os desenvolvedores quando um usuário está ocioso, indicando coisas como falta de interação com o teclado, mouse, tela ativação de um protetor de tela, bloqueio da tela ou alternância para uma tela diferente”. Via The Register (em inglês).

O que pode dar errado?

Apple e Mozilla rejeitaram formalmente adotarem a API de detecção de ociosidade. Em julho, Tantek Çelik, líder de padrões web da Mozilla, explicou a decisão da dona do Firefox: “Da maneira como especificada atualmente, consider a API de detecção de ociosidade muito tentadora enquanto uma oportunidade para sites motivados pelo capitalismo de vigilância para invadir um aspecto da privacidade física do usuário.”

Desenvolvedor do Apollo lança novos apps para iOS

Christian Selig, criador do Apollo, a melhor maneira de acessar o Reddit no iPhone, lançou dois novos apps:

  • Amplosion redireciona URLs no padrão AMP, do Google, para suas versões convencionais. O app permite criar regras e padrões e registra estatísticas de domínios convertidos. Custa R$ 16,90.
  • Achoo é um visualizador/inspetor do código-fonte de sites, algo trivial em navegadores desktop, mas inacessível de modo solo no iPhone ou iPad. Custa R$ 4,90.

Uma web mais acessível

A régua da acessibilidade na internet é tão baixa que um trabalho simples, quase trivial, feito por este Manual do Usuário — a descrição das imagens veiculadas no site e na newsletter —, suscitou elogios do leitor Gustavo Torniero. Por que, em um país com 17,9 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, esse […]

De volta ao Firefox

Aquela notícia de que a já minguada base de usuários do Firefox segue diminuindo me sensibilizou. No mesmo dia, decidi que tentaria voltar a usá-lo como navegador principal. E Considerando o desastre que se avizinha com a chegada do Safari 15, julgo que o momento não poderia ser melhor. Pensei comigo: não deve ser muito […]

30 anos da web

Hoje, 6 de agosto de 2021, a World Wide Web completa 30 anos. Ou algum evento relacionado à criação da web.

Uma notícia de 2018 do History.com afirma que, nesta data em 1991, Tim Berners-Lee colocou no ar o primeiro site da história: o http://info.cern.ch, ainda no ar. A Wikipédia inglesa traz uma informação diferente, diz que esse e outros sites já eram acessíveis naquela ocasião e que o acontecimento marcante foi o anúncio da web ao mundo, feito pelo próprio Tim, em uma lista de discussão.

De qualquer forma, a web é o tipo de coisa que vale a pena enaltecer a todo momento. Ela foi e continua sendo de enorme importância da minha vida e na de milhões de outras pessoas. É um projeto inspirador desde a sua concepção e, apesar dos abusos frequentes e tentativas de “matá-la” ao longo dessas três décadas, segue firme.

Jardineiros digitais

Quando Tim Berners-Lee inventou a World Wide Web, em 1990, criou junto um navegador web chamado WorldWideWeb, assim mesmo, sem espaços. Ele tinha duas funções: exibir sites e editá-los em tempo real, direto na página, como se fosse um documento do Word.

TechDirt remove todo o código do Google de seu site

O TechDirt, site de tecnologia norte-americano fundado em 1997, livrou-se do Google Analytics e da plataforma de publicidade programática do Google. Parabéns e bem-vindo ao grupo!

No post em que anuncia o feito, Mike Masnick, fundador do TechDirt, relata algumas das dificuldades que tiveram para remover o Google Analytics. Outras plataformas de publicidade que eles testaram para substituir a do Google traziam seus próprios códigos do Google Analytics, sintoma (um dos vários) do estado de uma indústria moralmente falida e totalmente dependente da Big Tech. Por ora, o TechDirt está sem qualquer tipo de publicidade.

(O código do site ainda carrega um arquivo CSS do Google Fonts, porém. Imagino que alguém dará um toque a eles, porque de todos os recursos que o Google fornece, fontes web são o mais fácil de abdicar.)

Trump desativa blog menos de um mês depois de lançá-lo

O blog do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu do ar nesta quarta (2). Nesse aspecto, Trump é gente como a gente e também abandona blogs dias depois de lançá-lo — o From the Desk of Donald J. Trump foi ao ar em 4 de maio. Um porta-voz explicou que o blog “era apenas um auxílio aos esforços mais amplos em que estamos trabalhando”. Acredita quem quiser. Via CNBC (em inglês).

Brincadeiras à parte, esse episódio reforça o papel que as redes sociais têm na amplificação de discursos extremistas. A relação de Trump e de outros populistas com redes como o Twitter é simbiótica. Em um blog, sem a atenção do equivalente a transeuntes digitais e sem as ferramentas embutidas de amplificação, é muito mais difícil ter o mesmo desempenho e, por consequência, manter a empolgação.

Isso significa que o uso do formato AMP não é mais obrigatório e que qualquer página, independentemente da pontuação nas Principais métricas da Web ou do status da experiência na página, estará qualificada para aparecer no carrossel de notícias principais.

— Google. A atualização do algoritmo do buscador do Google, prevista para junho, acaba com o privilégio do AMP de aparecer em certos locais das páginas de resultados. Agora, os critérios para a veiculação passam a ser os “web vitals” (em inglês). Para entender o que é o AMP e por que ele é nocivo à […]

CloudFlare substituirá CAPTCHAs por chaves de segurança USB tipo YubiKey

“O dia de hoje marca o início do fim dos hidrantes, faixas de pedestres e semáforos na internet.” Com esta frase bem humorada, a CloudFlare anunciou sua investida para acabar com o CAPTCHA, aqueles desafios visuais que muitos sites exibem para evitar tráfego artificial por robôs.

A solução encontrada pela CloudFlare foi usar chaves confiáveis físicas, como as YubiKeys. Em vez de clicar nos quadrantes de uma imagem em que há semáforos, basta inserir a chave numa porta USB. Se a sua chave tiver suporte a NFC, encostá-la no celular também funciona.

A CloudFlare criou um site para demonstrar a funcionalidade. Testei com uma YubiKey 4 e funcionou muito bem.

A CloudFlare estima que a humanidade perde o equivalente a 500 anos por dia resolvendo os CAPTCHAS visuais de empresas como Google e hCaptcha. Apesar do preço proibitivo das YubiKey e similares por aqui (~R$ 500), tomara que a moda pegue. Via CloudFlare (em inglês).

Proposta: tratar o FLoC como uma questão de segurança

Os desenvolvedores do WordPress estão debatendo como o software, que está por trás de 41% dos sites da web (incluindo este Manual do Usuário), tratará o FLoC como uma questão de segurança. (FLoC é o projeto do Google para continuar segmentando publicidade sem o auxílio de cookies. Falamos dele no último Guia Prático.) A proposta é que o WordPress saia de fábrica configurado para bloquear a atuação do FLoC. Se um administrador quiser alterar essa configuração, ele poderá. A configuração padrão, como sabemos, é o que importa. Via WordPress (em inglês).

Em paralelo, Microsoft (navegador Edge) e Apple (Safari), embora não tenham se manifestado explicitamente sobre o assunto, já deram sinais de que devem rejeitar o FLoC. Via Bleeping Computer (em inglês).

Navegadores e extensões anunciam bloqueio ao FLoC, do Google

Não é só o DuckDuckGo que bloqueará o FLoC, novo método de rastreamento de usuários do Google. Nos últimos dias, os navegadores Brave e Vivaldi (ambos baseados no Chromium) e as extensões AdGuard e uBlock Origin também já anunciaram que bloquearão o FLoC.

Por ora, o Google está testando o FLoC em um pequeno grupo de usuários (0,5%) em alguns países, Brasil entre eles. A Electronic Frontier Foundation (EFF) publicou um site que verifica se o FLoC está ativo no seu navegador. Clique aqui para conferir.

Não sabe o que é FLoC? Leia isto.

A lerdeza do Google

Para gravar o último vídeo do site, sobre organização de newsletters, criei uma conta descartável no Gmail. Fazia alguns anos que não usava o serviço, e assustei-me com a lentidão. Mesmo atividades triviais, como listar mensagens de um marcador ou mover uma mensagem de lugar, demoram — literalmente — mais de dez segundos.

O Google Docs, que usamos para editar o Tecnocracia, também me impressiona pela lerdeza. Estava editando o episódio desta semana e lembrei-me do Gmail. Minha digitação é normal (~80 ppm), mas nem se fosse duas vezes mais rápido que isso justificaria ver palavras se formando segundos depois de digitá-las em um editor de texto.

O YouTube é outra lerdeza, em tudo — de renderizar as páginas de vídeos a listar comentários e estatísticas no Studio, o painel de controle dos canais.

Uso um notebook de 2015 equipado com um Core i5 e 8 GB de RAM — nada super rápido, mas longe de ser lento —, e o navegador Safari. Talvez seja algo dessa combinação, mas suspeito que os serviços do Google sejam realmente lentos e quem os use assiduamente acabe não percebendo, como naquela história dos caranguejos que não notam a fervura gradual da água em que são cozidos.

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